Em agenda realizada na manhã de hoje, o prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), recebeu a visita do senador Fernando Dueire (PSD) para uma série de compromissos no município. A programação incluiu visita técnica ao Centro Administrativo da Prefeitura, passagem por prédios públicos e entrevistas em rádios da cidade. A agenda também contou com a presença do ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares (PP), do vice-prefeito Gil Custódio (PP) e de vereadores da base governista. Durante a visita, Fernando Dueire confirmou a destinação de R$ 1 milhão para a construção do novo Hospital Municipal de Toritama.
A parceria entre o senador e o município vem rendendo resultados importantes nos últimos anos. Entre os principais avanços estão a articulação para a chegada das águas do Rio São Francisco à Capital do Jeans, o apoio às obras da BR-104, incluindo o projeto da travessia urbana no perímetro da cidade, a variante, a entrega do viaduto e a iluminação da Vila Canaã. Somam-se ainda mais de R$ 3 milhões destinados ao custeio de cirurgias e serviços de saúde, além da viabilização de um veículo para a segurança pública, uma máquina retroescavadeira e de um caminhão-caçamba para reforçar a limpeza urbana.
“Tenho a alegria, a satisfação e a honra de receber em Toritama um grande parceiro de Pernambuco e, em especial, da nossa cidade. Fernando Dueire tem contribuído diretamente com ações importantes e recursos para saúde, infraestrutura e lazer. Somos gratos por essa parceria. Depois de 20 anos, Toritama voltou a ter água nas torneiras, resultado de muito trabalho e articulação. E muita notícia boa ainda está chegando por meio do seu mandato”, afirmou o prefeito Sérgio Colin.
Uma das estruturas filantrópicas mais referenciais do Estado, o Instituto do Fígado de Pernambuco (IFP) promoveu um evento para reverenciar os que estendem a sua mão, seja na política ou no meio empresarial, para a manutenção dos seus serviços aos mais necessitados.
Foi uma “noitada de gala”, na expressão literal. Contou com uma legião de pessoas parceiras, entre eles o deputado Kaio Maniçoba (PP), que não compareceu por cumprir agenda fora do Estado. Foi representado pelo assessor Rinaldo Albuquerque, que recebeu a comenda das mãos da presidente Leila Beltrão Pereira e da vice Fátima Barreto.
O Instituto do Fígado e Transplantes de Pernambuco (IFP) é uma associação privada sem fins lucrativos, criada em 2005, que atua como referência nacional e internacional no diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças gastro-hepáticas.
Conveniado ao SUS, oferece atendimento especializado em Recife, focado em alta complexidade para pacientes de todas as idades, com forte atuação em pesquisa e ensino.
O deputado federal Pedro Campos (PSB) anunciou, esta semana, que irá acionar o Ministério Público de Pernambuco e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) para denunciar o que classificou como um esquema institucionalizado de contratações emergenciais sem licitação na saúde pública de Pernambuco. Segundo o parlamentar, o Governo Raquel Lyra transformou a exceção em regra e já autorizou cerca de R$286 milhões em gastos sem concorrência pública com instituições privadas responsáveis pela gestão de unidades de saúde em Pernambuco, como o Hospital Mestre Vitalino e seis UPAEs.
“O que era para ser medida excepcional virou método de governo. Emergências fabricadas estão sendo usadas para justificar contratos milionários sem licitação, sem transparência e sem concorrência pública. Isso é gravíssimo”, afirmou Pedro Campos.
O parlamentar aponta que o caso mais emblemático envolve o Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. Após 47 aditivos contratuais ao longo de uma década, o vínculo da unidade com a organização privada responsável pela gestão chegou ao limite legal e foi encerrado em novembro de 2025. Mesmo assim, o Governo do Estado manteve pagamentos de cerca de R$ 50 milhões durante dois meses sem contrato formal e, em seguida, assinou um novo contrato emergencial sem licitação no valor de R$143 milhões.
Esse não é um cenário pontual. A mesma situação se repete nas UPAEs de Arcoverde, Serra Talhada, Belo Jardim, Salgueiro, Garanhuns e Afogados da Ingazeira. Apenas na unidade de Arcoverde, a gestão estadual teria mantido quase dez meses de pagamentos sem contrato, além de celebrar posteriormente novo vínculo emergencial sem concorrência pública.
“Não existe surpresa em contratos que vencem depois de dez anos. O Governo Raquel Lyra sabia exatamente o dia em que esses contratos acabariam. Se não houve licitação, foi por decisão política e administrativa. A pergunta que fica é: a quem interessa impedir a concorrência pública?”, declarou.
Na denúncia, o parlamentar também criticou a situação do Hospital Central de Paulista. Comprado pelo Governo do Estado em 2025 por cerca de R$ 170 milhões, com a promessa de funcionar como hospital de retaguarda, a unidade segue sem atendimento à população. Mesmo assim, o Governo publicou no feriado de 1º de maio uma contratação emergencial sem licitação de R$ 68 milhões para gestão temporária da unidade por 180 dias.
“Depois de três anos sem construir uma nova UPA, o Governo agora tenta transformar usar contratos emergenciais sem licitação em modelo permanente de gestão até para abertura de novas unidades. O povo enfrenta teto desabando, elevador caindo, UTI sem climatização e profissionais denunciando abandono, enquanto milhões são gastos sem licitação. Isso precisa ser investigado com rigor”, afirmou.
O deputado informou que as representações protocoladas no Ministério Público e no TCE pedirão investigação imediata dos contratos, responsabilização dos gestores envolvidos e o afastamento da secretária estadual de Saúde.
“Estamos diante de uma possível improbidade administrativa, realizada com dolo, que drena recursos públicos da saúde e precariza ainda mais o atendimento da população pernambucana. Pernambuco não pode aceitar que contratos emergenciais virem instrumento de maquiagem administrativa e eleitoral”, concluiu.
Vivemos um momento decisivo na história democrática do Brasil. Mais uma vez, o povo será convocado às urnas para escolher deputados estaduais e federais, senadores e governadores – representantes que terão nas mãos importantes decisões sobre os rumos da nação.
Entretanto, diante de tantas crises institucionais, conflitos entre poderes e da crescente sensação de distanciamento entre representantes e representados, é inevitável uma reflexão profunda: estamos realmente escolhendo aqueles que defendem os interesses do povo brasileiro?
As Assembleias Legislativas, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, concebidos como legítimas casas do povo, muitas vezes são percebidos como espaços onde interesses políticos, conveniências e negociações por emendas sobrepõem-se às verdadeiras necessidades da população.
Diante desse cenário, penso que devemos considerar, com responsabilidade, a possibilidade de renovar profundamente nossos quadros políticos, buscando homens e mulheres sérios, éticos e verdadeiramente comprometidos com a coisa pública – inclusive aqueles que nunca ocuparam cargos tradicionais, mas que demonstrem preparo, equilíbrio e espírito público.
Não se trata de radicalismo ou rejeição indiscriminada à experiência política, pois sabemos que há exceções honrosas. Trata-se, acima de tudo, de promover uma mobilização nacional pautada pela consciência cidadã, pelo voto responsável e pela busca de um Brasil mais justo, transparente e eficiente.
Penso que devemos fazer uma mobilização nacional sem radicalismo, mas com consciência cidadã. Somente assim poderemos deixar um verdadeiro legado para as futuras gerações.
Não sou cientista político, não trabalho com pesquisas eleitorais, tampouco falo como especialista acadêmico. Sou apenas um mero cidadão brasileiro que gosta de ler, refletir, escrever e observar atentamente a realidade do país. E justamente por enxergar o que acontece ao nosso redor, sinto que algo precisa ser feito.
A transformação nacional não depende apenas das instituições, mas também da consciência coletiva de um povo que decide não aceitar passivamente práticas que enfraquecem a democracia e comprometem o futuro.
O Brasil precisa despertar para uma nova postura política, onde o voto seja instrumento de mudança verdadeira, e não simples repetição de velhos modelos que tantas vezes frustraram a população.
O Brasil precisa de cidadãos vigilantes, conscientes e comprometidos.
Precisa de renovação com responsabilidade.
Precisa de líderes que honrem a confiança popular.
Que este novo ciclo eleitoral seja marcado não apenas por campanhas, mas por um despertar coletivo de responsabilidade nacional.
Porque o legado que construiremos hoje será a herança política, moral e social das gerações que virão. Somente com participação consciente, equilíbrio e compromisso com o bem comum poderemos construir um Brasil mais forte, ético e verdadeiramente democrático.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador, mestre em economia.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, assinou, ontem, a ordem de serviço para pavimentação de cinco ruas no bairro da Cohab. A iniciativa terá um investimento de R$ 1,5 milhão de reais, através de parcela de emenda do senador Humberto Costa (PT). Nesta primeira etapa serão pavimentadas as ruas Honorina Alves de Lima, Maria da Penha da Silva, José Albérico de Souza, além das travessas João de Souza Santos e Edimicio Luiz da Silva (travessa Rita Eliodoro).
“Para alguns, assinar a ordem de serviço de pavimentação de ruas é um mero documento, uma simples assinatura. Mas eu sou diferente, eu faço questão de vir aqui, olhar no olho de cada uma e cada um de vocês e dizer que o que assinamos hoje vai entregar dignidade, segurança e cuidado, de uma gestão que melhora a vida do povo de Serra Talhada com muito trabalho”, frisou a prefeita Márcia Conrado.
Os 91 anos de idade não impedem que Serafim Jardim cuide, com absoluto esmero, diariamente, da memória do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Presidente da Casa JK, em Diamantina, quando perguntam a Serafim qual é a sua especialização, ele responde: “Sou formado em Kubitschek”. Tal proximidade é que fez com que Serafim Jardim duvidasse desde o início da versão oficial para a morte de JK.
Foi ele o responsável por reabrir, em 1996 a investigação sobre a morte de Juscelino e de seu motorista, Geraldo Ribeiro. O ponto que levou agora a historiadora Maria Cecília Adão a elaborar relatório para a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos pedindo nova investigação é o mesmo levantado por Serafim.
Segundo o relatório de Maria Cecília a partir de estudos do perito Sergio Erberg, não há indícios de que o carro de JK desgovernou-se após sofrer uma batida de um ônibus na sua traseira. É exatamente o mesmo que dizia Serafim Jardim quando pediu, a partir do Ministério Público de Resende, onde aconteceu o acidente, a reabertura do caso. “Fico extremamente feliz de ver que agora, quem sabe, a verdade ser finalmente revelada”, disse Serafim.
Pela versão oficial, um ônibus da Viação Cometa bateu na traseira do Opala de cor marfim conduzido por Geraldo com JK como passageiro. Essa batida teria desgovernado o carro, que atravessou o canteiro e colidiu de frente com um caminhão. O laudo técnico da época, no entanto, não traz fotos claras da traseira do carro. Não há exame de tintas para verificar se havia marcas na traseira do Opala ou do Opala no ônibus. Não foram acrescentadas fotos dos cadáveres nem de Geraldo nem de Juscelino. “O laudo pericial é inaceitável”, conclui Serafim.
JK morreu no dia 22 de agosto de 1976. No dia 7 de agosto, o jornalista Wilson Frade telefonou para Serafim Jardim procurando confirmar a notícia de que Juscelino morrera num acidente de automóvel. Essa notícia chegou a diversos jornais naquele dia. JK estava na sua fazenda, em Luziânia. Lá localizado, o ex-presidente respondeu: “Estão querendo me matar”.
O próprio comportamento do motorista do ônibus não parece levar à conclusão de que ele teria batido no Opala. Ele parou após o acidente. Ajudou a tentar retirar das ferragens o motorista do caminhão. Depois, seguiu viagem e parou no posto da Polícia Rodoviária. Foi ele quem comunicou o acidente.
Juscelino estava em São Paulo e decidira viajar de carro de volta para o Rio. Em São Paulo, discutira a possibilidade de participação em uma construtora. Há, porém, um estranho detalhe no trajeto. Às 16h30, na divisa entre os dois estados, o Opala entrou no Hotel Fazenda Villa-Forte. Ficou por 90 minutos.
O que Juscelino foi fazer nesse hotel? O hotel fora fundado pelo brigadeiro Milton Junqueira Villa-Forte, um dos responsáveis pela criação do Centro de Informações de Aeronáutica (Cisa). JK deixou o hotel um pouco antes das 18h. Alguns quilômetros mais adiante, logo depois, aconteceu o acidente.
As razões dessa estranha parada do carro de Juscelino nunca foram investigadas a fundo. Ele teria sido atraído para alguma reunião nesse hotel? Ali, durante o tempo em que ficou estacionado, teria sido feita alguma sabotagem no automóvel? Ou teria havido algum atentado no km 165 da Via Dutra, onde houve o acidente?
Em 1996, quando o caso foi reaberto, Serafim pediu a exumação do cadáver de Geraldo Ribeiro, que estava enterrado em Belo Horizonte. O exame feito revelou a existência de um fragmento de metal na cabeça do motorista de JK. Na época, a conclusão do exame é de queria um prego do próprio caixão.
Em 1986, a viúva de JK, Sarah Kubitschek, deu uma entrevista na qual dizia achar “suspeita” a morte de JK. Sarah, porém, não teria avançado nas suspeitas para não atrapalhar a reabertura política. “Esperei Dona Sarah morrer para reabrir o caso”, diz Serafim. Quase 50 anos depois, tudo volta a ser investigado.
A Operação Sem Refino da Polícia Federal dificulta ainda mais a já complicada vida política do ex-governador Cláudio Castro. A candidatura dele ao Senado pode ser inviabilizada de vez depois da ação da PF de hoje. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Cláudio Castro planeja se candidatar sub judice, já que foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico na sua campanha pela reeleição e ficou inelegível. Ele recorreu, mas a avaliação é que uma questão de tempo que tanto o TSE como Supremo Tribunal Federal confirmem sua inelegibilidade.
A operação da PF deve facilitar também o planejamento político para as candidaturas no Rio do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador Flavio Bolsonaro, que também não está numa semana boa, não morre de amores por Claudio Castro. Por ele, já teria rifado a candidatura do ex-governador.
Agora, pode ficar mais fácil impedir a candidatura de Claudio Castro. Ele não só enfrenta problemas na Justiça, mas também no mundo da polícia e da política. Tudo misturado, o ex-governador do Rio fica ainda mais nas cordas e pode ser obrigado a submergir.
Uma solução rápida para a situação de Claudio Castro também interessa a Flavio Bolsonaro porque, sendo ele do PL, acaba desgastando também o senador e pré-candidato à Presidência da República, às voltas com seus problemas no relacionamento com o banqueiro Daniel Vorcaro.
E atinge também o esquema da máfia dos combustíveis, com mandado de prisão contra Ricardo Magro, dono da Refit. Empresário com forte laços políticos com integrantes do Centrão.
Com mais de 300 inscritos, a quarta edição da Maratona Internacional da Faculdade de Medicina de Olinda (FMO) acontece no próximo domingo. Para os corredores interessados que vão disputar uma das principais provas de rua de Pernambuco, a competição terá percursos de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km, passando pela orla de Olinda, Bairro do Recife e parte da Zona Sul do Recife.
As provas terão largada e chegada na Praça Duque de Caxias, em Casa Caiada, Olinda. A maratona e a meia maratona começam às 4h30, enquanto as corridas de 5 km e 10 km estão previstas para as 5h.
O evento é o único do estado a possuir o selo Permit Ouro, certificação concedida pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) à provas que atendem critérios técnicos e organizacionais de alto nível. A chancela também permite que os atletas pontuem em rankings nacionais e utilizem os resultados para índices em competições oficiais.
Além da estrutura esportiva, a maratona terá premiação total de até R$ 170 mil, distribuída entre as categorias da competição. A expectativa da organização é reunir atletas profissionais e amadores de diferentes regiões do país, além de corredores internacionais. As inscrições já foram encerradas.
Outro ponto destacado pela organização é o caráter social do evento. Toda a arrecadação financeira será destinada ao Instituto Maria, localizada no bairro da Casa Caiada, em Olinda, que oferece atendimento gratuito para crianças com Síndrome de Down. Atualmente, o espaço atende mais de 300 crianças de cerca de 60 municípios pernambucanos.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou, hoje, que as revelações que ligam o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao banqueiro preso Daniel Vorcaro causam um “desgaste muito grande” à campanha de Flávio. As informações são do portal G1.
Na quarta-feira (13), reportagem do “Intercept Brasil” mostrou áudios e mensagens de texto em que Flávio trata Vorcaro, dono do Banco Master, como “irmão” e pede dinheiro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Vorcaro teria pago R$ 61 milhões a Flávio. A PF investiga se os valores foram usados para bancar Eduardo Bolsonaro, outro filho de Jair, nos Estados Unidos.
“Tudo que envolve Master é polêmico, é impactante, é evidente que teve um impacto muito grande, até por conta do posicionamento do Flávio Bolsonaro, que passou a semana dizendo que não tinha contato com Daniel Vocaro. Realmente, trouxe um desgaste muito grande, isso é público”, disse Kassab ao ser questionado sobre o assunto em entrevista ao TMC.
Kassab, que foi ministro e prefeito de São Paulo, é fiador da candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República. Articulador político, Kassab inicialmente apoiava que o candidato a presidente da centro-direita fosse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Na avaliação de Kassab, os acontecimentos dessa semana devem impactar negativamente Flávio Bolsonaro nas próximas pesquisas de intenção de voto. “A tendência de que caia é evidente”, afirmou o presidente do PSD.
Lisboa é o maior colégio eleitoral brasileiro no exterior para a eleição presidencial de 2026, com 68.979 eleitores aptos a votar. O número representa crescimento de 52,4% em relação a 2022, quando a capital portuguesa tinha 45.273 brasileiros inscritos. As informações são do portal Poder360.
O prazo para regularizar o título eleitoral, transferir o domicílio ou fazer o alistamento terminou em 6 de maio. Em anos eleitorais, a Justiça Eleitoral fecha o cadastro 151 dias antes da votação.
Segundo o Itamaraty, a ZZ (Zona Eleitoral do Exterior) ultrapassou a marca de 1 milhão de eleitores cadastrados. Desse total, 862.562 estão aptos a votar. A concentração é maior na Europa, na América do Norte e no Japão. Em 2022, havia cerca de 697 mil eleitores aptos no exterior. Na época, o número já representava alta de 39,2% em relação a 2018.
O crescimento do eleitorado em Lisboa aumenta a pressão sobre a estrutura de votação em Portugal. Em 2022, houve relatos de esperas de até 6 horas na capital portuguesa. Uma pessoa foi detida ao tentar votar pela 2ª vez no lugar de outra. Também houve filas de pelo menos 3 horas no Porto, que em 2026 aparece na 5ª posição entre os maiores colégios eleitorais brasileiros no exterior. Portugal tem ainda uma 3ª cidade com local de votação: Faro, no sul do país.
Segundo o consulado em Lisboa confirmou, a estrutura de votação na capital portuguesa será distribuída neste ano por 3 espaços da Universidade de Lisboa: a Faculdade de Direito, a Faculdade de Letras e o prédio da Reitoria. O consulado informou que a previsão inicial é instalar 183 seções eleitorais e 87 urnas eletrônicas, mas os números finais serão confirmados em junho.
Brasileiros que têm domicílio eleitoral no exterior votam só nas eleições para presidente e vice-presidente da República. A organização da votação fora do Brasil é feita pelo TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), com apoio de consulados e missões diplomáticas.
A revista The Economist, um dos principais veículos do mundo especializados na cobertura econômica, publicou, ontem, uma reportagem afirmando que a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu milhões a Daniel Vorcaro para a produção de um filme em homenagem ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ameaçar sua candidatura à Presidência da República.
Segundo revelou o site The Intercept Brasil, o pedido foi de R$ 134 milhões, e R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos por Vorcaro, mas a Go Up Entertainment, produtora do longa-metragem, batizado de Dark Horse, e o deputado Mario Frias (PL-SP), roteirista da obra, disseram que não tiveram acesso à verba do banqueiro. As informações são do portal G1.
Vorcaro está preso, e sua defesa não esclareceu as doações até o momento. A Go Up afirmou que não pode revelar de onde veio seu orçamento, senão quebraria contratos de confidencialidade com os envolvidos no projeto.
“Partidos de direita imediatamente começaram a falar sobre a possibilidade de lançar um candidato alternativo. Nas casas de apostas, onde Flávio era o favorito para vencer a Presidência, ele despencou para o segundo lugar, perdendo por dez pontos percentuais”, publicou a The Economist.
A revista informou ainda que “o real e o principal índice da bolsa de valores caíram 2%, à medida que crescia a perspectiva de vitória para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de esquerda”.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) é alvo de uma operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraude no setor de combustíveis. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em seu endereço em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
A ação também mira no empresário Ricardo Magro, que comanda o grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos. Ele é alvo de mandado prisão preventiva nesta sexta-feira e foi determinada a inclusão do seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.
Segundo a PF, a Operação Sem Refino apura a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis por suspeita de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da chamada ADPF das Favelas, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro. A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.
Castro, que pretende disputar um cargo no Senado neste ano, deixou o comando do estado no final de março deste ano, na véspera da conclusão do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível. Desde então, quem governa o estado é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto.
“Flávio precisa dar explicações o mais rápido possível”, diz Girão sobre caso Master
Ao longo desta semana, a crise provocada pelo escândalo do Banco Master atingiu um novo patamar dentro da oposição e já começa a produzir efeitos sobre o tabuleiro da sucessão presidencial de 2026. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisa dar “explicações o mais rápido possível” sobre os áudios divulgados envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o senador, as informações sobre os valores cobrados por Flávio ainda são desencontradas, mas o episódio levanta dúvidas num momento em que a direita tenta construir um nome competitivo para enfrentar o presidente Lula (PT) em 2026. “A gente precisa de alguém que enfrente os poderosos e que esteja sem nenhum tipo de problema na Justiça”, afirmou. Ao defender a instalação de uma CPI ou CPMI para investigar o Banco Master, Girão resumiu: “Quem for podre que se quebre”.
Durante a conversa, Girão ampliou as críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), acusando o parlamentar de barrar o avanço da CPI do Banco Master por “conflito de interesse”. O senador do Novo afirmou ter protocolado representação pedindo o afastamento de Alcolumbre da presidência da Casa e disse esperar uma decisão do STF para obrigar a abertura da comissão.
Ao comentar o avanço das investigações, Girão também atingiu diretamente o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais articuladores da federação União Progressista e aliado estratégico do bolsonarismo. O parlamentar cearense associou Ciro ao lobby das bets e afirmou que o senador representa “o grande problema do Brasil”, ao se referir ao Centrão.
A entrevista ainda foi marcada por ataques duros ao Supremo Tribunal Federal. Girão voltou a defender a CPI da chamada “Vaza Toga”, criticou ministros da Corte e afirmou que há “presos políticos” no Brasil em razão das condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Também acusou o STF de atuar politicamente em decisões envolvendo parlamentares e investigações de interesse da oposição.
Pré-candidato ao Governo do Ceará, Girão aproveitou o espaço para atacar a gestão do PT no Estado, especialmente na segurança pública. Disse que o Ceará está “em frangalhos”, classificou o Estado como um dos mais violentos do País e responsabilizou os governos petistas pelo avanço das facções criminosas. Ao defender uma política de enfrentamento ao crime organizado, afirmou que o Ceará vive hoje um cenário de “territórios dominados”.
A fala de Girão ocorre num momento de rearrumação das alianças da oposição para 2026. Enquanto setores do PL trabalham para preservar Flávio Bolsonaro como principal herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o caso Banco Master elevou a pressão sobre aliados do senador e ampliou a cobrança pela instalação de uma CPI.
Pressão sobre Alcolumbre – Durante entrevista ao podcast Direto de Brasília, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que protocolou representação para afastar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) da presidência do Senado no caso Banco Master. Segundo Girão, há “conflito de interesse” na condução do tema dentro da Casa. O parlamentar também defendeu a instalação imediata de uma CPI ou CPMI para investigar as relações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes do Congresso.
Saúde para os servidores de Serra – A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, enviou, ontem, à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 016/2026, que cria uma política permanente de saúde preventiva voltada aos servidores públicos do município. A proposta assegura o direito à ausência remunerada para realização de exames preventivos e estabelece obrigações da gestão municipal na promoção de campanhas de conscientização e informação em saúde. Para a gestora, a iniciativa fortalece a política de valorização dos servidores municipais e amplia o cuidado preventivo dentro da administração pública.
Contrato de confidencialidade sobre filme – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, ontem, em entrevista à Globonews, que omitiu publicamente sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro por causa de uma cláusula de confidencialidade ligada ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse. O senador disse que o contato com Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou qualquer irregularidade na relação. “Venho aqui de peito aberto dizer que não tem nada de errado, é uma relação contratual”, afirmou.
PF investiga se Vorcaro bancou Eduardo – A Polícia Federal deve abrir uma investigação para apurar os acertos de pagamentos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Uma das linhas de apuração a ser verificada é se os recursos foram desviados para um fundo sediado no Texas, ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e usado para custear a permanência dele no país, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia bloqueado as contas dele. A suspeita foi lançada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), autor de uma das representações à Polícia Federal pedindo apuração dos fatos.
Fique firme – Em entrevista ao portal CNN, o senador Flávio Bolsonaro disse ter recebido apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, logo após a divulgação do áudio enviado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “Estive com meu pai na quarta-feira. Antecipei a ele que iriam explorar, de forma pejorativa e mentirosa, a questão do filme sobre a vida dele. Ele me disse para ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos. Disse ainda que não existe nenhuma possibilidade de Michelle ser candidata à Presidência, como alguns veículos de comunicação começaram a ventilar”, relatou.
CURTAS
CAIADO – Para o pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, a responsabilidade pela volta do PT ao governo é do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O PT ganhou quatro eleições. Depois nós (direita) ganhamos uma eleição, que foi em 2018. Depois o PT ganhou de novo, a quinta eleição. Ora, se ele (Bolsonaro) tivesse sabido governar, o Lula não teria voltado nunca”, disse Caiado em entrevista ao portal Metrópoles.
CAIADO 2 – O ex-governador de Goiás também comentou o envolvimento entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro: “O Flávio deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do Master. Tudo que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população”, disse Caiado.
PT QUER PESQUISA – Integrantes da campanha de reeleição do presidente Lula (PT) querem medir o impacto da crise que atinge o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pesquisas foram encomendadas desde a quarta-feira (13). Integrantes do entorno do presidente avaliam ainda que aliados de Bolsonaro não conseguiram unificar um discurso para reagir ao episódio.
Perguntar não ofende: Flávio se entrega ou “fica firme”?
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) negou nesta quinta-feira ter recebido dinheiro de um fundo do investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Residente nos Estados Unidos, ele afirmou ainda que o seu “status migratório não permitiria” o recebimento dos valores. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro classificou a suspeita, investigada pela Polícia Federal, como “tosca”.
“No meu processo migratório expliquei as autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, disse Eduardo Bolsonaro, em uma publicação no Instagram. As informações são do jornal O GLOBO.
Nesta quinta-feira, Flávio Bolsonaro afirmou que o montante aportado pelo banqueiro foi direcionado ao longa metragem Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, por meio do fundo Havengate Development Fund LP, gerido pelo advogado do irmão, Paulo Calixto, e sediado no estado do Texas, nos Estados Unidos.
O advogado seria o responsável pelo processo de imigração de Eduardo nos EUA. Na nota divulgada na noite de hoje, o ex-deputado afirma que o profissional “tem mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado”.
“Seu escritório atua em gestão de patrimônio e fundo de investimento há mais de uma década. A parte de migração é apenas um departamento deles, devido a necessidade de clientes de alto nível migrar o capital e residência para o local de seus investimentos”, escreveu Eduardo.
Na nota, o ex-deputado afirma ainda que o escritório “cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos”. Eduardo Bolsonaro acrescenta ainda ter sido o responsável por apresentar o advogado ao deputado estadual Mario Frias, produtor do filme.
“Apresentei ele ao Mário, que estava procurando investidores para o filme, por saber da sua competência. Gostariam que apresentassem advogados petistas e que não conheço?”, escreveu Eduardo.
O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, entregou nesta quinta-feira (14) a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) requalificada do município. Localizado em Engenho Novo, o espaço passou por melhorias estruturais voltadas ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento e controle de doenças na cidade.
Segundo a Prefeitura, a unidade reforçará programas como o de Vigilância de Zoonoses, o VigiÁgua e o de Controle das Arboviroses, voltado ao combate da dengue, zika e chikungunya. “A nova UVZ amplia nossa capacidade de atendimento e garante mais segurança sanitária para a população”, afirmou Lula Cabral. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 15h30, oferecendo serviços como vacinação antirrábica para cães e gatos.
O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, consta como produtor executivo do filme Dark Horse no site IMDb, que funciona como um banco de dados sobre filmes, séries de televisão e outras produções audiovisuais. As informações são do jornal O GLOBO.
A participação de Vorcaro no financimento da obra foi revelada por meio de uma áudio divulgado pelo site Intercept no qual o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) cobra do banqueiro o pagamento de parcelas devidas à produção. O produtor e roteirista do filme, o deputado federal Mario Frias, no entanto, negou posteriormente que Vorcaro tenha qualquer participação na obra.
No site, que permite a usuários cadastrados em contas pagas editarem as páginas dos filmes, o nome de Vorcaro aparece ao lado de Mário Frias e Karina da Gama, da produtora Go Up Entertainment, como um dos produtores da obra, que irá contar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Não é possível determinar quando aconteceu a inclusão de Vorcaro na lista ou quem foi responsável por ela.
Procurada, a produtora negou ter qualquer relação com a presença do nome do banqueiro na plataforma.
Segundo a colunista do GLOBO Malu Gaspar, o antigo dono do Banco Master repassou R$ 62 milhões para a produção. Após a repercussão do caso nesta quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro se manifestou em público por meio de uma nota e de um vídeo. Ele se defendeu e disse que Vorcaro “tinha um contrato” para financiar Dark Horse.
— Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024. Não tinha absolutamente nenhuma acusação contra ele. O que acontece é que, com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato. Sim, tinha um contrato, que ele ao não pagar as parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído. Em função disso, procuramos outros investidores para concluir esse filme — disse Flávio.
Horas depois, no entanto, Mário Frias publicou uma nota no Instagram e afirmou que “não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”. Ele acrescentou também que Flávio Bolsonaro não mantém qualquer ligação com a produção do filme.
“E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido”, afirmou o deputado, em comunicado divulgado nas redes sociais.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quinta-feira (14) que recursos pagos pelo banqueiro Daniel Vorcaro para bancar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, foram para um fundo administrado nos Estados Unidos pelo advogado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro. O dono do Banco Master chegou a pagar R$ 61 milhões.
Ele negou, porém, que o dinheiro tenha sido usado para bancar despesas de Eduardo, que vive nos EUA desde o ano passado e responde a processo por tentar interferir na Justiça brasileira. A Polícia Federal investiga essa hipótese, conforme revelou a colunista Andréia Sadi.
Em entrevista ao Mais, da GloboNews, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL afirmou que o dinheiro foi “integralmente” direcionado à produção do filme.
“Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, afirmou. Flávio indicou que considera natural que o advogado que cuidou do processo migratório do irmão nos EUA tenha participado da operação de financiamento do filme.
“Para colocar de pé uma estrutura dessa, criar um fundo, cuidar das questões legais, de burocracia, você tem que contratar um advogado, um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro, alguém que cuidou de todo o seu processo de green card. Está dentro do contexto do filme. O advogado é gestor do fundo também”, disse o senador.
Segundo reportagem publicada no site Intercept Brasil na quarta-feira (13), os recursos pagos por Vorcaro passaram pela empresa Entre Investimentos e Participações e pelo fundo Havengate Development Fund LP, registrado no Texas (EUA) e representado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.
O banqueiro pagou R$ 61 milhões para financiar o filme sobre Bolsonaro, informou o site. Vorcaro está preso em Brasília e é investigado por fraudes bilionárias envolvendo o Master e uma rede de fundos ligados a organizações criminosas, além de corrupção e lavagem de dinheiro.
Seu pai, Henrique Vorcaro, foi preso nesta quinta suspeito de bancar uma espécie de milícia privada — chamada A Turma — que intimidava e espionava adversários.
Flávio cita contrato de confidencialidade Em relação às mensagens que trocava com Vorcaro para pedir dinheiro, reveladas pelo Intercept, Flávio disse que seu papel era buscar investidores para o projeto.
“Minha participação foi buscar investidores para colocar de pé um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, meu pai, uma pessoa que está passando por uma grande perseguição e foi vítima de uma farsa. E é meu sonho fazer com que a história de vida dele, que é emocionante, seja uma homenagem em forma de filme.”
O senador disse ainda que escondeu publicamente sua relação com o banqueiro por causa de um contrato de confidencialidade. Na quarta-feira, horas antes de o Intercept revelar a troca de mensagens, o senador foi questionado sobre isso por jornalistas em Brasília e afirmou que seria mentira. Depois que o caso veio à tona, ele admitiu a relação com o banqueiro e negou irregularidades.
“Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse. “Se eu falo assim ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte seria ‘qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, afirmou.
Segundo o senador, o contato com Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto “Dark Horse” (termo em inglês para “azarão”). “Qualquer mensagem que apareça daqui para frente, qualquer mensagem que já apareceu, o meu contato, os meus contatos, sejam por telefone ou pessoalmente com ele, foram exclusivamente para falar do filme, uma conversa monotemática”, disse.
Flávio afirmou que, quando conheceu Vorcaro, em dezembro de 2024, não sabia que o banqueiro estava envolvido em atividades criminosas. A reportagem do Intercept revela que o senador e Vorcaro trocaram mensagens durante o ano passado, inclusive um dia antes de o banqueiro ser preso, quando Flávio escreveu: “estou e estarei contigo sempre”.
Questionado sobre termos usados nas mensagens, o senador argumentou que chamar alguém de “irmão” e “mermão” faz parte do linguajar carioca e não significa necessariamente intimidade.
“Irmão, mermão é uma expressão que a gente usa para cumprimentar, até para pedir um coco na praia. É igual guri no Rio Grande do Sul, piá no Paraná, mano em São Paulo. Não tem por que querer empurrar goela abaixo uma intimidade que não tenho.”