O empresário do cantor Anderson Neiff, Thiago Gravações, informou nas redes sociais que a cirurgia do artista foi bem-sucedida. O artista passou por uma procedimento cirúrgico após ser baleado na madrugada deste domingo (26). “A cirurgia foi um sucesso, graças a Deus. Sucesso total, ocorreu tudo certinho”, disse em vídeo publicado nos stories do Instagram.
O artista pernambucano voltava de um show e já estava próximo ao hotel onde estava hospedado quando criminosos em motos atiraram contra o veículo, em São Paulo. O cantor foi atingido no ombro e socorrido para o Hospital Sírio-Libanês. As informações são da Folha de Pernambuco.
Um vídeo que circula nas redes sociais e foi compartilhado com a reportagem mostra o estado da van do cantor pernambucano Anderson Neiff. Nas imagens, é possível ver dois buracos deixados no vidro traseiro do veículo após os tiros. Veja abaixo:
Em nota à Folha de Pernambuco, a Polícia Civil de São Paulo informou que já investiga a tentativa de homicídio contra o cantor. De acordo com a corporação, o crime aconteceu na Av. Nove de Julho, zona oeste da capital.
“No local, os PMs apuraram que a vítima estava em uma van com demais integrantes de um grupo musical, quando suspeitos em motos se aproximaram e atiraram. Eles fugiram na sequência”, afirmou a polícia. A corporação confirmou ainda que Neiff foi atingido no ombro e socorrido para o Hospital Sírio Libanês. “A perícia foi acionada e o caso foi registrado no 14° DP (Pinheiros)”, completou.
A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) negou, em comunicado enviado ao blog, a informação de que teria definido Arlen Pereira como seu suplente. Segundo ela, a notícia não procede e foi recebida com estranheza. Marília garantiu que a definição sobre suplências deve ser discutida adiante, priorizando, por ora, a construção de propostas.
O presidente Lula, num evento da Embrapa em Planaltina (DF), na última quarta-feira (23), cometeu um deslize grave. Disse, com toda a pompa de quem acredita estar iluminando o mundo, que enquanto outros querem “fazer guerra”, ele quer “ensinar o povo africano a fazer paz”. Ensinar paz? Quem ele pensa que é?
A frase é reveladora. Não fala em “levar uma mensagem”, em “dialogar”, em “aprender com a sabedoria ancestral”. Não. É ensinar — verbo que carrega assimetria e hierarquia. Pressupõe que o mestre tem o que ensinar. Mas o mestre, neste caso, é um Brasil que mal consegue resolver o drama de suas próprias favelas, em grande parte dominadas por traficantes e milícias, e que, ironicamente, não tem grandes lições de paz para oferecer.
Olhemos para nossa própria história. Tivemos a Guerra do Paraguai (1864-1870) — conflito brutal que terminou com o massacre de uma nação inteira, sem qualquer negociação de paz. Tivemos Canudos (1896-1897), nossa guerra civil mais grave, imortalizada por Euclides da Cunha, que também foi encerrada pela força das armas, com o arrasamento total do arraial. Não houve acordos, não houve mediação. Houve extermínio. Portanto, o Brasil não está em posição de dar aula de pacificação.
Isso não significa que o Brasil não tenha exemplos positivos, mas Lula, infelizmente, não está aprendendo com eles. Tivemos a grandeza de homens como o Barão do Rio Branco, que resolveu questões de fronteiras com nossos vizinhos de forma pacífica, pela via diplomática. Tivemos, no processo de redemocratização (1979-1985), figuras como Petrônio Portela, Tancredo Neves, Teotônio Vilela, Fernando Lyra e Marco Maciel, e é preciso reconhecer que até mesmo os generais Geisel e Figueiredo, por mais que se desgoste do regime militar que representavam, tiveram a grandeza — ou a inteligência — de buscar a abertura política, de não acirrar os ânimos, de costurar uma transição negociada que evitou um banho de sangue. Isso foi paz construída.
Lula, hoje, faz o oposto. Ridiculariza, estigmatiza, fecha portas para qualquer processo que possa culminar em pacificação genuína, inclusive por meio de anistia ou reconciliação nacional. Ele não olha no espelho. Não aprende com as próprias lições do passado brasileiro.
E, em vez disso, resolveu escolher a África como alvo de sua arrogância professoral. A África, ao contrário do que parece imaginar, sabe fazer paz. Sozinha, sem mediação europeia, sem ONU. Fez e faz. E os três exemplos abaixo são apenas a ponta do iceberg — casos que desmascaram essa retórica subalterna.
O fim do apartheid na África do Sul (década de 1990) não veio de uma invasão estrangeira nem de um acordo imposto por potências brancas. Veio de negociações lideradas por Nelson Mandela e Frederik de Klerk — ambos africanos —, que desmantelaram o regime racista por dentro. A Comissão da Verdade e Reconciliação, inspirada para o mundo inteiro, foi uma invenção sul-africana. Quem ensinou quem?
No Quênia, em 2008, após a explosão de violência pós-eleição que matou mais de mil pessoas, o continente não chamou Hillary Clinton nem o Conselho de Segurança. Chamou um painel de personalidades africanas liderado por Kofi Annan (ganês). Em semanas, um acordo de coalizão foi costurado. Sem tanques, sem tutela. Somente política africana.
Na Etiópia, a guerra no Tigray (2020-2022) matou centenas de milhares. A solução não veio de Genebra ou Washington. Veio da União Africana, com mediação da África do Sul. O Acordo de Pretória, assinado em 2022, foi inteiramente negociado e garantido por africanos. O cessar-fogo se mantém. Ninguém precisou de “aula brasileira”.
A África não é uma tela em branco para o Brasil. É um continente com instituições, pacificadores e sabedoria própria. Quando Lula diz “ensinar”, ele coloca o Brasil numa posição de superioridade que não tem — e que contrasta com sua própria incapacidade de aprender com os exemplos pacificadores da história brasileira, de Rio Branco à abertura política. Antes de tentar ensinar alguém, que cuide das lições não aprendidas em casa.
Preso após o tiroteio nas proximidades do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, Cole Tomas Allen, de 31 anos, é professor particular e desenvolvedor de jogos da Califórnia. Ele foi detido ontem (25), após o episódio que levou o presidente Donald Trump a ser retirado do evento por agentes de segurança.
Registros públicos e perfis profissionais indicam que Allen tem formação em tecnologia. Ele concluiu mestrado em ciência da computação pela California State University, Dominguez Hills e se formou em engenharia mecânica pelo California Institute of Technology, em 2017. As informações são do portal g1.
Um professor da universidade onde ele estudou descreveu o ex-aluno como dedicado e participativo. Em relato à Associated Press, afirmou que Allen costumava se sentar nas primeiras fileiras, acompanhava as aulas com atenção e enviava dúvidas com frequência. “Ele era um aluno excelente”, escreveu. O docente também disse ter ficado surpreso com a notícia.
‘Professor do mês’
Segundo currículo, Allen trabalhava havia cerca de seis anos na C2 Education, empresa de preparação acadêmica para estudantes que pretendem ingressar no ensino superior. Em 2024, foi citado como “professor do mês” em uma publicação da companhia.
Além da atuação como tutor, mantinha projetos próprios na área de tecnologia. Ele desenvolveu um protótipo de freio de emergência para cadeiras de rodas durante a faculdade, apresentado em reportagem de TV local.
Também criou jogos digitais, incluindo um título baseado em conceitos de química molecular publicado na plataforma Steam, e mencionava estar trabalhando em um novo jogo ambientado no espaço.
Trump escapou ileso
O tiroteio ocorreu na noite de ontem (25), nas proximidades do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em Washington. O evento reuniu autoridades, jornalistas e o presidente Donald Trump.
Segundo autoridades, o homem abriu fogo perto do local, atingindo agentes de segurança. Trump e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados às pressas por agentes do Serviço Secreto.
O suspeito foi detido no local. Ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e facas, de acordo com informações divulgadas por autoridades.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se solidarizou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo tiroteio durante um jantar de gala promovido ontem (25) pela Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington, na presença do próprio Trump e de sua esposa, Melania.
Lula disse, em publicação no X na manhã deste domingo (26), que “o Brasil repudia veementemente o ataque” e que “a violência política é uma afronta aos valores democráticos”. As informações são do Estadão.
Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos…
“Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, afirmou o presidente.
O jantar se transformou em pânico quando um homem portando várias armas passou a correr por um posto de controle de segurança no hotel Washington Hilton e trocou tiros com agentes da polícia antes de ser detido.
Trump disse ter ouvido um barulho alto vindo da parte de trás do salão de baile antes de um agente do Serviço Secreto gritar “tiros disparados”. Agentes correram até o presidente e escoltaram ele e a primeira-dama para fora do local.
O cantor pernambucano Anderson Neiff foi baleado em São Paulo na madrugada deste domingo (26). Em publicação nas redes sociais, o empresário do artista, Thiago Gravações, informou que Neiff passará por cirurgia nesta manhã e pediu solidariedade e ajuda dos fãs. As informações são da Folha de Pernambuco.
“Precisamos de todas as orações para o Mago. Ele está nesse momento em cirurgia”, afirmou o empresário na publicação, que contém ainda uma foto do cantor no hospital.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil de São Paulo em busca de mais informações sobre o caso. Ainda não houve retorno, mas o canal segue aberto.
O escritor Milton Hatoum tomou posse na Academia Brasileira de Letras (ABL) na última sexta-feira (24), em cerimônia na sede da instituição, no Petit Trianon, no Centro do Rio. Ele passa a ocupar a cadeira 6, na sucessão do jornalista Cícero Sandroni, que morreu em junho do ano passado. Eleito em agosto do ano passado, Hatoum é o primeiro autor nascido no Amazonas a integrar a ABL. As informações são do g1.
A escritora Ana Maria Machado deu boas-vindas ao escritor: “Milton Hatoum realmente tem uma relação muito pessoal com o tempo. Flerta com eternidades, invoca perenidades, submerge em águas de permanência. Por isso, às vezes chega a causar estranheza numa época como a nossa, que se caracteriza por uma certa preferência por fenômenos passageiros”, disse Machado. “Milton Hatoum destoa disso e é assim há muito tempo. Desde bem antes deste momento agora, o instante em que tenho a alegria de saudá-lo com admiração e carinho, quando chega oficialmente à imortalidade literária ao se tornar membro da Academia Brasileira de Letras”, completou.
Em seu discurso, Hatoum lembrou a obra do jornalista Cícero Sandroni e de antigos ocupantes da cadeira que passa a ocupar como Barbosa Lima Sobrinho e Raymundo Faoro, por exemplo. O autor também falou de Vidas Secas, obra de Graciliano Ramos, escritor que não entrou para a ABL.
Três prêmios Jabuti
Com uma carreira consolidada, Hatoum é autor de romances, contos e crônicas que ganharam reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre suas obras mais conhecidas estão “Relato de um certo Oriente”, “Dois irmãos” e “Cinzas do Norte”, livros premiados com o Jabuti — um dos principais prêmios da literatura brasileira (relembre aqui as obras).
Seus títulos foram traduzidos para diversos idiomas e publicados em países da Europa, América e Ásia. “Dois irmãos”, por exemplo, teve adaptação para a televisão em minissérie exibida pela TV Globo.
Ao longo da carreira, o escritor também atuou como professor universitário e colunista em veículos de imprensa, além de participar de programas acadêmicos e residências literárias em instituições internacionais.
Nascido em Manaus, em 1952, Hatoum viveu em diferentes cidades do Brasil e do exterior. Formou-se em arquitetura pela Universidade de São Paulo (USP) e cursou pós-graduação em literatura em Paris. Também lecionou na Universidade Federal do Amazonas e foi professor visitante em universidades como Berkeley e Sorbonne.
Além da produção ficcional, o autor publicou ensaios, traduções e artigos sobre literatura brasileira e latino-americana. Sua obra ultrapassa meio milhão de exemplares vendidos e reúne uma ampla recepção crítica dentro e fora do país.
Com a posse, Hatoum passa a integrar o grupo de 40 “imortais” da Academia, instituição criada no fim do século 19 e considerada uma das principais referências culturais do Brasil.
O deputado federal Felipe Carreras, o prefeito Ismael Lira e o deputado estadual Aglailson Victor assinaram ontem (25), Agrovila 8 do Projeto Brígida, a ordem de serviço para a construção da Escola de Referência em Ensino Fundamental José Bento.
A nova unidade será uma escola moderna, ampla e estruturada, planejada para fortalecer o ensino público e ampliar as oportunidades para crianças e jovens da região. Durante a agenda, Carreras também anunciou a destinação de uma nova emenda no valor de R$ 500 mil para o fortalecimento da saúde do município, ampliando os investimentos em áreas essenciais.
A iniciativa reforça o trabalho do deputado Felipe Carreras em parceria com o prefeito Ismael Lira. Também estiveram presentes na solenidade os vereadores Alexandre Caetano (presidente da Câmara), Patrício do Projeto, Hélio de Zefinha, Thiago Vasconcelos, Tatinha da Saúde e Sandro Santos.
A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), já dá como certo o nome de Arlen Pereira, ex-secretário-executivo de Gestão do Governo de Maricá (RJ), uma das cidades mais ricas do Brasil, para ser seu suplente. Nos portais fluminenses, a notícia repercutiu após Arlen pedir exoneração no período de desincompatibilização para quem vai disputar as eleições.
A questão que fica é menos sobre o currículo de Arlen e mais sobre o critério da escolha: por que importar um aliado de fora, sem densidade política local e aparentemente sem qualquer sintonia com a engrenagem da Frente Popular? Em um jogo onde articulação e enraizamento costumam pesar, a decisão soa, no mínimo, desconectada da realidade pernambucana.
Depois de “O Descobrimento da Terra”, lançado no ano passado pela editora Tagore, o escritor Bruno Lago lança seu segundo romance. “Paradise Supernova”, lançado agora pela Editora Quimera Produções, é também uma distopia, o gênero ao qual Bruno se especializou. Agora, estamos em um tempo seco, árido, no qual se perderam quase todos os reservatórios de água. Uma estação de rádio, a Paradise Supernova, informa por suas ondas como sobreviver nessa nova realidade. No meio daquela aridez, o amor floresce. E se espalha pelas ondas do rádio.
A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realiza, amanhã (27) e terça-feira (28), o 9º Congresso Pernambucano de Municípios. O evento reúne prefeitos e membros das administrações públicas do Estado, além de autoridades nacionais, no Recife Expo Center, no bairro de Santa Rita. A programação reúne uma feira de negócios e uma grade de painéis de debate.
Sob a liderança do presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas, o congresso deve reunir 60 palestrantes, distribuídos em 12 espaços simultâneos, e quatro painéis com debates sobre temas como transformação digital, captação de recursos, previdência municipal, segurança pública, educação, saúde, sustentabilidade e desenvolvimento econômico. As informações são do portal LeiaJá.
O 9º Congresso Pernambucano de Municípios conta com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, na palestra sobre “ Transparência nas Emendas Parlamentares e Autonomia Municipal”; e do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Antonio Anastasia, no painel “Controle Externo e a Boa Gestão Municipal”. A programação do evento terá ainda a entrega do “Prêmio Prefeitura Empreendedora”, promovido pelo Sebrae, e a apresentação de projetos de sucesso, o “10 Boas Práticas Municipais”, conduzida pela própria Amupe.
“O municipalismo se constrói com cooperação, troca de experiências e visão a longo prazo. Nosso compromisso é seguir avançando, unindo forças e preparando os municípios para os desafios que estão por vir. Desta forma, nosso congresso se fortalece como um espaço estratégico de articulação, capacitação e geração de oportunidades, reunindo gestores públicos, especialistas e representantes de instituições de todo o país em torno de temas essenciais para o desenvolvimento sustentável dos municípios do nosso estado”, pontua Pedro Freitas, presidente da Amupe e prefeito de Aliança.
O 9º Congresso Pernambucano de Municípios é gratuito e aberto ao público, mediante realização de inscrição. Já as salas temáticas são voltadas aos prefeitos e prefeitas, secretários, vereadores e demais profissionais que atuam na gestão pública. As vagas são limitadas e os interessados podem ter acesso a programação completa e se inscrever através do site (https://www.amupe.org/).
Enxaqueca é uma condição neurológica amplamente difundida na população mundial, porém ainda envolta em inúmeros mitos e interpretações equivocadas que comprometem tanto o reconhecimento adequado da doença quanto a busca por tratamento eficaz. Um dos equívocos mais recorrentes consiste em reduzir a enxaqueca à simples ideia de uma dor de cabeça intensa.
Tal compreensão é limitada e imprecisa, uma vez que se trata de um distúrbio neurológico complexo, caracterizado por alterações funcionais no sistema nervoso central. As crises podem ser acompanhadas por uma variedade de sintomas incapacitantes, como náuseas, vômitos, fotofobia, fonofobia e, em alguns casos, manifestações neurológicas transitórias, como as chamadas auras, que incluem distúrbios visuais e sensoriais.
Outro mito amplamente disseminado refere-se à suposta origem exclusivamente emocional da enxaqueca, especialmente associada ao estresse. Embora fatores emocionais possam atuar como gatilhos para o desencadeamento das crises, a etiologia da enxaqueca é multifatorial, envolvendo predisposição genética, alterações neuroquímicas, fatores hormonais — particularmente relevantes no caso das mulheres —, além de influências ambientais e alimentares. Portanto, atribuir a condição unicamente ao estresse não apenas simplifica indevidamente sua origem, como também pode gerar estigmatização do indivíduo acometido.
Adicionalmente, é comum a crença de que o uso de analgésicos comuns seja suficiente para o controle das crises. Essa concepção ignora a especificidade do tratamento da enxaqueca, que muitas vezes requer medicamentos direcionados, como triptanos ou outras classes terapêuticas, além de abordagens preventivas. O uso indiscriminado de analgésicos, inclusive, pode levar ao fenômeno conhecido como cefaleia por uso excessivo de medicação, agravando o quadro clínico.
Por outro lado, algumas verdades fundamentais devem ser destacadas. A enxaqueca apresenta grande variabilidade entre os indivíduos, tanto na frequência quanto na intensidade das crises, o que exige uma abordagem terapêutica individualizada. Também é comprovado que a identificação de fatores desencadeantes — como determinados alimentos, privação de sono, alterações hormonais ou estímulos sensoriais intensos — pode contribuir significativamente para o manejo da doença. Contudo, é importante reconhecer que nem sempre esses gatilhos são completamente evitáveis, o que reforça a necessidade de estratégias abrangentes de tratamento.
Outro aspecto relevante diz respeito ao impacto da enxaqueca na qualidade de vida. Trata-se de uma condição potencialmente incapacitante, capaz de interferir nas atividades profissionais, acadêmicas e sociais do indivíduo. Apesar disso, ainda persiste o mito de que se trata de um problema menor ou facilmente tolerável, o que pode levar à negligência tanto por parte da sociedade quanto, em alguns casos, dos próprios pacientes.
Dessa forma, a distinção entre mitos e verdades sobre a enxaqueca é essencial para promover uma compreensão mais adequada da doença, reduzir preconceitos e incentivar a busca por acompanhamento médico especializado. O reconhecimento da enxaqueca como uma condição neurológica legítima e potencialmente incapacitante constitui um passo fundamental para a adoção de medidas terapêuticas eficazes e para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos afetados.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), é a convidada do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira (28). No programa, ela deve comentar as ações recentes da pasta, com foco no enfrentamento à violência de gênero, especialmente no combate ao feminicídio, além de iniciativas voltadas à proteção e garantia de direitos das mulheres.
À frente do Ministério das Mulheres, Márcia Lopes tem defendido a ampliação de políticas públicas de prevenção à violência, o fortalecimento da rede de atendimento e a articulação com estados e municípios para ampliar o alcance dessas ações. A ministra também tem participado de campanhas e mobilizações nacionais voltadas à proteção das mulheres e à promoção da igualdade de gênero.
Assistente social de formação, Márcia Lopes é natural de Londrina, no Paraná, e tem longa trajetória na gestão pública e nas políticas sociais. Foi ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em 2010, no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ter atuado como secretária-executiva da pasta e secretária nacional de Assistência Social.
Também coordenou o grupo interministerial do programa Fome Zero e integrou conselhos nacionais nas áreas de segurança alimentar, assistência social e direitos da criança e do adolescente.
Filiada ao PT desde 1982, foi vereadora em Londrina entre 2001 e 2004 e secretária municipal de Assistência Social. Ao longo da carreira, atuou na formulação de políticas para mulheres e na articulação de redes de proteção social no Brasil e na América Latina. Em maio de 2025, retornou ao governo federal como ministra das Mulheres.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A cidade de Petrolândia amanheceu em luto neste domingo (26) com a morte da primeira-dama Eliana Matilde de Carvalho Marques, conhecida como Aninha. Ela faleceu por volta das 2h da manhã, em Recife. As informações são do Blog do Itamar França.
O velório ocorrerá na residência da família, localizada na Avenida Barreiras, em Petrolândia. O sepultamento está marcado para as 9h de amanhã (27).
Esposa do prefeito Fabiano Marques, Aninha era reconhecida pela atuação discreta e solidária, marcada pelo cuidado com as pessoas e pela participação em ações sociais no município.
Aninha deixa dois filhos e uma trajetória lembrada pela dedicação à família e pelo compromisso com o bem coletivo. Nas primeiras horas após a confirmação da morte, moradores, lideranças locais e amigos manifestaram pesar e solidariedade à família. A morte da primeira-dama provoca forte comoção na cidade, que se despede de uma figura querida, associada à simplicidade e ao espírito de serviço.
O presidente americano Donald Trump foi retirado às pressas de um hotel em Washington ontem (25) após tiros serem ouvidos no local, onde ele discursaria no tradicional jantar com os correspondentes da Casa Branca.
Momentos depois, o próprio Trump deu uma entrevista coletiva em que informou que um homem munido com diversas armas abriu fogo e tentou entrar no local do evento antes de ser detido pela segurança. As informações são da BBC.
Um agente ficou ferido na ação, mas foi salvo pelo colete à prova de balas e está bem, segundo o presidente norte-americano, que divulgou também imagens das câmeras de segurança onde o provável suspeito aparece correndo. O agente recebeu alta do hospital no hoje, segundo os meios de comunicação dos EUA CNN e NBC.
“Minha impressão é que ele era um lobo solitário maluco”, disse Trump. “Essas pessoas são loucas. São pessoas loucas, e precisam ser contidas.”
O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, na Califórnia, segundo a CBS, parceira da BBC nos EUA. Segundo as autoridades, Allen será alvo de acusação formal amanhã (27) e irá responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais.
Segundo a CBS News, o homem disse às autoridades que tinha como alvo autoridades ligadas ao presidente americano Donald Trump. Citando duas fontes não identificadas, a CBS afirma também que entre cinco e oito tiros foram disparados durante o incidente.
O tumulto foi percebido por volta das 20h35 no horário local (21h25 em Brasília), quando Trump e a primeira-dama Melania já estavam no local do evento, no hotel Hilton Washington, na capital americana. Um barulho alto foi ouvido e, em seguida, vários membros do serviço secreto escoltaram o presidente, que já estava na mesa principal, para fora do local enquanto pessoas gritavam “abaixem-se, abaixem-se”.
Logo depois, o serviço secreto americano informou que Trump, Melania e outros membros do governo, incluindo o diretor do FBI, não haviam ficado feridos. A viúva do ativista de direita Charlie Kirk, que foi morto por um atirador, também estava presente no local.
O jantar com os correspondentes foi adiado. Seria a primeira participação de Trump no evento desde que chegou à Casa Branca.
‘Nenhum país está imune’ à violência política, diz Trump
Na coletiva de imprensa, Trump foi questionado sobre qual seria sua mensagem ao mundo após o incidente e respondeu: “Você pode ter o melhor esquema de segurança do mundo, mas se houver um maluco, ele pode causar problemas”.
O presidente disse que participar da política nos Estados Unidos tem um custo e acrescentou que há violência política em todo o mundo. “Não consigo imaginar que exista alguma profissão mais perigosa”, afirmou, acrescentando que “nenhum país está imune”.
Trump já foi alvo de duas tentativas de assasssinato desde a campanha de reeleição, há pouco mais de um ano. O mais grave incidente foi em julho de 2024, quando o então candidato à Casa Branca foi atingido na orelha por um tiro enquanto participava de um comício ao ar livre em Butler, na Pensilvânia. O atirador de 20 anos foi morto por agentes de segurança no local.
Dois meses mais tarde, agentes do Serviço Secreto capturaram um homem armado escondido no clube de golfe de Trump, em West Palm Beach, na Flórida, enquanto o republicano estava no local. O caso foi considerado uma tentativa de assassinato, e o suspeito foi condenado à prisão perpétua neste ano.
A fome é má-conselheira, cresci ouvindo esta frase em tom de advertência pelo bispo vermelho dom Francisco de Mesquita, chefe soberano da Igreja Católica no Sertão do Pajeú por 40 anos, entre 1961 e 2001. Era visto e tratado como comunista. Batia sem piedade nos governos autoritários.
Combateu o bom combate numa época em que a seca dizimou almas pela fome, a desnutrição aguda. Lembrei-me dele ao receber o novo relatório mundial da fome. Conceituada agora de insegurança alimentar, a fome campeia. E mata! Em apenas dois anos, entre 2025 e 2026, chegou a 266 milhões de pessoas, impulsionada por conflitos armados, chuvas, secas e instabilidade econômica.
Ainda se morre de fome no mundo, especialmente em países da África, como Sudão, e na Faixa de Gaza, no Oriente Médio, onde a crise humanitária agrava a situação. A guerra é o principal vetor, destruindo infraestruturas e forçando deslocamentos (mais de 85 milhões de pessoas deslocadas em zonas de crise). Cerca de 35,5 milhões de crianças sofreram desnutrição aguda em 2025, com quase 10 milhões em estado severo.
A guerra no Oriente Médio e outras tensões elevam o custo de combustíveis e fertilizantes, encarecendo alimentos. África (especialmente Sahel e chifre da África), Oriente Médio e partes da Ásia registram os cenários mais graves. A ONU alerta que a fome está sendo usada como arma de guerra e a meta de erradicá-la até 2030 está cada vez mais distante.
O Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU, com redução significativa da insegurança alimentar grave entre 2022 e 2024. Pesquisas indicam que, embora o País tenha superado o nível de desnutrição crônica, ainda existem 28,5 milhões de almas vivas em algum nível de insegurança alimentar (21,4 milhões moderada e 7,1 milhões grave).
Nunca passei fome, graças a Deus. Criança no Sertão das desigualdades de Dom Francisco, que fazia sermões contra a fome na igreja e nos microfones da rádio Pajeú, não sabia o que era fome porque meus pais sempre trabalharam muito no comércio para nos proporcionar uma vida digna.
Meu pai Gastão Cerquinha, que se vivo fosse teria feito ontem 104 anos, chegou a se destacar entre os maiores e mais fartos comerciantes em Afogados da Ingazeira. Nunca deixou de proporcionar uma mesa farta a sua grande prole, nove filhos, todos vindos ao mundo em partos caseiros, de uma única parteira, dona Dora Galvão, uma mão-santa.
Só senti mais tarde a assombração da fome já no Recife, quando, estudante universitário, vivi de mesada, livrando-me dela em bandejões universitários de péssima qualidade. Quando dizia que a fome é má-conselheira, dom Francisco expressava, sem papas na língua, a forma mais sutil de estímulo aos saques às feiras livres no Sertão pelas ovelhas famintas que conduzia no campo e mais tarde tangidas para periferia, onde a fome é mais perversa.
Mais adiante, como jornalista, ouvi de Dom Francisco, eu já menino com cabelo na venta, numa entrevista de página inteira ao Diário de Pernambuco, jornal que comecei como correspondente em Afogados da Ingazeira, que a melhor forma de escapar da morte pela fome era saquear. O bispo dizia isso para instigar o governo. Na defesa das suas ovelhas famintas era implacável com quem estava no poder. Por isso, metia medo, era assombração.
“A única coisa que mete medo em político é povo na rua”, dizia o saudoso Ulysses Guimarães, o Senhor Diretas, combatente do regime militar. Figura central na redemocratização do Brasil e na promulgação da Constituição de 1988, Doutor Ulysses defendia que a mobilização social era a única forma de evitar abusos de poder e privilégios legislativos.
A fome, que assombra o mundo mais uma vez, segundo o mais recente relatório da ONU, chega até nós em imagens dolorosas pela TV, como vi na reportagem de Ilze Scamparini, no JN, reproduzindo imagens de gente esquálida, homens, mulheres e crianças africanas.
Dói mais do que a fome na barriga ver quem se ama sem ter o que comer. É um grito mudo preso no peito. Um homem com fome não é um homem livre, no conceito do bispo vermelho. Dom Francisco morreu em 2006. Deixou como legado o destemor ante poderosos na defesa do seu povo humilde e sedento.
Quem já sentiu fome sempre sabe que se trata de um holocausto silencioso. Segundo José Saramago, autor do “Ensaio sobre a cegueira”, não é a pornografia que é obscena, é a fome.
Nenhum homem deveria sentar-se em paz à mesa farta, sabendo que em algum lugar há um irmão seu passando fome. A fome, por fim, transforma qualquer homem em ladrão. Quem já sentiu a dor da fome sabe a alegria que alguém sente ao receber uma doação de alimento.
Rachel de Queiroz, de “O Quinze”, tinha razão: “Fome demais tira o juízo”.
Sete em cada dez brasileiros pretendem comprar um carro este ano
A Webmotors fez a tradicional Pesquisa de Intenção de Compra e acaba de revelar os dados recolhidos. Em sua quarta edição, ela aponta que 68% dos brasileiros pretendem adquirir um veículo em 2026, sendo que 45% do total de respondentes planeja realizar a aquisição ainda no primeiro semestre de 2026. A pesquisa do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, colheu as respostas de mais de 1,8 mil brasileiros entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.
O levantamento revela um interesse remanescente com relação a 2025, visto que o percentual de consumidores interessados em comprar se manteve igual (68%). A grande diferença para a edição de 2026 está na antecipação da demanda. Isso porque a intenção de comprar ainda no primeiro semestre cresceu 8 pontos percentuais com relação a 2025, quando 37% dos respondentes demonstravam interesse em efetuar a compra nos seis primeiros meses. Entre as razões apontadas para a aquisição, a atualização do modelo foi a mais mencionada em uma lista de múltipla escolha, com 37%.
Na sequência, estão o costume de trocar de carro periodicamente (29%), a necessidade de trocar o atual por já estar velho (23%), a demanda por um veículo mais econômico (15%), a busca por um modelo mais potente (15%), a aquisição de um segundo veículo (13%), crescimento da família e a necessidade de mais espaço (12%), problemas com o carro atual (7%), entre outras razões. O levantamento também revela que a maior parte das transações acontecerá por meio de trocas. Isso porque 73% dos respondentes interessados em comprar um automóvel este ano já possuem um veículo, enquanto 27% não possuem e realizarão, portanto, uma aquisição.
“A alta intenção de compra do consumidor brasileiro é um recado direto para montadoras e lojistas de que existe demanda e espaço para crescer. Quem souber oferecer um portfólio adequado, com condições de pagamento atrativas, especialmente para a troca, que concentra a maior parte dos interessados, tende a capturar esse movimento do mercado”, afirma Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. Quanto à forma de pagamento pretendida pelos respondentes para viabilizar a compra, o financiamento parcial foi a mais mencionada, com 46% do total de respostas. Na sequência, estão a modalidade à vista (31%), financiamento total (17%) e leasing ou consórcio (6%).
Crescem empréstimos com garantia de veículo – O banco BV, uma das maiores instituições financeiras do país, manteve a liderança no Empréstimo com Garantia de Veículo (EGV). Esta carteira cresceu 30,5% em 2025 e alcançou R$ 5,3 bilhões. O desempenho do produto segue a tendência de crescimento constante dos últimos anos e reforça a estratégia de diversificação do portfólio de Varejo do BV.
“O EGV desempenha papel central no propósito de democratização do acesso ao crédito, ao oferecer taxas competitivas, menor risco e soluções mais adequadas às necessidades dos clientes”, afirma Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo do banco BV. O EGV permite que o cliente use um automóvel quitado como garantia para obter financiamento junto à instituição financeira. As taxas de juros costumam ser menores do que outras opções de crédito e os prazos para pagamento podem ser mais longos.
Chevrolet, com vendas em queda, apresenta o SUV Sonic – A General Motors, dona da marca Chevrolet, tinha em 2020 uma participação de 17,3% do mercado brasileiro de automóveis. No final do ano passado, o market share (porcentagem das vendas, receita ou clientes em relação ao total do setor) havia despencado para pouco mais de 10,8%. No primeiro trimestre deste ano, porém, a Chevrolet tem reagido e melhorando sua aceitação, com alta de uns 10%. E agora chega mais um motivo para ela tentar se recuperar: o novo Chevrolet Sonic.
O nome é velho, de um modelo que fracassou por aqui. Mas o SUV compacto, apresentado globalmente no Brasil, vem para disputar espaço em um segmento altamente competitivo, com 25% da venda total de veículos leves — e no qual tem o Volkswagen Tera como líder. As vendas começam em maio. A GM diz que o modelo foi desenvolvido integralmente em ambiente virtual, com inteligência artificial para otimizar o trabalho conjunto de engenheiros e designers desde as etapas iniciais. A referência é Equinox EV. Como este, adota a mais recente linguagem dos SUVs globais da Chevrolet, com a grade dividida em dois níveis bem marcados: a porção inferior concentra o maior volume visual e a superior se conecta às luzes diurnas de LED. Essa assinatura luminosa reforça a identidade do modelo e traz funções como a DRL e o indicador de direção — em um único elemento.
O Sonic estreia a gravata atualizada da Chevrolet, mais horizontalizada e com aplicação em preto. Na traseira, as lanternas de LED, com construção tridimensional, avançam levemente para fora do plano da carroceria e formam uma barra seccionada, criando uma assinatura luminosa de caráter técnico. O vidro traseiro mais inclinado não compromete a visibilidade, enquanto o prolongamento da tampa otimiza a capacidade do porta-malas. O painel em linhas horizontais ajuda a ampliar visualmente a largura do interior, marcado pela atmosfera high-tech.
O destaque fica por conta do Virtual Cockpit System da Chevrolet, que une o painel digital e o multimídia de conectividade avançada. Os assentos têm capa premium, com uma camada extra de espuma, herdado do Tracker. Essa solução ajuda a moldar melhor o corpo, ampliando a sensação de conforto, principalmente em deslocamentos prolongados. A motorização, assim como os preços, não foram divulgados. Mas ele deve usar o velho 1.0 adotado em outros modelos da marca.
Mercado local – O Sonic foi idealizado na América do Sul e criado para acompanhar as novas necessidades do mercado local. Durante seu desenvolvimento, o produto foi submetido a diversas clínicas com consumidores, em momentos distintos do projeto. O carro se destacou principalmente entre aqueles de espírito jovial, que valorizam produtos com design inovador para expressar sua personalidade marcante, em linha com um estilo de vida urbano e conectado.
Embora derive de uma arquitetura modular global da GM, o Sonic adota proporções próprias — comprimento de 4,23m, largura de 1,77m e altura de 1,53m — definidas especificamente para este projeto, de forma a fazer do inédito SUV cupê da Chevrolet uma referência dentro do segmento em aproveitamento de espaço interno, ergonomia e prazer ao dirigir. O Sonic ocupa o espaço entre o Onix Activ e o Tracker no portfólio da Chevrolet. Sua produção se concentra na fábrica da GM em Gravataí (RS), especializada em veículos de alto volume e voltados também para exportação.
Nissan revela dois novos conceitos de SUVs – A japonesa Nissan usou o salão Auto China para mostrar dois novos SUVs conceito de novas energias (chamadas de NEV). A ideia é acelerar os lançamentos de produtos e reforçar o papel da China como um de seus mercados-chave e como um hub global de inovação e exportação que apoia o crescimento de longo prazo. O Urban SUV PHEV Concept foi projetado para jovens consumidores chineses.
Seu design inspira-se nas filosofias do NX8 e da futura linha de SUVs da Nissan, combinando tecnologia avançada de eletrificação com desempenho adequado ao uso urbano diário. O Terrano PHEV Concept marca o retorno de um nome icônico. Equipado com a mais recente tecnologia híbrida plug-in, o Terrano baseia-se na tradição off-road da Nissan, ao mesmo tempo em que atende às necessidades duais de aventura ao ar livre e deslocamento urbano. As versões de produção de ambos os conceitos estão programadas para serem reveladas dentro de um ano.
BMW, a mais vendida do segmento premium – A BMW do Brasil celebra o fato de que, nos primeiros meses do ano, tenha mantido a liderança no segmento premium. O BMW X1, o BMW 320i e o BMW X3 se destacaram. Com 1.034 unidades vendidas até o fim do mês de março, o X1 é o carro premium mais vendido do Brasil. O SUV está disponível em três versões (sDrive 20i GP, sDrive 20i X-Line e sDrive 20i M Sport), com preços que começam em R$ 330.950. Logo na sequência, com ampla vantagem para o terceiro lugar, está o BMW 320i.
O tradicional sedã vendeu 917 unidades no primeiro trimestre e segue sendo um dos modelos mais desejados da marca. Disponível em três versões (GP, Sport GP e M Sport), o BMW 320i, assim como o BMW X1, é produzido em Araquari, em Santa Catarina. Além do BMW 320i, a gama do Série 3 é completada pelo BMW 330e, um híbrido plug-in que reforça a abertura tecnológica da marca de oferecer opções de sistemas de propulsão para os clientes. O BMW X3 se tornou o terceiro modelo BMW mais vendido do país, com 608 unidades.
Vem aí o Jeep Avenger – O irmão menor do Renegade, o Avenger, deve mesmo chegar aos concessionários da marca agora em maio. O modelo é uma espécie de mistura de ingredientes das marcas do grupo Stellantis: é Jeep, será produzido na fábrica da Citroën em Porto Real, no Rio de Janeiro, e vai usar um motor Fiat que debutou no Pulse (1.0 turbo com sistema híbrido leve de bateria lítio de 12 volts, além do câmbio automático do tipo CVT).
Esse conjunto produz 130 cv (etanol) e 125 cv (gasolina). Como é do subsegmento compacto, vai bater de frente com o Volkswagen Tera, Nissan Kait e Renault Kardian. O modelo tem 4,08m de comprimento e 380 litros de capacidade no porta-malas. Deve vir, de série, com o pacote semi autônomo Adas nível 2 (frenagem automática de emergência, assistente de faixa, monitoramento de ponto cego).
Dois Opala preparados vão a leilão – Depois de o Omega CD 1994 Irmscher inaugurar a série de leilões do projeto Vintage Chevrolet em dezembro, agora é a vez do segundo lote de veículos comemorativos aos 100 anos da marca no país ser ofertado. Nele estão os dois Opala caracterizados SS dos anos 1970 e a S10 de competição que venceu o Rally dos Sertões, uma das provas off-road mais importantes da América do Sul.
Os três veículos vão estar entre os automóveis clássicos e especiais do leilão do Carde, que acontece em 2 de maio nas dependências do museu, que fica em Campos do Jordão — os lances também podem ser dados de forma virtual. Parte da renda arrecadada será destinada a ações filantrópicas. Quem quiser ver os carros de perto poderá fazê-lo a partir de sábado, dia 18 de abril, no museu, juntamente com outros veículos do leilão.
O projeto Vintage resgata e restaura clássicos da Chevrolet que marcaram época. Ao todo, dez modelos icônicos produzidos no Brasil entre as décadas de 1960 e 2000 foram escolhidos para receber uma reconstrução criteriosa, garantindo autenticidade e qualidade em cada detalhe. O Opala é o clássico mais cultuado da Chevrolet e por isso o escolhido para ter duas unidades selecionadas pelo Vintage, um amarelo 1976 e um verde 1979, em homenagem às cores predominantes da bandeira brasileira. Ambos são caracterizados SS e trazem as mesmas especificações mecânicas, no melhor estilo restomod, quando o veículo preserva sua identidade visual e emocional, mas traz atualizações mecânicas e de estilo.
“Big Three” dos caminhões estão atrasando a eletrificação – Um novo relatório da Idle Giants, iniciativa internacional para impulsionar a eletrificação de caminhões pesados aponta que as montadoras tradicionais correm o risco de serem ultrapassadas por novas concorrentes — especialmente chinesas — caso não consigam ampliar a produção de caminhões elétricos.
Os três maiores fabricantes de caminhões do mundo – Daimler Truck (Mercedes-Benz), Traton (Volkswagen Caminhões e Ônibus, Scania) e Grupo Volvo (Renault Trucks, Volvo Trucks) —, que detêm uma participação de mercado global superior a 80%, desempenham um papel significativo na aceleração da eletrificação desses veículos, mas precisam ampliar sua produção e oferecer preços competitivos para que essa transição realmente ocorra.
Ao mesmo tempo, concorrentes chineses estão aumentando rapidamente a produção e lançando caminhões elétricos acessíveis e econômicos no mercado, o que os coloca em uma posição privilegiada para capturar o crescimento. A Sany, por exemplo, entrou no mercado brasileiro no final de 2025 com caminhões com preços entre R$ 1,8 milhão e R$ 1,9 milhão. Modelos comparáveis de fabricantes tradicionais como a Scania custam em torno de R$ 2,5 milhões.
Outras empresas também estão se expandindo, como a XCMG — que lançou uma linha completa de caminhões elétricos. Esse movimento está alinhado com tendências regionais mais amplas: o mercado de ônibus elétricos da América Latina está crescendo rapidamente, mas permanece altamente concentrado, com a BYD liderando quase 44% da frota, seguida pela Foton e Yutong. No geral, as fabricantes chinesas respondem por aproximadamente 85% de todos os ônibus elétricos em operação na região.
O Brasil continua sendo uma grande oportunidade para o crescimento do setor de caminhões elétricos. Embora a adoção desses veículos ainda esteja em estágio inicial, a maioria das distâncias percorridas por eles ocorre em rotas de 100 a 600 km, distâncias que já estão dentro do alcance dos caminhões elétricos atualmente disponíveis.
Triton ganha versão 4×2 – A Mitsubishi acaba de apresentar a linha 2027 da Triton. Há poucas mudanças. A versão Tarmac, que no ano passado era apenas uma edição limitada, passou a ser fixa na gama. Ele agora usa novas rodas de 20 polegadas — também adotadas na topo de linha Katana. Toda a linha continua usando o motor 2.4 biturbodiesel, que gera 204cv e 47,9kgfm de torque. A versão GL MT é a única com câmbio manual, enquanto a Tarmac é a única 4×2 — esta última sendo a picape diesel mais econômica do Brasil, com média de 10.2 km/l na cidade e 12.3 km/l na estrada.
Todas as versões contam com direção elétrica, sete airbags, sensores de chuva e crepuscular, câmera de ré, farol de neblina, central multimídia, cruise control e volante multifuncional. O modelo GLS adiciona as rodas de liga leve aro 16″, grade cromada e o sistema de alívio de peso na tampa da caçamba. O modelo HPE inclui o ar-condicionado automático de duas zonas com recirculador no teto, bloqueio no diferencial traseiro, carregador por indução, conjunto óptico full-LED, rodas de 18 polegadas.
A Triton HPE-S utiliza a tração 4×4 Super Select II com diferencial central, bancos em couro, seletor de modos de condução, aviso de saída de faixa e alerta de tráfego cruzado traseiro. A topo de linha Katana soma o pacote ADAS, santantônio integrado, rodas de 20 polegadas, câmera 360° central multimídia com tela de 9 polegadas com navegador GPS nativo, rack de teto e protetor de caçamba. A versão Savana é baseada na Katana e adiciona rodas de 8 polegadas com pneus todo terreno, protetores nos para-lamas, rack de teto tubular, rock sliders e snorkel. Confira preços:
GL MT 4×4: R$ 249.990
GL AT 4×4: R$ 259.990
Tarmac 4×2: R$ 264.990
GLS 4×4: R$ 271.590
HPE 4×4: R$ 303.890
HPE-S 4×4: R$ 330.790
Katana 4×4: R$ 349.890
Savana 4×4: R$ 354.990
Toyota registra melhores valores de revenda – A japonesa Toyota é a fabricante brasileira com o maior número de veículos leves com melhor valor de revenda em 12 meses no Brasil, de acordo com estudo da Suiv, empresa de big data do setor automotivo, encomendado pela revista Quatro Rodas. A marca alcançou o primeiro lugar em quatro categorias na tradicional premiação Melhor Revenda 2026. Corolla, Corolla Hybrid, Hilux e SW4 lideram em seus respectivos segmentos, considerando a comparação entre os preços de tabela Fipe de veículos 0km em janeiro de 2025 e os valores praticados no mercado de seminovos um ano depois.
Já Corolla Cross, Corolla Cross Hybrid e RAV4 Hybrid também apresentaram resultados melhores que a média de mercado, reforçando a consistência do portfólio Toyota em valor de revenda. O sedã Corolla, por exemplo, não teve desvalorização no período analisado; a média de perda de valor do segmento, por sua vez, foi de -6%. O Corolla Cross ficou em segundo, com desvalorização de -9%, sendo que a média do segmento foi de -14%. O SUV grande SW4 teve perda de -3%; os concorrentes, em média -14%.
Mentiras que te contam sobre vender um carro usado – O mercado de veículos seminovos e usados vive um dos seus melhores momentos no Brasil. Entre janeiro e março, o acumulado de vendas atingiu mais de quatro milhões de automóveis — o que representa um crescimento de 12,7% sobre o mesmo período de 2025. Na comparação direta entre os meses de março de 2025 e 2026, a alta foi de 21,5%. Apesar do cenário favorável, ainda há muita desinformação que prejudica quem decide vender um carro. Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty, rede de franquias especializada no segmento de intermediação de venda de veículos, explicou quais são as cinco principais mentiras que contam sobre a venda de seminovos e o que diz o mercado na prática.
Carro só desvaloriza? – Embora a depreciação exista, o comportamento recente mostra o contrário em vários casos. A alta demanda por usados, impulsionada pelo encarecimento dos modelos zero-quilômetro, fez com que os preços subissem de forma consistente nos últimos anos, tornando o carro um ativo mais resiliente. “O carro deixou de ser apenas um bem de consumo e passou a ter papel estratégico no patrimônio das famílias”, afirma Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty.
Vender por conta própria é mais vantajoso? – Outro mito recorrente é que vender por conta própria sempre garante mais lucro. Na prática, o CEO da Vaapty aponta que não é bem assim, já que existem custos ocultos, tempo de negociação, riscos de inadimplência e falta de conhecimento sobre precificação. “Muita gente não calcula o custo do tempo, da insegurança e da negociação mal feita. No fim, pode sair mais caro do que parece e fazer com que a pessoa perca dinheiro. Na maioria dos casos, optar pela intermediação é muito mais seguro e torna o processo bem mais rápido”, diz Souza.
Intermediadora sempre paga menos? – O cenário mudou com a profissionalização do setor e o uso de dados. Existem plataformas e redes estruturadas que conseguem gerar concorrência entre compradores e oferecer propostas mais alinhadas ao valor real de mercado. “Hoje, a tecnologia usada permite que a gente tenha acesso a uma plataforma com mais de 25 mil compradores simultaneamente, o que aumenta a transparência e a competitividade. Vale lembrar que tempo também é dinheiro: então, quanto antes esse carro for negociado, maior é o valor dele. Por outro lado, quanto mais demorar a vender, mais desvalorizado ele fica”, afirma o executivo.
Quanto mais anúncios, melhor? – Segundo o especialista, excesso de exposição pode gerar efeito contrário, desvalorizando o veículo ao transmitir urgência ou dificuldade de venda. Estratégia e posicionamento são mais relevantes do que volume. “Não é sobre estar em todos os lugares, mas estar nos lugares certos, com a precificação correta”, diz Souza.
Será que o melhor momento para vender já passou? – Essa ideia não se sustenta diante dos dados. O mercado segue aquecido, com demanda consistente e oferta ainda limitada em algumas faixas de veículos. “O Brasil vive um ciclo positivo para seminovos. Quem entende o momento e usa informação a seu favor consegue fazer ótimos negócios”, conclui o CEO da Vaapty.
Em um mercado cada vez mais profissional e competitivo, vender um seminovo deixou de ser apenas uma transação simples e passou a exigir estratégia, informação e escolha dos canais adequados.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.