O Jornal do Poder

18/09


2020

Fome: governo precisará intervir

Por Hylda Cavalcanti – Jornal de Brasília

Um estudo do Banco Mundial ressalta que os cenários de contração econômica e aumento da pobreza serão determinados pelas medidas que os governos estão adotando, pela duração da crise, pelo choque específico de renda em cada país e como esse choque está impactando nos diferentes setores.

A crise da covid-19 pode fazer com que a pobreza extrema volte a atingir mais de 1 bilhão de pessoas, alerta o estudo do Banco Mundial. Isso porque milhões de pessoas vivem somente um pouco acima da linha da pobreza.

É o que aponta relatório elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Intitulado “Como evitar que a crise da covid-19 se transforme em uma crise alimentar: Ações urgentes contra a fome na América Latina e no Caribe”, o trabalho denuncia o crescimento significativo dos níveis de fome na região como consequência imediata. O estudo constata que, após sete anos de crescimento lento, de acordo com os órgãos internacionais, a região da América Latina e Caribe poderá ter a maior queda do Produto Interno Bruto (PIB) regional em um século, chegando a – 5,3%.

“Essa população já vive normalmente uma situação precária e qualquer choque econômico pode levá-las de volta à pobreza”, afirmou o professor de Desenvolvimento Internacional da King’s College, Andy Sumner , um dos autores do estudo.

Impactos conjuntos

Em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a mudança de parâmetros será observada pela primeira vez, porque, apesar das várias crises econômicas, esta é a primeira vez que haverá impacto conjunto em saúde, educação e renda, explicou o técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Achim Steiner.

“O mundo passou por muitas crises nos últimos 30 anos, incluindo a crise financeira global de 2007 a 2009. Cada uma delas afetou fortemente o desenvolvimento humano, mas, em geral, os ganhos de desenvolvimento foram acumulados globalmente ano a ano. Desta vez, esses ganhos não serão vistos”, destacou.

Para Steiner, a crise mostra que, se o conjunto de ferramentas de políticas não levar em conta a redução das desigualdades, muitas pessoas ficarão ainda mais para trás.

O que o pesquisador alerta é que os avanços tecnológicos também estão provocando fossos de desigualdade. “Isso é particularmente importante para as ‘novas necessidades’ do século 21, como o acesso à internet, que está ajudando na educação a distância, telemedicina e trabalho remoto”, frisou também o diretor do Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud, Pedro Conceição.


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Potencial Pesquisa & Informação

18/09


2020

Candidato do PSL tem reunião com Bivar após homologação

Um dia após a homologação da chapa do PSL à Prefeitura do Recife, o pré-candidato Carlos Andrade Lima se reuniu com o presidente nacional do partido e deputado federal Luciano Bivar. O encontro, ontem, serviu para alinhar as ideias e conversar sobre a missão da chapa Carlos e Rosaly Almeida de trazer para a capital pernambucana o mesmo modelo de governo que o PSL implantou no Brasil.


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Banco de Alimentos

18/09


2020

83 milhões de miseráveis na América Latina e Caribe

Por Hylda Cavalcanti – Jornal de Brasília

Quando se sai da fome e se passa a calcular a extrema pobreza como um todo, a estimativa da ONU para América Latina e Caribe é de que mais de 83 milhões de pessoas passem a viver nesta condição ainda este ano. Os dados são de um relatório elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Intitulado “Como evitar que a crise da covid-19 se transforme em uma crise alimentar: Ações urgentes contra a fome na América Latina e no Caribe”, o trabalho denuncia o crescimento significativo dos níveis de fome na região como consequência imediata. O estudo constata que, após sete anos de crescimento lento, de acordo com os órgãos internacionais, a região da América Latina e Caribe poderá ter a maior queda do Produto Interno Bruto (PIB) regional em um século, chegando a – 5,3%.

“A situação econômica do continente já estava fragilizada nos últimos anos e esse processo terminou sendo agravado pela covid-19”, disse o diretor do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU no Brasil. Daniel Balaban. O recado dado pelos técnicos neste documento é a necessidade de os governos tomarem medidas muito mais drásticas e muito mais sustentáveis daqui por diante.

Uma outra orientação feita pela Cepal e pela FAO contra a extrema pobreza na América Latina e no Caribe é para que, além de programas emergenciais, os governos também incluam o que chamam de “bônus contra a fome”, um programa formado pela distribuição de cestas básicas para a alimentação das famílias.

Os especialistas destacam, dentre as medidas que podem amenizar o problema, a criação e manutenção de um programa de renda básica emergencial, a adoção de medidas de equilíbrio fiscal, reforço a programas de alimentação escolar (como forma de garantir alimentação de crianças e adolescentes), iniciativas de crédito e subsídios para a agricultura familiar. Daniel Balaban alertou ainda para o fato de que “sem o apoio do Estado, nenhum país do mundo conseguirá contornar essa crise”.

Série

Cientistas diversos já avaliam mudanças nos parâmetros de índices sociais de vulnerabilidade e desigualdade com alertas para a importância de serem criadas políticas públicas que possam conter esse mal ainda mais avassalador do que a pandemia da covid-19. Durante esta semana, o Jornal de Brasília apresentará uma série de reportagens, baseadas em seis estudos elaborados nos últimos três meses pelas mais diversas entidades para mostrar como pensam e o que acham os especialistas sobre o assunto. O material está publicado na editoria de Cidades porque partirá dos dados globais dos estudos para depois descer ao drama vivido no Distrito Federal.


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18/09


2020

Moradores e empresários protestam pelo turismo de Noronha

Moradores e empresários que residem e trabalham na Ilha de Fernando de Noronha realizam um protesto, na manhã de hoje, em frente ao Palácio do Governo do Arquipélago. Eles reivindicam a retomada do turismo na Ilha, principal fonte de renda do local e afetado desde o início da pandemia do novo coronavírus. Confira!


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18/09


2020

Fome será o nosso próximo grande desafio

Por Hylda Cavalcanti – Jornal de Brasília

“Pobre é aquele que tem somente o que comer; miserável é aquele que nada tem para comer”. A frase famosa, de Dom Hélder Câmara, nos anos 70, mostra uma realidade que pode ser ampliada em proporções catastróficas: o aumento da fome em escala planetária. As preocupações com os índices de pobreza e extrema pobreza têm sido objeto constante de estudo por parte de governos e instituições de pesquisa diante de tantos prognósticos negativos.

Cientistas diversos já avaliam mudanças nos parâmetros de índices sociais de vulnerabilidade e desigualdade com alertas para a importância de serem criadas políticas públicas que possam conter esse mal ainda mais avassalador do que a pandemia da covid-19. Durante esta semana, o Jornal de Brasília apresentará uma série de reportagens, baseadas em seis estudos elaborados nos últimos três meses pelas mais diversas entidades para mostrar como pensam e o que acham os especialistas sobre o assunto. O material está publicado na editoria de Cidades porque partirá dos dados globais dos estudos para depois descer ao drama vivido no Distrito Federal.

Um dos primeiros trabalhos foi o relatório da Oxfam Brasil, de junho passado. Segundo este documento, até 12 mil pessoas podem morrer de fome por dia no mundo este ano, devido à pandemia. O trabalho coloca o Brasil entre os prováveis epicentros globais da fome, juntamente com Índia e África do Sul. Intitulado “O Vírus da Fome: Como o coronavírus está potencializando a fome em um mundo faminto”, a entidade constata que 122 milhões de pessoas podem ser levadas à beira da fome até dezembro. Para a gerente de Programas e Campanhas da Oxfam Brasil, Maitê Guato, o Brasil conseguiu, em 2014, uma grande conquista que foi sair do mapa da fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Mas caso não sejam tomadas medidas urgentes, esse índice tende a retroceder. “Os riscos são imensos, caso o Estado não atue de forma eficiente”, alertou ela.

Isto porque, apesar do auxílio emergencial do governo, aprovado pelo Congresso, o estudo constatou que até junho só 10% desse auxílio chegou aos trabalhadores. E até julho, só 47,9% dos recursos destinados ao auxílio foi distribuído. Da mesma forma, as grandes empresas obtiveram mais benefícios do quem as micro e pequenas, o que aumenta ainda mais o índice de desigualdade até o final do primeiro semestre.

“A covid é a última gota para milhões de pessoas que já lutam todos os dias com conflitos armados, mudanças climáticas, desigualdades e um sistema viciado de produção de alimentos”, disse a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia.

Um segundo alerta foi feito pelas Nações Unidas, que também lançou relatório no mesmo período. Nesse estudo, o secretário-geral da entidade, António Guterres ressaltou que as medidas dotadas contra a doença e a recessão global emergente podem perturbar o funcionamento dos sistemas alimentares e precisam de uma ação imediata.

“Corremos o risco de assistir a uma emergência alimentar global – com impactos em longo prazo em centenas de milhões de crianças e adultos”, destaca Guterrez. De acordo com esse documento, com o funcionamento dos sistemas alimentares em risco, o número de pessoas expostas a uma grave insegurança alimentar e nutricional vai crescer rapidamente. “A queda de um ponto percentual no Produto Interno Bruto global significa mais 700 mil crianças raquíticas”, explicou o secretário-geral.

Conforme a avaliação feita pelos técnicos da ONU, mesmo nos países com abundância de alimentos há riscos de interrupções na cadeia de abastecimento alimentar, porque muitas pessoas já viviam uma crise alimentar antes da pandemia.

“Há alimentos mais do que suficientes no mundo para alimentar a nossa população de 7,8 bilhões de pessoas. Mas, hoje, mais de 820 milhões de pessoas passam fome e cerca de 144 milhões de crianças com menos de 5 anos são raquíticas, mais do que uma em cada 5 crianças em todo o mundo”, explicou ele.

83 milhões de miseráveis na América Latina e Caribe

Quando se sai da fome e se passa a calcular a extrema pobreza como um todo, a estimativa da ONU para América Latina e Caribe é de que mais de 83 milhões de pessoas passem a viver nesta condição ainda este ano. Os dados são de um terceiro relatório, desta vez elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Intitulado “Como evitar que a crise da covid-19 se transforme em uma crise alimentar: Ações urgentes contra a fome na América Latina e no Caribe”, o trabalho denuncia o crescimento significativo dos níveis de fome na região como consequência imediata. O estudo constata que, após sete anos de crescimento lento, de acordo com os órgãos internacionais, a região da América Latina e Caribe poderá ter a maior queda do Produto Interno Bruto (PIB) regional em um século, chegando a – 5,3%.

“A situação econômica do continente já estava fragilizada nos últimos anos e esse processo terminou sendo agravado pela covid-19”, disse o diretor do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU no Brasil. Daniel Balaban. O recado dado pelos técnicos neste documento é a necessidade de os governos tomarem medidas muito mais drásticas e muito mais sustentáveis daqui por diante.

Uma outra orientação feita pela Cepal e pela FAO contra a extrema pobreza na América Latina e no Caribe é para que, além de programas emergenciais, os governos também incluam o que chamam de “bônus contra a fome”, um programa formado pela distribuição de cestas básicas para a alimentação das famílias.

Os especialistas destacam, dentre as medidas que podem amenizar o problema, a criação e manutenção de um programa de renda básica emergencial, a adoção de medidas de equilíbrio fiscal, reforço a programas de alimentação escolar (como forma de garantir alimentação de crianças e adolescentes), iniciativas de crédito e subsídios para a agricultura familiar. Daniel Balaban alertou ainda para o fato de que “sem o apoio do Estado, nenhum país do mundo conseguirá contornar essa crise”.

Governo precisará intervir

Também um estudo do Banco Mundial ressalta que os cenários de contração econômica e aumento da pobreza serão determinados pelas medidas que os governos estão adotando, pela duração da crise, pelo choque específico de renda em cada país e como esse choque está impactando nos diferentes setores.

A crise da covid-19 pode fazer com que a pobreza extrema volte a atingir mais de 1 bilhão de pessoas, alerta o estudo do Banco Mundial.

Isso porque milhões de pessoas vivem somente um pouco acima da linha da pobreza.

“Essa população já vive normalmente uma situação precária e qualquer choque econômico pode levá-las de volta à pobreza”, afirmou o professor de Desenvolvimento Internacional da King’s College, Andy Sumner , um dos autores do estudo.

Impactos conjuntos

Em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a mudança de parâmetros será observada pela primeira vez, porque, apesar das várias crises econômicas, esta é a primeira vez que haverá impacto conjunto em saúde, educação e renda, explicou o técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Achim Steiner.

“O mundo passou por muitas crises nos últimos 30 anos, incluindo a crise financeira global de 2007 a 2009. Cada uma delas afetou fortemente o desenvolvimento humano, mas, em geral, os ganhos de desenvolvimento foram acumulados globalmente ano a ano. Desta vez, esses ganhos não serão vistos”, destacou.

Para Steiner, a crise mostra que, se o conjunto de ferramentas de políticas não levar em conta a redução das desigualdades, muitas pessoas ficarão ainda mais para trás.

O que o pesquisador alerta é que os avanços tecnológicos também estão provocando fossos de desigualdade. “Isso é particularmente importante para as ‘novas necessidades’ do século 21, como o acesso à internet, que está ajudando na educação a distância, telemedicina e trabalho remoto”, frisou também o diretor do Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud, Pedro Conceição.


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18/09


2020

Bolsonaro trabalha para o Nordeste fechar com ele

Por Heron Cid

Havia 22 anos que um presidente não desembarcava no Sertão paraibano. O último, Fernando Henrique Cardoso, visitou a mesma Coremas, em 1998, para inspecionar obras da transposição para as várzeas de Sousa.

Duas décadas depois, Jair Bolsonaro se embrenha nas caatingas do Sertão. Mas com outra pauta. As energias renováveis, tema que sai do papel e das pesquisas da academia e vira uma realidade que tem potencial para transformar o sol do semiárido em redenção.

O que se viu em Coremas, durante a agenda da inauguração da Usina de Energia Solar Rio Alto, é a repetição do roteiro estrategicamente traçado pela Presidência. Administrativa e politicamente, um presidente obstinado a cativar e conquistar o Nordeste, território minado pela presença de adversários no poder local.

Nos gestos nas ruas com populares na entusiasmada recepção, no discurso despojado e nas sinalizações de atrativos de desenvolvimento para a região, Bolsonaro investe pesado na relação com os nordestinos, desobstruída pelo auxílio emergencial e agora por políticas de incentivo à geração de emprego e renda, o drama maior dos nordestinos.

Bolsonaro, também, já percebeu o que o histórico mostra como a luz do sol que brilha intensamente por aqui. O nordestino é grato a quem faz pelo Nordeste. E gratidão não tem ideologia.


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18/09


2020

Pernambuco renova estado de calamidade pública

O governo de Pernambuco renovou a situação de calamidade pública devido à pandemia da Covid-19. O decreto, publicado no Diário Oficial ontem e assinado pelo governador Paulo Câmara (PSB), é válido por 180 dias.

Na justificativa, o governo apontou que permanece "um elevado índice de contaminação pelo coronavírus, permanecendo os seus efeitos devastadores na vida das pessoas". O estado tem mais de 138 mil casos e 7,9 mil mortes pela doença.

O estado apontou, também, que persiste a "emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus". A situação de anormalidade é válida para as áreas dos municípios do estado e do distrito de Fernando de Noronha comprovadamente afetadas pelo desastre, segundo o texto.

O primeiro decreto do tipo foi anunciado pelo executivo estadual no dia 20 de março deste ano e era válido até a quarta-feira (16). A Assembleia Legislativa de Pernambuco reconheceu o estado de calamidade dos municípios que protocolaram o pedido ao longo do primeiro semestre do ano.

A cidade que tem calamidade pública decretada pode adotar medidas mais ágeis e menos burocráticas para lidar com as ações de prevenção e tratamento do novo coronavírus. A aprovação visa dar liberdade legal para que os gestores adotem medidas de enfrentamento a situações excepcionais.

Isso permite, por exemplo, que recursos municipais que seriam destinados a outras despesas sejam utilizados no combate à Covid-19.


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18/09


2020

Bolsonaro agenda viagem ao Sertão do Pajeú

Em conversa, há pouco, com o blog, o líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), disse que uma das próximas etapas da peregrinação do presidente Bolsonaro ao Nordeste será Pernambuco. Segundo ele, a pauta ainda está sendo fechada, mas o presidente deve visitar e inaugurar obras hídricas, como o trecho final da Adutora do Pajeú, em São José do Egito, incluindo também a barragem de Ingazeira, na mesma região do Sertão do Pajeú.

O presidente, segundo FBC, tem ainda outra sugestão de agenda, que seria uma visita ao Ramal do Agreste, obra hídrica ao custo de R$ 1,6 bilhão, na qual em sua gestão já liberou mais de R$ 600 milhões, parte do projeto da Transposição do São Francisco. “Ela (a adutora) faz parte do Eixo Leste das águas que sairão do Velho Chico para alimentar a Adutora do Agreste, projeto fundamental para resolver de vez o drama da falta de água em mais de 40 municípios”, disse.


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18/09


2020

Duere quer auditoria em drenagem da Yazaki em Bonito

A conselheira do Tribunal de Contas de Pernambuco Teresa Duere expediu, hoje, uma medida cautelar para averiguar possíveis irregularidades no Processo de Dispensa 01/2020, cujo objeto é a contratação de empresa para drenagem em local destinado à construção da fábrica da Yazaki – companhia japonesa especializada na fabricação de peças automotivas – em , em Bonito. O pedido de auditoria partiu de Adriano Joel de Oliveira do Carmo, que afirmou que o processo de dispensa publicado no Diário Oficial no último dia 21 de fevereiro não poderia ter ocorrido.

O contrato de R$ 2.234.735,33 atendeu a empresa Xavante Aluguel de Máquinas Ltda., que tem como sócio o ex-prefeito de Bonito, Ruy Barbosa, que teria participado das negociações para a chegada da fábrica. Para o denunciante, isso comprometeu “a lisura da contratação”. As obras também tiveram início em 31 de janeiro deste ano, antes mesmo da conclusão do processo de dispensa.

Na visão de Duere, “a gestão municipal não apresentou justificativas que possam ser consideradas suficientes para a contratação emergencial” e “há evidências de que a empresa escolhida para executar a obra pertence a pessoas que tomaram parte das negociações. Essas foram algumas das razões apresentadas pela conselheira para determinar a abertura do processo de auditoria especial.


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Comentários

INABILITADO

Fico aqui com meus botões me perguntando: quanto entrou na conta de Magno para ele ir parar em Petrolina!!! Imprensa, Igreja, Sindicatos, ONGs, Terreiros de Macumba.... sempre nas tetas do Estado... parabéns Magno. Você é um grande comerciante de notinhas encomendadas...



18/09


2020

Coluna da sexta-feira

Eleitor de Caruaru foi traído

A oposição à prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), entrou na disputa, ao apagar das luzes do prazo das convenções partidárias, com um candidato de mentirinha – o vereador Marcelo Gomes, filho do ex-vice-governador Jorge Gomes e da ex-deputada Laura Gomes. Mentirinha bem típica da fábrica de Pinóquio, o boneco de madeira que sonhava em ser um menino de verdade.

Diz uma velha lenda que o Pinóquio quanto mais mentia mais o seu narigão crescia. No caso da chapa encabeçada por Marcelo, a mentira eleitoral se agiganta como o nariz do Pinóquio com a escolha da sua vice Ailza Trajano, do PCdoB, que nunca ouvi falar. Só soube, hoje, tratar-se uma ativista comunista. A escolha dessa chapa é uma brincadeira de mau gosto com o eleitorado exigente de Caruaru patrocinada por José Queiroz (PDT) e Tony Gel (MDB), as duas lideranças dos grupos de oposição mais representativos do município.

Na verdade, não é nem uma brincadeira, mas uma falta de respeito ao eleitor, principalmente os que não querem reeleger a prefeita nem tampouco o delegado Erick Lessa (PP), que passam à condição de órfãos, frustrados, sem entusiasmo para serem protagonistas especiais do pleito. Alguém há de colocar em xeque se Lessa não seria uma alternativa capaz de ocupar esse vácuo, mas o delegado pode até ser um bom investigador, mas é um político amador.

Se fosse do ramo, diante do cenário de incertezas que pairava em relação às candidaturas de José Queiroz e Tony Gel, teria agido com sabedoria, buscando um canal de interlocução com os referidos grupos. Mas Lessa se acha a palmatória do mundo e se ilude com o discurso da metralhadora girando na direção de todos, de Raquel, que está no poder, aos que seriam potencialmente seus grandes aliados, como Queiroz e Gel.

O não de Wolney – Em entrevista, ontem, ao Frente a Frente, o deputado Tony Gel (MDB) pediu perdão aos seus eleitores por não ter revelado há mais tempo que havia se submetido a uma cirurgia para retirada de um câncer na próstata. “Errei, dou a mão à palmatória”, confessou. Na mesma entrevista, o deputado admite que seu grupo e o do deputado José Queiroz não conseguiram montar uma chapa competitiva para enfrentar a prefeita Raquel Lyra (PSDB), que disputa a reeleição. Segundo Gel, o nome do deputado federal Wolney Queiroz, filho de Zé Queiroz, foi colocado por ele como alternativa que uniria os dois grupos, mas ele não aceitou.

Desrespeito 1 – A quarta-feira passada foi o prazo-limite estabelecido para as convenções. Em razão da pandemia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu protocolos para evitar a proliferação da Covid-19, mas, em várias cidades do interior pernambucano houve um tremendo desrespeito às medidas sanitárias. Em Ouricuri, no Sertão do Araripe, o candidato a prefeito Botinha Coelho (SD) promoveu um verdadeiro comício no encontro que homologou sua candidatura. Vídeos mostraram centenas de pessoas juntas, sem máscaras.

Desrespeito 2 – Na noite da última terça-feira, a candidata a prefeita de Sirinhaém, Camila Machado (PP), confirmou seu nome na disputa, em ato que ultrapassou a quantidade máxima permitida de 100 pessoas. O presidente da Alepe, Eriberto Medeiros (PP), e o presidente do partido no Estado, Eduardo da Fonte, também participaram da convenção. Em Joaquim Nabuco, por sua vez, o prefeito-candidato Neto Barreto (PTB) saiu às ruas para uma caminhada desrespeitando o distanciamento social. Na tentativa de reeleição, pairam, sobre o gestor, suspeitas de implantar um esquema de “rachadinha”, com direito a uma CPI na Câmara Municipal para investigar o caso.

Avanço e recuo – No Rio, enquanto a Comissão Especial da Assembleia Legislativa dada, ontem, mais um para instalação do processo de impeachment do governador Wilson Witzel, na Câmara Municipal era rejeitado, por 24 votos a 20, a abertura de um mesmo processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) – o quinto apresentado e o quarto rejeitado desde o início da gestão. Candidato à reeleição, o prefeito é acusado de desviar verbas públicas e praticar improbidade administrativa e crime de responsabilidade por suposto envolvimento em um esquema de corrupção investigado pela Operação Hades, promovida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) e cuja segunda etapa foi realizada em 10 de setembro.

CURTAS

BALANÇO – Passadas as convenções, os números: o PSDB conseguiu manter a maior presença nas capitais e nos municípios com eleitorado acima de 200 mil, com 30 municípios. O MDB segue em 2º lugar, com 15 prefeituras. Siglas como PSB, DEM e PSD aparecem em seguida, com sete cidades cada. O PT está nos grotões. A sigla havia conquistado 25 cidades em 2008. Nesta eleição, não governa nenhum desses municípios. No último pleito, em 2016, o petista Marcus Alexandre foi eleito para a capital do Acre, Rio Branco. Mas renunciou ao cargo em 2018 para disputar o governo estadual. Acabou perdendo. Agora, o partido busca se reerguer e reconquistar o comando de grandes prefeituras.

FORA DO PT – A presidente do PT, Gleisi Hoffman, já admite o partido apoiar um candidato a presidente em 2022 sem estar filiado à legenda. “Tem vários nomes. Tem nomes no PT e tem nomes em outras legendas, como é o caso do Flávio Dino (PCdoB) que tem se colocado no cenário nacional. Não há problema nenhum em discutir isso, termos um acordo. Numa disputa eleitoral, você considera também a sua capacidade eleitoral, de votação. Obviamente, se a gente tiver uma liderança com mais intenção de votos, é óbvio que para a disputa eleitoral isso tem u peso significativo”.

Perguntar não ofende: Por que Bolsonaro não quer testar a sua força na eleição deste ano nas capitais?


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Comentários

marcos

Da série perguntas aos candidatos: Candidata Marília Arraes, como é do conhecimento dos Recifences, dos Brasileiros e de uma boa parte do mundo o loteamento partidário e os saques bilionários feitos pelo seu partido PT, ( Petrolão ) quase levaram a Petrobras a falência. A senhora como boa petista usaria dessas práticas nas autarquias ligadas a Prefeitura Municipal do Recife?

Fernandes

Feio não é o Bolsonaro oferecer capim aos nordestinos, feio é ter nordestinos dispostos a comer.

Fernandes

Pesquisa mostra Lula como o nome mais forte para enfrentar Bolsonaro Levantamento feito por telefone pelo Poderdata sobre as intenções de voto para as eleições de 2022 mostra que, no segundo turno, Lula e Bolsonaro aparecem empatados com 41% de intenções de voto. As alternativas de “centro” não se viabilizam.

marcos

Lula vira Réu de novo, pode Arnaldo? Kkk

marcos

O Presidente mito Jair Bolsonaro está nadando de braçadas no Nordeste. ....... Como diz Galvão........ Acabouuuuuuuuuuu.


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