O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) disse hoje ter acionado o STF (Supremo Tribunal Federal), a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal contra Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS), após ser acusado pelos dois de estupro durante sessão da CPMI do INSS.
Gaspar diz que levou o caso ao STF e acionou PF e PGR. O deputado afirmou que apresentou queixa-crime por calúnia no Supremo, além de notícia-crime e representações na PGR e na PF. Ele, que é pré-candidato ao Senado por Alagoas, pediu apuração “urgente” dos fatos. As informações são do UOL.
Deputado nega acusação e fala em ataque. Gaspar disse que foi acusado de um suposto estupro no momento em que lia o relatório final da CPMI, que reuniu mais de 200 pedidos de indiciamento, mas acabou rejeitado no colegiado. “Na hora em que eu estava lendo o relatório, estavam dois parlamentares me acusando de um crime abjeto”, afirmou.
Leia maisEle se colocou à disposição para investigação, incluindo teste de DNA. O parlamentar disse que está aberto a qualquer tipo de apuração e exames. “Eu estou à disposição para quaisquer esclarecimentos, inclusive DNA, se assim entenderem cabível”, disse.
Aponta motivação política e chama denúncia de “cortina de fumaça”. Segundo Gaspar, a acusação teria sido usada para desviar o foco do relatório da CPMI. Ele atribuiu a ofensiva a adversários políticos e disse que o episódio não pode “ficar impune”.
Relator fala em impacto pessoal e “momento mais difícil” da vida pública. O deputado afirmou que familiares passaram mal após o episódio e disse estar indignado. “Nunca um parlamentar na história desta Casa sofreu um ataque tão vil.”
Acusação partiu de Lindbergh e Soraya. O deputado e a senadora chamaram Gaspar de estuprador e afirmaram que levariam o caso às autoridades, em meio aos trabalhos da comissão.
Caso seria um episódio antigo. A acusação menciona um suposto caso ocorrido anos atrás. Até o momento, não foram apresentados elementos públicos que comprovem a denúncia, e Gaspar nega qualquer irregularidade. Segundo os dois parlamentares, o caso corre em segredo de Justiça.
Lindbergh e Soraya enviaram à PF pedido de investigação contra Gaspar. Segundo eles, oito anos atrás, o deputado teria estuprado uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado e gerado uma criança desse relacionamento. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8. Também alegam que a avó da criança foi registrada como mãe, uma vez que a adolescente era nova demais para assumir o bebê.
Gaspar diz que caso foi com o primo. Ele cita datas diferentes daquelas mencionadas por Lindbergh e Soraya, sem ocorrência de estupro.
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