João Campos virou passageiro num trem pilotado por Lula e Marília

O velho Tancredo Neves costumava dizer que “ninguém é forte nacionalmente se não dominar a base”. E que perder eleição faz parte da vida de quem decidiu ser político profissional. E como ninguém ganha sempre, daí a necessidade de ler, sempre, Eclesiastes 3:1-10.

Escalado para representar o PSB numa festa que o PT organizou para Lula, na qual a candidata do Solidariedade, Marília Arraes foi a estrela ao lado do ex-presidente e candidato a um novo mandato, João precisou cumprir nas ruas a tarefa de mostrar o apoio de seu partido a Lula e a Marília.

O problema é que João Campos há pouco mais de dois anos derrotou a mesma Marília Arraes, sua prima, numa disputa tão feroz pela Prefeitura do Recife que as relações familiares foram cortadas de uma forma que nenhum dos dois fez qualquer gesto de aproximação. As informações são do colunista Fernando Castilho, do Jornal do Commercio.

Quem vota em Lula, vota em Marília?

Recife se vestiu de vermelho, ontem, na caminhada liderada pelo candidato do PT ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, em favor da postulante ao Governo do Estado pelo Solidariedade, Marília Arraes. Diante da gigantesca repercussão na mídia e pelas redes sociais, a pergunta que se faz é a seguinte: a força de Lula será suficiente para levar Marília a reagir nas pesquisas e deixar Raquel Lyra (PSDB) para trás?

Disputando num Estado lulista – aqui no primeiro turno o petista teve 65% dos votos – Marília aposta no casamento do voto com o candidato ao Planalto. Lula, em 2 de outubro, elegeu a senadora Teresa Leitão, mas não conseguiu a façanha de puxar Danilo Cabral, candidato a governador pelo PSB em aliança com o PT, que teve pouco mais de 18% dos votos válidos.