Dois anos após ter sido afastado da presidência nacional do Cidadania, o ex-senador e ex-deputado federal Roberto Freire reassumiu recentemente o comando da sigla. Aos 83 anos, ele garante que, embora o retorno tenha caráter liminar, seguirá com os preparativos para o ano eleitoral. Freire planeja convocar um congresso extraordinário do partido, no qual deverá sair o posicionamento da sigla para a Presidência da República. O dirigente, entretanto, não esconde sua preferência pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
“Essa decisão não será só minha. Terá que haver uma decisão do congresso, que eu imagino convocar, e que há tempo de decidir qual o nosso caminho e quem vamos apoiar com o projeto nacional. Vou lutar evidentemente para que o partido tenha uma candidatura, tal como fizemos em 2022 com Simone Tebet, que seja uma alternativa a essa polarização tóxica e embrutecedora da política brasileira, traumática, porque fratura a sociedade até o nível familiar, e é atrasada. O Brasil avança ou cresce a passos de cágado, enquanto outros países cavalgam”, disparou Freire, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia mais“Vamos trabalhar e discutir internamente nesse congresso para definirmos qual caminho seguir. Vou defender claramente o apoio ao candidato Eduardo Leite. Não é questão de vontade; será uma questão política. Não vou apoiar nenhum candidato do campo bolsonarista. Isso não significa, como pensam os lulopetistas e bolsonaristas, que se você não é um é o outro. Não, eu não sou nenhum dos dois. Estou pensando nisso há muito tempo, porque o Brasil precisa superar essa fase”, completou.
Freire lembrou ainda que já apoiou Lula em outros momentos, embora tenha lançado o ex-ministro Ciro Gomes (atualmente no PSDB) em 1998 e 2002, disputando contra o petista. Mas a aliança não se repetirá agora. “Nós votamos em Lula algumas vezes, uma delas até no primeiro turno. Mas teve um momento em que inclusive lançamos, em duas oportunidades, o Ciro Gomes, que voltou para o PSDB. Então eu não sei como vai ficar em função desse processo nacional. Mas imagine Ciro Gomes apoiando o Eduardo Leite. Aí eu apoio Ciro no Ceará, pronto”, resumiu Roberto Freire.
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