Democracia mata

Por Antonio Magalhães*

A democracia mata. Nos últimos 20 anos a liberdade de expressão vem ceifando leitores de jornais, revistas, e a audiência de redes poderosas de TV. Na breve vida do Pasquim (1969-1991), o semanário de humor político mais importante do final do regime militar e nos anos iniciais da redemocratização, foi atropelado pelo fim da censura à imprensa e a retomada pelos jornalões da ousadia jornalística.

O que só o Pasquim tinha coragem de publicar passou a ser parte do dia-a-dia da outrora grande imprensa. Os jornais que estiveram sob censura ou autocensura experimentaram um período liberalizante, tomando o público do semanário.

Capítulo final

Ao longo dos últimos dois meses, intercalando a estressante rotina de editar um blog e ancorar um programa de rádio pela Rede Nordeste de Rádio, o Frente a Frente, queimei as pestanas na história de Marco Maciel. Em seu Estado natal, ele passou à história como o Marco de Pernambuco, em razão do governo desenvolvimentista que empreendeu entre 1979 a 1982.

No País, políticos dos mais diversos matizes ideológicos o batizaram de “Maestro da transição”, pela formidável contribuição que deu, como articulador político, para levar o Brasil ao reencontro com a democracia. Não apenas li muito, fui atrás também de personagens que conviveram com Marco Maciel por muito tempo, desde a sua família – Anna Maria, a viúva e os filhos Gisela, Cristiane e João Maurício – aos amigos mais próximos que construiu ao longo de uma vida pública de mais de meio século, sem nenhum arranhão em sua biografia.

Toritama - Tem ritmo na saúde

O Lula ameaçador

Vendo em Danilo Cabral uma candidatura com dificuldades de decolar, o ex-presidente Lula ameaçou retirar, ontem, o apoio do PT em Pernambuco para pressionar o PSB no Rio de Janeiro, que lançou uma candidatura ao Senado sem aprovação dos petistas.

Desesperado, Danilo correu ao Twitter para ir contra o próprio PSB e tentar manter o apoio de Lula. O PT e o PSB seguem em busca de definições em estados onde acordos ainda não saíram. O Rio de Janeiro é um deles, quando o assunto é a corrida ao Senado. O PT não abre mão da candidatura do presidente do Assembleia Legislativa, André Ceciliano, enquanto o PSB tem como candidato o deputado federal Alessandro Molon.