No Direto de Brasília, Marília critica “neutralidade” de Raquel e reforça aliança com João
A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) aproveitou a entrevista concedida ontem ao podcast Direto de Brasília, apresentado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, para reforçar o discurso de alinhamento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defender o Supremo Tribunal Federal e pressionar a governadora Raquel Lyra (PSD) a assumir posição mais clara na disputa nacional.
Ao longo da entrevista, Marília afirmou que gostaria de ver Raquel no palanque de Lula em Pernambuco, mas voltou a criticar a postura “em cima do muro” da governadora. A pedetista também associou o entorno político de Raquel a nomes ligados ao bolsonarismo, citando o ex-ministro Gilson Machado (Podemos), Mendonça Filho e Anderson Ferreira (PL).
Leia maisA ex-deputada tratou ainda da importância estratégica do Senado para o presidente Lula, sobretudo após as recentes derrotas sofridas pelo governo na Casa, como a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto presidencial ao projeto da chamada “dosimetria”, visto por aliados do Planalto como uma anistia disfarçada aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Marília classificou o episódio envolvendo Messias como resultado de “politicagem” e afirmou que o Centrão tentou usar temas de interesse próprio como moeda de barganha.
A entrevista também serviu para Marília tentar encerrar publicamente antigos atritos com o primo e ex-adversário político João Campos (PSB), a quem enfrentou na eleição do Recife em 2020, vencida pelo socialista. Ela afirmou que os desentendimentos do passado eram “de natureza política e ideológica” e que foram superados em nome da aliança construída em torno do apoio a Lula em 2022.
Marília também negou que a conversa recente com Raquel Lyra tenha representado abertura para migrar ao palanque do governo estadual. Disse que sempre deixou claro “de que lado está” e afirmou que sua aliança com João Campos foi construída por afinidade política e ideológica. “Com esse tipo de gente eu não posso me misturar”, declarou, ao citar aliados da governadora que defendem impeachment de ministros do STF e estiveram ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro.
Outro tema explorado pela pré-candidata foi a Transnordestina. Marília afirmou que a obra “travou” durante a gestão do ex-governador Paulo Câmara, atual presidente do Banco do Nordeste, e fez questão de destacar que nunca apoiou o socialista. Ao mesmo tempo, relembrou a atuação de Miguel Arraes em defesa do projeto ferroviário e disse que pretende transformar a retomada da ferrovia em prioridade no Senado.
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