O Jornal do Poder

09/10


2006

PB: Cássio lidera pesquisa

A primeira pesquisa de opinião pública sobre a sucessão para o Governo da Paraíba, divulgada ontem, apresenta o governador Cássio Cunha Lima (PSDB) como forte candidato à reeleição no segundo turno. A consulta IG/Brasmarket, realizada entre os dias 3 e 5 deste mês, traz o tucano em primeiro, com 52,1% dos votos válidos, contra 47,9% do senador José Maranhão (PMDB). O instituto admite uma margem de erro de 3,4%, para mais ou para menos.

 

Durante a consulta, de acordo com o instituto, foram ouvidas 865 pessoas, em regiões diferentes da Paraíba. Levando em consideração os indecisos, brancos e nulos, Cássio aparece com 48,6% dos votos, contra 44,7% de Maranhão. Os eleitores que ainda não sabem em quem vão votar ou não quiseram opinar somam 3,9%, enquanto os que vão anular ou disseram não votar em nenhum dos dois candidatos são 2,8%. As informações são da Agência Nordeste.



Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Potencial Pesquisa & Informação

09/10


2006

SP: Folha inicia série de perguntas a candidatos

A Folha de São Paulo iniciou ontem a série ''Candidatos em 20 pontos'', na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) responderão a perguntas formuladas pelo jornal.

O objetivo é questionar os presidenciáveis sobre temas de interesse da população. A série termina no dia 27, dois dias antes do segundo turno da eleição. Serão 20 dias, com duas perguntas em cada um.

Pergunta:

O sr. vai defender o fim da reeleição?

Aprovada em 1997, a reeleição começou a ser questionada antes de completar uma década de existência. Há no Congresso uma proposta que acaba com o instituto a partir de 2010. A mudança interessa aos tucanos José Serra e Aécio Neves, que já articulam suas candidaturas presidenciais.

Lula

Estou convicto de que a reeleição é um retrocesso político para o Brasil. O mandato de cinco anos, sem reeleição, seria uma solução adequada para o nosso país. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vai carregar pelo resto da vida o gesto irresponsável de ter aprovado a reeleição em benefício próprio.

Alckmin

Sou contra a reeleição. Os abusos que o governo do PT está cometendo são estarrecedores. Ministros transformam ministérios em comitês eleitorais. O candidato Lula libera R$ 1,5 bilhão para Estados e municípios nas vésperas do segundo turno e se utiliza de outros expedientes absurdos, como a distribuição de cartilhas sobre as realizações de seu governo, pagas com dinheiro do Tesouro Nacional e distribuídas pelos diretórios do PT.

Pergunta:

O sr. é favorável ao financiamento público das campanhas eleitorais?

A Reforma Política em discussão no Congresso contempla o financiamento público das campanhas eleitorais. A proposta prevê que o Estado gastará o equivalente a R$ 7 por eleitor para custear as despesas dos partidos durante as eleições. Essa relação equivaleria hoje a cerca de R$ 880 milhões. Se a mudança for aprovada, acabarão as contribuições legais de empresas e pessoas físicas.

Lula

Tenho certeza de que a grande maioria da sociedade sabe que é preciso mudar a estrutura política com o financiamento público de campanhas, a fidelidade partidária, o fim da reeleição e outras medidas para corrigir desvios e combater ainda mais eficazmente a corrupção. A questão da forma de fazer é relevante, mas muito mais importante é não deixar passar essa oportunidade de realizar a reforma política e fortalecer a ética na política brasileira.O Brasil precisa fazer a reforma política com urgência. Ela é a mãe de todas as reformas. Nosso governo sempre teve consciência disso, embora a iniciativa e deliberação a respeito do assunto caibam ao Legislativo e não ao Executivo. De toda forma, tivemos que atender outras prioridades, como vocês sabem, porque recebemos um país praticamente quebrado. Agora, felizmente, já colocamos o Brasil nos eixos. Nossa democracia completou um ciclo muito importante, no qual todos os grandes partidos foram governo. Por isso, acredito que existam todas as possibilidades de aprovar uma reforma política e eleitoral.

Alckmin

Sou a favor do financiamento público de campanha, mas só depois da reforma política, que deve instituir a fidelidade partidária e o voto distrital. Isso é essencial para transformar os partidos políticos em instituições dignas desse nome.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Raimundo Eleno dos Santos

Não existe AEROLULA existe,sim,o avião que serve à presidência da república.O Avião não é do Lula, é da Presidência,e ela é do Povo Brasileiro.Ninguém gostaria de ver o Presidente,seja lá quem for, andando de marinete ou teco-teco.O Brasil é Continental e é importante no concerto das Nações.É40 e l3

Deweler

Vamos privatizar o AEROLULA!!


Banco de Alimentos

09/10


2006

Lula recebe cantores gospel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, participa nesta segunda-feira de um encontro com cantores gospel no Palácio da Alvorada.

Segundo a assessoria de Lula, o encontro será às 15h, com a participação de cantores de várias religiões.

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, não havia divulgado sua agenda de campanha para hoje até as 20h de ontem. As informações são da Folha Online.



Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Ricardo José Amorim Campos

Bem. Nao conheco o landrover, mas q lula perdeu o debate, perdeu sim! Ele é bom de fazer comício, de apelar ao sentimentalimo e metaforas. Mas no debate, p variar, perdeu como sempre!

Cesar Augusto R. Cavalcanti

Assume sua identidade para depois escrever as merdas que saem desta tua cabeça de bagre. Land rover, no mínimo, deve ser um otário filhinho de papai, que vive de mesada e participa de farrinhas como a de Serrambi. Te cuida Mané!

LandRover

Lula perdeu o debate. - - - - - Visivelmente embriagado, Lula não sabia o que dizia. Alckimim venceu o Debate, Alckimim venceu o Mijão, digo, o Fujão!



09/10


2006

Agenda dos candidatos ao governo de Pernambuco


  Eduardo Campos – Frente Popular de Pernambuco
08h - Velório do bispo em Afogados da Ingazeira
11h - Entrevista na Rádio Folha
15h - Reunião com lideranças e militância do estado na Blue Angel da Benfica
20h - Entrevista na Rádio Jornal
22h - Entrevista na Rádio Melodia

Mendonça Filho – Coligação União por Pernambuco
07h - Entrevista na Tv Clube
17h - Caminhada na comunidade Bola na Rede
18h - Caminhada em Dois Unidos
 (Pe360 Graus)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Jussara Regina

Eita que Eduardo Campos não perde tempo. Marca presença agora até em velório. Vamos arranjar um aniveversário de boneca para ele ir?Que tal? Assim, a Barby pode votar nele, não é?



09/10


2006

Campos realiza encontro com aliados

O candidato socialista ao Governo do Estado, Eduardo Campos, participa hoje de dois eventos para reafirmar seus apoios para esse segundo turno. O primeiro será ao meio dia, no restaurante Spettus, onde participam deputados estaduais e federais. O segundo será às 15 horas na casa de recepções Blue Angel, onde encontra-se com prefeitos, ex-prefeitos e vereadores do Agreste, da Zona da Mata e da Região Metropolitana do Recife (RMR). A Frente Popular, coligação de Eduardo, conseguiu congregar treze legendas para esse segundo turno, quando tinha apenas quatro no início da disputa.

 

Dos 49 parlamentares que ocupam assentos da Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe), 19 apóiam Campos, contra 18 que apóiam o pefelista. Entre os eleitos para a Câmara Federal, Eduardo Campos conta com o apoio de 15, enquanto Mendonça conseguiu eleger dez aliados. Entre os parlamentares de grande representatividade no pleito, o socialista tem ao seu lado Armando Monteiro Neto (PTB), Inocêncio Oliveira (PL) e sua mãe, Ana Arraes (PSB). Do lado pefelista, se destacam Raul Henry (PMDB) e o pai José Mendonça (PFL).

 

O governador-candidato também tem costurado suas bases, apesar de ter recebido apoio oficial de apenas do PSDC, por meio do candidato derrotado do partido, Luiz Vidal e do postulante, também derrotado, Rivaldo Soares, expulso do PSL, além de segmentos do Prona. Diariamente, o pefelista tem realizado reuniões com o intuito de mobilizar as lideranças num esforço conjunto para conquistar novos votos. As informações são da Folha de Pernambuco.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Deweler

Amigos, a historia nos vais entender, Bob magal perdeu outra por muito menos....vamo com calma...de um lado as alianças de outro o Governo vai ser um briga de Gigantes e vale lembra que mesmo os que estão em desvantagem as vezes surprendem assim com Davi e Golias...boa sorte a todos!

Nós que fazemos a frente popular, estamos muito felizes de poder contar com tanta participação partidária, e ver que Pernambuco está caminhando para ser um estado que vai ter prioritariamente um cuidado social, e simutaneamente o desenvolvimentista. Vamos vencer essas eleições com a força do povo.



09/10


2006

AL: Teotônio inicia transição

O governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB) já deu a partida. Além de elaborar um programa com planos e metas já definidos, a nova gestão criou uma comissão de transição, que têm até o dia 1º de janeiro para entregar uma radiografia completa dos oito anos da administração do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e do atual Luis Abílio de Souza (PDT).

 

É uma comissão bilateral, de um lado os representantes do atual governo – o secretário da Fazenda, Sérgio Dória; da Educação, Pedro Alves; e do Desenvolvimento Econômico, Petrúcio Bandeira – do outro, tucanos da tropa de elite e especialistas em suas áreas, que voltam à cena com a eleição de Téo. As informações são da Gazeta de Alagoas.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


09/10


2006

PB: disputa entre Cássio e Maranhão deve esquentar

A disputa entre os candidatos Cássio Cunha Lima e José Targino Maranhão ao governo do Estado poderá ser digna de um dia de verão no Sertão paraibano: quente, pegando fogo. Ambos já sinalizaram com críticas ao adversário, entre propostas de governo que prometem detalhar neste 2º turno. O guia vai ao ar às 7h e ao meio-dia no rádio e às 13h e 20h30 na televisão. Cada candidato ao governo, assim como os que concorrem à Presidência da República, terão dez minutos diários.

 

Cássio, através da assessoria, disse que manterá tanto no rádio quanto na TV a mesma postura propositiva e de discussão sobre as soluções para os principais problemas do Estado. Contudo, não abrirá mão de “desconstruir” a imagem do adversário José Maranhão. De acordo com o coordenador de comunicação da campanha, Solon Benevides, o tom do guia neste 2º turno já foi dado pelo governador na entrevista coletiva concedida na última terça-feira, na sede da API. “Estou para o que der e vier”, declarou Cássio, deixando claro que não vai se intimidar com investidas mais pesadas do adversário.

 

José Maranhão comemora o aumento de 40% no tempo do seu guia em relação ao primeiro turno. Diz que terá mais tempo para detalhar seu projeto de governo - segundo ele, objeto de um amplo debate, antes mesmo do guia eleitoral - mas não poupará críticas ao governador Cássio. “A nossa campanha continua sendo uma campanha propositiva”, comentou Maranhão. “É claro que um guia de oposição não pode ser um guia desprovido da prerrogativa de criticar”, emendou o senador. As informações são do Jornal da Paraíba.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


09/10


2006

RJ: Band adia debate entre Cabral e Frossard

A TV Bandeirantes decidiu adiar o debate que promoveria hoje à noite entre os candidatos ao governo do Estado do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e Denise Frossard (PPS). Na última sexta-feira, advogados de Frossard entraram com medida cautelar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), solicitando o adiamento do programa, por entender que o encontro desrespeitava as normas da propaganda eleitoral.

Segundo a lei eleitoral, a propaganda dos candidatos só pode começar 48 horas após a homologação oficial do resultado do primeiro turno das eleições. O TRE do Rio oficializa apenas hoje o resultado de deputados estaduais, federais e senadores.

De acordo com o diretor-geral da Bandeirantes, Daruiz Paranhos, a decisão da emissora não teve relação com o recurso de Frossard: “O TRE proclama amanhã (hoje) o resultado oficial das eleições e, por isso, resolvemos adiar. Queremos sempre seguir as normas”.
Paranhos disse ainda que hoje haverá reunião entre representantes da emissora e dos candidatos Cabral e Frossard para marcar a nova data do debate. “Poderá ser no dia 15 ou no dia 17”, disse o diretor-geral da Band.

Na medida cautelar entregue ao TRE, advogados de Frossard alegam que a data foi imposta pela emissora, infringindo a lei. O documento ainda lembra: “Não fui eu (Frossard) quem deixou de ir a praticamente todos os debates. Eu vou ao debate em qualquer outra data marcada pela emissora”, afirmou a candidata da PPS.

Os advogados de Denise Frossard pediram também que, caso a emissora insistisse, deveria ser multada em R$ 21 mil. O TRE negou que tivesse notificado a Band. As informações são do O Dia Online.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Roberto Santos

Quem perdeu foi o povo brasileiro, que até hoje não sabe o porque FHC não deixoi as 69 CPIS acontecerem e o Governo Lula não explica porque não sabe de nada. Temos dois candidatos que não explicam nada e, principalmente não tratam dos seus planos de governos. São dois candidatos que não animam.

LandRover

Lula perdeu o debate. - - - - Visivelmente embriagado, Lula não sabia o que dizia. Alckimim venceu o Debate, Alckimim venceu o Mijão, digo, o Fujão!



09/10


2006

PE: horário eleitoral gratuito recomeça hoje

Mesmo com postulantes a sucessão estadual, Eduardo Campos (PSB) e Mendonça Filho (PFL), mantendo o discurso diplomático e afirmando que o horário eleitoral, que tem início hoje, seguirá a linha propositiva, não foi bem assim que o tempo gratuito foi utilizado na primeira etapa da disputa. Afinal, esse segundo momento ficará mais difícil delegar as críticas, já que os proporcionais e senadores não dispõem mais de tempo. O socialista deverá aproveitar sua primeira aparição para apresentar uma esquerda unida e atuante no seu governo, caso eleito.

 

Trechos importantes do comício do presidente Lula, em Petrolina na última sexta-feira, também devem entrar já no primeiro programa. Há quem diga que até o prefeito do Recife, João Paulo, criticado exaustivamente por suposta omissão no apoio a Humberto Costa, deverá se apresentar como cabo eleitoral de Eduardo já na edição de hoje, além do próprio Humberto.

 

O governador-candidato também promete a linha propositiva em seu programa, como manteve no primeiro guia, já que as críticas foram uma “missão” para os proporcionais. O ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), com o percentual confortável que tinha, destinou vários minutos de seu tempo para tentar descredenciar os concorrentes do pefelista, Eduardo Campos e Humberto Costa (PT), esse alvo escolhido também por diversos proporcionais que não deixaram em branco o indiciamento do petista na “Máfia do Sanguessuga”. As informações são da Folha de Pernambuco.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


09/10


2006

Alckmin venceu o debate pelas interrogações

De Josias de Souza, no seu blog na Folha Online: "O tête-à-tête deste domingo deu o tom do que será a campanha presidencial no segundo turno. Quando um quer, dois acabam brigando. E Alckmin demonstrou que quer brigar. Foi ao ringue da TV Bandeirante de luvas em punho. Saiu distribuindo “chuchutes”. Venceu a luta por um ponto. O ponto de interrogação.

Como previsto, o debate converteu-se em luta de boxe. Uma luta em que Lula entrou, na maior parte dos cinco rounds, com a cara. Beneficiado pelo sorteio, coube a Alckmin a primeira pergunta. Poderia tê-la usado para fustigar o adversário com jabs de esquerda. Mas não perdeu tempo com golpes preparatórios.  

Alckmin desferiu logo um direto de direita no calcanhar-de-aquiles de Lula. “De onde veio o dinheiro sujo, R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo, para comprar dossiê fajuto”? No contragolpe, Lula tentou respirar: “Quero saber quem arquitetou esse plano maquiavélico, quero saber qual é o conteúdo do dossiê, de onde vem o dinheiro. O único ganhador nesse trambique foi a candidatura do meu adversário (...)”.

Na réplica, porém, Alckmin empurrou o adversário para o córner: “Olha nos olhos do povo brasileiro e responda: de onde veio o dinheiro”? Lula não tinha resposta: “Não sou policial, sou presidente da Republica. O governador ainda tem saudade do tempo da tortura (...).” E Alckmin, algumas perguntas depois: “A questão do dinheiro, não precisa fazer tortura para saber de onde veio o dinheiro. É só perguntar para o PT (...). É só chamar os seus amigos de 30 anos e perguntar.”

Essa primeira troca de golpes deu o tom do embate, que girou em torno da ética por duas horas e meia. A grande novidade foi o timbre de Alckmin. De chuchu aguado, o candidato converteu-se em pimenta ardida. Manteve-se no ataque durante todo o tempo.

Lula também desferiu os seus socos. Martelou perversões da era FHC e do governo de Alckmin em São Paulo –as privatizações mal explicadas, a compra de votos da reeleição, o caixa dois de Eduardo Azeredo, a paternidade tucana das sanguessugas e dos vampiros, Barjas Negri, Abel Pereira, as 69 CPIs enterradas. Mas seus ataques vieram sempre na forma de contra-golpes de um lutador acuado.

Embora relevantes, os casos que Lula mencionou, por antigos, não têm a mesma  materialidade plástica da montanha de dinheiro (R$ 1,7 milhão) que ninguém sabe de onde veio. Para desassossego de Lula, nos poucos instantes em que se discutiu programa de governo, o presidente não teve nem tempo nem organização mental para expor as coisas boas que julga ter realizado em quatro anos de mandato.

Alckmin subiu ao tablado com uma missão: não deixar o adversário respirar. Para atingir o seu intento, não hesitou em apelar para os golpes baixos, como nos instantes em que trouxe os gastos com os cartões de crédito da presidência e a compra do Aerolula. Chegou mesmo a dizer, se eleito, venderá o avião presidencial para construir cinco hospitais. Como se isso fosse resolver os problemas do país.

Em certos momentos, o boxe resvalou para a briga de rua. Alckmin chamou Lula de mentiroso em três oportunidades. Numa delas, o presidente pediu direito de resposta, negado pelos organizadores do debate. Revidou chamando Alckmin de leviano.

O Lula que foi aos estúdios da Bandeirantes não fez jus ao polemista experimentado dos embates de assembléias sindicais e de disputas presidenciais anteriores. O presidente apanhou nos dois primeiros rounds. Só não foi a nocaute porque recobrou os sentidos nos dois rounds seguintes.

Embora não tenha tido desempenho capaz de anular a vantagem do rival, Lula voltou à luta. Recuperou até a capacidade de produzir ironias, como no instante em que aconselhou o candidato a retomar o figurino leguminoso: “Sem essa coisa de ficar bravo. Não faz o seu gênero. Eu te conheço e sei que não faz o seu gênero”. Ou quando chamou o vice de Alckmin, José Jorge, de rei do apagão. No quinto e último round mantiveram-se as posições.

Analisando-se o conjunto da refrega, o desempenho de Lula foi inegavelmente inferior ao de Alckmin. A pergunta é: isso muda o cenário eleitoral? Debates, por maior audiência que possam ter (o de hoje teve audiência média de 14,2 pontos), não têm o condão de virar o jogo de uma eleição. É a repercussão do confronto e os seus desdobramentos no noticiário e na campanha, que podem influir no resultado da peleja.

Dificilmente o eleitores de Lula e de Alckmin mudarão de opinião a essa altura do campeonato. Está em jogo principalmente a conquista dos indecisos. E Lula entrou na briga com uma enorme interrogação a pesar-lhe sobre os ombros: de onde veio o dinheiro? É esse o ponto de interrogação que deu vantagem a Alckmin no debate deste domingo."


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Ricardo José Amorim Campos

Mas vcs há de convir q debate necessaramente é superficial. afinal, 2 hs nao é suficiente p se discutir o Brasil. Lula tentou fazer o dele: defender seu mandato e alckmin fez a dele: baixou o cacete. Infelizmente, a maioria do eleitorado bras nao é consciente. É preciso descer o nivel p alcanca-los

Drácula

HAHAHAHA... EU ME DIVIRTO AQUI....ISSO AQUI É MELHOR QUE FILA DO INSS.......O LULA NÃO PERDEU O DEBATE.....O LULA SIMPLESMENTE APANHOU NO DEBATE...APANHOU QUE NEM CARNE DE SEGUNDA......CHEGOU A PERDER AS PREGAS DO BOTOX QUE APLICOU NA CARA...VAI TER DE REFAZER TUDO... QUE NEM A SONGA MONGA DA MARÍSA

roberto lima

Ou sr. alckmim ou estava "com outro espírito" ou se aplicou no método Stanslavsky. O Pres. lula, abatido. Alckmim falou em reformas . Reforma = dar nova forma. Mas que forma? Catigar mais os aposentados e trabalhadores? E o povo não questiona que reformas são essas.......

Roberto Santos

O debate pouco acrescentou, o candidato do PSDB perdeu a oportunidade de ser diferente, o que não conseguiu. Tanto o Governo FHC quanto o Governo Lula tem muito a esclarecer, e tanto o Alkmin quanto o Lula apenas questionaram um ao outro, mas, nada explicaram. Vamos dexixar com a Polícia Federal.

José Rodrigues da Silva

Raimundo, Raimundinho, tu só acertas em um, no outro te equivocas ou gajo burro!!! Avanti Dudu! Fora Luiz!



09/10


2006

Os principais momentos do debate

Confira abaixo os principais momentos do debate entre os candidatos à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Corrupção

"A obrigação de um governante é apurar tudo, mas quando era governador, o senhor [Alckmin] soube de fatos graves e nunca fez nada para apurar" - Lula

"Se tem alguém que não tem moral para falar de ética é o governo Lula" - Alckmin

Dossiê

"Eu quero saber mais [do que sobre o dinheiro para a compra do dossiê], quero saber quem arquitetou este plano, o conteúdo deste dossiê, quem fez esta negociata, porque o único beneficiado foi meu adversário [Alckmin]" - Lula

"Eu não tenho no meu governo ministro condenado" - Alckmin

"Não sou policial, sou presidente da República. O que é pertinente ao presidente, nós fizemos, que foi afastar os envolvidos, mas a investigação cabe à polícia" - Lula

"Quando a polícia tiver os dados, eu tenho mais interesse que Vossa Excelência de saber a verdade" - Lula

Privatizações

"Todo mundo sabe que foi o PFL e o PSDB que privatizaram esse país. Quando não tiver mais o que vender, o que ele vai fazer? Vai vender a Amazônia? Só posso responder aquilo que eu sei. Não disse que o governador vai privatizar, disse que há setores do PFL e PSDB que querem privatizar até a Petrobras" - Lula

"Não minta, Lula. Não foi o PSDB nem o PFL que falaram em privatização, foi você que falou. Fico triste com a irresponsabilidade de um presidente da República ter dito isso. Foi você que falou e vou distribuir isso à imprensa no fim do debate. É mentira que vou acabar com o Bolsa Família" - Alckmin

Apagão

"Houve um problema de falta de energia por questões hídricas. Por falta de chuva" - Alckmin, em relação ao apagão ocorrido durante o governo FHC

Cartão Corporativo

"Não seja leviano, não seja leviano, pergunte isso [sobre os gastos do governo federal com o cartão de crédito corporativo] ao FHC [ex-presidente Fernando Henrique Cardoso]" - Lula

"Vá devagar, não vá como muita sede ao pote, porque sua bravata não vai funcionar" - Lula

CPIs

"Ao contrário do meu governo, que não movimentei um dedo para não fazer CPI" - Lula, sobre os "69 pedidos de CPIs" engavetados no Estado de São Paulo

"Quanta mentira. As CPIs só saíram porque o Roberto Jefferson denunciou. O governo foi derrotado, por isso saiu CPI" - Alckmin

Segurança Pública

"Você cortou dinheiro da segurança pública. Há uma contradição entre os números que você decorou para esse debate e a realidade do Estado de São Paulo" - Lula

"Essa é uma questão nacional [segurança pública]. Eu não vou me omitir, jogando a culpa nos governadores" - Alckmin

"Fizemos 75 unidades prisionais. O governo Lula fez uma, tem 60 presos. A polícia de fronteira, que é de responsabilidade federal, não aconteceu" - Alckmin

Política externa

"É uma política que fez o Brasil deixar de depender de dois blocos: Europa e Estados Unidos. Se tem uma coisa que o Brasil tem de correto, e que você deveria reconhecer, é a política externa" - Lula

"Conselho de segurança na ONU, perdeu. Diretoria da OMC, perdeu. Com a Bolívia, o Brasil foi humilhado, os ativos da Petrobras foram expropriados" - Alckmin

Aerolula

"Eu quero dizer que eu vou vender esse Aerolula e vou construir cinco hospitais" - Alckmin.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

José Rodrigues da Silva

Avanti Dudu (zóio zú)! Fora Luiz ( zóio do c...)

José Rodrigues da Silva

E o fantástico maior espetáculo da terra, o "fome zero"? Heim? Explicas? Não? Então?

LandRover

Lula perdeu o debate. - - - - Visivelmente embriagado, Lula não sabia o que dizia. Alckimim venceu o Debate, Alckimim venceu o Mijão, digo, o Fujão!

que houver, o nível vai depender dele. Nós estamos e continuaremos tranquilos e firmes no propósito de ganhar a cada dia mais votos, para consoilidar a nossa vitória, nas eleições de 29/10/2006. Com Lula 13 lá e Eduardo 40 cá.

É isso aí Lula, o debate não foi muito bom, pois o desesperado chuchuzeiro, somente quis falar de assuntos já conhecido, e que o Sr. se saiu muito bem, infelizmente ele está preparado para agressão pois a derrota já está confirmada através das pesquisas. Vazmos continuar firme e qualquer outro debat