O debate foi bom, povo gosta de ringue. E no ringue, Lula foi nocauteado

O último debate entre os candidatos ao Palácio do Planalto, ontem, promovido pela poderosa, não agradou aos que esperavam apenas as mentiras de Lula sem reação contundente dos seus adversários. O que, felizmente, houve. Nem precisou de detector de mentiras, porque a cada ataque de Pinóquio do vendedor de ilusões, tomou flechadas.

Lula estava nervoso, agressivo e irritado. Por pouco, não socou o padre Kelmon, candidato do PTB. Tremeu quando ouviu Bolsonaro chamá-lo de ex-presidiário, chefe de quadrilha e mentiroso. Quase teve um chilique com Ciro Gomes, que o acusou de ter quebrado e de ser responsável pela chegada de Bolsonaro ao poder.

Petrolina - Destino

Miguel embala na reta final

Na reta final da campanha, os debates na televisão trouxeram um forte ingrediente, um ganho adicional ao candidato do União Brasil a governador de Pernambuco, Miguel Coelho. Quem ainda não o conhecia, principalmente na Região Metropolitana do Recife, não se cansa de elogiar, nos mais diversos segmentos formadores de opinião, o seu preparo, conhecimento amplo e profundo dos problemas do Estado, tirocínio político e administrativo.

Dentre todos os postulantes ao Palácio do Campo das Princesas, Miguel era, até então, o mais desconhecido da população da Região Metropolitana, onde se concentra metade dos eleitores do Estado. É fato que desde o início da campanha seus números nas pesquisas chamavam a atenção, porque eram sempre mantidos de forma sólida e a partir de um determinado momento em curvas ascendentes.