O deputado estadual Romero Albuquerque criticou a nomeação de Diogo Cavalcante Guerra para cargo de direção na Arena Pernambuco, equipamento público administrado pelo governo estadual. Segundo o parlamentar, Diogo possui passagem pelo sistema prisional por roubo e processo criminal em aberto na Vara Criminal do Recife por estelionato, informações que, conforme Albuquerque, poderiam ser verificadas com uma simples consulta aos sistemas de antecedentes criminais antes da nomeação.
“Você colocaria uma pessoa presa por roubo, com processo aberto por estelionato, pra gerenciar a sua empresa? Ninguém faria isso. Mas o Governo de Pernambuco fez”, afirmou o deputado, ao tornar pública a situação jurídica do nomeado.
Leia maisDe acordo com Albuquerque, a ficha jurídica de Diogo Cavalcante Guerra consta no sistema penitenciário de Pernambuco e inclui o histórico criminal citado. O parlamentar questiona por que o governo estadual não realizou a verificação de antecedentes antes da posse no cargo.
“A governadora diz que preza pela integridade. Mas quantas fichas sujas precisam aparecer para que alguem no Palácio decida abrir o sistema e consultar os antecedentes antes de nomear alguém? Isso é básico. É protocolo. É obrigação de qualquer gestão pública”, o deputado criticou.
O caso de Diogo Cavalcante Guerra é o terceiro envolvendo nomeações controversas no governo Raquel Lyra em menos de noventa dias. Em janeiro deste ano, o advogado Yuri Coriolano foi nomeado para presidir a EPTI, empresa de transporte intermunicipal, e deixou o cargo após virem a público comentários racistas e misóginos publicados em redes sociais, além de registros de anuncio de blitzes policiais. Em seguida, o governo anunciou Said Sousa para a executiva da Casa Civil, cargo que tambem gerou críticas: Sousa possui condenação por envolvimento com tráfico de drogas.
Para o deputado Romero Albuquerque, a recorrência dos casos revela não um erro pontual, mas uma ausência de protocolo de verificação de antecedentes nas nomeações do governo estadual. “Yuri, Said, Diogo. Três nomes. Isso não é descuido, é um padrão”, afirmou.
Albuquerque afirma que vai protocolar requerimento de informações dirigido ao governo estadual exigindo esclarecimentos sobre o processo de seleção e verificação de antecedentes dos nomeados para cargos na Arena Pernambuco e demais equipamentos públicos administrados pelo estado.
O parlamentar também cobra que o governo se posicione publicamente sobre a manutenção ou exoneração de Diogo Cavalcante Guerra do cargo.
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