A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, defendeu o projeto de lei que transforma a misoginia em crime. Já aprovado no Senado Federal de forma unânime, o projeto enfrenta dificuldades na Câmara dos Deputados. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, a auxiliar de Lula reforçou a importância da matéria e relembrou a dificuldade para a aprovação de outra lei importante, a Lei Maria da Penha, que completa 20 anos.
“O PL da Misoginia é um projeto muito importante, porque a nossa Constituição explicita a igualdade de gênero, raça e etnia. A Lei Maria da Penha completa agora 20 anos. Em 2015, tivemos a tipificação do feminicídio. Queremos que aconteça o mesmo com a misoginia”, pontuou Márcia.
Leia mais“Tudo que a gente quer cobrar tem que estar na lei. Câmara e Senado assinaram o Pacto do Brasil contra o Feminicídio. O Senado já aprovou por unanimidade o texto do PL da Misoginia, e na Câmara tivemos uma primeira reação de alguns deputados dizendo que iriam discutir. Deputados machistas e misóginos não vão votar a favor, mas a sociedade já está mobilizada para votar, porque precisamos muito dessa lei. À medida que a misoginia for caracterizada como crime, os misóginos passam a responder, inclusive pagando pena de prisão. O quanto antes a lei for aprovada, melhor”, complementou.
Márcia ainda saiu em defesa da deputada federal Érika Hilton (PSOL-RJ), alvo de críticas preconceituosas após assumir a presidência da Comissão da Mulher na Câmara Federal. “A deputada Érika tem sido muito competente e atuante em todos os espaços. As críticas foram causadas por atitudes misóginas e preconceituosas, não só com ela. Não sei como todas as deputadas suportam o cotidiano da Câmara. Hoje a Casa tem 91 mulheres que, todos os dias, independentemente de partido, são assediadas, ofendidas, humilhadas. Este ano é de eleição, não podemos votar em quem humilha mulher. Queremos deputados como lideranças, que representam e influenciam. Foi lamentável o episódio ocorrido com a deputada Érika Hilton, e não só com ela”, concluiu Márcia Lopes.
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