Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog
Em meio às intensas negociações de bastidores pelas vagas para disputar o Senado Federal, este ano, em Pernambuco, vale lembrar um fato curioso das eleições de 2022: naquele ano, a ex-deputada Marília Arraes quase foi a candidata do PT na corrida pela Casa Alta. Recebeu um pedido do próprio presidente Lula (PT) para se lançar ao Senado na chapa do então candidato ao Governo do Estado pelo PSB, Danilo Cabral.
O PT de Pernambuco chegou a indicar publicamente o nome de Marília Arraes como pré-candidata ao Senado, após a ex-deputada ameaçar sair da legenda. Um dia depois da divulgação do PT, Marília teve uma conversa presencial com o presidente Lula, em São Paulo. Mas insistiu no projeto de candidatar-se ao cargo de chefe do Poder Executivo.
Leia maisUma reportagem da Folha de São Paulo do dia 21 de março de 2022 trouxe uma fala de Marília sobre a indicação do PT ao seu nome para o Senado na qual ela reclama da divulgação e considera “precipitação sem limites”.
“A posição do PT de Pernambuco, indicando o meu nome para concorrer ao Senado pela Frente Popular revela, no mínimo, descuido com o tratamento de assunto tão sério e uma precipitação sem limites. Não fui consultada e não autorizei que envolvessem o meu nome em qualquer negociação, menos ainda que tornassem público, como se fossem os senhores do meu destino”, disse.
“Quando ela foi se encontrar com Lula, a direção nacional já havia se reunido conosco, da estadual, com a presença dela e definido que o nome (para o Senado) seria o dela. Foi unanimidade e as outras pré-candidaturas foram retiradas”, relembrou um membro da executiva estadual do PT.
Na época, Marília deixou o PT, filiou-se ao Solidariedade, concorreu ao Governo do Estado e perdeu a eleição para a atual governadora Raquel Lyra (PSD). Quem disputou o Senado pelo PT foi a ex-deputada estadual Teresa Leitão, que chegou à Casa Alta com mais de 2 milhões de votos. Atualmente, mesmo após uma campanha duríssima contra Raquel Lyra, Marília negocia com a gestora uma das vagas para disputar o Senado na chapa comandada por ela, inclusive sem haver definição se Raquel vai apoiar à reeleição do presidente Lula.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por unanimidade, a constitucionalidade das regras que limitam o número de candidatos registrados por partidos nas eleições proporcionais. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7017, em sessão virtual concluída em 24 de fevereiro.
A decisão mantém em vigor a regra do artigo 10 da Lei das Eleições (Lei 9.504/1997), alterada pela Lei 14.211/2021: cada partido pode registrar, no máximo, um candidato a mais do que o número de vagas em disputa em cada circunscrição. As informações são do portal Estadão.
Leia maisEm um Estado com dez cadeiras na Câmara dos Deputados, por exemplo, a legenda pode inscrever até 11 candidatos. A mesma lógica vale para assembleias legislativas, a Câmara Legislativa do Distrito Federal e as câmaras municipais.
A lei aprovada pelo Congresso previa duas exceções. Nos Estados com até 18 deputados federais, os partidos poderiam registrar candidatos a deputado federal e estadual em número equivalente a até 150% das vagas, margem maior para acomodar a menor representação dessas unidades da federação.
Nos municípios com até 100 mil eleitores, a mesma proporção de 150% valeria para o registro de candidatos a vereador. O então presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou esses dispositivos em 2021, e o Congresso não derrubou o veto. Com a decisão do STF, os vetos permanecem válidos e a regra geral de 100% mais um se aplica a todas as circunscrições.
A ação foi proposta pelo Cidadania. O partido alegou inconstitucionalidade formal no processo legislativo que originou a Lei 14.211/2021. Segundo a legenda, a presidência do Senado Federal ajustou a redação do texto aprovado pelo Congresso antes de encaminhá-lo ao então presidente da República, o que teria viabilizado o veto às exceções previstas no projeto original.
O Cidadania sustentou que a mudança violou o devido processo legislativo e os princípios democrático e da legalidade. O relator, ministro Kassio Nunes Marques, julgou a ação improcedente. Para ele, não houve alteração de conteúdo, mas apenas correção de erro de formatação.
A Lei Complementar 95/1998, que regula a técnica legislativa, determina que exceções à regra geral sejam previstas em parágrafos, e não em incisos, como constavam no projeto. O Senado adequou o texto a essa exigência sem modificar a substância da norma.
O ministro afastou, ainda, a tese de violação ao devido processo legislativo e aos princípios democrático e da separação dos Poderes. Nunes Marques ressaltou que correções internas do Poder Legislativo não autorizam intervenção do STF, salvo em caso de violação direta à Constituição.
“A judicialização da política, nesse caso, seria uma tentativa de reverter no Tribunal uma derrota sofrida na arena democrática”, afirmou o relator. Os demais ministros acompanharam o voto integralmente.
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Perguntado sobre um possível apoio de Miguel Coelho (UB) à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito de Petrolina e adversário figadal do clã Coelho, Júlio Lossio, afirmou que todo apoio é bem-vindo.
“Todo voto e todo apoio serão bem-vindos. Nós, que acreditamos no projeto Raquel Lyra, queremos que ela some o máximo de votos e apoios que conseguir. Um tio que foi político dizia: Para encher o açude durante a chuva ninguém escolhe água. Para beber, filtramos e às vezes até fervemos. Sei que Raquel saberá escolher a água que vai beber em seu segundo governo”.
Por Flávio Chaves*
Vivemos uma época em que quase tudo parece pesado demais. As notícias chegam carregadas de pressa, conflitos e desconfiança. Às vezes dá a impressão de que a humanidade está se tornando um lugar mais frio. No entanto, enquanto o barulho do mundo tenta nos convencer de que tudo está perdido, existe uma força discreta trabalhando silenciosamente para manter a vida de pé. Essa força não aparece nos discursos nem nos palcos do poder. Ela vive nos gestos pequenos, quase invisíveis, que acontecem todos os dias entre pessoas comuns. São eles que, sem que percebamos, continuam sustentando o mundo.
Há dias em que parece que tudo perdeu o rumo. As notícias chegam carregadas de pressa, de conflitos, de disputas intermináveis e de uma sensação estranha de que a humanidade anda cansada de si mesma. Quem observa a vida apenas pelas vitrines do barulho pode facilmente acreditar que o mundo se sustenta por causa das grandes decisões, dos palácios, das máquinas ou das engrenagens da economia. No entanto, existe uma verdade mais silenciosa e profundamente humana que raramente aparece nas manchetes. O mundo continua existindo por causa de coisas muito menores, quase invisíveis, delicadas como o sopro de uma lembrança boa.
Leia maisEle permanece de pé quando uma mãe, antes que o filho atravesse a porta para enfrentar o dia, estende a mão com ternura e ajeita um fio de cabelo que insiste em cair sobre os olhos da criança. Nesse gesto simples mora uma proteção antiga, uma forma de dizer sem palavras que alguém estará sempre ali, guardando o caminho de volta. O mundo também se equilibra quando dois velhos caminham lentamente pela calçada de uma cidade qualquer, segurando um ao outro como quem segura o próprio tempo. Não têm pressa, porque aprenderam que o amor verdadeiro não precisa correr para chegar a lugar nenhum. Basta permanecer.
Há momentos em que a vida revela sua beleza de maneira ainda mais discreta. O mundo continua respirando quando alguém escolhe o silêncio para não ferir quem ama, mesmo tendo mil razões para levantar a voz. Há uma grandeza quase sagrada nessa decisão silenciosa de proteger o coração do outro. Também há beleza quando uma pessoa, mesmo cansada depois de um longo dia, encontra dentro de si um resto de luz suficiente para olhar para quem está ao lado e perguntar com sinceridade se está tudo bem. Às vezes, essa pergunta simples é o que impede que a solidão cresça dentro de alguém.
Quase nunca esses gestos são vistos. Nenhum jornal estampa na primeira página a notícia de que um pai esperou a filha adormecer para entrar no quarto em silêncio e cobri-la com cuidado porque o cobertor havia escorregado durante a noite. Nenhuma rede social registra o instante em que alguém, depois de uma longa batalha interior, decide perdoar em vez de continuar alimentando a ferida da mágoa. Esses acontecimentos não produzem aplausos nem comentários. Ainda assim, são eles que sustentam o equilíbrio secreto da vida.
Existe, espalhada pelo mundo, uma arquitetura invisível feita de ternura, paciência e cuidado. Ela não aparece nos mapas nem nos discursos, mas está presente em milhares de pequenos gestos que acontecem todos os dias dentro das casas, nas ruas, nos corredores dos hospitais, nas salas silenciosas onde alguém consola outro coração cansado. Se essa arquitetura de bondade desaparecesse por um único dia, talvez o mundo inteiro desmoronasse como uma casa construída apenas de pressa, orgulho e indiferença.
Por isso, quando alguém disser com convicção que a humanidade está perdida, talvez seja prudente duvidar um pouco dessa sentença. Porque enquanto existir alguém preparando o café da manhã com carinho para quem ama, enquanto existir alguém que espere acordado até ouvir o barulho da chave girando na porta, enquanto existir alguém que se comova com a dor de um desconhecido, ainda haverá esperança respirando no coração do mundo.
O mundo não se salva apenas pelas multidões nem pelos discursos grandiosos que ecoam nas praças. O mundo continua sendo salvo todos os dias por pequenos gestos de amor que quase ninguém vê, mas que sustentam silenciosamente a delicada tarefa de continuar vivendo.
E talvez seja exatamente isso que nos mantém de pé. O fato de que, mesmo em tempos difíceis, ainda existe alguém em algum lugar praticando um gesto simples de bondade sem saber que, naquele instante, está ajudando o mundo inteiro a continuar existindo.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, hoje, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Ele é membro do Partido Democrata Cristão, de direita, e foi eleito no fim de 2025. Na ocasião de seu discurso, o presidente brasileiro afirmou que nenhum país da América do Sul terá condições de prosperar isoladamente. “Concordamos que a integração regional não é um projeto ideológico, é uma necessidade histórica”, afirmou Lula, após reunião bilateral com Paz.
“Em um mundo cada vez mais competitivo, nenhum país da nossa região terá condições de prosperar isoladamente. Somente uma América do Sul integrada poderá ocupar o lugar que merece na economia e na política global”, prosseguiu. As informações são do portal G1.
Leia maisO petista citou os conflitos e a insegurança quanto ao fornecimento de combustíveis. Nesse contexto, afirmou que a Bolívia “permanece como uma fonte segura” e que o país mantém a condição de maior fornecedor de gás natural para o Brasil.
Os dois presidentes trataram sobre a possibilidade de ampliar investimento nessa área e incrementar volume exportado para o mercado brasileiro. Lula mencionou também que Bolívia e Brasil são guardiãs da Amazônia e que a proteção da floresta, dos povos, além da proteção da biodiversidade é uma responsabilidade compartilhada.
“Em seu discurso de posse, Paz defendeu América Latina livre e democrática, como no Brasil em 8 de janeiro. A democracia também teve desafios na Bolívia e saímos fortalecidos, nossos países provaram que a instituição democrática e a vontade popular são capazes de prosperar”, citou Lula.
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O deputado federal Felipe Carreras (PSB) esteve, no último sábado (14), no Mirante do Cruzeiro, em Santa Cruz do Capibaribe. Durante a visita, o parlamentar se comprometeu a trabalhar para viabilizar a implantação de um teleférico no local, em parceria com a prefeitura.
“Durante a subida, muitas pessoas comentaram como seria importante o mirante ter um teleférico. É algo fantástico, impressionante. Quando fui secretário de Turismo do Estado, viabilizamos o teleférico de Bonito e sei como esse tipo de projeto pode transformar um destino. A partir de agora, vamos começar a trabalhar para tirar do papel o projeto do teleférico do Mirante do Cruzeiro”, afirmou o deputado.
O Mirante do Cruzeiro tem atraído cada vez mais moradores e visitantes, seja pela vista privilegiada da cidade ou pela caminhada até o topo, que se tornou uma prática frequente para quem busca lazer e atividade física. A implantação de um teleférico pode ampliar ainda mais o potencial turístico de Santa Cruz do Capibaribe, além de facilitar o acesso ao ponto mais alto do mirante.
Poder360
A CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária) pediu ao Congresso Nacional, por meio de documento entregue na quarta-feira, que os senadores e deputados que compõem a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) tenham entre suas prioridades para o ano de 2026 articular a tramitação de textos voltados ao que classificam como “modernização das condições de trabalho no campo”.
Segundo a confederação, 2026 será um ano que exige cautela dada a projeção de crescimento econômico moderado – Banco Central estima PIB em 1,82% – juros elevados – em 12,13% – e restrição de crédito. Nesse cenário, as mudanças na legislação seriam necessárias para que os contratos de trabalho reflitam a realidade rural, como a formalização de contratos de acordo com a sazonalidade das safras.
“A agenda para 2026 prioriza temas fundamentais para a modernização das relações laborais no campo, focando especialmente no estímulo à formalização do contrato de trabalho sazonal com a garantia da manutenção dos benefícios sociais, trazendo tranquilidade ao trabalhador e segurança ao empregador”, afirma a CNA no documento.
O documento dedica um capítulo às relações trabalhistas, afirmando que a gestão dessas relações e da previdência social é estratégica para a sustentabilidade e competitividade do produtor rural em 2026. Clique aqui e confira a matéria completa.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira que a penalidade de aposentadoria compulsória para juízes não encontra mais amparo na Constituição após a Reforma da Previdência aprovada em 2019. Segundo Dino, infrações graves cometidas por magistrados devem ser punidas com a perda do cargo, e não com o afastamento remunerado da função.
A conclusão foi apresentada no julgamento de um recurso que discute sanções aplicadas a um magistrado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Na decisão, Dino declarou nulo um julgamento anterior do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e determinou que o caso seja reavaliado pelo órgão. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisAo analisar o caso, o ministro sustentou que a Emenda Constitucional nº 103 (a da Reforma da Previdência) alterou o regime jurídico da magistratura e retirou do texto constitucional o fundamento que permitia a aplicação da aposentadoria compulsória como sanção administrativa. Segundo ele, a mudança demonstra a intenção do legislador de eliminar esse tipo de punição do ordenamento jurídico.
“A Emenda Constitucional nº 103/2019, ao promover modificações no sistema previdenciário brasileiro, também alcançou expressamente o regime jurídico aplicável aos magistrados e as competências do Conselho Nacional de Justiça, revogando a sanção de “aposentadoria compulsória”, ao eliminar o seu fundamento constitucional”, diz o ministro na decisão.
Na decisão, Dino afirmou que, diante dessa alteração constitucional, eventuais infrações graves praticadas por magistrados devem levar à perda do cargo por meio das vias adequadas, respeitando o devido processo legal e a atuação conjunta do CNJ e do próprio STF.
“Em face da mudança constitucional e à luz do princípio da moralidade, infrações graves de magistrados devem ser punidas com a perda do cargo”, afirma.
Com isso, o ministro determinou que o CNJ reanalise o caso disciplinar. Caso o conselho mantenha a avaliação de que houve irregularidades graves, deverá encaminhar a situação para que seja proposta a ação judicial cabível visando a perda do cargo do magistrado. O órgão também poderá aplicar outras sanções administrativas ainda previstas ou até absolver o juiz.
A decisão também apontou a existência de irregularidades processuais no julgamento anterior do CNJ, incluindo mudanças na composição do colegiado e sucessivas questões de ordem que teriam gerado instabilidade na análise do processo disciplinar.
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A Prefeitura de Petrolina realizou a primeira reunião de alinhamento de 2026 da articulação do Programa Prefeitas e Prefeitos Amigos da Criança. O encontro reuniu representantes das secretarias municipais de Educação, Cultura e Esporte; Saúde; e Assistência Social e Combate à Fome para discutir o planejamento e a destinação de recursos voltados às políticas públicas para a infância e adolescência.
Durante a reunião, foram tratadas questões relacionadas ao planejamento, acompanhamento e execução das ações previstas para o período de 2025 a 2028, além da organização das informações sobre a utilização dos recursos orçamentários das secretarias. O encontro também abordou a atualização e o preenchimento dos mapas do Orçamento Criança e Adolescente (OCA), instrumento utilizado para diagnóstico da situação local da infância e adolescência e para definição de metas e prioridades nas políticas públicas do município.
A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realiza, nesta terça-feira (17), às 9h, uma assembleia extraordinária na sede da entidade, no Recife. Durante o encontro, o prefeito de Aliança, Pedro Freitas, assumirá a presidência da instituição em cerimônia prevista para as 10h30.
Freitas sucede o ex-prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia, em cumprimento ao acordo de mandato compartilhado firmado entre os dois gestores, eleitos por aclamação para a presidência e vice-presidência da entidade. O novo presidente ficará à frente da Amupe até fevereiro de 2027, concluindo o atual biênio de gestão.
Boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star nesta segunda-feira (16) informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com recuperação da função renal e melhora parcial de marcadores inflamatórios.
De acordo com o estabelecimento de saúde, o ex-presidente permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva e não há previsão de alta da UTI até o momento. As informações são do g1.
Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13) pela manhã para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. O ex-presidente, que cumpre prisão na Papudinha por tentativa de golpe de Estado, passou mal e precisou ser levado ao hospital.
Leia maisConforme o comunicado dos médicos, a melhora parcial dos marcadores inflamatórios indica uma resposta favorável aos antibióticos utilizados no tratamento do ex-presidente.
Boletim médico divulgado no último sábado (14) havia apontado uma piora nas funções renais, que, segundo o DF Star, melhoraram nas últimas 24 horas.
O Hospital DF Star informou ainda que Bolsonaro segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.
Saúde de Bolsonaro
Essa não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal desde que foi preso. Em setembro do ano passado, por exemplo, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico. Na época, ele apresentou quadro de vômitos, tontura e queda da pressão arterial.
Já em janeiro deste ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.
Nesse mesmo mês, o ex-presidente foi transferido para a Papudinha, a pedido dos advogados dele. A unidade conta, entre outras coisas, com apoio de fisioterapia e de médicos 24 horas, barra de apoio na cama e cozinha.
Mesmo após a transferência, a defesa apresentou uma série de novos pedidos pela prisão domiciliar sob a justificativa de fragilidade na saúde do ex-presidente.
Contudo, os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, embora Bolsonaro precise de cuidados, tem condições para permanecer na unidade.
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A Prefeitura de Taquaritinga do Norte entregou, no último sábado (14), a primeira etapa da pavimentação em paralelepípedo da estrada que liga a comunidade do Algodão ao município de Santa Cruz do Capibaribe. O trecho inicial, com 1.000 metros concluídos, foi liberado durante solenidade realizada nas proximidades da igreja da comunidade, com a presença do prefeito Gena Lins, do vice-prefeito Paulo de Necão, da secretária de Obras e Urbanismo, Maria Carolina, além de vereadores, secretários e moradores.
De acordo com a gestão municipal, a obra será executada com recursos próprios e terá extensão total de 2,9 quilômetros, com previsão de conclusão entre julho e agosto. Durante a cerimônia, o prefeito afirmou: “Essa era uma estrada que ninguém tinha coragem nem de prometer. Hoje estamos transformando a realidade de quem usa o trecho todos os dias”. O gestor também informou que buscou parceria com a Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe para a execução da obra, mas que o município vizinho optou por realizar apenas 600 metros do percurso. “Respeitamos a escolha. Seguimos sozinhos e vamos entregar os 2,9 km completos”, disse.
Por João Batista Rodrigues*
Uma publicação do jornal Valor Econômico trouxe, nesta semana, dados alarmantes em relação ao equilíbrio financeiro e atuarial dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) do país. O levantamento retrata que apenas 20 entes com regimes próprios não apresentam déficit atuarial, de um total de 2.131 existentes. A situação é ainda mais preocupante no âmbito municipal: deste total, 2.078 são fundos geridos pelas prefeituras.
A existência de déficit atuarial na quase totalidade dos fundos significa, na prática, que essas instituições possuem hoje (e nas projeções futuras) menos recursos do que o efetivamente necessário para honrar o pagamento das aposentadorias e pensões prometidas. Como esses benefícios possuem natureza alimentar, a conta desse desequilíbrio recai sobre o tesouro das prefeituras, quando o correto seria a manutenção do equilíbrio entre receitas e despesas nos referidos fundos.
Leia maisPara reduzir o déficit previdenciário no país, o Congresso Nacional aprovou e promulgou, em 2019, a Reforma da Previdência. O texto trouxe medidas efetivas de redução de despesas e aumento de receitas, como a elevação da idade mínima para aposentadoria (65 anos para homens e 62 para mulheres), o incremento no tempo de contribuição (20 e 15 anos, respectivamente), o aumento da alíquota de contribuição para 14% e a alteração no cálculo do benefício, passando a utilizar todo o histórico contributivo do servidor.
Certamente, as novas regras possibilitam, inclusive a curto prazo, o que se propõe: uma melhor saúde financeira aos fundos e aos municípios. Sem regras mais rígidas, especialmente quanto à idade mínima e alíquotas, o RPPS municipal acumula déficits atuariais.
Sem essas regras, o RPPS municipal acumula déficits, e quem paga é o contribuinte: jovens e futuros servidores bancam aposentadorias de antigos servidores, sem garantia de receberem seus próprios benefícios.
A reforma é essencial para que o fundo previdenciário tenha autonomia para pagar as aposentadorias de hoje e de amanhã, sem depender de socorros constantes do caixa municipal. Entretanto, os parlamentares federais, à época da aprovação, resolveram não assumir o desgaste político de estender automaticamente os efeitos da reforma aos entes municipais, limitando as mudanças ao Regime Geral.
Conforme constata a matéria do Valor Econômico, a maioria dos municípios com regimes próprios (1.170, ou 56,3%) ainda não realizou as reformas necessárias por iniciativa própria. A implantação das mesmas regras aplicáveis aos servidores federais e trabalhadores da iniciativa privada não é apenas uma necessidade atuarial, mas uma demonstração de zelo com o erário.
Milhões de reais são retirados mensalmente das prefeituras para cobrir rombos previdenciários, recursos estes que deveriam ser destinados à educação, saúde e assistência à população. Além disso, para que o município possa receber transferências voluntárias, parcelar débitos previdenciários sem juros e multas em até 300 meses e obter o indispensável Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), a adequação a integralidade das novas regras é essencial.
*Advogado, ex-prefeito de Triunfo, ex-presidente da União dos Vereadores de Pernambuco
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A Federação União Progressista oficializou, nesta segunda-feira (16), a pré-candidatura do vereador de Caruaru Anderson Correia a deputado estadual. O anúncio contou com a presença do deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual da federação, e do vereador de Caruaru Júnior Letal.
Vereador mais votado da história de Caruaru em uma reeleição, Anderson Correia tem atuação voltada à causa animal, em parceria com protetores e organizações não governamentais em diferentes municípios de Pernambuco. Formado em Comunicação Social e em Direito pela UniFavip, é pós-graduado em Direito Animal pela Uninter e atualmente cursa pós-graduação em Direito Público e Direito Legislativo pela Universidade de Pernambuco (UPE). “O trabalho e a dedicação de Anderson à causa animal são reconhecidos em todo o estado. Vamos colocá-lo para defender os animais e o povo de Pernambuco na Assembleia Legislativa”, afirmou Eduardo da Fonte.
Empresário bem-sucedido em Sergipe, o senador Laércio Oliveira (PP-SE) é o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, de amanhã. Na pauta, sua atuação no Congresso em favor de políticas públicas de fortalecimento do setor industrial, a proposta de redução da jornada de trabalho em tramitação no Congresso, os escândalos do Banco Master e do INSS.
Também eleição presidencial e o rumo que a federação partidária União Progressista, que uniu PP-UB, tomará na eleição presidencial. Laércio é intransigente na defesa da iniciativa privada. Empresário de visão moderna, acredita na redução dos juros e em iniciativas que reduzam a produção, o chamado “Custo Brasil”.
Leia maisDe origem pernambucana, nascido em Olinda, Laércio está atuando como empresário em Sergipe há mais de 60 anos. Foi eleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019), pelo Solidariedade. Votou a favor do processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos. Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista. Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do presidente Michel Temer.
Laércio Oliveira é também autor da PEC 01/2026, destinada a promover uma desoneração transversal da folha de pagamentos de todas as empresas e setores. A ideia é reduzir os elevados encargos que incidem sobre o custo direto do emprego formal, que geram distorções no mercado de trabalho e ameaçam a Previdência Social.
A proposta altera a base de cálculo da contribuição patronal à Previdência Social, substituindo a contribuição de 20% sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos à pessoa física por uma contribuição linear de até 1,4% da receita ou faturamento de todas as empresas. A medida prevê a implantação a partir de 2027, alcançando inclusive as empresas do Simples, cuja contribuição para a Previdência já ocorre sobre a Receita Bruta, mas em percentuais variados, que muitas vezes atingem patamares muito mais elevados.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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A relação entre conflitos armados, desenvolvimento e os desafios do Direito Internacional será tema de uma palestra gratuita nesta terça-feira (17), no Centro Universitário Tiradentes (UNIT), na Imbiribeira, Zona Sul do Recife. O encontro será realizado das 19h às 21h, no auditório da instituição, e será aberto ao público.
O evento contará com a participação do professor Marco Alves, especialista em relações internacionais e desenvolvimento em regiões afetadas por conflitos. Segundo a organização, a proposta é debater os impactos de crises em diferentes regiões do mundo e os desafios enfrentados por governos, organizações internacionais e instituições jurídicas em processos de reconstrução social, política e econômica.
Marco Alves é mestre em Ciências Políticas pela Universidade de Paris Oeste Nanterre, em Direito Internacional e Europeu pela Universidade Grenoble Alpes e em Relações e Negócios Internacionais pelo Instituto de Relações Internacionais de Paris (ILERI). Ao longo da carreira, atuou em mais de 30 países, incluindo o Brasil, onde trabalhou durante uma década, inclusive como especialista em desenvolvimento junto ao Governo de Pernambuco, além de participar de projetos com organizações não governamentais em países africanos. Atualmente, é diretor regional de uma consultoria internacional voltada para ciências e engenharia social e preside a Assembleia do Institute for Social Research in Africa (IFSRA).
