Entre a tragédia e a comédia

Por Ricardo Andrade*

O símbolo que representa o curso de artes cênicas é composto por duas máscaras. Uma delas simula expressões faciais de tristeza, enquanto a outra simula expressões faciais de alegria. Esse símbolo se baseia nas famosas máscaras gregas e representa os principais gêneros teatrais da época: a Tragédia e a Comédia.

Após o último debate entre as duas candidatas ao Governo do Estado, realizado ontem, pela Globo Nordeste, essas duas características ficaram em evidência, quando relembramos que os palcos da atividade política podem ser associados à representação teatral, com narrativas – o gestual, a postura etc.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

O portal Poder360, do meu amigo Fernando Rodrigues, chegou a 11 milhões de visitantes únicos em setembro de 2022, renovando o recorde histórico de janeiro deste ano (9,9 milhões). Ante o mesmo mês de 2021, a alta foi de 240%.

A cifra consolida a posição deste jornal digital ao lado de veículos tradicionais, como o centenário O Estado de S. Paulo, que registrou 12,6 milhões de visitantes únicos em setembro, e o Valor Econômico (do Grupo Globo), com 11,2 milhões. No mês anterior, agosto, o Poder360 havia superado o Estadão e o Valor em audiência. Os 3 veículos flutuam na mesma faixa há cerca de 1 ano.

Petrolina - Destino

Mais de 200 advogadas e advogados pernambucanos que formam a Frente da Advocacia Progressista no Estado assinaram uma carta de apoio à candidatura de Marília Arraes ao Governo de Pernambuco e ao presidente Lula.

A carta, que conta com mais de 200 assinaturas, afirma que “o Estado de Pernambuco possui um longo histórico de tradições libertárias e que, em 2022, o país enfrenta o seu mais delicado processo eleitoral desde a redemocratização”.

Ipojuca - IPTU 2026

Debate político na reta final é igual a Copa do Mundo: só vale a pena assistir em boas companhias. Convidado pelo amigo Eduardo Monteiro, diretor-presidente do Grupo EQM, o qual a Folha de Pernambuco integra, fui até o seu belíssimo apartamento na beira mar, em Boa Viagem, no Recife.

Ele me recebeu ao lado da sua simpática Cláudia e dos assessores Pedro Henrique e Joni, além do seu filho Leonardo. Cheguei faltando uma hora para botar o papo em dia. Além de empresário da comunicação – um jornal e duas emissoras de rádio – Eduardo atua fortemente no agronegócio.

Caruaru - IPTU

Por Houldine Nascimento – Poder360

Com propostas em 2º plano, o debate promovido pela TV Globo entre as candidatas ao governo de Pernambuco, Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB), trouxe ao menos um momento inusitado na noite de ontem. Por quase 2 minutos, Lyra se esquivou de uma sequência de perguntas feita pela adversária sobre se o presidente Jair Bolsonaro (PL) “é corrupto”.

A situação se deu no 3º bloco do encontro entre as candidatas que disputam o Palácio do Campo das Princesas no 2º turno e fez parte de uma estratégia de Marília para nacionalizar a discussão. A candidata do Solidariedade é apoiada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na 1ª pergunta, a deputada questiona se “a corrupção no governo Bolsonaro existe ou não existe?”. Em resposta, Raquel Lyra diz: “Toda e qualquer corrupção merece ser investigada e punida e os representantes, quem quer que sejam, merecem responder por isso”.

Marília, então, volta a perguntar se a corrupção “existe ou não” no governo federal, mas Raquel segue se esquivando até que a deputada desiste, mesmo que temporariamente. O momento se assemelhou ao que houve em um debate entre os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni (PL) e Eduardo Leite (PSDB), na terça-feira. Clique aqui e confira a matéria completa.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Ninguém serve a dois senhores

Por Jair Pereira*

É bíblico: “Ninguém pode servir a dois senhores, pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”. Indo mais além: como pode haver comunhão entre luz e trevas? Entre justiça e injustiça? É disso que se trata o voto de quem sugere casar Lula presidente, Raquel Lyra governadora.

O voto dado para Bolsonaro em 2018, por pessoas de bem, fez emergir das trevas personagens como Damares, Ricardo Salles, General Pazuello, Sérgio Moro, Padre Kelmon, dentre tantos outros. Muitos que se iludiram nas boas intenções já se arrependeram, é verdade. Mas o custo, quatro anos depois, foi o imensurável sofrimento de mais de 14 milhões de pessoas que perderam empregos, de mais de 30 milhões de pessoas que voltaram a fazer parte do mapa da fome e mais de 680 mil mortos de Covid-19.