Há quatro anos como vice-líder do Governo Lula na Câmara Federal, o deputado pernambucano Waldemar Oliveira (Avante) revelou que tem dúvidas sobre a candidatura do presidente à reeleição este ano. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o parlamentar, que assumiu a liderança de seu partido na Câmara, acredita que o conjunto desfavorece a postulação. Ao mesmo tempo, admite que Lula “não é de correr da parada”, e que não vê o petista sem concorrer a mais um mandato, que seria o quarto à frente do País.
“O presidente Lula já foi candidato diversas vezes. Perdeu três vezes a Presidência e ganhou cinco, contando as vitórias de Dilma Rousseff. Ele está com 80 anos de idade, indo para 81. Acho que já prestou o seu serviço à nação. Não sei se ele realmente vem candidato. Eu tenho dúvida. Se eu fosse ele, eu iria descansar”, admitiu Waldemar.
Leia mais“É o conjunto da obra. Eu faço uma campanha de deputado em Pernambuco, que tem ali 160 quilômetros de um litoral ao outro, e tem 700 quilômetros de Recife a Afrânio, Petrolina ou Araripina. É cansativo. Imagina rodar esse Brasil, esse continente. Mesmo em jato particular de campanha, o que quer que seja, é realmente cansativo. Eu tenho 53 anos, faço atividade física todo dia, fui atleta minha vida toda e eu me sinto muito cansado naquele período eleitoral e no pré-eleitoral. Imagine rodar o Brasil inteiro”, completou. “Tem Fernando Haddad e Camilo Santana, que acho que são dois pré-candidatos bons, no caso de o presidente não ir para a reeleição. Mas acho que para derrotar o Flávio Bolsonaro (PL), teria que ser o presidente. Senão facilita a vida do Flávio”, colocou Waldemar.
Apesar das ponderações, o vice-líder do governo diz que não vê como Lula não querer encarar o desafio. “Ele não é de correr da parada, ele é de enfrentar o problema. Conheço bem, sou vice-líder dele há quatro anos. As pesquisas mostram que ele tem condições de ser eleito. Não é eleição fácil, mas acho que para derrotar o Flávio, teria que ser ele. Por que ele iria desistir da reeleição? Para não botar no currículo que perdeu na última disputa? Não seria assim”, concluiu o parlamentar.
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