Bolsonaro voltará ao poder?

Por Adriano Oliveira*

Após a prisão do então ex-presidente Lula, a sua morte política foi decretada. Contudo, não me incluo nesta pressa. Cheguei, inclusive, a escrever artigo mostrando a possibilidade de ocorrer disputa entre Lula e Bolsonaro na eleição presidencial. E frisei que o ex-presidente seria favorito a vencer em virtude da memória econômica do eleitor para com a sua era.

Lula teve no caminho da sua exitosa carreira política, diversos sobressaltos, tendo como o principal, a Lava Jato. O então ex-presidente soube esperar calmamente os equívocos da Justiça para voltar liderando ampla frente em defesa da democracia. Jair Bolsonaro conquistou vários mandatos de deputado e um de presidente da República produzindo conflitos com as instituições. Bolsonaro é produto da crise. É nela que ele ganha robustez. Em meu último livro mostrei que o bolsonarismo é produto da crise produzida pela apressada e míope Operação Lava Jato.

Bolsonaro exerceu a presidência da República produzindo crises. O seu governo foi fortemente atingido por grave pandemia. Mas de modo algum, posso afirmar, que se não fosse a pandemia, o governo Bolsonaro teria maior popularidade. A Covid-19 serviu para Bolsonaro produzir mais crises e, ao contrário do senso comum, encontrar caminhos para o fortalecimento do bolsonarismo.

Lula venceu a eleição presidencial por pequena margem em virtude dos méritos da sua era. Ganhou com rejeição grande, semelhante a de Bolsonaro. Foi uma eleição do medo, assim como previ em artigo no ano de 2021. Lula assumiu o poder com legitimidade democrática. Mas, Bolsonaro não reconheceu o resultado e incentivou questionamentos a ele.

No último dia 08/01/2023, os bolsonaristas radicais, hoje qualificados como terroristas, promoveram grave ataque à democracia. As instituições reagiram com firmeza, embora outras especificas tenham colaborado com os atos. Bolsonaro, recluso, não se manifestou fortemente contra os terroristas. E ainda postou vídeo, depois apagado, questionando o resultado da eleição. A crise atual possibilitará o retorno de Jair Bolsonaro ao poder? Cenário bastante remoto. Pois, as instituições sofrem estresse, aparentam acomodação, mas reagem.

A desbolsonarização acontecerá. Todavia, ela será pujante se o governo Lula resgatar a pujança econômica da sua primeira era (2003 a 2010).

*Doutor em Ciência Política. Professor da UFPE. Fundador da Cenário Inteligência.

Sebrae - Fazer dar certo

Convidei o corredor Carleone Falcão, também sertanejo, do tronco do Ouricuri, para cumprir 10 km de corrida, há pouco, pelas ruas do Recife. Serviu como início dos preparativos para a próxima Corrida das Pontes, no Recife Antigo.

A Jaqueira foi o start da nossa largada. Antes de subir em direção ao bairro da Torre, cruzando sua famosa ponte sobre o Rio Capibaribe, conhecemos o Parque das Graças, já com sua segunda etapa concluída. Muito interessante e bonito. À margem do Cão sem plumas, como João Cabral de Melo Neto se referia ao Capibaribe, o novo espaço aberto pela Prefeitura terá em breve, com a conclusão da sua terceira etapa, até área para piquenique.

Gostei. De lá, dá até para contemplar o Capibaribe, através de uma plataforma sobre o rio, sustentada por estacas de concreto e aço. O local tem ainda mirante, bancos e bicicletário. Na margem do rio, foram plantadas mais de 400 mudas de mangue nativo.

O trecho completo, que vai ligar as pontes da Torre à da Capunga, deve ficar pronto em março. Segundo um assessor do prefeito João Campos, a obra tem custo de R$ 60 milhões. O Parque das Graças faz parte do projeto Parque Capibaribe, um sistema de parques integrados no Recife que, quando pronto, se estenderá por 30 km do percurso do rio.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

A primeira obrigação de Priscila 

Em meio ao clima de tensão que Brasília vive ao longo desta semana, o presidente Lula autorizou a queda de um dos sigilos de 100 anos impostos durante a gestão do seu antecessor Jair Bolsonaro. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República liberou ao Estadão o acesso à lista de pessoas que foram visitar a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro no Palácio da Alvorada.

A relação tem 565 registros de entrada na residência oficial e abrange o período de dezembro de 2021 a dezembro de 2022. Cabeleireira, pastor e “personal stylist” são alguns que aparecem no controle de duas portarias do Alvorada: a principal e a de serviço. A informação sobre quem foi visitar a então primeira-dama havia sido requerida durante o governo Bolsonaro por um cidadão com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).