Ainda costurando e aguardando definições de seu partido para as eleições de outubro, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), reforça a importância do Nordeste para a política nacional. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o gaúcho destacou o papel da região em uma eventual candidatura e, embora não crave se disputará a Presidência da República ou o Senado, admite que ter um nordestino na chapa majoritária seria importante.
“Uma coisa para mim é muito clara. O Nordeste não é um problema a ser administrado; o Nordeste é uma potência a ser destravada. Estamos falando de uma região que reúne quase um quarto da população, que tem uma potência enorme em geração de energias renováveis, seja da eólica ou solar, as quais estão travadas inclusive por falta de linhas de transmissão. Você tem uma população extremamente talentosa, culturalmente diversa, que é uma tradução muito bonita do espírito brasileiro. Isso naturalmente exige que a gente possa reforçar a inclusão produtiva dessa população, e tem que ser entendido como algo estratégico para o Brasil”, elencou.
Leia mais“O Brasil é um país de dimensões continentais. É claro que o Nordeste não apenas oferece toda essa potência que falei, do ponto de vista econômico, cultural, mas também oferece grandes quadros políticos. Sem dúvida nenhuma, há a possibilidade de garimpar bons nomes para compor uma chapa presidencial. Mas, insisto, a própria definição sobre uma candidatura ainda vai ter o seu momento; a definição de uma chapa de candidato e vice leva ainda um pouco mais de tempo para ser construída, envolve a composição de forças políticas. Só tenho uma coisa que para mim é muito clara: não contem comigo para fazer qualquer movimento de divisão do Brasil entre regiões, entre classes sociais, entre raças, crenças, orientação sexual ou de qualquer maneira. O país precisa promover a união”, completou Eduardo Leite.
O governador ainda justificou sua saída do PSDB para o PSD por conta da “representatividade” do partido, vendo nisso uma “oportunidade” para contribuir na política nacional. “Entendendo que existem outras lideranças, como é o caso do governador Ratinho Júnior (do Paraná). Não haverá disputa, não haverá enfrentamento. Haverá boa conversa, bom diálogo político para construir o melhor caminho para o partido e para o país. O partido vai tomar suas decisões, e se eu não estiver liderando um projeto nacional, vou olhar para o Rio Grande do Sul e onde melhor eu posso contribuir. E aí vamos decidir se o Senado é uma alternativa ou não”, concluiu.
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