E-mail ‘lulalivre’ era vinculado a celular usado por criminosos do PCC que espreitavam Moro

O ponto de partida da investigação sobre o plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para sequestrar o senador Sérgio Moro (União-PR) foi o grampo de celulares indicados por um ex-membro da facção que delatou a ação. Além da quebra de sigilo dos aparelhos, a Polícia Federal (PF) pediu às operadoras todas as informações de cadastro das linhas telefônicas. Os dados incluem código do chip, o chamado IMEI, e endereços de email. Um deles é o lulalivre1063@icould.com.

‘Lula livre’ foi um bordão que ganhou força entre os adeptos do PT e seguidores do presidente quando ele ficou preso durante 580 dias, entre abril de 2018 e novembro de 2019, na sede da Polícia Federal em Curitiba, condenado por Moro na Operação Lava Jato – condenação mais tarde anulada pelo Supremo tribunal Federal (STF). As informações são do Blog do Fausto Macedo, do Estadão.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

Levantamento da Quaest mostra que o presidente Lula perdeu a popularidade nas redes sociais após as declarações sobre o senador Sergio Moro. As informações são do O Antagonista.

De acordo com o monitoramento, divulgado pela CBN, as menções positivas ao petista no Twitter, Facebook e Instagram atingiram o pior índice da série histórica do instituto, e não ultrapassa a marca dos 20% em relação ao total. A média registrada desde o início do mandato era de 53%.

A fala, de acordo com o levantamento da Quaest, gerou mais de 358 mil menções nas redes, “com alcance ultrapassando a casa das centenas de milhões”. Menos de 10% desse total foram citações em defesa de Lula.

Como mostrou a Crusoé, integrantes do Palácio do Planalto e petistas históricos têm manifestado preocupação com as declarações polêmicas do presidente nos últimos dias. Já há um sentimento dentro do PT de que o chefe do Poder Executivo precisa de um “freio”, sob pena de ele perder parte de seu eleitorado.

Petrolina - Destino

Por Magno Martins – exclusivo para a Folha de Pernambuco

Em Brasília, seja no Congresso, no Supremo Tribunal Federal e até no Palácio do Planalto, onde o presidente da República despacha, só se comenta a saúde mental de Luiz Inácio Lula da Silva, que está próximo de completar 100 dias do seu terceiro governo. A colunista Eliane Cantanhêde, do Estadão e da Globo News, conseguiu captar esse sentimento.

Segundo a jornalista, que é uma das mais bem informadas da corte, a pergunta que mais se ouve é a seguinte: “O que está acontecendo com Lula?”. E complementa: “É mais do que compreensível que, depois de tudo o que passou, a prisão, a morte do neto…, Lula chore num discurso, num evento. Mas, se ele chora tanto, tão seguidamente, começa a gerar um zunzunzum incômodo sobre as condições emocionais de um presidente que volta para um terceiro mandato num País e um mundo diferentes – e mais hostis”.

Ipojuca - IPTU 2026

Por Marcelo Tognozzi*

Na Constituinte de 1946 havia um senador presente em todos os momentos importantes, mas que praticamente não frequentou o plenário do antigo Palácio Monroe, então sede da câmara alta no Rio. Getúlio Vargas, foi deposto pelos militares em 25 de outubro de 1945. Em 2 de dezembro do mesmo ano vieram as eleições gerais.

Getúlio turbinou o PSD, elegeu o general Eurico Gaspar Dutra e ganhou uma cadeira de senador pelo Rio Grande do Sul. Mesmo assim, passava a maior parte do tempo retirado na Fazenda Itu, em São Borja (RS).

Caruaru - IPTU

Só soube, hoje, da morte do jornalista Leonel da Mata, ex-repórter da TV-Globo, em Brasília. Foi embora novo, aos 71 anos, vítima de uma pneumonia. Leonel fumava muito. O conheci numa viagem juntos pela selva amazônica, no final dos anos 80.

Leonel era repórter do Jornal Nacional, eu, chefe de Comunicação do Projeto Rondon, em Brasília, presidido por Silvio Amorim. Fizemos uma incursão de três dias para conhecer um dos programas mais interessantes e apaixonantes do Rondon em Benjamin Constant, já na fronteira com o Peru.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Lula erra feio

Lula deu uma tremenda pisada de bola ao insinuar que Sérgio Moro fez uma “armação”, num caso em que sua vida estava em risco, resultado de uma ação criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC), descoberta pela Polícia Federal, comprovada e atestada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino. Conforme avaliou o deputado Alberto Feitosa (PL), diante das estapafúrdias declarações do presidente, Flávio Dino deveria pedir demissão.

“Até porque é inadmissível um chefe da Nação colocar em dúvida todo o trabalho de uma polícia honrada e respeitada, como a Federal”, disse o parlamentar. Para o deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR), Lula feriu as instituições, agiu de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo, o que configura crime de responsabilidade. “Em vez de se colocar ao lado da lei, das forças de segurança e das vítimas, Lula se colocou ao lado do PCC”, afirmou o ex-procurador da República.