O sucesso da nova CNH

Os brasileiros estão procurando mais obter a Nacional de Trânsito, cujas novas regras para a aquisição estão em vigor desde o fim do ano passado. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), os pedidos de habilitação subiram de 369,2 mil, em janeiro de 2025, para 1,7 milhão em janeiro de 2026. Isso significa um salto de 360% em apenas um ano. No mesmo período, os pedidos feitos diretamente pelos Detrans chegam a aproximadamente 194 mil.
Enfim: o programa CNH do Brasil já acumula 3 milhões de pedidos e 298,5 mil documentos emitidos. As razões? As normas para consegui-la mudaram — e para melhor. Por exemplo: não há mais a obrigatoriedade de passar por uma autoescola para fazer as provas teórica e prática, o que reduziu o tempo — e os custos — de todo o processo. Ainda segundo o órgão, 24.754 cursos práticos já foram realizados por instrutores autônomos, categoria que passou a existir desde a atualização da norma pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Entre os estados com maior número de emissões, São Paulo lidera o ranking, com 76.521 mil habilitações expedidas, seguido por Minas Gerais, com 23.548, e pelo Rio de Janeiro, com 23.301. O número de pessoas que já concluíram os cursos teóricos passou de 196.707 para 824.494 — uma alta de 319%. Os exames teóricos, por sua vez, tiveram aumento de 32%, indo de 171.232 para 225.462. Já os cursos práticos cresceram 22%, saindo de 328 mil para mais de 400 mil, e os exames práticos registraram aumento de 11%, com mais de 323 mil aplicações em janeiro de 2026, frente a 291 mil no mesmo período do ano anterior.
Leia maisEm fevereiro deste ano, mais mudanças, com a prova prática ganhando novo formato. Por exemplo: os exames de direção não precisam mais da baliza obrigatória, responsável por reprovar vários candidatos. No novo modelo, o examinador passa a considerar o desempenho e a conduta do candidato ao volante ao longo do trajeto. Além do fim da prova de baliza, também passa a ser permitido o uso de veículos automáticos pelos candidatos. E não existem mais faltas eliminatórias automáticas – tipo deixar o carro morrer. Os candidatos passam a ser avaliados pela soma de pontos decorrentes das infrações cometidas no percurso, dentro de um limite máximo de dez pontos. Os pesos mudam conforme a gravidade da infração (leve, média, grave e gravíssima).

Ram Dakota chega por R$ 289.990 – A nova picape Ram, a Dakota, acaba de ser lançada oficialmente no mercado brasileiro. Ela apareceu ao público pela primeira vez no Salão do Automóvel de São Paulo do ano passado. O modelo é oferecido em duas versões: Warlock, com visual e características mais voltadas para o off-road; e Laramie, que traz os cromados que já são tradicionais em uma Ram. “A pergunta que mais escutávamos de nossos clientes era quando teríamos uma picape média em nossa gama. Agora, com a Ram Dakota, entramos em um segmento muito disputado”, conta Juliano Machado, head da Ram para a América do Sul.
Ela compete com Hilux, Ranger, S10 etc. Os preços começam em R$ 289.990. A nova picape tem motor 2.2 turbodiesel, de 200 cv de potência e 45,9kgfm de torque, que atua em conjunto com um câmbio automático de oito marchas. Com esse conjunto, a nova Ram Dakota possui força e capacidade de sobra para rebocar até 3.500 kg e carregar 1.020 kg, com a caçamba comportando 1.210 litros. O compartimento de carga é revestido, possui iluminação interna e na terceira luz de freio de LED, além de ganchos de carga e capota marítima. A tampa traseira é amortecida e possui trava elétrica. O sistema de tração 4×4 conecta automaticamente o eixo dianteiro de acordo com as condições de aderência, além dos modos 4×4 com reduzida e 4×2. A escolha das opções de tração é feita através de um botão giratório localizado no console central, próximo ao seletor do câmbio, que é do tipo joystick e possui o recurso de retorno automático para a posição P (Park) caso a Ram Dakota seja desligada no modo Drive.
Para garantir capacidade máxima em situações fora de estrada, a nova Ram Dakota ainda possui bloqueio mecânico do diferencial traseiro, acionado por um botão no console central, e quatro modos de condução: Normal, Sport, Snow (neve) e Sand/Mud (areia/lama), também selecionados através de um comando acima do seletor de tração. A direção tem assistência elétrica e possui três níveis de peso (Leve, Normal e Firme), que podem ser alterados conforme preferência do condutor.

BYD amplia fábrica para seu primeiro carro 100% nacional – A BYD tem uma meta ousada para sua fábrica em Camaçari (BA). Até 2030 ela quer quadruplicar a produção de veículos por lá e entre o fim de 2027 e meados de 2028 promete fabricar um carro 100% brasileiro. Hoje a fábrica monta no regime SKD (a carroceria já vem montada e até previamente pintada da China), 420 carros por dia ou 150 mil por ano.
Em 2030, segundo o vice-presidente da marca para o Brasil, Alexandre Baldy, esse número passará para 600 mil, mirando o mercado brasileiro, a América Latina e mesmo parte da Europa. “Vamos ser a segunda maior fábrica da BYD no mundo e vamos garantir pelo menos 20 mil empregos diretos”, afirmou Baldy durante a visita da imprensa para conhecer os galpões de solda, estamparia e pintura que estão em fase de construção. O primeiro carro 100% brasileiro da BYD não foi definido, mas poderá ser um Dolphin Mini, um Song Pro ou um King — os três carros que são montados na planta atual pelo sistema SKD ou até um Song Plus, que também está garantido como o próximo modelo que entrará na linha de montagem em Camaçari.
Para os próximos anos, segundo o Head de Relações Públicas da BYD, Henri Karam, a estrutura atual da fábrica será espelhada — o que lhe proporcionará o dobro de toda parte física e garantirá a meta de até 2030 produzir 600 mil carros por ano. Hoje, são produzidos 150 mil. “Já trabalhamos a produção de 420 carros por dia, com 2,3 colaboradores diretos e mais uns 2,5 mil. Vamos aumentar este número para 20 mil colaboradores diretos com o crescimento da fábrica”, destacou. Karam garante que parte da estrutura deixada pela Ford será aproveitada para a fabricação de peças e componentes. São prédios que não se adaptam ao “estilo” chinês. Segundo ele, se for feita uma foto da fábrica da empresa na China e a fábrica em Camaçari praticamente será a mesma imagem, com algumas exceções por conta da diferença do solo e da paisagem.
Parceiros – Por isso, os prédios que eram da Ford serão oferecidos para fornecedores que vençam a concorrência para se tornarem parceiros da BYD e queiram fabricar suas peças e todo o material dentro da fábrica de Camaçari. Para tanto, a empresa lançou a campanha “A BYD quer conhecer você!” e repassou para todas as fábricas de peças automotivas e componentes no Brasil. Com isso, ela espera selecionar o melhor time de empresas desta área no Brasil e atraí-las para a Bahia.
O consumidor define – Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, tem sempre uma resposta direta para quem lhe pergunta acerca dos próximos passos da empresa no Brasil. Quais serão os modelos? Qual o percentual entre híbridos e elétricos? A Denza (marca dos modelos super luxo da BYD) vai entrar na planta de Camaçari? “Quem define isso é o consumidor. Tudo que estamos fazendo aqui é baseado naquilo que o nosso consumidor deseja”, afirma Baldy.
Segundo o vice-presidente da BYD, toda e qualquer mudança que possa ser feita na fábrica, ou na linha de produção com relação a novos produtos, modelos e qualquer outra alteração, depende inicialmente do interesse empresarial da marca em investir neste ou naquele produto, mas essencialmente depende da resposta do consumidor. “Se percebermos que o consumidor quer determinado produto, nós vamos trabalhar para entregar este produto”, disse.

Denza – Sobre a marca de luxo Denza, Baldy disse que ela surpreendeu a todos no primeiro mês de 2026. Com apenas duas revendas conseguiu superar marcas tradicionais em carros de luxo e superluxo. “Em São Paulo conseguimos vender mais do que a Land Rover que tem umas dez lojas pela cidade e em Brasília batemos com todas as revendas de carros deste segmento durante o mês”, destacou.
Autonomia – Questionado se a BYD pretende investir em um carro 100% elétrico que tenha uma autonomia maior, Baldy afirmou que essa questão da autonomia para o consumidor é uma “ansiedade de percepção”. “Muitos falam da autonomia antes mesmo de andar em um carro com a autonomia atual. Mexer em autonomia significa mexer no tamanho da bateria, nos carregadores, na capacidade de carga da rua onde a pessoa irá carregar o carro, no bairro, no município e até do estado. Então essa questão da autonomia tem que primeiro superar a ansiedade do consumidor que às vezes pede uma coisa que ele não tem necessidade para o momento”, afirmou. (Walberto Maciel || Especial para Multieixos)

Captiva EV será nacional este ano – A Chevrolet está reforçando o foco nos SUVs, segmento que lidera a transição energética do mercado automotivo brasileiro, já que um em cada cinco utilitários esportivos comercializados no país já conta com algum nível de eletrificação. E os 100% elétricos se destacam por oferecer torque imediato, baixo custo de manutenção e zero emissão local. Por isso, suas atenções se voltam para o Captiva EV, que estreia em uma configuração exclusiva para a região, desenvolvida a partir das necessidades locais e validada pela engenharia brasileira. Desde que chegou às lojas, no final do ano, o veículo lidera as vendas de sua categoria nos últimos meses. Agora, a marca confirma que, em breve, o Captiva EV será produzido por aqui.
GMW cresce 70% – A GWM Brasil iniciou o ano com resultados comerciais expressivos, com crescimento acima da média do mercado. Em janeiro de 2026, a marca registrou 4.409 unidades vendidas, uma alta de 70% em relação ao mesmo mês do ano passado, superando a média de crescimento do mercado brasileiro de veículos leves, que ficou em 1,5% no período.
Esse desempenho impulsionou a GWM ao 11º lugar no ranking de vendas nacional, posicionamento inédito para a marca e à frente de concorrentes tradicionais como Ford, Caoa Chery e Citroën. O desempenho de janeiro reflete a força do portfólio da GWM no Brasil. A marca manteve a liderança absoluta no segmento de híbridos, impulsionada pelo Haval H6, que registrou 2.623 unidades vendidas no período, posicionando-se à frente de modelos como BYD Song Pro e Toyota Corolla Cross.
Nos rankings por categoria, a montadora também se destacou com o Haval H9 na 2ª posição entre os SUVs Grandes (SUV E), com 882 unidades vendidas, e com o Tank 300 ocupando o 3º lugar na mesma categoria com 363 unidades, reforçando a presença da marca em diferentes segmentos do mercado automotivo nacional. Esse resultado ocorre após um 2025 sólido para a empresa, que encerrou o ano com 42.785 unidades comercializadas e crescimento de aproximadamente 46% sobre 2024, superando também o desempenho do mercado nacional no período.
Venda de seminovos impulsiona vistoria veicular – O aquecido mercado de veículos seminovos no Brasil tem movimentado outro importante segmento: o de vistoria veicular. O volume histórico de negociações — 18,5 milhões de unidades, um crescimento de 17,3% em relação a 2024 — fez com que redes como a Super Visão ampliassem significativamente a demanda por seus serviços. Em 2025, por exemplo, a empresa registrou crescimento em muitas unidades. Esse bom desempenho do mercado refletiu diretamente na expansão da franquia. Ao longo de 2025, a Super Visão inaugurou 17 novas unidades em diferentes regiões do país e registrou crescimento de 12% no seu faturamento. Presente em quase todas as regiões do Brasil, a rede projeta a abertura de mais 25 unidades.
Picapes: Ranger passa Hilux – As vendas de comerciais leves 0km em janeiro trouxeram algumas mudanças. A Fiat teve a dobradinha com Strada (3.608) e Toro (1.848). A Ford Ranger (1.740) ficou novamente à frente da Toyota Hilux (1.687). A Chevrolet S10 ficou na 5ª posição, com 638, seguida pela Mitsubishi Triton. No mercado geral, foram vendidas, segundo a Fenabrave, 162.484 unidades – das quais 125.136 automóveis e 37.348 comerciais leves. Entre as montadoras, a Fiat (34.260) liderou pela 61ª vez consecutiva. A Volkswagen ficou em segundo, com 25.737. A Chevrolet, apenas 16.164 unidades emplacadas, só perde mercado, com quase 18% de queda em um ano.
O sucesso do luxo chinês – A Denza, nova marca de luxo do mercado brasileiro, encerrou seu primeiro mês completo de vendas na liderança em Brasília, um dos mercados mais disputados deste segmento no Brasil. Em São Paulo, principal centro econômico nacional, a marca também alcançou um feito relevante: superou a Land Rover em volume de vendas. Foi no cenário nacional, no entanto, que a marca mostrou a força do offroad B5, seu produto de estreia.
As 130 unidades comercializadas no período a colocaram à frente da Lexus, tradicional e já consolidada no mercado premium brasileiro. A análise regional reforça esse desempenho. Em Brasília, a Denza alcançou a liderança absoluta, com 19,9% de participação. Já em São Paulo, o mercado premium mais competitivo do país, a marca registrou 61 unidades vendidas, consolidando-se como uma nova força no segmento de alto padrão. A Denza é do grupo BYD.


O recorde das duas rodas – As vendas de motos novas no Brasil no ano passado foram tão grandes que bateram o recorde, registrando assim o melhor desempenho da história. Foram, no total, 2,19 milhões de unidades, segundo a Fenabrave, que representa as concessionárias. E 2026 começou bem, superando os números em janeiro de 2025. Foram, ao todo, 178.537 modelos emplacados no primeiro mês do ano, número 17,49% maior que o de mesmo período do ano passado. Aliás, a Fenabrave projeta que o mercado de motos alcance este ano 2,41 milhões de unidades, com alta de 10% sobre o ano passado. Confira, então, o ranking de vendas de janeiro: a Honda, para não fugir à regra, manteve a liderança.
- Honda CG 160: 37.671
- Honda Biz 125: 21.024
- Honda Pop 110i: 18.101
- Honda NXR 160 Bros: 15.101
- Mottu Sport 110i: 6.738
- Yamaha YBR 150: 6.067
- Honda CB 300F Twister: 5.785
- Honda PCX 160: 4.753
- Honda XRE 190: 4.114
- Yamaha Fazer 150: 3.463
Bajaj cresce 74% – A Bajaj do Brasil iniciou 2026 mantendo a trajetória de crescimento no mercado brasileiro de motocicletas. Em janeiro, emplacou 3.006 unidades, resultado que representa um avanço de 74% em relação a janeiro de 2025 e um crescimento de 28% quando comparado à média mensal de emplacamentos do ano anterior. Entre os destaques do período, a Dominar 250 alcançou, em janeiro, o importante marco de 5 mil unidades emplacadas desde o seu lançamento.

Como preparar seu carro para vender mais rápido – Vender um carro usado pode ser um desafio, mas algumas medidas simples fazem diferença tanto na velocidade da negociação quanto no valor comercializado. Por outro lado, os compradores também estão mais exigentes, explica Ycaro Martins, fundador da Vaapty, líder no segmento de intermediação de venda de veículos do Brasil. “A primeira impressão conta muito. Um veículo limpo, polido e com o estofamento bem conservado se destaca imediatamente nos anúncios. Esse cuidado estético transmite confiança, atrai mais interessados e até reduz o espaço para negociações por preço menor”, afirma Martins.
Manutenção – Além da estética, a manutenção preventiva é outro ponto decisivo. Itens como pneus, freios, iluminação e bateria devem estar em boas condições. Manter e apresentar notas fiscais e comprovantes de revisões realizadas em concessionárias ou oficinas de confiança também agrega valor ao veículo. “Um histórico de manutenção organizado, com peças originais e serviços regulares, mostra ao comprador que o carro foi tratado com zelo e responsabilidade”, acrescenta.
Documentação – Outro fator essencial é manter a documentação em dia. Multas, IPVA e licenciamento atrasados podem travar a negociação e até reduzir o preço final.
Pequenos reparos – Esse é um investimento que gera retorno: riscos na pintura, detalhes no interior e ajustes simples na lataria ajudam a evitar descontos excessivos solicitados por compradores. “Condições de lataria, estofamento e painel influenciam diretamente no valor de mercado. O histórico de batidas e qualquer sinal de ferrugem ou amassado pode desvalorizar o carro. Já os veículos com revisões feitas em concessionária costumam valer mais”, orienta o fundador da Vaapty.
Intermediação – Mesmo após todos esses cuidados, muitos proprietários ainda enfrentam dificuldades para encontrar compradores ou conduzir a negociação com segurança. Nesses casos, a intermediação profissional surge como uma solução eficiente. “Quando há pendências documentais, financiamento em aberto ou urgência na venda, a intermediação é a melhor alternativa. Ela agiliza o processo, garante segurança jurídica e assegura o melhor valor de mercado”, explica.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
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