Do blog Dantas Barreto
Pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, quer ser um dos nomes da direita na disputa deste ano, mas sem se colocar como representante do legado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista coletiva, neste domingo (25), no Recife, Zema disse que concorda em muitas questões com Bolsonaro e em outras não.
Apesar de o pré-candidato do PL ser o senador Flávio Bolsonaro e ter outros nomes do mesmo campo querendo se candidatar, o mineiro garante que a direita não está dividida. Zema participou do Encontro Estadual do Novo e foi ovacionado como futuro presidente do Brasil. Sobre a decisão do ex-presidente indicar o filho para concorrer à Presidência pelo PL, Romeu Zema disse que faz parte da democracia. “É um direito dele. Ele está totalmente certo ao escolher uma pessoa que tem potencial”, respondeu.
Leia maisZema também foi questionado se pretende defender o legado de Bolsonaro, durante a campanha. “Nós estamos numa democracia. Não é só preto e branco, não. Tem muita zona cinzenta. Eu, como governador de Minas, por ser de direita, apoiei o presidente na minha reeleição em 2022. Fui eleito em primeiro turno e apoiei ele no segundo turno. Em muitas coisas eu caminho junto com ele, em outras não. Para mim, Deus só existe no céu. Aqui na Terra só tem seres humanos e cada um tem os seus defeitos, como eu também. Concordo em vários pontos e discordo em outros. Na pandemia, nós atuamos de maneira distinta. Eu tomei vacina, acredito na vacina, recomendo que tome a vacina. Fechei algumas regiões do estado e acredito no que o meu secretário de saúde fala e no que a ciência também fala”, cravou.
Aliados
O pré-candidato do Novo afirmou que vem conversando periodicamente com governadores do Sudeste e do Sul, incluindo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), com o objetivo de unir forças para derrotar o presidente Lula (PT). Segundo ele, a articulação envolve nomes da direita como Ratinho Júnior (PSD-PR) e o próprio Caiado. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já disse que tentará a reeleição.
E reagiu ao ser questionado sobre a divisão da direita. “Em vez de dividida, fortalecida. Ter três ou quatro candidatos que só vão somar pontos para a direita. Quem acompanha eleição sabe. Com mais candidatos a deputado estadual, federal e a senador, a tendência é somar mais votos, já que cada candidatura adicional traz novos eleitores. E nós somos governadores bem avaliados nos nossos estados. Então, eu espero que todos saiam. Nós estamos somando pela direita e, no segundo turno, aí sim nós vamos estar todos juntos, transferindo, com toda a certeza, a maior parte desses votos. Então, estou muito confiante. Não é a direita dividida, é uma direita que está trabalhando até porque tem muitos talentos”, salientou Romeu Zema.
Vencer Lula
O governador afirma que derrotar Lula é o primeiro passo para as mudanças que defende para o Brasil. Mas reconhece que isso não acontece de forma repentina.
“Nós não estamos aqui para mudar o Brasil numa eleição, num ano. Não existe bala de prata. Nós do partido Novo começamos um trabalho lá em 2018, em Minas Gerais. Eu diria que tem muitos degraus pela frente. Então, não vamos esperar milagre, porque ele não existe. É um passo de cada vez e nós vamos mostrando que hoje o Governo Federal tem uma bomba relógio armada. A qualquer hora, nós vamos ter aí uma explosão igual a que aconteceu em 2015 e 2016. É só recordar o que aconteceu há cerca de 10 anos, que nós teremos uma repetição. Qualquer um que acompanha economia sabe disso”, salientou Zema, se referindo à recessão causada, segundo ele, pela corrupção, mensalão e questões que causaram o impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
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