Acompanhe ao vivo a entrevista de Magno Martins a Rádio Correio, na Paraíba

O titular do Blog, Magno Martins, participa, neste momento, do Correio Debate, na Rádio Correio, na Paraíba.

Trinta, dos 33 projetos contidos no pacote enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa foram aprovados, na manhã de hoje, pela Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Casa. As três propostas restantes foram retiradas de pauta, a pedido de deputados da oposição que integram o colegiado, que desejam se aprofundar melhor nos conteúdos antes de se pronunciarem. Essas matérias serão votadas na sessão da próxima semana.

De acordo com o presidente da Comissão de Justiça, deputado Antônio Moraes, o pacote completo de projetos deverá ser aprovado. A partir da CCLJ, todos seguem para as demais comissões técnicas da Casa e, em seguida, serão votados em plenário.

“Como eu havia afirmado quando os projetos chegaram à Comissão de Justiça, não houve dificuldades para aprová-los, porque tudo que a governadora Raquel Lyra enviou à Assembleia atende aos interesses da população de Pernambuco, e até mesmo a oposição reconheceu isso e deu seus votos a favor”, disse Antônio Moraes.

Entre os projetos aprovados pela CCLJ estão o que cria o programa Pernambuco sem fome, para beneficiar pessoas em situação de vulnerabilidade, e o Programa Família Acolhedora Pernambucana. Outras propostas foram aprovadas, como a que incrementa o efetivo do Corpo de Bombeiros, a que cria a carreira de Controle Interno do Estado e a que aumenta os valores das Bolsas-Auxílio de Formação Profissional para servidores estaduais.

“Também aprovamos um projeto importante, que estabelece gratificações de representação para diretores, superintendentes, gerentes, coordenadores e chefes nos hospitais de grande porte e no Hospital dos Servidores do Estado, que hoje estão carentes de pessoas capacitadas para esses cargos”, acrescentou Moraes.

A pedido de alguns integrantes da Comissão de Justiça, foram retirados da pauta de votação projetos como o que propõe a redistribuição do ICMS entre municípios, o que trata da reforma administrativa do Estado e o que cria o Bônus Livro. “A oposição pediu para analisar melhor esses projetos, mas todos voltarão à Comissão de Justiça na próxima semana para serem votados, porque estamos em cima do prazo para o fim do período legislativo”, esclareceu Antônio Moraes.

O ex-presidenciável pelo PDT Ciro Gomes justificou agressão a jovem que o chamou de “bandido” por não achar razoável uma “pessoa decente” ser insultada “de graça”, após afirmar que não gosta de levar desaforo para casa. O pedetista deu as declarações em entrevista, nesta segunda-feira, ao podcast do vereador Pedro Ferreira Mesquita Filho, conhecido como PPCell (PSD).

— Não acho razoável uma pessoa decente ser insultada de graça e não reagir. Eu fico pensando que, se não reagir, estou aceitando — afirmou Ciro. — No fim, o filho da gaita que fez a provocação, que chama gente séria de ladrão, misturando alhos com bugalhos, que possivelmente vota em ladrão. As informações são do O Globo.

Neste domingo, viralizou um vídeo em que o músico Tiê Rocha, de 30 anos, provocou Ciro Gomes em um show de samba em Fortaleza, capital do Ceará. No momento, ele chamou o político de bandido e, logo em seguida, levou um tapa no rosto, e o ex-ministro pediu para ser respeitado.

Em uma publicação nas redes sociais, o músico afirmou que o candidato à Presidência em 2022 demonstrou “zero controle emocional” e que o Ciro “vai aprender a respeitar a cara de um sertanejo”:

“Ciro vai aprender a respeitar a cara de um sertanejo. Eu fiz uma pergunta e ele podia ter só dado uma gargalhada na minha cara e saído, mas resolveu me agredir, nítido comportamento de uma pessoa com zero controle emocional”, escreveu o músico em um comentário nas redes sociais. Em outra postagem, Tiê se refere a Ciro como “branco cis desequilibrado”.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, prevê um crescimento exponencial da sigla nas eleições municipais de 2024. O dirigente inclui Pernambuco na lista dos estados que ampliarão o número de prefeitos.

Nessa entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, Valdemar afirmou que a direita manterá sua força nas urnas, apoiada na figura do ex-presidente Jair Bolsonaro, que mesmo inelegível será “o maior transferidor de votos do Brasil”.

Folha: Presidente, como o PL está se preparando para as eleições municipais após o resultado de 2022?

Valdemar: O PL é um partido com vida orgânica, que vem ganhando a preferência de pessoas de todas as classes sociais e faixas etárias, pelo respeito que teve às eleições e por sua história. Estamos ampliando a juventude do partido, valorizando e estimulando o papel das mulheres na política, ao passo em que também lançamos a plataforma PL60+, a maior iniciativa já feita neste País voltada para a população sexagenária. Portanto, estamos avançando após o grande resultado que tivemos nas urnas em 2022, que fez do PL o maior partido do Brasil. Seguimos fazendo o dever de casa e queremos eleger mais de mil prefeitos no próximo ano em todo o País. E Pernambuco é uma de nossas prioridades.

Folha: Como se dará essa prioridade?

Valdemar: O partido vem trabalhando unido, sob a liderança do presidente estadual Anderson Ferreira, e com o apoio de todas as lideranças políticas, como os nossos quatro deputados federais e cinco estaduais. Queremos oferecer candidaturas competitivas ao máximo de municípios pernambucanos, do Litoral ao Sertão. Claro que teremos as nossas prioridades, como a reeleição do prefeito Mano Medeiros em Jaboatão dos Guararapes, o segundo maior município do estado. Mas também estaremos fortes em Olinda, com a força de Izabel Urquiza; em Caruaru, temos o deputado Fernando Rodolfo; no Cabo de Santo Agostinho, vamos lançar o deputado Joel da Harpa; e em Abreu e Lima, a Rebeca Lucena. Vamos crescer principalmente no Agreste, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro foi uma figura central nas eleições. E no Recife, teremos como candidato o ex-ministro Gilson Machado.

Folha: O partido vai fazer um ato nesta quarta-feira em Brasília, onde Gilson Machado vai assumir o diretório do Recife. Isso tem o objetivo de fortalecer a pré-campanha dele na Capital?

Valdemar: Gilson Machado assume o diretório municipal do Recife nesta quarta, num ato em que fortalecermos todas as pré-candidaturas importantes no estado de Pernambuco. O nosso presidente estadual Anderson Ferreira fez um importante trabalho após as eleições e hoje temos quadros de muita qualidade para apresentar em quase todos os municípios do estado.

Folha: Qual será o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições municipais para o PL? O fato dele estar inelegível atrapalha?

Valdemar: De forma alguma. O presidente Bolsonaro é o maior transferidor de votos do Brasil. Ele vai percorrer Pernambuco e todo o País, levando sua palavra de esperança, de que precisamos unir a direita para colocar o Brasil de novo nos trilhos. E esse caminho começa justamente nas eleições municipais. Quando Bolsonaro começou seu mandato, o Lula estava inelegível. Aliás, estava preso. Por isso, o entendimento jurídico não é algo tão definitivo quanto alguns querem fazer parecer. Ainda é cedo para discutirmos 2026, mas a direita e o bolsonarismo estão vivos e presentes nas ruas, somado a um sentimento de injustiça que foi motivado por essas decisões do Tribunal Superior Eleitoral. Vamos ainda aguardar, tudo no seu tempo, mas não será esse detalhe que vai diminuir as esperanças dos brasileiros que querem uma nação mais justa, que querem voltar a sorrir, a ter emprego, saúde, educação.

Já em João Pessoa, para o lançamento da biografia de Marco Maciel, às 15 horas, na Assembleia Legislativa, darei entrevista, daqui a pouco, ao jornalista Luís Tôrres, que apresenta o programa Rede Verdade, campeão em audiência na TV Arapuan, integrante do sistema da Rede TV.

O cantor Alexandre Pires foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nessa segunda-feira (4/12). Foram mais de dois anos de investigação para apontar o intérprete de “Essa Tal Liberdade” como suspeito em um esquema de garimpo ilegal em Terras Indígenas Yanomami (TIY).

Em janeiro de 2022, a PF identificou 30 toneladas de cassiterita extraídas do território indígena na sede de uma empresa investigada. O minério era preparado para o envio ao exterior. As informações são da coluna Na Mira, do Metrópoles.

Apelidada de “ouro negro”, a cassiterita permite a extração de estanho, usado inclusive para fabricação de telas de celular e de outros aparelhos eletrônicos, de acordo com a PF. Em média, uma tonelada vale US$ 40 mil. Ao todo, a organização criminosa teria movimentado R$ 250 milhões.

O inquérito policial revelou esquema voltado para “lavagem” de cassiterita. O minério seria retirado ilegalmente da terra Yanomami, mas era declarado como originário de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba (PA), supostamente transportado a Roraima para tratamento.

À época, a PF identificou transações financeiras que envolviam toda a cadeia produtiva do esquema, com participação de pilotos de aeronaves, além do auxílio de postos de combustíveis, lojas de máquinas, equipamentos para mineração e “laranjas”, para encobrir movimentações fraudulentas.

Um dos responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes é o conhecido empresário Matheus Possebon, influente no ramo musical. Ele é um dos executivos da Opus Entretenimento, que gerencia a carreira de diversos famosos, como Daniel, Seu Jorge, Ana Carolina, Munhoz e Mariano, entre outros. Possebon também se arrisca nesse cenário e já gravou canções em estúdios internacionais.

No catálogo de artistas, ainda está o cantor Alexandre Pires, que é investigado por participação no esquema. O pagodeiro teria recebido ao menos R$ 1 milhão de uma mineradora alvo da PF.

Operação

Com o objetivo de desarticular o esquema de financiamento e logística do garimpo ilegal, a Operação Disco de Ouro cumpriu mandado de busca e apreensão contra o músico, que se apresentava em um cruzeiro, em Santos.

As equipes cumpriram dois mandados de prisão, bem como seis de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Roraima, em Boa Vista (RR), Mucajaí (RR), São Paulo (SP), Santos (SP), Santarém (PA), Uberlândia (MG) e Itapema (SC). A Justiça determinou, ainda, o sequestro de mais de R$ 130 milhões em bens dos suspeitos.

Alexandre Pires

Em 1989, o cantor Alexandre Pires fundou o grupo de pagode romântico Só Pra Contrariar. A carreira como vocalista — até sair do grupo, no início dos anos 2000 — deu fama ao artista. Entre os sucessos do SPC, destacam-se “Sai da minha Aba”, “Depois do Prazer” e “Que Se Chama Amor”.

Metrópoles entrou em contato com a assessoria do cantor Alexandre Pires, mas até o momento não houve resposta. O espaço segue aberto para possível manifestação.

Um preso a cada 4 dias

A Polícia Federal (PF) prende em flagrante, em média, uma pessoa a cada quatro dias por crimes de mineração ilegal, o que inclui o garimpo ilegal, além de outras fases desse mercado, como o transporte e a venda desse minério, conforme o Metrópoles revelou em agosto deste ano.

Os dados da PF mostram que, no ano de 2019, a quantidade de prisões em flagrante por mineração mais que dobrou, registrando aumento de 108,77%. Já em 2022, houve queda de 46,81% no número de presos pela PF por esse tipo de crime.

Essas estatísticas da PF sobre as prisões em flagrante por esse tipo de crime são referentes a 2019 e 2022 – apenas dados desses anos foram disponibilizados para a reportagem.

Em março de 2023, em uma blitz, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de São Paulo identificou 20 toneladas de cassiterita sendo transportadas. A carga apreendida foi avaliada em R$ 3 milhões.

O motorista, de 37 anos, receberia R$ 110 mil pelo frete. A carga teria saído de Boa Vista (RR) e sido extraída da reserva Uraricoera. Ele e o passageiro, também de 37 anos, foram presos em flagrante por transporte de minério extraído ilegalmente. Ambos já tinham passagens pela polícia.

Um estudo elaborado pela consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados deve trazer novas dores de cabeça ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.nO entendimento de técnicos da Casa, obtido pelo GLOBO, é de que o bloqueio (contingenciamento) de despesas no ano que vem pode chegar a R$ 56 bilhões, e não ficar em no máximo R$ 23 bilhões, como defende a equipe econômica.

Esse valor é importante, porque Haddad tenta evitar que bloqueios atinjam o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que poderia levar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mudar a meta de zerar o déficit nas contas públicas no ano que vem.

No mês passado, a Fazenda anunciou que o contingenciamento de despesas em 2024 precisaria respeitar duas regras. Uma dessas regras limita o bloqueio a 25% dos gastos discricionários. E outra que limita a alta de gastos real (acima da inflação) um piso de 0,6% e um teto de 2,5%. Essas duas regras combinadas, na visão da Fazenda, impediriam um bloqueio maior do que R$ 23 bilhões, sob risco de o crescimento da despesa no ano ficar abaixo de 0,6%.

A visão da consultoria da Câmara — em estudo assinado pelos técnicos pelos Dayson Almeid, Eugênio Greggianin, Márcia Moura e Ricardo Volpe — afirma que esse entendimento “subverte a lógica” do novo arcabouço fiscal.

“Para fins da execução financeira, a regra fiscal norteadora é a meta de resultado primário. Admitir que o montante a ser contingenciado deve atender à regra distinta da meta fiscal — isto é, a um mínimo de crescimento de despesas — subverte a lógica instituída pela própria lei (do arcabouço fiscal)”, diz o estudo.

O contingenciamento serve para controlar a execução dos gastos e evitar o descumprimento da meta fiscal.

Deputados endossam nota

A Nota Técnica foi elaborada a pedido dos deputados Pedro Paulo (PSD-RJ), vice-líder do governo na Câmara, e Claudio Cajado (PP-RJ), relator do arcabouço fiscal. Os parlamentares fizeram dois questionamentos à consultoria: se o valor a ser contingenciado deveria também levar em consideração o crescimento mínimo de 0,6% da despesa, e se a LDO poderia ser o instrumento para fixar o limite máximo de contingenciamento. Para ambas as perguntas, a resposta foi “não”.

Para o deputado Pedro Paulo, o estudo reforça a sua visão de que o entendimento da Fazenda não faz sentido. Segundo ele, a interpretação da pasta “extrapola” o limite legal do arcabouço.

— A transformação do limite orçamentário de crescimento real da despesa em um piso durante a execução extrapola o espaço interpretativo concedido pelo texto legal. Se desejam mudar a regra, enfrentem o problema de frente: proponha ao Congresso alteração do arcabouço, e não por pareceres frágeis, colocando em risco o próprio ministro Haddad e o presidente Lula. Sou da base do governo, trabalho para que dê certo e fica o alerta: não façam, já vimos esse filme antes — disse.

Cajado, por sua vez, está em viagem para a COP28 em Dubai e se limitou a dizer que a nota técnica é “autoexplicativa”.

Limite para elaboração do Orçamento

Os técnicos da Câmara afirmam que o intervalo de gastos de entre 0,6% e 2,5% diz respeito apenas à elaboração do Orçamento, ou seja, se trata de uma meta orçamentária. Já a meta de resultado primário é uma meta “financeira”, está atrelada à execução dos gastos, propriamente dito.

“A transformação do limite orçamentário (teto) de crescimento real da despesa (0,6%) em um piso durante a execução extrapola o espaço interpretativo concedido pelo texto legal.”

O estudo da Câmara também questiona a emenda apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) para limitar a R$ 23 bilhões os bloqueios. Segundo os técnicos, a lei de diretrizes orçamentárias (LDO) não pode se sobrepor a Lei Complementar que instituiu o novo arcabouço fiscal.

“O parâmetro que determina o montante exigível a ser contingenciado (25%) somente pode ser alterado mediante projeto de alteração da lei complementar, não sendo viável tal regulamentação pela LDO,” diz o estudo.

A mudança na meta de déficit zero tem sido defendida por ministros como Rui Costa, da Casa Civil. Ele alega que a meta proposta pela Fazenda foi muito ousada, e agora poderá levar o governo a ter que contingenciar despesas com investimentos, principalmente do PAC.

Por isso, tem tentado fazer com que Lula muda a meta para um déficit em torno de 0,5% do PIB. Haddad, por sua vez, entende que uma eventual mudança poderia enfraquecer o regime fiscal e tem afirmado que o governo vai perseguir o número de forma “obstinada”.

No mercado financeiro, investidores entendem que é preciso manter o número, ainda que ele não seja alcançado. É que o arcabouço fiscal já prevê o acionamento de “gatilhos” para contenção de despesas nos anos seguintes, caso a meta não seja alcançada. Mudar a meta impediria que essas medidas fossem colocadas em prática, e levaria a uma revisão para cima das projeções de endividamento do governo brasileiro.

A agência de classificação de risco Fitch, também alertou que uma mudança colocaria o Brasil mais distante de voltar a ter “grau de investimento”.

Depois do sucesso do lançamento de ontem, em Campina Grande, hoje será a vez de João Pessoa, a charmosa capital paraibana. O lançamento está previsto para às 15h, no Salão Nobre da Assembleia Legislativa. Confira abaixo as imagens da noite de autógrafos de ontem, no Salão Nobre da Câmara de Vereadores de Campina Grande.  

Presidente da Câmara, Marinaldo Cardoso
Ex-prefeito de Campina Grande, Félix Araújo
Paulo Júnior Freitas, vice-prefeito de Ouro Velho
Prefeito de Lagoa de Roça, Severo Luís
Erivaldo Ribeiro, ex-prefeito de Campina Grande, pai do deputado federal Aguinaldo Ribeiro
Presidente da Academia de Letras, Thélio Farias
Ex-deputado federal Álvaro Neto, aliado de Marco Maciel
Vereador Anderson Pila
Presidente do Instituto Histórico de Campina Grande, Vanderley Brito

Deputados de oposição e situação da Assembleia Legislativa (Alepe) reverberaram na reunião ordinária desta segunda-feira (4) a aprovação, por unanimidade, do parecer final da Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e do Plano Plurianual (PPA) na Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Casa.

A PLOA e o PPA da governadora Raquel Lyra (PSDB) receberam 1.329 e 91 emendas parlamentares, respectivamente, segundo esclareceu à reportagem a presidente de Finanças, a deputada Débora Almeida (PSDB). A previsão é de que sejam votados no plenário da Alepe nesta terça-feira (5). Caso aprovado, o orçamento para Pernambuco em 2024 é de R$ 49,5 bilhões. As informações são do Blog da Folha.

Tanto a PLOA quanto o PPA são formulados pelo Poder Executivo, neste caso, pelo Governo de Pernambuco. Na LOA, a governadora Raquel Lyra determina em detalhes as despesas e as receitas de Pernambuco para o ano seguinte. O PPA, por sua vez, é dividido em planos e ações e é revisto anualmente.

Por ser relatora geral do orçamento, Débora passou a presidência da reunião extraordinária do colegiado ao vice-presidente de Finanças, o deputado Lula Cabral (SD). O encontro aconteceu na manhã desta segunda-feira (4). À tarde, na tribuna, o ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho salientou que o consenso a que o grupo chegou é uma vitória para os pernambucanos.

“Com isso, tranquilizando o Governo do Estado de Pernambuco que no ano que vem certamente terá o seu orçamento, verbas destinadas para tocar as obras que foram prometidas em campanha. (…) Eu fico feliz e digo que hoje foi um momento histórico em Pernambuco a aprovação da PLOA e do PPA, que não mostra uma vitória do legislativo pelo executivo, muito pelo contrário, representa uma vitória de todo o povo pernambucano”, declarou.

O deputado fez referência ao imbróglio na Comissão de Finanças na reunião do dia 22 de novembro. A presidente do colegiado e a maioria dos deputados presentes se desentenderam sobre a apreciação dos pareces parciais dos projetos orçamentárias. Enquanto a tucana decidiu adiar a apresentação dos textos sob a justificativa de mais tempo para analisar as emendas recentes, os deputados que se sentiam aptos não queriam deixar para a semana seguinte, resultando na votação dos pareces parciais mesmo após o encerramento e sem a presença da presidente. O assunto chegou a ir para o plenário e foi motivo de embate entre o presidente da Alepe, o deputado Álvaro Porto (PSDB) e a deputada Débora Almeida.

Além destes impasses, o legislativo cobrou que o executivo estadual acrescentasse ao orçamento do Estado R$ 1,1 bilhão do Fundo de Participação dos Estados (FPE).  Sobre o assunto, a deputada delegada Gleide Ângelo (PSB) definiu o acréscimo como “reparação” e citou emendas que realizou aos projetos orçamentários para a área da segurança pública.

“Eu quero parabenizar a todos os deputados e deputadas da Comissão de Finanças por ter tido esse olhar, dessa necessidade de investir na segurança pública”, afirmou. A socialista propôs várias medidas para a valorização dos profissionais da área, como o investimento de R$ 80 milhões para a contratação de mil policiais penais e R$115 milhões para a extinção das faixas salariais dos policiais militares.

O líder do Governo na Assembleia, deputado Izaías Régis (PSDB)) utilizou a tribuna para agradecer aos colegas deputados das Comissões de Finanças, da de Constituição, Legislação e Justiça e da de Administração Pública pela aprovação da PLOA e do PPA. “Tenho que agradecer a todos os deputados independentemente de oposição ou situação. Nós fizemos o nosso papel. (…) A nossa governadora Raquel Lyra com certeza vai executar o orçamento de acordo com o dispositivo que está no orçamento”, afirmou.

Pernambuco sem destaque no PIB

No levantamento do IBGE sobre o desempenho dos Estados no crescimento do PIB em 2021, Pernambuco ficou em 12º lugar, sem nenhum destaque que chame atenção, enquanto o Distrito Federal manteve-se como a Unidade da Federação com o maior Produto Interno Bruto per capita brasileiro: R$ 92.732,27. O resultado é 2,2 vezes maior que o PIB per capita geral do País, que ficou em R$ 42.247,52 em 2021, após um aumento de 17,6% em valor em relação a 2020, quando era de R$ 35.935,74.

O Mato Grosso teve o segundo maior PIB per capita – R$ 65.426,10, seguido por Santa Catarina (R$ 58.400,55), São Paulo (R$ 58.302,29), Rio de Janeiro (R$ 54.359,61), Rio Grande do Sul (R$ 50.693,51), Mato Grosso do Sul (R$ 50.086,07), Paraná (R$ 47.421,76), Espírito Santo (R$ 45.353,81) e Minas Gerais (R$ 40.052,13). Pela primeira vez na série histórica, São Paulo não ocupou a segunda posição no ranking de maiores PIBs per capita, descendo em 2021 à quarta posição.

Já o Rio de Janeiro, que iniciou a série com o terceiro maior PIB per capita do País, deixou a sexta posição ocupada em 2020, seu mais baixo patamar, subindo ao quinto lugar em 2021. Apenas Unidades da Federação do Sudeste, Sul e Centro-Oeste apareceram entre os dez maiores PIB per capita do País.

No Centro-Oeste, além da primeira posição ocupada pelo Distrito Federal, Mato Grosso saiu da 11ª para a segunda posição, entre 2002 e 2021. Mato Grosso do Sul ocupou a sétima posição em 2021, avançando uma posição ante 2002, enquanto Goiás caiu da 10ª para a 11ª posição, no mesmo período. O menor PIB per capita do País em 2021 foi o do Maranhão, R$ 17.471,85.

Os dados do IBGE mostram que, passado o choque inicial provocado pela crise sanitária em 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) teve crescimento em todas as 27 unidades da federação no ano seguinte, em 2021. Os maiores avanços foram registrados no Rio Grande do Sul (9,3%), Tocantins (9,2%) e Roraima (8,4%).

Na média nacional, o PIB avançou 4,8% em 2021, recuperando-se da queda registrada em 2020, provocada pelo choque da pandemia de Covid-19. Em São Paulo, a atividade econômica cresceu 4,7% em 2021, totalizando R$ 2,720 trilhões. O Estado concentrou uma fatia de 30,2% do PIB nacional.

Bahia, a vitrine do NE – No Rio de Janeiro, o PIB cresceu 4,4% em 2021, respondendo por 10,5% de todo o PIB brasileiro. Minas Gerais, com avanço de 5,7% na economia regional em 2021, respondeu por 9,5% do PIB nacional. Os demais Estados com as maiores fatias no PIB brasileiro em 2021 foram Rio Grande do Sul (6,5% de participação no total nacional), Paraná (6,1% de participação), Santa Catarina (4,8%), Bahia (3,9%) Distrito Federal (3,2%), Goiás (3,0%) e Pará (2,9%). As menores fatias no PIB entre as unidades da federação foram as de Roraima (0,2%), Amapá (0,2%) e Acre (0,2%).

Alagoas, a grande surpresa – No Nordeste, a variação média de crescimento do PIB em 2021 foi de 4,3%. Alagoas registrou o maior desempenho em termos de acréscimo em volume, com 6,3%. Já a Região Norte teve aumento de 5,2%. Apenas Rondônia (4,7%) e Pará (4,0%) tiveram resultado inferior à média nacional, enquanto a Região Sul teve a maior variação, 6,5%, devido ao desempenho do Rio Grande do Sul.

SP e RJ abaixo da média – Na Região Sudeste, a alta em volume foi de 4,8%, mesma taxa verificada no Brasil. Espírito Santo e Minas Gerais, cresceram 6,0% e 5,7%, respectivamente. As altas de São Paulo (4,7%) e Rio de Janeiro (4,4%) foram inferiores à média nacional. Já o Centro-Oeste teve a menor variação (1,9%), devido ao resultado negativo na agropecuária.

A fortaleza do agronegócio – Em 2023, o PIB brasileiro ainda tem sido ajudado pelo bom desempenho do mercado de trabalho formal e do agronegócio. O País colheu uma supersafra e se beneficiou de preços ainda elevados das commodities no cenário internacional. O primeiro trimestre (do agronegócio) foi muito forte e teve efeitos indiretos seja em setores de logística e até financeiros. Nos próximos anos, a previsão é que a economia brasileira tenha um desempenho muito próximo ao da nova faixa do PIB potencial.

Crescimento tímido em 24 – Para 2024, a estimativa no relatório Focus, pesquisa divulgada pelo Banco Central com uma centena de economistas, é que o PIB cresça 1,5%, subindo para 1,93% em 2025 e 2% em 2026. Nesse cenário, não se espera uma grande aceleração do crescimento. Uma nova subida de patamar só virá com a volta do investimento, que está praticamente estagnado, e a redução das incertezas fiscais. Se o País conseguir melhorar o desempenho das contas públicas, os juros da economia poderão ser reduzidos.  

CURTAS

JOÃO PESSOA – Em nova maratona de lançamentos da biografia de Marco Maciel pelo Nordeste, João Pessoa foi escolhida hoje para uma tarde de autógrafos. Está marcada para o Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Paraíba, a partir das 15 horas. Amanhã, será em Natal.

HOMENAGEM CEARENSE – O Ceará fará uma grande homenagem a Marco Maciel na próxima quinta-feira, durante lançamento da biografia do ex-vice-presidente na Assembleia Legislativa, às 18 horas. Lideranças que conviveram com o político pernambucano, como os ex-governadores Gonzaga Mota e Lúcio Alcântara, tomaram a iniciativa.

Perguntar não ofende: Por que o PIB pernambucano tem crescido num patamar tão tímido?