O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), hoje, os chamados embargos infringentes – tipo de recurso para reverter a pena no julgamento do golpe de Estado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do STF, em julgamento em setembro. Nos embargos, ele pede absolvição.
Na terça-feira (25), o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou o fim da ação penal – ou seja, considerou que não cabiam mais recursos e que a pena de prisão já deveria ser executada, não só para Bolsonaro, como também para outros seis réus condenados. O ex-presidente está preso na carceragem da Polícia Federal, em Brasília.
Leia maisEntendimento do STF é de que só teria direito aos embargos infringentes o réu que obtivesse dois votos pela absolvição na Primeira Turma. Bolsonaro teve só um. Portanto, Moraes deverá nem aceitar os embargos. Além da absolvição, a defesa pede que o caso seja levado para o plenário do STF, onde votam 11 ministros. Na Turma, votaram 5 ministros.
Regra interna do STF desde dezembro de 2023 diz que julgamentos criminais ocorrem nas turmas. “Assim, diante da manifesta contrariedade com o direito e com as provas dos autos, a injusta condenação imposta a Jair Messias Bolsonaro, já reconhecida pelo eminente ministro Luiz Fux, deve ser submetida ao crivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal para que, ao final, seja reconhecida e declarada a sua inocência”, afirmou a defesa no embargo enviado à Corte.
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