A proximidade de grupos bolsonaristas com a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) pode “complicar de vez” a relação da gestora com o PT. É como avalia a ministra das Mulheres, Márcia Lopes. A auxiliar do presidente Lula (PT) esteve recentemente com a governadora, a quem teceu diversos elogios durante entrevista ao podcast Direto de Brasília. Embora tenha evitado cravar o posicionamento do partido localmente, ressaltou que é importante avaliar a questão dos aliados nos palanques.
“Na verdade, eu não posso me manifestar. Claro que temos um grupo político no governo que tem discutido, o presidente Lula é um político responsável, que tem sensibilidade e respeita muito as pessoas. Tem afinidades e proximidades, e na política não é simples. O ideal seria que pessoas do mesmo campo estivessem juntas, mas isso não é sempre possível. É um processo em que temos que respeitar as forças locais. Não é Brasília que tem que definir a vida dos eleitores de Pernambuco. O que vale é participar do processo eleitoral, ver a candidatura que está assumindo compromisso com a democracia, quem vai apoiar Lula. É um processo que ainda tem muito chão. Há manifestação em relação ao apoio a João Campos (PSB), principalmente se o outro lado estiver junto com a governadora. Aí complica de vez para nós”, analisou Márcia.
Leia maisA ministra destacou ainda parcerias feitas com universidades e entidades no estado. “Liberamos recursos em Pernambuco para formação das mulheres, temos obras e estamos implantando o Sistema Nacional de Política para as Mulheres, e estimulando que todos os municípios tenham um órgão gestor das políticas para as mulheres. Se isso acontece, claro que os resultados vêm. O Nordeste, diferente do que muitos conservadores que o discriminam, é um lugar incrível, de potencialidades, de desenvolvimento. Essa é nossa orientação: estamos para trabalhar com governos e municípios”, completou.
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