Presidente da Caixa diz que microcrédito tira famílias do Bolsa Família
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado pelo titular deste blog, que programas de microcrédito apoiados pelo banco têm permitido que beneficiários do Bolsa Família ampliem a renda e deixem o programa social. Segundo ele, os resultados já podem ser observados em diversas regiões do país, especialmente no Norte e no Nordeste. “Tem muitas famílias que estão lá no Bolsa Família que estão partindo para fazer essa operação do microcrédito e saindo do Bolsa”, declarou.
Vieira destacou que algumas famílias atendidas pelas linhas de crédito tiveram aumento de renda de até duas vezes e meia. “As famílias que estão se beneficiando desse crédito tiveram a renda ampliada em duas vezes e meia”, afirmou. Para o dirigente, o resultado é fruto da integração entre políticas de crédito, assistência social e inclusão produtiva.
Leia maisComo exemplo, o presidente da Caixa citou uma comunidade indígena caiapó, no Pará, que deixou atividades ligadas ao garimpo ilegal para investir na produção de cacau e açaí com apoio financeiro. Segundo ele, a mudança proporcionou renda superior à obtida anteriormente. Vieira também mencionou a assinatura de 1.200 contratos voltados à agricultura familiar na região integrada do Distrito Federal e Entorno.
Ao comentar o acesso ao crédito para a população de baixa renda, rebateu críticas sobre o risco dessas operações. “A inadimplência é baixíssima”, disse. Segundo ele, os financiamentos contam com condições diferenciadas, incluindo juros de 0,5% ao ano e descontos para quem mantém os pagamentos em dia.
O presidente da Caixa também abordou o processo de modernização da instituição. Segundo ele, o banco abriu cinco milhões de contas digitais apenas no primeiro trimestre deste ano e trabalha para unificar seus atuais aplicativos em uma única plataforma. “Com uma senha só, o cliente poderá acessar todos os aplicativos da Caixa”, afirmou.
Na área habitacional, Vieira destacou os resultados do Minha Casa, Minha Vida e afirmou que o país começou a registrar redução do déficit habitacional. “Pela primeira vez, estamos reduzindo o déficit habitacional brasileiro”, disse. Segundo ele, a ampliação das faixas de financiamento permitiu alcançar novos públicos e ampliar o acesso à moradia.
O dirigente também ressaltou que a Caixa pretende ampliar sua presença em regiões menos atendidas pelo sistema financeiro. Para ele, a expansão do crédito, os investimentos em habitação e a digitalização dos serviços fazem parte da mesma estratégia de inclusão financeira e desenvolvimento regional.
Prédios-caixão – O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou que o impasse envolvendo os chamados prédios-caixão na Região Metropolitana do Recife foi solucionado durante a atual gestão do banco. Segundo ele, as famílias afetadas foram indenizadas e parte das áreas poderá receber novos empreendimentos habitacionais ou espaços de convivência após a demolição das estruturas. “Nós resolvemos o problema dos prédios-caixão, indenizando as famílias que estavam ansiosas por essa indenização”, afirmou. Vieira citou imóveis localizados em Recife, Paulista e Abreu e Lima.

Wellington Dias se desculpa com João – Após afirmar que o presidente Lula (PT) poderia dividir sua agenda entre os palanques do presidente do PSB, João Campos, e da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) telefonou ao ex-prefeito do Recife para se desculpar. Segundo o portal Metrópoles, Dias conversou com João por telefone na segunda-feira (8) e voltou a falar com ele ontem (09). Durante os contatos, o ministro explicou que sua declaração foi mal interpretada. Segundo ele, a intenção era destacar que Lula contará tanto com o apoio de João quanto com o de Lyra nas eleições de outubro. Segundo dirigentes petistas, o presidente do PT, Edinho Silva, também telefonou para Wellington Dias e deu um “puxão de orelha” no ministro, afirmando que ele deveria evitar esse tipo de declaração e reforçando que o PT estará ao lado de Campos na disputa estadual. Para integrantes do PSB, uma postura neutra de Lula poderia enfraquecer a candidatura de João Campos no estado.
Lula põe pré-campanha na rua – O PT iniciou, ontem, a pré-campanha à reeleição do presidente Lula (PT) com orientações para quadros políticos, militantes e simpatizantes para a batalha nas redes sociais. A primeira ação foi a divulgação das diretrizes para a produção e compartilhamento de conteúdo nas redes sociais, que espelham as táticas utilizadas pela oposição bolsonarista no ambiente digital. A largada foi em um evento, em Brasília, com a presença do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. Foram selecionados, num primeiro momento, cerca de 50 políticos da base que vão atuar como “porta-vozes de Lula”. Entre os porta-vozes estão nomes como Fernando Haddad, Simone Tebet, Erika Hilton, Jorge Messias, Alexandre Padilha, André Janones, Marina Silva, Pedro Campos, José Dirceu, Gleisi Hoffmann e Pastor Henrique Vieira.
R$ 61 milhões para bancar ‘Dark Horse’ – Novos documentos obtidos e revelados pelo site The Intercept, incluindo uma planilha de pagamentos e um comprovante de transferência internacional, detalham parte do caminho percorrido por recursos destinados ao financiamento do filme Dark Horse, filme sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e indicam que ao menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões na cotação da época, foram destinados ao projeto até maio de 2025. As informações ampliam as revelações anteriores sobre o caso. Em maio, o site divulgou um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro discutem um aporte de US$ 24 milhões para a produção do filme. O valor equivale a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação do período.

Últimos dias em domiciliar – O prazo da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está próximo do fim. Bolsonaro cumpre a medida desde 27 de março, quando recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília (DF), após ser internado com um quadro de broncopneumonia. A prisão domiciliar foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por um período de 90 dias. A previsão é que o prazo se encerre em 25 de junho, quando a situação do ex-presidente deverá passar por uma nova análise, incluindo a realização de perícia médica, caso seja considerada necessária. Bolsonaro estava preso desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
CURTAS
SÃO JOÃO – A Prefeitura do Recife vai colocar em prática um amplo esquema de serviços para garantir que moradores e turistas curtam o São João 2026 com conforto e tranquilidade. Para garantir o sucesso do evento, a atuação integrada envolve 15 secretarias e órgãos municipais, mobilizando quase 3,8 mil servidores e 3,5 mil lançamentos da Guarda Municipal. A programação do ciclo junino acontece de 10 a 29 de junho e pode ser conferida no site https://recifejunino.recife.pe.gov.br/
VITÓRIA – O município de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, está impedido pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) de realizar novas contratações para o São João 2026. A suspensão foi determinada após pedido do Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPC-PE) por indícios de déficit fiscal de R$ 80 milhões nas despesas do município. As informações são do JC Online.
ADUTORA DO AGRESTE – As obras emergenciais feitas na Adutora do Agreste, após ato de vandalismo, foram finalizadas ontem. De acordo com a Compesa, o trecho próximo à cidade de Sanharó sofreu um ato de vandalismo que resultou no atraso do abastecimento de água de algumas cidades da região Agreste. Com as intervenções concluídas, a adutora já retomou sua operação e agora busca restabelecer o abastecimento de maneira gradual, para que sejam alcançados o enchimento e a regularização das vazões.
Perguntar não ofende: Afinal, Raquel vai apoiar Lula, Flávio ou Caiado?
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