Em uma entrevista, o candidato a governador Miguel Coelho (UB) falou, ontem, sobre suas propostas e vários assuntos de interesse da população pernambucana. O ex-prefeito de Petrolina reclamou da atual situação de retrocesso em vários setores como emprego, segurança pública, saúde e o avanço da miséria em Pernambuco.
Miguel falou para o podcast da plataforma “Recife Ordinário” que o PSB transformou Pernambuco num estado do remendo e da fome. O candidato do União Brasil citou como exemplo a situação degradante do Hospital da Restauração, que já registrou a queda do teto de uma ala entre outros episódios.
“Esse atual governo é muito ruim de serviço. Quando caiu o teto da Restauração todo mundo ficou chocado. Todo mundo cobrou, inclusive eu, a reforma da Restauração. Aí o governo lança uma licitação de R$ 1,5 milhão. Isso não conserta um hospital daquele tamanho. Então, a gente precisa parar de ser o estado do remendo. É um probleminha e remenda aqui, um probleminha vai ali, de pouquinho em pouquinho, e a gente não consegue fazer nada bem feito, nada grande. Esse povo que está querendo nos apequenar. Não podemos aceitar”, criticou o candidato a governador.
Miguel também falou sobre o desafio do transporte público na região metropolitana. O candidato lembrou que enfrentou um monopólio de décadas quando foi prefeito e que vai trabalhar para melhorar o serviço no Recife. “Em Petrolina, a gente mudou a mobilidade. Tiramos a empresa de ônibus que estava há 40 anos, tudo sucateado. Conseguimos ônibus novos, sem aumentar preço da tarifa. Dá para fazer. Basta colocar como prioridade e não ter medo de enfrentar o problema”, disse.
Passada a fase do registro de candidatura, os candidatos irão receber seus CNPJ de campanha e deverão abrir suas três necessárias contas corrente de campanha. Após isso, mesmo sem ter havido qualquer tipo de entrada financeira de doação ou autofinanciamento, eles já poderão realizar despesas, ou seja, contratar serviços para suas campanhas. Vale registrar que a obtenção do CNPJ é necessária para o start da eleição.
O próximo passo é o início do período de campanha eleitoral que se inicia no próximo dia 16 e segue até a eleição, fase onde realmente é possível pedir votos e realizar todas as atividades típicas de uma eleição.
Como em todas as últimas eleições, existem mudanças nas regras eleitorais. Os candidatos e assessores ficam apreensivos do que pode ou não pode ser feito de propaganda eleitoral na próxima eleição. E devem mesmo se atentar para o que diz a legislação quanto ao que é possível ou não.
No que tange a propaganda eleitoral, seguindo a tendência dos últimos pleitos, nas eleições 2022 os atos e formas de propaganda de rua continuam bem reduzidos, sendo a internet, em especial as redes sociais e o WhatsApp, a grande aposta de divulgação e popularização das campanhas. Mas há inúmeras atos de rua que são permitidos, como, por exemplo, comício, carreata, uso de bandeirão (desde que móvel), porta a porta, reuniões políticas, adesivos perfurados no vidro traseiro do carro por toda extensão do vidro, santinhos, panfletos, adesivos de até meio metro quadrado para ser colado em qualquer lugar, exceto bens de uso público, como, por exemplo, shopping, bares, mercados e praças. Já em relação ao que é proibido, podemos destacar, por exemplo, a realização de showmício, pintura de muro, veiculação simples de carro de som, distribuição de brindes, telemarketing e etc.
Como grande novidade desta eleição, podemos destacar o show de arrecadação, bem parecido com o já conhecido jantar de adesão, que consiste num evento com banda, famosa ou nem tanto, para arrecadar recursos para determinada campanha.
Uma dúvida sempre suscitada, até pelo costume local, é quanto a possibilidade de uso de carro de som. Por isso, vale registrar que é vedado o uso de carro de som meramente como divulgador de jingle ou informe de campanha, mas é permitido o uso de carro de som acompanhando atos de campanha como porta a porta, carreata ou comício.
Já em relação a bandeira, que dá um bonito visual de campanha de rua, é possível usar desde que móvel, assim, a lei estipula que elas devam ser colocadas todos os dias e recolhidas todos os dias.
*Advogada especialista em Direito Eleitoral e em Direito Público. Atualmente é presidente da Comissão de Relações Institucionais da OAB-PE
O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO) requisitou da Prefeitura de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, a cópia dos processos de inexigibilidade de licitação para a contratação de cantores da “Festa Setembro 2022”. A procuradora Germana Laureano, do MPCO, quer avaliar as “justificativas para as contratações, instrumentos contratuais, termos aditivos, notas de empenho e ordens de pagamento”.
Os cachês totais já divulgados pela Prefeitura de Serra Talhada somam R$ 3.366.500,00 (três milhões trezentos e sessenta e seis mil e quinhentos reais). Gusttavo Lima receberá R$ 1 milhão de cachê por uma apresentação para a Prefeitura em 7 de setembro. Wesley Safadão, na mesma festa, receberá R$ 700 mil por outra apresentação em 4 de setembro. Os cachês foram divulgados no Diário Oficial do Estado (DOE) de ontem.
Além dos processos administrativos pelos cachês dos cantores, o MPCO também requisitou informações sobre as “demais despesas previstas para serem custeadas pelos cofres públicos municipais, ou já custeadas, que sejam relacionadas à realização do evento denominado Festa de Setembro 2022, tais como serviços de montagem e desmontagem de estrutura, palco, som, iluminação etc”.
Germana Laureano quer avaliar se o município sertanejo está cumprindo as obrigações sobre a “atual situação previdenciária municipal, notadamente comprovação do regular repasse das contribuições devidas ao RGPS e ao RPPS, bem como evidências de regular pagamento do funcionalismo público municipal, demonstrativos de aplicação de recursos nas ações e serviços públicos de saúde e na manutenção e desenvolvimento do ensino durante o exercício corrente”.
Segundo o MPCO, em outras ocasiões, o órgão defendeu que prefeituras, que não recolheram a previdência e que não estão com a folha salarial dos servidores em dia, não podem realizar festas públicas com altos cachês para artistas. Em maio, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco, por medida cautelar, cancelou a realização de festividades no Município de Bom Conselho, alegando que a cidade não estava com as contas em dia. O rei do piseiro, o cantor João Gomes, iria receber R$ 350 mil na ocasião. O MPCO também fez uma recomendação à prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), para não ocorrer a promoção pessoal de agentes políticos e candidatos na festa, inclusive no palco. A preocupação é o uso eleitoral da festa.
A procuradora Germana Laureano expediu recomendação para “que, ao ensejo do evento intitulado “Festa de Setembro 2022”, previsto para ocorrer nessa Municipalidade nos próximos dias 4 a 7 de setembro, não seja realizada nenhuma referência, por parte de quem quer seja, nem mesmo pelos artistas contratados, a agentes políticos, nem mesmo à Chefe do Poder Executivo Municipal, tampouco convidadas tais figuras públicas para o palco, dada a possibilidade de tais ações caracterizarem conduta vedada no art. 73 da Lei Federal 9.504/97”. A prefeita Márcia Conrado terá o prazo de cinco dias para responder ao ofício do MPCO.
Cantor, compositor e pianista, Guilherme Arantes é a grande atração do Sextou de hoje. Com show marcado para o próximo dia 27 no teatro Guararapes, no Recife, Guilherme Arantes vai falar sobre sua carreira, seus principais sucessos e da terrível fase que viveu oito meses em cima de uma cama por causa de uma enfermidade na coluna.
Entre tantos sucessos do cantor, que faz seus shows tocando piano, “Êxtase”, “Cheia de charme”, “Meu mundo e nada mais”, “Planeta água” e “Amanhã”. O Sextou vai ao ar pela Rede Nordeste de Rádio, formada por mais de 40 emissoras de rádio em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, na próxima sexta-feira, de 18 às 19 horas. Se você deseja ouvir pela Internet, clique no link acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store. Imperdível!
A coletiva de imprensa convocada pela candidata do Solidariedade ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, para hoje, às 11h, deve anunciar o apoio do prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel (PSL), à sua candidatura. Entretanto, ao tomar esta decisão, Pimentel não leva todo o seu grupo político para o lado de Marília. O seu vice, Evilásio Mateus (UB), segue apoiando a candidatura de Miguel Coelho (UB).
A Folha de Pernambuco traz, hoje, pesquisa confirmando praticamente os mesmos números do levantamento do Opinião da última segunda-feira neste blog, inclusive o crescimento do candidato do União Brasil, Miguel Coelho, que já aparece em segundo lugar. Veja!
Pesquisa realizada pela Opus Consultoria e Pesquisa de Belo Horizonte (MG) mostra que a candidata Marília Arraes (SD) segue na liderança na disputa para o Governo de Pernambuco com 34%. O candidato Miguel Coelho (UB) alcançou a segunda colocação, com 13%. Em seguida vem Raquel Lyra, com 12%. Na quarta colocação está Anderson Ferreira (PL) com 11%. Danilo Cabral (PSB) está em quinto, com 5%, seguindo de Esteves Jacinto (PRTB) que ficou com 2%. Os candidatos Cláudia Ribeiro (PSTU), João Arnaldo (PSOL), Wellington Carneiro (PTB) e Ubiracy Olympio (PCO) não pontuaram.
A pesquisa, registrada no TRE sob o número PE-09229/2022, foi realizada entre os dias 05 e 11 de agosto e foram feitas 1.000 entrevistas. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo, com um intervalo de confiança. Os números acima referem-se à pesquisa estimulada, em que o eleitor é informado sobre todos os candidatos que estão na disputa. Levando em conta a estratificação do eleitorado por gênero, faixa etária, escolaridade e religião, a situação é bem similar. Tanto entre os homens quanto entre as mulheres, Marília fica em primeiro, Miguel em segundo e Raquel em terceiro.
O material divide as faixas etárias entre jovem, meia idade e sênior. Nas duas primeiras, a primeira e a segunda colocações seguem com Marília Arraes e Miguel Coelho. O mesmo acontece quando se leva em conta, o grau de instrução do pesquisado. Os únicos resultados contrários são entre o público denominado sênior – em que Raquel lidera por apenas 2 pontos percentuais – e também entre os eleitores com nível superior, onde Raquel fica em segunda posição.
A pesquisa também mostra que Marília é a preferida no público que se autodenomina evangélico, ficando com 21% dos votos, à frente inclusive de Anderson Ferreira que tem a preferência de 19% desses eleitores. Os que se proclamam católicos ou outras religiões mantêm a preferência entre Marília Arraes e Miguel Coelho. Quando o eleitorado é dividido por regiões, o resultado da pesquisa mostra o quanto pesa a influência do trabalho realizado anteriormente por cada candidato.
A maior diferença entre o primeiro e segundo lugares foi registrada no Sertão do São Francisco, onde Miguel Coelho – ex-prefeito de Petrolina – tem 60% de preferência, seguida de Marília Arraes com 23%. Em todo o sertão, a candidata Marília Arraes alcança 33% de intenção de voto, seguida de perto por Miguel – que tem 28%.
Já no Recife, onde disputou a eleição para a Prefeitura há dois anos, Marília Arraes tem 43% das intenções de voto, seguida por Anderson Ferreira – ex-prefeito de Jaboatão – com 15%. Já no Agreste, a líder da pesquisa tem 28%, seguida de perto por Raquel Lyra – que comandou a Prefeitura de Caruaru até abril deste ano – com 23%.
Por outro lado, Marília Arraes também é a candidata com o maior índice de rejeição: 13%. O segundo mais rejeitado é Anderson Ferreira, com 12%, seguido de Danilo Cabral, com 10%. Esteves Jacinto vem logo atrás com 7% de rejeição. Miguel Coelho e Raquel Lyra empatam, com índices de 6% cada um.
O título não está na ordem inversa. Sim, 2022 será importante para medir se de fato a propaganda eleitoral de rádio e televisão ainda impacta fortemente nos rumos de uma campanha. Nessa época do ano, as pesquisas ainda não desprezam os percentuais de indecisos e daqueles que declaram voto nulo ou branco.
Esse cálculo só é feito em setembro, e sugere um impacto maior que o de costume. Mas a história demonstra que não é tamanho. Na primeira semana de agosto de 2006, Eduardo Campos pontuava com 14% (e não com os 4% que aliados insistem em propagar. Mendonça Filho, então governador, tinha 32% e Humberto Costa 24%. Aqueles que não declaravam voto beiravam a casa dos 20%. O resultado final do primeiro turno foi Mendonça com 39%, Eduardo com 33% e Humberto com 25%.
Na última disputa, em 2018, Paulo Câmara tinha 30% em 22 de agosto, enquanto seu principal adversário, Armando Monteiro, registrava 24%. Brancos, nulos e aqueles que não declararam voto eram 35%. Nas urnas, o socialista terminou reeleito com 50,7%, contra 35,99% do rival. Dado o histórico da relação pesquisa/urna, não se deve esperar candidatos subindo 20 pontos percentuais até outubro.
Ainda mais porque a quantidade de postulantes a governador nunca foi de cinco nomes. Assim, é praticamente certo descartar uma eleição de primeiro turno, mas o segundo colocado não deverá passar com tanta folga. Assim, a propaganda eleitoral, expressivamente reduzida, e um eleitorado que cada vez menos assiste televisão aberta não devem produzir efeitos tão drásticos. Agora é esperar para ver qual prognóstico a realidade vai confirmar.
Democracia vip – A sacada da Faculdade de Direito da USP virou uma espécie de “área vip” para acompanhar os atos em defesa à democracia, ontem, na capital paulista. Em baixo da faixa “Estado de direito sempre”, nomes como a cantora Daniela Mercury, Malu Verçosa, sua esposa, e o jornalista Chico Pinheiro assistiram aos discursos. Professores da USP, nomes do mercado financeiro, políticos como o ex-ministro Aloizio Mercadante, Joice Hasselmann, Marina Silva e Guilherme Boulos também foram vistos na área. A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) marcou presença no evento e comentou: “Esse é um momento de resgate da nossa democracia, algo que lutamos muito para conquistar”.
Voto contra Lula – O ex-ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, confessou, ontem, que votaria no presidente Jair Bolsonaro (PL) em um 2º turno contra Lula (PT). O juiz, no entanto, afirmou não ser “bolsonarista”. “Não imagino uma alternância para ter como presidente da República aquele que já foi durante oito anos presidente e praticamente deu as cartas durante seis anos no governo Dilma Rousseff [PT]. Penso que potencializaria o que se mostrou no governo atual e votaria no presidente Bolsonaro, muito embora não seja bolsonarista”, disse em entrevista ao portal UOL.
Ciro no primeiro turno – Marco Aurélio Mello também declarou seu voto no 1º turno em Ciro Gomes (PDT). Segundo o ex-ministro, “ninguém conhece mais o Brasil do que Ciro Gomes”. O pedetista, disse, “às vezes é um pouco açodado na fala”, mas “é um bom perfil”. O ex-ministro declarou que, em sua opinião, um ponto positivo do governo Bolsonaro é a escolha dos ministros. “Cito, por exemplo, a atuação, que é digna de elogio, do ministro da Fazenda, Paulo Guedes”, destacou.
A cartinha – O governo Jair Bolsonaro e a campanha à reeleição do presidente buscaram minimizar os atos em defesa da democracia pelo País. O presidente, ministros e coordenadores de campanha traçaram a estratégia de colar a iniciativa à oposição e trataram o ato realizado na Faculdade de Direito da USP como algo menor. Bolsonaro optou, por enquanto, por ignorar o tema em público, depois de dizer que não assinaria a “cartinha”. Nos bastidores, porém, ministros do Palácio do Planalto admitiram desconforto com os atos e já vinham reclamando que todos se identificavam como democratas e que nenhuma ruptura seria positiva para o País.
Vem bomba aí? – Faltando três dias para o início da campanha de rua, a candidata do Solidariedade ao Governo do Estado, Marília Arraes, convocou para hoje uma coletiva, que está gerando grande expectativas. Diz que trará boas novas para o período que se aproxima, mas deve tratar também das agressões que começou a receber dos adversários, especialmente do PSB, até no campo pessoal. Mas deve soltar outras cositas mais.
CURTAS
ESTRELA SOLITÁRIA – Ex-aliada de Jair Bolsonaro (PL), a deputada federal Joice Hasselmann (PSDB-SP), também presente no ato pela democracia em São Paulo, disse que chegou a fazer contato com outros políticos da centro-direita para apoiar o ato, mas teve poucas respostas. “Acho que eu sou uma das poucas representantes desse grupo hoje aqui”, comentou.
EM PERNAMBUCO – No Recife, o manifesto pela democracia, promovido pelas centrais sindicais e partidos de oposição, saiu da Rua da Aurora, em frente ao Ginásio Pernambucano, e culminou na histórica Pracinha do Diário, atraindo um grande número de jovens estudantes, lideranças sindicais e políticos.
Perguntar não ofende: Quem vai crescer mais entre os candidatos a governador com a chegada da campanha de rua e depois a propaganda na TV?