O pré-candidato a governador João Campos (PSB) afirmou, nesta sexta-feira (8), em Santa Cruz do Capibaribe, que participa das articulações para viabilizar a construção de um centro de convenções no Polo de Confecções do Agreste. Segundo ele, o projeto deverá contar com recursos federais e emendas parlamentares. O anúncio foi feito durante entrevista a uma rádio local, durante agenda no município.
De acordo com João Campos, o modelo de financiamento está sendo discutido junto ao Ministério da Micro e Pequena Empresa e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com apoio dos deputados Felipe Carreras e Diogo Moraes. “A gente conseguiu viabilizar dentro do Ministério da Micro e Pequena Empresa e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços um modelo para a construção de um centro de convenções”, afirmou. Durante a passagem pela cidade, o pré-candidato também visitou o Moda Center Santa Cruz e o Calçadão Miguel Arraes de Alencar, acompanhado de lideranças políticas da região.
A pouco mais de três meses de se completarem 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, um relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) afirma que o ex-presidente foi morto em 1976 pela ditadura, e não vítima de um acidente automobilístico, como concluído à época e repetido pela Comissão Nacional da Verdade.
Elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso da morte de JK na CEMDP, o texto está sendo examinado pelos demais conselheiros do colegiado e será votado no próximo encontro do grupo –uma reunião com esse propósito chegou a ser agendada para 24 de abril em São Paulo, mas foi adiada porque os integrantes pediram mais tempo para estudar o documento, que tem mais de 5.000 páginas, incluindo anexos. As informações são da Folha de S. Paulo.
O relatório deve ser aprovado pelos conselheiros da comissão, apurou a reportagem. Reviravolta num caso controverso há tanto tempo, a medida é significativa pelo fato de a CEMDP ser um órgão de Estado –instituído por lei em 1995, no governo Fernando Henrique Cardoso, atualmente tem apoio técnico-administrativo do Ministério dos Direitos Humanos.
Sua finalidade é reconhecer pessoas mortas ou desaparecidas em razão de atividades políticas de 1961 a 1988, buscar localizar seus corpos e emitir pareceres sobre os requerimentos feitos por seus familiares.
Revelada no ano passado pela Folha, a decisão de reexaminar o caso da morte de JK manteve acesa uma novela que mobiliza versões e inflama correntes políticas desde que o ex-presidente morreu, em 22 de agosto de 1976.
Naquele domingo, o Opala em que estava o político mineiro, conduzido por seu motorista e amigo Geraldo Ribeiro, foi atingido por uma carreta na via Dutra. Desgovernado, o veículo atravessou o canteiro central e invadiu a pista oposta, sendo destruído pela colisão. Ribeiro também morreu no desastre.
Diversas investigações buscaram elucidar por que o motorista perdeu o controle do Opala. As conduzidas pela ditadura concluíram que logo antes da batida o carro foi atingido por um ônibus da viação Cometa ao tentar ultrapassá-lo. Foi o mesmo veredito de uma comissão externa da Câmara dos Deputados em 2001 e da Comissão da Verdade em 2014. Por essa versão, tratou-se de um acidente.
Outras apurações concluíram que JK foi, na verdade, vítima de um atentado político, reunindo indícios de que não houve batida entre o Opala e o ônibus e de que o carro se desgovernou por alguma ação externa —sabotagem mecânica ou mesmo um tiro ou envenenamento do motorista.
Essa foi a conclusão das Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo —amparada por um grupo de trabalho com pesquisadores das universidades USP e Mackenzie— e de Minas Gerais e da Comissão Municipal da Verdade de São Paulo.
Conforme apurou a Folha, o relatório de Maria Cecília Adão vai nessa mesma linha e tem como referência também um inquérito civil conduzido pelo MPF (Ministério Público Federal) por seis anos, de 2013 a 2019 –concluído, portanto, depois do relatório final da Comissão da Verdade–, mas divulgado só em 2021, considerado a investigação mais completa sobre o tema.
O inquérito do MPF descartou que tenha havido choque entre o ônibus e o Opala, mas concluiu ser “impossível afirmar ou descartar” a hipótese de atentado, “vez que não há elementos materiais suficientes para apontar a causa do acidente ou que expliquem a perda do controle do automóvel”.
O procurador da República Paulo Sérgio Ferreira Filho escreveu que “houve falhas severas nas investigações realizadas pelo Estado brasileiro”. Cita entre elas os processos por homicídio culposo contra Josias Oliveira, o motorista do ônibus da Cometa que teria batido no Opala –ele terminou absolvido–, e a ausência, nas perícias médicas da época, de laudo toxicológico para substâncias distintas do álcool, para saber se pode ter havido intoxicação ou envenenamento de Geraldo Ribeiro.
Mas a “peça chave” para entender o que houve, que constitui a “maior contribuição que o (…) inquérito civil trouxe para o caso”, segundo o procurador Ferreira Filho, foi uma perícia conduzida pelo engenheiro Sergio Ejzenberg, especialista em transportes, convidado pelo MPF para examinar laudos feitos em 1976 e 1996 pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), do Rio —que embasaram a tese oficial de choque do ônibus no Opala– e preparar um novo estudo sobre o acidente.
O trabalho de Ejzenberg, que inclui vídeos em 3D simulando o desastre, demoliu tecnicamente os laudos anteriores e rejeitou a hipótese de que tenha havido uma colisão com o ônibus antes de o Opala se desgovernar. Segundo ele, as conclusões da Comissão da Verdade “se apoiaram em laudos imprestáveis do ICCE, sendo, portanto, conclusões equivocadas”.
O reexame do caso pela CEMDP não incluiu novas investigações. O relatório de Maria Cecília Adão compila todos os trabalhos pregressos –com ênfase no mais recente, o do MPF– e apresenta arcabouço jurídico para sustentar a tese de responsabilidade do Estado, calcada na teoria do “in dubio pro victima” (na dúvida, a favor da vítima), defendida por juristas como Gilberto Bercovici (professor titular de direito da USP) e o argentino Luis Moreno Ocampo (ex-procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional).
O relatório ressalta o contexto político da morte. Favorito nas eleições presidenciais que ocorreriam em 1965 caso não tivesse havido o golpe, JK votou em Castello Branco na eleição indireta no Congresso que tornou o general o primeiro presidente-ditador acreditando que os militares manteriam o pleito direto no ano seguinte. Pouco após o golpe, ainda em 1964, o mineiro, que era senador, teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por uma década.
JK foi um dos líderes da Frente Ampla, grupo de oposição à ditadura sufocado pelos militares. Apoiada pelos EUA, a Operação Condor, ação coordenada entre ditaduras do Cone Sul para perseguir opositores políticos, planejou eliminar lideranças políticas da região. Numa carta de Manuel Contreras (chefe da polícia secreta chilena e cabeça da Condor) a João Figueiredo, então chefe do SNI e futuro presidente-ditador, o nome de JK foi citado junto com o do diplomata e ativista chileno Orlando Letelier como ameaças à estabilidade dos governos da região. Letelier foi assassinado pela ditadura chilena num atentado em Washington em 1976.
Um paradigma a ser seguido no caso JK é o da estilista Zuzu Angel, cuja morte, num acidente de automóvel em 1976, a CEMDP trouxe evidências de ter sido de responsabilidade da repressão. No caso de Zuzu, um primeiro julgamento da comissão não reconheceu o pedido da família para que fosse considerada vítima do Estado, mas investigação posterior, com novos laudos e testemunhas, mudou o resultado, afirmando que o acidente foi na verdade um atentado.
Diferentemente de Zuzu, o possível reconhecimento de JK como vítima política não ensejará indenização financeira à sua família, porque a reabertura do caso ocorreu depois de expirados os prazos para requerimentos fixados pela lei que criou a comissão (tampouco houve pedidos da família nesse sentido). A reabertura do caso foi justificada com o argumento de esclarecimento da verdade histórica.
Ao concluir que JK teve uma morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro por perseguição política, o colegiado poderá aprovar também que sua certidão de óbito e a de Geraldo Ribeiro sejam retificadas para registrarem essa conclusão –como tem ocorrido há um ano e meio com dezenas de vítimas da ditadura a partir de um convênio entre a CEMDP e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Procurada, a relatora Maria Cecília Adão disse que não se manifestaria, por se tratar de tema ainda em deliberação pela comissão.
Entre os sete conselheiros, o relatório elaborado por ela deve ser aprovado com ao menos cinco votos: o dela própria e os de Diva Santana (familiares de mortos e desaparecidos), Natália Bonavides (Câmara dos Deputados), Vera Paiva (filha de Rubens Paiva, representante da sociedade civil) e da procuradora Eugênia Gonzaga (presidente do colegiado).
O representante do Ministério Público Federal, Ivan Marx, e o do Ministério da Defesa, Rafaelo Abritta, são desde o início os mais reticentes com a reabertura do caso. Procurados, não quiseram dar entrevista.
No ano passado, Abritta afirmou que reconhecer vítimas da ditadura sem embasamento jurídico sólido poderia causar o risco de mais tarde a ação ser contestada na Justiça. Uma crítica dele a um pedido da CEMDP para ter acesso a arquivos das Forças Armadas na ditadura provocou mal-estar no colegiado.
Nos bastidores, Abritta demonstrou receio de que, com a provável aprovação do relatório do caso JK, a comissão possa ser usada politicamente num ano eleitoral.
Abritta, porém, nem deve votar. Está de saída da comissão, para uma temporada acadêmica no exterior. O Ministério da Defesa já apontou o seu sucessor, Bruno Correia Cardoso, chefe de gabinete da Secretaria-Geral da pasta, que ainda não assumiu a função.
O Sindicato dos Gestores Governamentais de Pernambuco participou da retomada da Federação Nacional das Carreiras de Gestão de Políticas Públicas, em articulação com entidades representativas de diversos estados, do Distrito Federal e da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental. A iniciativa reúne carreiras ligadas à gestão pública em âmbito nacional.
Segundo as entidades envolvidas, a federação pretende atuar em pautas relacionadas à valorização dos servidores e ao fortalecimento técnico da administração pública. A proposta também prevê ações voltadas à modernização da gestão pública e à melhoria da execução de políticas públicas.
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou nesta sexta-feira (8) a Lei da Dosimetria, que será publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). O projeto de lei permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no julgamento da trama golpista.
O projeto foi inicialmente vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 8 de janeiro deste ano, exatamente no dia em que os ataques completaram três anos, mas, na última quinta-feira (30), a Câmara dos Deputados e o Senado votaram pela derrubada do veto.
Na Câmara, foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. No Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra.
Desde que o veto presidencial foi derrubado, Lula tinha 48 horas para promulgar o projeto de lei, mas optou por deixar essa ação para o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Para que o veto fosse derrubado, eram necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.
Pela Constituição, quando um veto presidencial é rejeitado pelo Legislativo, o texto é enviado ao chefe do Executivo, que tem 48 horas para promulgá-lo. Caso o presidente não o faça nesse prazo, o ato volta ao Congresso, e a competência passa sucessivamente ao presidente da casa e do Senado Federal e, persistindo a omissão, ao vice-presidente da Casa.
Segundo apuração do g1, Lula optou por não promulgar o PL da Dosimetria para “não ter sua digital” no projeto.
Diante da derrota da semana passada, a base do governo já anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou que pretende anunciar em breve a judicialização da medida.
Entre os argumentos avaliados está o fatiamento do veto integral pelo Congresso, considerado pelos governistas passível de questionamento jurídico.
Apesar da articulação, a avaliação dentro do Planalto é a de que o STF não deve se intrometer na disputa com o Legislativo e tende a manter a decisão dos parlamentares.
Manobra antes da votação
Antes da votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), adotou uma manobra para evitar conflito com outra lei em vigor.
Ele retirou da análise do Congresso um trecho do PL da Dosimetria por contrariar a chamada Lei Antifacção, que endureceu regras para progressão de regime.
Esse trecho retirado por Alcolumbre, na prática, facilitava a progressão de regime para condenados por crimes graves, como feminicídio e crimes hediondos.
A medida de Alcolumbre é incomum e funcionou como um “desmembramento” do veto do presidente Lula, que foi integral, isto é, a todo o projeto.
Dessa forma, ou seja, retirando uma parte, o Congresso poderia derrubar o veto de Lula ao PL da Dosimetra e, assim, manter o projeto, sem prejudicar o PL Antifacção no que tange a progressão de regime.
Como o veto de Lula foi integral, o normal seria votar o texto por completo. Mas para evitar que a derrubada reintroduzisse esse trecho mais brando, Alcolumbre declarou a “prejudicialidade” dessa parte — ou seja, ela foi retirada da votação.
Essa manobra não é comum, mas foi adotada para impedir mudanças nas regras aplicadas a condenados por crimes mais graves.
A Bandeirantes Mídia, do meu amigo Mauro Santos, ampliou a oferta de painéis de LED em Caruaru para atender à demanda publicitária do período junino. Os equipamentos estão instalados em pontos estratégicos da cidade, especialmente no entorno do Pátio de Eventos e de áreas de grande circulação durante o São João.
A empresa destaca que os espaços oferecem cobertura DOOH (Digital Out Of Home), modelo de mídia digital externa realizado por meio de telas eletrônicas e painéis de LED de alto brilho instalados em avenidas, fachadas e locais de grande fluxo, permitindo exibição dinâmica e atualização de anúncios em tempo real. A Bandeirantes também informou que dispõe de opções publicitárias em Campina Grande, na Paraíba.
A campanha comemorativa pelos 20 anos de fundação deste blog chegou às BRs de Pernambuco. Desta vez, em parceria com a Bandeirantes Outdoor, do meu amigo Mauro Santos, as peças começaram a ganhar espaços estratégicos ao longo da BR-232, principal corredor viário do Estado, ligando a Região Metropolitana ao Agreste.
Caruaru: em frente à Jacaúna Móveis
Os primeiros outdoors já podem ser vistos em Gravatá, no ponto localizado em frente ao Condomínio Champagne, sentido Caruaru; em Bezerros, em frente ao Posto Ipiranga, também no sentido Caruaru; em Pombos, na Serra das Russas, após o viaduto, sentido Gravatá (foto de capa); e em Caruaru, em frente à Jacaúna Móveis, no acesso ao município.
Gravatá: em frente ao Condomínio Champagne, sentido Caruaru
A campanha dos 20 anos do blog vem sendo espalhada por várias regiões de Pernambuco em parceria com empresas do setor de mídia exterior. As peças foram criadas pela agência RXZ, do meu amigo René Bensoussan, responsável também pela identidade visual comemorativa das duas décadas de funcionamento ininterrupto deste espaço, pioneiro no Nordeste e líder absoluto em acessos.
Bezerros: em frente ao Posto Ipiranga, também no sentido Caruaru
Estive presente no 9º Congresso Pernambucano de Municípios (Amupe) e pude comprovar pessoalmente o que todos comentavam nos corredores: o estande da Compre Asfalto foi, sem sombra de dúvida, o mais imponente e o mais visitado por prefeitos e gestores de todas as regiões do Estado. A estrutura não apenas chamava a atenção pela estética, mas se consolidou como o principal ponto de convergência para quem busca soluções reais em infraestrutura urbana.
O grande chamariz da marca nesta edição foi a robusta linha de equipamentos pesados. O mostruário, que incluía rolos compactadores e placas vibratórias, apresentou soluções práticas e de alta eficiência para resolver gargalos imediatos nas prefeituras, especialmente em operações de tapa-buraco e manutenção de vias. A aceitação entre os gestores foi massiva, reafirmando a Compre Asfalto como a grande referência do setor em Pernambuco.
Além da excelência tecnológica, a empresa reafirmou sua força como representante oficial dos produtos Buffalo, com um foco estratégico que interessa diretamente ao Erário: a locação de equipamentos para o poder público. É o casamento perfeito entre inovação, logística de ponta e economia, chegando para transformar a gestão de obras nos municípios pernambucanos.
Bolsonaristas ligados à governadora Raquel Lyra (PSD) tentaram tumultuar a agenda política cumprida pelo pré-candidato a governador João Campos (PSB), nesta sexta-feira (8), em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco. Aos gritos de “Raquel e Bolsonaro”, os apoiadores do ex-presidente ensaiaram empreender um clima hostil dentro do Moda Center Santa Cruz, mas perderam força diante de uma multidão que gritava “É João” e buscava abraçar e tirar fotos com o ex-prefeito do Recife.
A agenda foi cumprida ao lado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), do senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), do deputado Diogo Moraes (PSB) e de outras lideranças da região. Com forte apelo entre frequentadores e comerciantes, João percorreu, ao longo de uma hora e meia, as ruas do Moda Center e o Calçadão Miguel Arraes de Alencar, entregue na gestão do ex-governador Eduardo Campos.
Taquaritinga do Norte, no Agreste pernambucano, comemora no próximo domingo (10) os 139 anos de emancipação política com uma programação voltada ao esporte, lazer e atividades cívicas. O principal destaque será a 40ª Corrida Rústica Viva Taquaritinga, que deve reunir 600 atletas em um percurso de 7,6 quilômetros entre o Sítio Placas e a sede do município.
A concentração dos participantes está marcada para as 5h, em frente ao Hotel Fazenda, no Sítio Placas, com largada prevista para as 6h. A prova contará com cinco pontos de hidratação e cronometragem oficial da Pace Time Cronometragem Esportiva. Todos os inscritos receberão kit com camisa, numeral de peito e medalha de participação. A premiação contemplará categorias geral, local, PCD local e Master 60+, com troféus e premiação em dinheiro.
A programação segue a partir das 9h com manhã esportiva aberta ao público na área central da cidade, incluindo atividades recreativas como cabo de guerra, corrida do saco e pau de sebo. Às 15h, será realizado o tradicional desfile cívico pelas ruas centrais de Taquaritinga do Norte, com participação de escolas, instituições e moradores do município.
Na conveniência do posto Cruzeiro, em Arcoverde, o prazer de reencontrar, há pouco, o ex-prefeito de Cabrobó, Auricelio Torres, que adquiriu o meu livro Os Leões do Norte. Esta conveniência é o shopping de Arcoverde, como digo para minha Nayla.
É ponto de parada obrigatório para quem vem para o Sertão ou faz o percurso inverso para o Recife. Também se revelou como excelente exposição para o livro, batendo recorde de vendas.
Auricelio disse que vai ler e estimular a leitura da obra nas escolas de Cabrobó, município que geriu com muita eficiência de 2013 a 2016.
Faleceu nesta quinta-feira (8), aos 76 anos, Evalda Guerra de Albuquerque Rosendo, mãe do prefeito de Riacho das Almas, Dió Filho. Em nota de pesar, a Prefeitura destacou a atuação de Dra. Evalda na saúde pública do município, onde exerceu por 18 anos o cargo de secretária municipal de Saúde.
“Construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o serviço público e pela dedicação incansável à saúde de Riacho das Almas”, afirmou a gestão municipal. O velório será realizado hoje no Cemitério Parque dos Arcos, com sepultamento previsto para as 17h.
O requerimento de pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso para apurar o escândalo financeiro do Banco Master, de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), contou com a assinatura de 27 parlamentares do partido Progressistas (PP), presidido pelo senador Ciro Nogueira (PI). O líder partidário foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira, por suspeita de ter recebido “vantagens econômicas indevidas” ao atuar em favor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao todo, o documento, protocolado em fevereiro deste ano, conta com a assinatura de 281 parlamentares, dos quais 42 senadores e 239 deputados. O partido com o maior número de assinaturas (89) foi o PL, seguido por partidos do Centrão como União Brasil, PSD, PP, MDB e Republicanos. Parlamentares de 17 partidos deram apoio ao requerimento. No PT, houve apenas uma assinatura, do senador Fabiano Contarato (ES). As informações são do jornal O GLOBO.
O PP conta com 47 deputados e sete senadores. Após a formação da Federação “União Progressista”, em conjunto com o União Brasil, Ciro passou a comandar, ao lado de Antônio Rueda (União), a maior bancada da Câmara. Dois deputados que à época do requerimento eram do partido estão entre os que assinaram, apesar da migração para outras siglas em meio à janela partidária.
Saiba quem assinou:
Dep. Dilceu Sperafico (PP/PR);
Dep. Evair Vieira de Melo (ES) — durante a janela partidária, foi para o Republicanos;
Dep. Vermelho (PR) — durante a janela partidária, foi para o PL;
Dep. Allan Garcês (PP/MA);
Dep. Clarissa Tércio (PP/PE);
Dep. Delegado Fabio Costa (PP/AL);
Dep. Guilherme Derrite (PP/SP);
Dep. Ana Paula Leão (PP/MG);
Dep. Tião Medeiros (PP/PR);
Dep. Pedro Westphalen (PP/RS);
Dep. Vicentinho Júnior (PP/TO);
Dep. Pinheirinho (PP/MG);
Dep. Afonso Hamm (PP/RS);
Dep. Thiago de Joaldo (PP/SE);
Dep. Silvia Cristina (PP/RO);
Dep. Delegado Bruno Lima (PP/SP);
Dep. Dr. Luiz Ovando (PP/MS);
Dep. Toninho Wandscheer (PP/PR);
Dep. Ricardo Barros (PP/PR);
Dep. Covatti Filho (PP/RS);
Dep. Fausto Pinato (PP/SP);
Dep. Da Vitoria (PP/ES);
Dep. Mauricio Neves (PP/MG);
Sen. Luis Carlos Heinze (PP/RS);
Sen. Tereza Cristina (PP/MS);
Sen. Esperidião Amin (PP/SC);
Sen. Dr. Hiran (PP/RR)
O governo Lula não se posicionou oficialmente nem a favor nem contra a instalação de CPIs sobre o Master, embora o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), tenha dito nesta terça que a bancada assinaria os requerimentos de Rollemberg, que também já foram protocolados, e os pedidos de CPMI da deputada Heloísa Helena (PSOL-AL) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que não atingiram o número mínimo de assinaturas para serem protocolados.
Entenda a operação
Ciro Nogueira foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência e em empresas ligadas a ele. O irmão do senador também foi alvo. O primo de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro, foi preso durante a ação policial.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo STF. A Corte também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.
“A narrativa policial enfatiza que os elementos colhidos demonstrariam a existência de um arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade”, frisou Mendonça.
Em conversas privadas de 2024, extraídas do celular de Vorcaro pela PF, o ex-banqueiro celebrou uma emenda do parlamentar a um projeto que favorecia o Master. Àquela altura, Ciro justificou que “mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas, o que não o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”.
Na atual fase da Compliance Zero, como mostrou a coluna de Malu Gaspar, do GLOBO, Ciro teria recebido o texto de uma emenda parlamentar que beneficiaria os negócios de Vorcaro em arquivo enviado pelo próprio banqueiro. Mensagens obtidas pela PF mostram que, após enviar a chamada “emenda Master” para o escritório de Ciro, Vorcaro escreveu: “saiu exatamente como mandei”.
A sugestão de Ciro, que não foi contemplada em texto final do Congresso, sugeria elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante e também defendia que o fundo deixasse de ter gestão privada. Em um dos trechos das mensagens extraídas pela PF e obtidas pelo GLOBO em março deste ano, Vorcaro afirma que a proposta seria “uma bomba atômica” para o setor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve chegar ao Brasil nesta sexta-feira (8) após concluir sua agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em em Washington.
A reunião entre os presidentes durou aproximadamente três horas e aconteceu na Casa Branca, onde também almoçaram juntos. As informações são da CNN.
Após o encontro, o mandatário brasileiro concedeu entrevista e respondeu a perguntas de jornalistas brasileiros e estrangeiros. Lula disse, por exemplo, que não acredita que o presidente Donald Trump irá interferir nas eleições brasileiras.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou a emissários do governo o desejo de conversar pessoalmente com o presidente Lula (PT). A ideia é reconstruir pontes após a Casa impor ao petista uma derrota histórica na última semana, rejeitando a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A interlocutores Alcolumbre avisou que deseja encerrar o caso —nas palavras dele, “passar a régua” no episódio. Nessas conversas, o presidente do Senado sustenta que não trabalhou contra a indicação de Lula e que a rejeição foi resultado de uma insatisfação da Casa, cujo risco foi alertado por ele ao Planalto anteriormente. As informações são da Folha de S. Paulo.
O recado é que o parlamentar não quer prejudicar o governo e não vai trancar propostas ou pautar surpresas indigestas para o Executivo.
Até a derrota de Messias, Alcolumbre era visto como o presidente de uma Casa que deu pouca dor de cabeça a Lula. O tom dado pelo senador amapaense é que segue sendo do seu interesse jogar junto ao governo. A aliados do centrão ele havia comunicado que apenas procurava abrir um canal de interlocução com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista na eleição à Presidência, mas sem aderir à oposição.
Lula, por sua vez, também deixou claro que não deseja queimar pontes com Alcolumbre. Após a derrota na semana passada, disse “vida que segue” aos seus articuladores. Na terça-feira (5), o ministro José Mucio (Defesa) foi ao encontro do Senador para sentir a temperatura. Na quarta-feira (6), foi a vez do ministro José Guimarães (Relações Institucionais) almoçar com o chefe do Legislativo.
No Senado, Alcolumbre tem conversado com aliados de Lula, como o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), com quem esteve na manhã desta quinta-feira (7).
No rol de possibilidades aventadas no Planalto para melhorar o desempenho no Senado, está a troca de ocupantes de lideranças do governo na Casa. Aliados sugerem que Randolfe seja afastado por causa da sua proximidade com Alcolumbre, pela aliança no Amapá, e também porque o petista precisará se dedicar à reeleição no estado.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também é alvo de objeções. Alcolumbre rompeu relações com o petista durante o processo de indicação de Messias, e uma ala do governo aponta a impossibilidade de mantê-lo na liderança sem relação direta com o presidente da Casa.
O governo tem propostas importantes nas mãos de Alcolumbre. Estão para ser votadas no Senado as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) do Suas (Sistema Único de Assistência Social) e a da Segurança Pública. O projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos no Brasil, as chamadas “terras raras”, também aguarda análise dos senadores.
A prioridade legislativa do governo para a eleição, o fim da escala 6×1, também precisará passar pelo Senado. A PEC está na Câmara e deve ser votada até o final de maio. Ou seja, o Planalto precisará da boa vontade de Alcolumbre para aprová-la até junho, mês que naturalmente é mais conturbado pela intensificação da pré-campanha e pelo início da Copa do Mundo.
Apesar desses movimentos, a fase do relacionamento entre Alcolumbre e governo foi descrita como abrasiva por um ministro de Lula. E, mesmo com esse esforço mútuo de reaproximação, o envolvimento de líderes do centrão com o caso do Banco Master deverá ser explorado pelo PT na disputa presidencial.
Sobre a rejeição de Messias, por exemplo, a estratégia será reprisar que adversários de Lula se uniram a ministros do STF para impedir o avanço das investigações, prejudicando um evangélico.
A associação de bolsonaristas ao caso ameaça azedar a relação com dirigentes partidários investigados. Pivô do escândalo, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com Alcolumbre em 2025 na residência oficial do Senado, de acordo com diálogos dele com a ex-namorada Marta Graeff que estavam em um dos celulares apreendidos pela PF.
A Amprev (Amapá Previdência), gestora do regime próprio de previdência do estado, aplicou R$ 400 milhões em títulos de alto risco do banco. A instituição era comandada por Jocildo Silva Lemos, alvo da PF em fevereiro e afilhado político de Alcolumbre.
O Sextou de hoje, programa musical que ancoro nas sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, está imperdível! O entrevistado é o percursionista Sérgio Rosa, filho de Arnaldo Rosa, fundador do grupo de samba paulistano Demônios da Garoa, o mais antigo em atividades no Brasil, com 83 anos ininterruptos. Já entrou, inclusive, para o Livro dos Recordes.
Demônios da Garoa nasceu no bairro da Mooca, em São Paulo, em 1943, conservando influências de uma variedade de fontes culturais para construir suas próprias características. Sua história musical cresceu quando seus fundadores conheceram Adoniran Barbosa, um dos mais importantes compositores da MPB, durante as filmagens de ‘O Cangaçeiro’, em terras nordestinas. Em 1949, juntos, foram vistos como uma personificação dos movimentos socioculturais da época.
Entre os sucessos mais conhecidos estão: “Trem das Onze”, “Iracema”, “Saudosa Maloca”, “O Samba do Arnesto”, “As Mariposas”, “Tiro ao Álvaro”, “Ói Nóis Aqui Trá Veiz”, “Vila Esperança” e “Vai no Bexiga pra Ver”. O grupo já lançou mais de 70 discos, com mais de 30 milhões de cópias vendidas e, aproximadamente, 11 mil shows realizados.
A formação original tinha Arnaldo Rosa (vocal e ritmo), os irmãos Antônio e Benedito Espanha (que marcavam ritmo tocando tantã e afoxé), Waldemar Pezuol (no violão), Zezinho (no violão tenor) e Bruno Michelucci (no pandeiro). Hoje, o grupo é composto por Sérgio Rosa, filho de Arnaldo, Dedé Paraizo, Everson Pessoa e Ricardo Rosa (Ricardinho).
O Sextou vai ao ar na próxima sexta-feira, às 18h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
Operação da PF empurra escândalo do Master para a pré-campanha de Flávio
A ofensiva da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ontem, empurrou o escândalo do Banco Master para o centro da articulação política da oposição e atingiu em cheio a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, presidente nacional do PP e um dos principais operadores da federação União Progressista, Ciro passou a ocupar o núcleo político da investigação sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com integrantes do Congresso.
A operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atingiu uma aliança considerada estratégica pelo entorno de Flávio. Assessores do senador trabalhavam para aproximar o PL da federação formada por PP e União Brasil, movimento visto como essencial para ampliar tempo de televisão, fundo partidário e palanques estaduais em 2026.
A cautela ficou evidente na reação pública do próprio Flávio. Em nota divulgada após a operação, o senador evitou citar Ciro nominalmente e classificou as informações como “graves”. “Entendemos que fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal”, afirmou. O parlamentar também destacou a condução do caso pelo ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, interlocutores do PL passaram a recalcular o peso da aproximação com o Centrão. A avaliação é de que o episódio reforça resistências dentro do bolsonarismo mais ideológico à ampliação da influência de partidos como PP e União Brasil sobre a campanha presidencial. Ao mesmo tempo, um afastamento brusco é tratado como improvável, já que a federação continua sendo considerada decisiva para a montagem de alianças regionais.
A investigação da PF descreve Ciro Nogueira como “destinatário central” de vantagens pagas por Daniel Vorcaro. Segundo os investigadores, o senador recebia pagamentos mensais de R$ 300 mil — valor que, em alguns períodos, teria chegado a R$ 500 mil — além de hospedagens em hotéis de luxo, viagens internacionais, voos privados, restaurantes de alto padrão e outras despesas pessoais custeadas pelo banqueiro. Em abril, o salário líquido de Ciro no Senado foi de R$ 29 mil, valor inferior a 10% do que a PF aponta como repasses mensais ligados ao esquema. A defesa do parlamentar afirmou repudiar “qualquer ilação de ilicitude”.
Entre os elementos reunidos pela PF está uma emenda apresentada por Ciro Nogueira para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo a investigação, o texto foi elaborado dentro do Banco Master, encaminhado a Vorcaro e entregue em envelope destinado ao senador. A proposta ficou conhecida no Congresso como “emenda Master”. Mensagens apreendidas mostram o banqueiro comemorando a apresentação do texto: “Saiu exatamente como mandei”.
A PF também aponta que empresas ligadas ao senador e ao núcleo familiar de Vorcaro teriam sido utilizadas para movimentação e formalização de recursos investigados. Na decisão que autorizou a operação, André Mendonça cita indícios de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e continuidade delitiva. Os investigadores afirmam que a relação entre os dois “extrapola relações de mera amizade”.
O avanço da investigação alterou também o ambiente político em torno do próprio governo Lula (PT). Até então, parte do desgaste do caso Master vinha recaindo sobre o Planalto e sobre a proximidade entre integrantes do governo e ministros do STF, especialmente após a revelação de contratos ligados ao banco no entorno da Corte.
SERÁ? – Alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) já havia afirmado, em março, que renunciaria ao mandato caso surgisse “alguma denúncia comprovada” contra ele no caso Banco Master. A declaração foi dada durante agenda no Piauí, quando as revelações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro começavam a ganhar força. Ontem, Ciro foi alvo de buscas autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF.
Delação enfraquecida – O atual cenário na investigação do Banco Master é de resistência à proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro. Investigadores avaliam que o banqueiro ainda não entregou informações consideradas “produtivas” para o andamento do caso. A operação contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ontem, reforçou essa leitura dentro da investigação. A avaliação é de que a PF já avançou além do material oferecido até aqui pelo empresário. Para manter o status de colaborador, Vorcaro precisará apresentar novos elementos e provas mais robustas. Hoje, segundo fontes ligadas ao caso, a tendência predominante é pela rejeição da delação.
Tarifas na mesa – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que discutiu tarifas comerciais e minerais estratégicos com Donald Trump durante reunião de cerca de três horas na Casa Branca. Segundo Lula, os dois concordaram em criar um grupo de trabalho bilateral para tratar de impasses comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O petista disse que o tema das terras raras foi tratado como questão de soberania nacional e defendeu parcerias internacionais sem preferência por países específicos. PIX e classificação de facções criminosas como organizações terroristas, porém, ficaram fora da conversa. “A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania”, declarou Lula.
Sem interferência – Após encontro com Donald Trump, Lula afirmou não acreditar em interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. “Quem vota é o povo brasileiro”, disse, ao comentar a possibilidade de influência do republicano no cenário político nacional. Lula afirmou ainda que não considera adequada a participação de chefes de Estado estrangeiros em disputas eleitorais de outros países. Segundo o petista, Trump deve “se comportar como presidente dos EUA” e respeitar a soberania brasileira.
Química em dia – Donald Trump voltou a adotar tom cordial ao comentar o encontro Lula na Casa Branca. O republicano classificou a reunião como “muito boa” e chamou Lula de “um bom homem” e “um cara inteligente”. Em publicação nas redes sociais, Trump também descreveu o petista como “muito dinâmico” e afirmou que novas reuniões entre representantes dos dois países já estão previstas. Lula relatou que o encontro teve momentos de descontração e disse ter aconselhado o americano a sorrir mais. “Trump rindo é melhor do que de cara feia”, afirmou o presidente brasileiro.
CURTAS
Palanque segue em aberto – O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido está aberto a dialogar com a governadora Raquel Lyra (PSD) caso ela decida apoiar a reeleição de Lula em Pernambuco. Embora tenha reforçado que o “parceiro prioritário” da sigla no Estado é João Campos (PSB), Edinho evitou descartar a possibilidade de mais de um palanque para Lula em 2026. A declaração foi dada após reunião com João e encontro da executiva estadual petista, no Recife. “Se a governadora quiser apoiar o presidente Lula, nós estaremos abertos para ouvir”, afirmou.
Quebra-cabeça do Senado – A dificuldade de Raquel para fechar a chapa majoritária de 2026 segue travando definições no entorno do governo. Fernando Dueire (PSD), Miguel Coelho (União Brasil) e Túlio Gadêlha (PSD) disputam espaço em uma composição ainda sem rumo definido. Nos bastidores, aliados admitem que a demora reflete o desafio de montar uma chapa competitiva sem desagradar grupos que hoje convivem apenas por conveniência política. O Senado virou o principal foco de tensão dentro da base governista.
Jarbismo em campo – A recente reunião entre Raquel, o senador Fernando Dueire (PSD) e o ex-governador Jarbas Vasconcelos (MDB) reforçou a tentativa da gestora de se ancorar no chamado jarbismo para enfrentar João Campos na disputa de 2026. A articulação foi interpretada nos bastidores como busca por um capital político que ajude Raquel a construir uma narrativa eleitoral mais competitiva diante do socialista, que explora o legado do pai, o ex-governador Eduardo Campos, e já circula com chapa praticamente desenhada.
Perguntar não ofende: Se o PT já chama João de “parceiro prioritário”, o que sobra para Raquel?
Recebi, hoje, com muita honra e alegria, mais um título de Cidadão Honorário. Agora, sou bezerrense, filho adotado de Bezerros, a terra do carnaval dos Papangus, da maravilhosa Serra Negra, um dos pontos turísticos mais belos do Estado, que ajudei a propagar na mídia desde os anos 80, quando comecei no Diário de Pernambuco.
Já perdi as contas das adoções oficiais. Acho que passam de 80 municípios. São iniciativas em reconhecimento ao meu trabalho na Imprensa brasileira, com destaque para as defesas intransigentes dos interesses de Pernambuco.
Me considero um municipalista ardoroso. Charles Chaplin dizia que a vida é um assunto local. Ulysses Guimarães, o Senhor Diretas, ensinou que não existe político nacional. Todos se elegem nas suas aldeias e devem satisfação a este eleitorado, que dá a oportunidade do político local se projetar nacionalmente. Mas, com exceção do presidente da República, ninguém se elege com os votos do País, mas do eleitorado das suas aldeias.
Alguém há de perguntar o que fiz por Bezerros e mais de 80 municípios que me concederam a cidadania. Respondo apenas com uma frase: “É o reconhecimento ao meu jornalismo cidadão, em defesa daqueles que não têm voz, dos sem tribuna, dos injustiçados”.
Jornalismo cidadão é entregar para as novas gerações uma obra como ‘Os Leões do Norte’, compêndio histórico com o perfil de 22 governadores pernambucanos, alguns estadistas, como Agamenon Magalhães, que não serviu apenas a Pernambuco, mas ao Brasil.
Jornalismo cidadão é entregar uma obra como ‘O Nordeste que deu certo’, uma contribuição para mudar a imagem de uma região que cresce mais do que o Brasil, mas que continua sendo apontada como um problema e não uma solução para o País.
Jornalismo Cidadão é denunciar um regime de trabalho escravo nos grotões da seca, com o livro ‘Reféns da seca’. É trazer à luz ainda a correção do perfil de um grande brasileiro, Marco Maciel, que serviu sem se servir dos cargos, que, segundo Fernando Henrique Cardoso, era um homem extremamente devotado a vida pública, um vice-presidente da República que todo presidente gostaria de ter.