FMO janeiro 2020

06/04


2020

Eduardo diz que isolamento não dura até o fim de abril

Por Estadão Conteúdo

Em transmissão nas redes sociais com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acusou governadores de quererem derrubar seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, ou desgastá-lo para as eleições de 2022.

O deputado disse ainda que o isolamento social contra o novo coronavírus não deve durar sequer até o fim de abril, justamente o período em que autoridades da saúde estimam que o avanço da doença atingirá o seu pico no Brasil.

“Tem um discurso feito para aproveitar a pandemia e tentar colocar na conta do presidente Bolsonaro. Seja para tentar retirá-lo do poder imediatamente, o que eles mais desejam, ou para desgastar até 2022”, disse Eduardo neste domingo, 5.

O deputado, filho “02” de Bolsonaro, chamou de “meta ousada demais” querer o “confinamento” até o fim de abril contra a covid-19. O Ministério da Saúde, no entanto, tem planos para abril, maio e junho de quarentena e afirma que alguns Estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Amazonas – estão numa transição para uma fase de “descontrole da doença”, quando não é possível estimar o número de casos pela frente. A pasta da Saúde orienta que seja mantido o “isolamento amplo”.

Eduardo e o ministro da Educação sugeriram que novas pandemias devem surgir por descuido da China com regras sanitárias. “Eles têm contato com um monte de bicho que não é pra comer. E comem. E tem muito contato com porco e frango. Nos próximos 10 anos, vem outro vírus desse da China? Probabilidade é alta”, disse Weintraub.

O acirramento com a China ocorre no momento em que o Brasil depende fundamentalmente da importação de equipamentos e suprimentos de saúde para apoiar o combate à doença no Brasil. Diariamente, o Ministério da Saúde tem procurado formas de garantir a entrega de produtos comprados da China, que concentra mais de 90% da produção desses suprimentos em todo o mundo

Abraham Weintraub aproveitou a live para criticar Fernando Henrique Cardoso, dizendo que se trata “da outra face da mesma moeda”, referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da Educação voltou a dizer que a esquerda aparelhou o ensino no Brasil e que é preciso revisar o conteúdo das ciências humanas.

Sem dar detalhes, Weintraub disse que o MEC vai anunciar a criação de novos institutos militares de ensino, a exemplo do Instituto Militar de Engenharia (IME) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).


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Abreu e Lima

06/04


2020

Covid-19: Brasil tem 487 mortos e mais de 11,2 mil casos

Por G1

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 20h50 deste domingo (5), 11.281 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 487 mortes pela Covid-19. Apenas dois estados ainda não registraram mortes: Acre e Tocantins.

Nesta tarde, Pernambuco registrou mais sete mortes por Covid-19, chegando a 21. Foram quatro mulheres e três homens, todos com mais de 60 anos.

Na manhã deste domingo, o governo do Amazonas registrou a 13ª morte no estado. De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), a vítima é um homem de 55 anos com histórico de obesidade. Ele foi internado no dia 24 de março com quadro de tosse, febre alta e dificuldade respiratória.

A Bahia também registrou a nona morte neste domingo. O paciente era um idoso de 87 anos que estava internado em hospital público de Salvador e morreu na sexta-feira (3). Resultado de exame laboratorial saiu neste domingo (5).

Ainda nesta manhã, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou que o estado confirmou mais 68 casos da doença, somando 498. O número de mortes no estado permanece o mesmo, seis.

No início da tarde deste sábado (4), um homem de 60 anos morreu de coronavírus no Hospital de Emergência de Macapá; ele estava internado com pneumonia. Foi a primeira morte do Amapá.

Na manhã do sábado, a Bahia registrou a 7ª morte por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Rio Grande do Sul também confirmou a sétima morte. O Amazonas confirmou mais 5 mortes, somando 12. O Distrito Federal também confirmou a sétima morte.

Pernambuco registrou mais quatro mortes de pacientes com coronavírus (Sars-Cov-2), neste sábado (4). Com isso, subiu para 14 o número de óbitos de pessoas com a Covid-19.

Um boletim epidemiológico feito pelo Ministério da Saúde nesta sexta (3), diz que Distrito Federal, São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Amazonas podem estar na transição para uma fase de aceleração descontrolada da pandemia.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de domingo (5), aponta 11.130 casos confirmados e 486 mortes.

O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). Outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março) e quase 4.000 casos de 27 de março a 2 de abril, quando a contagem bateu os 8.000 infectados.

Casos no mundo

O número de mortes por coronavírus na Espanha caiu neste domingo (5) pelo terceiro dia seguido, com 674 vítimas em 24 horas, elevando o saldo total para 12.418 pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde. Apesar da alta, foi o menor número de mortos nos últimos 10 dias. O país é o segundo com mais vítimas, atrás apenas da Itália.

No Reino Unido, a rainha Elizabeth II gravou uma mensagem dirigida à nação que será transmitida na noite deste domingo (5) na qual pede aos britânicos que superem o tempo de "dor" e "enormes mudanças" que a nova pandemia de coronavírus trouxe.

Em um fragmento de seu discurso adiantado pelo Palácio de Buckingham, a soberana britânica de 93 anos admite que a doença está causando sofrimento entre os cidadãos pela perda de vidas, bem como "dificuldades financeiras para muitas e enormes mudanças diárias na vida de todos".

O Reino Unido tem, até o momento, 4,3 mil mortos e quase 42 mil infectados pelo coronavírus.

Na Alemanha, o número de mortes por coronavírus aumentou para 1.342, informou a agência de controle e doenças do país, o Instituto Robert Koch. Foram 184 vítimas a mais no sábado. Agora, a Alemanha possui 91.714 casos de coronavírus, um aumento de 5.936 em 24 horas.

A Grécia colocou em quarentena uma segunda instalação de migrantes depois que um homem de 53 anos deu positivo para o novo coronavírus, informou o Ministério da Migração neste domingo. O homem afegão vive com sua família no campo de Malakasa junto com centenas de requerentes de asilo. Ele foi transferido para um hospital em Atenas.


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05/04


2020

Dormindo, Mandetta não ouviu fala sobre demissão

Por Estadão Conteúdo

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), se esquivou dos recados do presidente Jair Bolsonaro dados neste domingo, 5, que sinalizou que poderia demitir do governo quem está “se achando”. Questionado pela reportagem cerca de uma hora após as declarações, Mandetta afirmou que ainda não tinha visto a frase. “Eu estou dormindo”, disse, parecendo bocejar ao telefone. “Amanhã eu vejo, tá?”, completou, antes de encerrar a ligação.

Bolsonaro disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada que “algo subiu na cabeça” de alguns de seus subordinados, mas que a “hora deles vai chegar”. “A minha caneta funciona”, afirmou Bolsonaro. “Algumas pessoas no meu governo, algo subiu a cabeça deles. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos. Tem provocações. Mas a hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona. Não tenho medo de usara a caneta nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil, não é para o meu bem”, disse Bolsonaro.

Mandetta e Bolsonaro têm divergido sobre estratégias de isolamento da população contra o novo coronavírus. O ministro defende uma ação mais ampla, para evitar aglomerações e estimular redução de fluxo urbano, com medidas como trabalho em home office e fechamento do comércio em locais com grande número de casos. Já Bolsonaro defende um “isolamento vertical” em que sejam afastadas pessoas acima de 60 anos ou que apresentem outras doenças.

Bolsonaro escancarou descontentamento com Mandetta na última semana. O presidente disse que falta “humildade” ao ministro e, embora tenha afirmado que não pretende dispensá-lo “no meio da guerra”, ressaltou que ninguém é “indemissível” em seu governo. O protagonismo do auxiliar diante da crise envolvendo a pandemia do coronavírus já vinha incomodando o presidente há algum tempo. Questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre as declarações de Bolsonaro, feitas na última quinta-feira, 2, Mandetta respondeu: “Trabalho, lavoro, lavoro”, repetindo a palavra que significa “trabalho” em italiano.

No dia seguinte às declarações do chefe, Mandetta disse que continuaria no governo, afirmando que um médico não abandona o seu paciente.


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Prefeitura de Serra Talhada

05/04


2020

Bolsonaro: hora de quem está se achando vai chegar

Por Estadão Conteúdo

Em meio a uma disputa e divergências com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre estratégia para combate ao novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro mandou uma série de recados na tarde deste domingo, 5.

Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, ele disse que “algo subiu na cabeça” de pessoas do seu governo, mas que a “hora deles vai chegar”. “A minha caneta funciona”, afirmou Bolsonaro, sem mencionar nomes.

“Algumas pessoas no meu governo, algo subiu a cabeça deles. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos. Tem provocações. Mas a hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona. Não tenho medo de usar a caneta nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil, não é para o meu bem. Nada pessoal meu. A gente vai vencer essa”, declarou o presidente.

Bolsonaro escancarou seu descontentamento com Mandetta na última semana. O presidente disse que falta “humildade” ao ministro e, embora tenha afirmado que não pretende dispensá-lo “no meio da guerra”, ressaltou que ninguém é “indemissível” em seu governo.

O protagonismo do auxiliar diante da crise envolvendo a pandemia do coronavírus já vinha incomodando o presidente há algum tempo. Questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre as declarações de Bolsonaro feitas na última quinta-feira, 2, Mandetta respondeu: “Trabalho, lavoro, lavoro”, repetindo a palavra que significa “trabalho” em italiano.

No dia seguinte às declarações do chefe, Mandetta disse que continuaria no governo, afirmando que um médico não abandona o seu paciente. O incômodo de Bolsonaro não está restrito apenas à insistência de Mandetta em apoiar as quarentenas decretadas pelos Estados. O presidente também está extremamente irritado com o crescimento da popularidade de seu ministro, enquanto vê sua reprovação crescer entre a população, com atestam as pesquisas desta última semana.


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05/04


2020

Eduardo diz que governadores usam crise para derrubar o pai

Por Estadão Conteúdo

Em transmissão nas redes sociais com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acusou governadores de quererem derrubar seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, ou desgastá-lo para as eleições de 2022.

O deputado disse ainda que o isolamento social contra o novo coronavírus não deve durar sequer até o fim de abril, justamente o período em que autoridades da saúde estimam que o avanço da doença atingirá o seu pico no Brasil.

"Tem um discurso feito para aproveitar a pandemia e tentar colocar na conta do presidente Bolsonaro. Seja para tentar retirá-lo do poder imediatamente, o que eles mais desejam, ou para desgastar até 2022", disse Eduardo neste domingo, 5.

O deputado chamou de "meta ousada demais" querer o "confinamento" até o fim de abril contra a covid-19. O Ministério da Saúde, no entanto, tem planos para abril, maio e junho de quarentena e afirma que alguns Estados - São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Amazonas - estão numa transição para uma fase de "descontrole da doença", quando não é possível estimar o número de casos pela frente. A pasta da Saúde orienta que seja mantido o "isolamento amplo".

Eduardo e o ministro da Educação sugeriram que novas pandemias devem surgir por descuido da China com regras sanitárias. "Eles têm contato com um monte de bicho que não é pra comer. E comem. E tem muito contato com porco e frango. Nos próximos 10 anos, vem outro vírus desse da China? Probabilidade é alta", disse Weintraub.

O acirramento com a China ocorre no momento em que o Brasil depende fundamentalmente da importação de equipamentos e suprimentos de saúde para apoiar o combate à doença no Brasil. Diariamente, o Ministério da Saúde tem procurado formas de garantir a entrega de produtos comprados da China, que concentra mais de 90% da produção desses suprimentos em todo o mundo.

Abraham Weintraub aproveitou a live para criticar Fernando Henrique Cardoso, dizendo que se trata "da outra face da mesma moeda", referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da Educação voltou a dizer que a esquerda aparelhou o ensino no Brasil e que é preciso revisar o conteúdo das ciências humanas.

Sem dar detalhes, Weintraub disse que o MEC vai anunciar a criação de novos institutos militares de ensino, a exemplo do Instituto Militar de Engenharia (IME) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).


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O Jornal do Poder

05/04


2020

Jejum: religiosos rezam em frente ao Alvorada

O Globo

No dia em que o presidente Jair Bolsonaro convocou apoiadores a fazer um jejum contra o novo coronavírus, dezenas de religiosos foram neste domingo ao Palácio da Alvorada, em Brasília, para fazer orações em seu favor. Os fiéis ficaram do lado de fora da residência oficial, mas Bolsonaro não saiu.

Diante do gramado que fica na frente do palácio, um grupo vestido com as cores da bandeira do Brasil se reuniu para rezar já no início da manhã. Pouco depois do meio-dia, fiéis que estavam no local reservado aos simpatizantes do presidente passaram a fazer orações individuais, em voz alta, em nome do presidente e também contra a imprensa.

Neste momento, alguns dos visitantes observavam em silêncio. Alguns deles usavam máscaras para se protegerem da Covid-19. A presença de religiosos, em sua maioria evangélicos, é comum no dia a dia da portaria do Palácio da Alvorada.

Na semana passada, por exemplo, o presidente saiu mais cedo do que de costume e encontrou um grupo de pastores no local, transmitindo a conversa ao vivo em sua página no Facebook. Com frequência, Bolsonaro, que se identifica como cristão, é alvo de louvores na frente da residência oficial.

Durante entrevista à Jovem Pan, na quinta-feira, Bolsonaro pediu que a população fizesse jejum para ajudar no combate ao coronavírus.

— Um pedido aqui, um dia de jejum para quem tem fé, em nome de que o Brasil fique livre desse mal — disse ele.


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05/04


2020

Covid-19: Brasil tem 486 mortos e 11.130 casos

Por Reuters

O Brasil registrou 852 novos casos confirmados de coronavírus da noite de sábado,4, até a tarde deste domingo, 5, totalizando 11.130 notificações. Onúmero de mortos em decorrência da Covid-19 aumentou em 54, chegando a 486 no país, informou o Ministério da Saúde.

O número deste domingo representou uma queda nos casos novos em comparação com a véspera, quando o ministério informou um aumento diário de 1.222 casos, e foi a primeira vez desde 30 de março que o aumento de casos em um dia ficou abaixo da casa de 1.000, de acordo com a plataforma online de acompanhamento da epidemia no Brasil.

Também houve queda na comparação diária em relação às mortes, uma vez que no sábado o governo havia informado um aumento de 72 óbitos. Neste domingo o Ministério da Saúde não realizou entrevista coletiva para comentar os números.

São Paulo permanece como o Estado brasileiro com maior presença do vírus, com 4.620 casos confirmados e 275 mortes, seguido pelo Rio de Janeiro, que tem 1.394 casos e 64 óbitos.

A Região Sudeste concentra 60% dos casos no país, enquanto o Nordeste tem 16,9%, o Sul, 10,9%, o Centro-Oeste, 6,4%, e o Norte, 5,8%.

Na véspera, o Ministério da Saúde alertou que o Distrito Federal e os Estados de São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Amazonas podem estar na transição da fase de epidemia localizada para a situação de aceleração descontrolada.


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Prefeitura de Limoeiro

05/04


2020

PSB em Gravatá ganha 3 vereadores da base de Joaquim

O troca-troca partidário do fim de semana mexeu na composição da Câmara de Gravatá, a 82 km do Recife. Repercutiu na base do prefeito Joaquim Neto (PSDB), que saiu no negativo. Perdeu três vereadores, entre os quais Nego Suíno, seu compadre.

Ele, Júnior de Paulo e Bolo da Areia ingressaram no PSB, deixando desfalcado o palanque do prefeito nas eleições municipais deste ano. O PSB, que já contava com Miaeiro e Marcelo Moto, virou a maior bancada na Câmara. Com uma chapa competitiva, a avaliação é de que o partido cresça ainda mais no município. O candidato a prefeito é o padre Joselito, muito querido na cidade, apontado como uma ameaça à reeleição de Joaquim.


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Shopping Aragão

05/04


2020

Dilma: Bolsonaro quer atribuir morte e fome aos governadores

Do UOL

Eu poderia estar batendo panela, só que eu te digo, não é a minha forma de luta, nunca foi bater panela". A afirmação é da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que cinco anos após ser alvo dos batuques de varanda ouve uma nova onda de panelaços, agora direcionados ao seu antagonista, Jair Bolsonaro (sem partido). 

Em entrevista ao UOL, na última sexta-feira (03), a petista disparou contra o atual presidente e o considera "incapaz" de enfrentar a crise do novo coronavírus.

Dilma vê Luiz Henrique Mandetta (Saúde) no caminho certo para combater a pandemia e, assim como o ministro, defende o isolamento horizontal da população. Mas os elogios param aí. Para ela, as medidas econômicas annciadas pelo governo são insuficientes e o desempenho de Paulo Guedes (Economia) é "deplorável".

"O presidente  pretende atribuir aos governadores tanto as mortes com uma fome, o que é um escândalo. A responsabilidade é dele. Que é incapaz de agir concertadamente [de comum acordo]", disse.

Sem pretensões eleitorais, a sucessora de Lula (PT) se mantém em isolamento em sua casa, em Porto Alegre (RS), devido ao novo coronavírus.

Após Fernando Collor (1990-1992), Dilma foi a segunda presidente alvo de impeachment, por crime de responsabilidade. No entendimento dela, um eventual impeachment de Bolsonaro está condicionado ao ambiente político, às estruturas que sustentam seu governo e a comprovação de algum crime.

"Eu acho que todo mundo tem de ter o benefício da legalidade e da lei. Tem de ver se ataque à saúde pública, se desrespeito à vida é causa para impeachment. Se for, ele deve sofrer impeachment. Agora, eu tenho plena clareza que as relações políticas e as condições políticas prévias [é] que vão definir se vai ser ou não objeto de um impeachment", declarou.

Dilma ainda falou sobre a troca de afagos entre Lula e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). "É absolutamente correta, porque nós todos estamos no mesmo barco", afirmou sobre o combate ao coronavírus. 

Veja os principais trechos da entrevista aqui: Incapaz, Bolsonaro quer atribuir morte e fome aos ...


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05/04


2020

De ministro para ministro: "Bem-vindo ao clube"

O Globo - Por Lauro Jardim

"Bem-vindo ao clube". Foi com essa saudação que o ministro Luiz Eduardo Ramos, um incansável bombeiro instalado no Palácio do Planalto, tentou tranquilizar Henrique Mandetta, logo depois que Jair Bolsonaro disse que faltava "humildade" ao ministro da Saúde, com quem "está se bicando há muito tempo".

Ramos recordou para Mandetta o dia em que foi surpreendido por Bolsonaro que, numa entrevista, o qualificou de "inexperiente e imaturo".


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