O ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser levado nesta terça-feira ao hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames após sofrer uma queda dentro da Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena. Segundo a equipe médica, Bolsonaro foi diagnosticado com traumatismo cranioencefálico leve.
A PF, por sua vez, afirmou que ele foi examinado por um médico da corporação que não identificou a necessidade de encaminhamento hospitalar. Em nota, a corporação afirmou que sua ida ao hospital depende de autorização judicial e explicou que Bolsonaro foi atendido na manhã desta terça-feira após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA decisão de encaminhar o ex-presidente ao hospital foi tomada para avaliação mais detalhada do quadro por parte da equipe de Bolsonaro. Ele passou mal durante a madrugada, caiu e bateu a cabeça. Birolini ressaltou que quedas com traumatismo representam uma das principais preocupações da equipe médica diante da condição clínica do ex-presidente, risco que já havia sido previamente alertado.
— Em vista da situação em que ele se encontra, quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações. Já havíamos alertado sobre esse risco — afirmou o médico.
Fontes da PF informaram que o ex-presidente foi visto bem, caminhando e sorrindo no prédio da superintendência, mas que foi autorizado o pedido da equipe médica para levá-lo ao hospital.
A informação sobre a queda foi divulgada inicialmente por Michelle, que relatou em publicação nas redes sociais que Bolsonaro teve uma crise de soluços enquanto dormia, perdeu o equilíbrio e bateu a cabeça em um móvel. Segundo ela, por estar detido em uma sala especial da Polícia Federal, o atendimento médico só teria ocorrido quando ele foi chamado para a visita.
Michelle esteve na Superintendência da PF na manhã desta terça-feira e informou que aguardava esclarecimentos formais sobre como foram prestados os primeiros socorros após a queda. Integrantes da Polícia Federal, ouvidos sob reserva, afirmaram que houve atendimento médico no local e minimizaram a gravidade do episódio.
Além de Birolini, o cardiologista Brasil Ramos Caiado também foi acionado e esteve na unidade da Polícia Federal para realizar avaliação clínica do ex-presidente antes do deslocamento ao hospital.
O episódio ocorre poucos dias após Bolsonaro receber alta do hospital DF Star, onde ficou internado por nove dias depois de passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Durante a internação, o ex-presidente também foi submetido a um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para conter crises persistentes de soluços, associadas pelos médicos a complicações decorrentes da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
Desde o retorno à custódia da Polícia Federal, no dia 1º de janeiro, aliados relatavam evolução clínica considerada positiva, com redução das crises de soluço. Ainda assim, pessoas próximas afirmam que Bolsonaro vinha se queixando de dificuldades para dormir, atribuídas ao funcionamento contínuo do sistema de ar-condicionado da unidade.
A defesa levou essas reclamações ao Supremo Tribunal Federal. Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados afirmaram que o ruído compromete o repouso do ex-presidente e solicitaram medidas para adequação do espaço. Na segunda-feira, Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as condições relatadas.
Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
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