A ex-ministra Simone Tebet (PSB-SP) avalia que o senador Jaques Wagner (PT-BA) demorou a entregar a liderança do Governo no Senado. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado por este blogueiro, ela avalia que o petista tem direito à ampla defesa e que deveria ter deixado o posto para não trazer o governo para o debate do caso do Banco Master.
“Primeiro, não foi o presidente (quem entregou o cargo), foi o próprio líder que decidiu isso depois de conversar com o presidente. E, a meu ver, fez tarde. Ele tinha que ter saído imediatamente, para dizer que isso não é verdade, que vai se afastar da liderança justamente para provar a inocência. Como qualquer pessoa, ele tem direito à ampla defesa, ao contraditório, seja de que lado for. Eu sou advogada, mas nós estamos falando de denúncias sérias e que precisam ser esclarecidas. Não acredito em contaminação do governo. Lamentavelmente, esse é o maior escândalo envolvendo o sistema financeiro de corrupção da história do Brasil. Não sei se um dia vai haver outro, porque agora vão ter que ter mecanismos legais fiscalizatórios para impedir essa contaminação, que é seríssima, mas não vejo essa contaminação do governo”, afirmou Tebet.
“Não vejo contaminação porque isso foi uma cria; foi mais um monstrengo da corrupção criado no governo passado. Nós estamos falando de algo arquitetado, e denúncias mostram que o ex-chefe da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), junto com o dono do Banco Master, arquitetou um esquema. E, para se blindar, fez aquela história do porco: quando entra na lama, entra todo mundo, para um contaminar o outro. Fica todo mundo contaminado, que, assim, no sistema de controle de pesos e contrapesos, um não pode vigiar o outro, não pode controlar, não pode denunciar porque também está envolvido”, completou a ex-ministra, que disputará o Senado por São Paulo.














