O sol abriu hoje com mais luz e intensidade. Tão forte e belo como minha Nayla, que hoje celebra a vida, mais um aninho de mulher ao sol, feita ao sol e no sol da sua caliente Sertânia. Minha Nayla nasceu assim, fulgurando todo o pólen da flor do mandacaru, cheiro de marmeleiro, doce mel de engenho.
Eu sempre repito Vinicius de Moraes para ela: mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas. E como se ama uma mulher? Com graça e leveza, a leveza do resto de uma nuvem. Fiel ao princípio e o fim dos seus desejos. Dando o máximo amor que se possa dar.
Nayla nasceu magna para o encontro com o Magno da sua vida. Por isso é magnânima, gigante na beleza, guerreira nas adversidades, fortaleza como mãe, rocha como filha do sol. É meu porto seguro. Um presente divino que valorizo todos os dias ao nascer do sol, ao florescer a luz da lua.
Nossa história tem sido escrita com risos, beijos e sonhos. Desde o dia que a conheci seus sinais me confundem da cabeça aos pés, mas por dentro a devoro. Tenho fome da sua boca, da tua voz, do seu sorriso lindo, enfim.
Há homens secos, insensíveis, ríspidos, que não sabem pôr poesia e romantismo nos relacionamentos. Coitadinhos! Podem me chamar de cafona, mas sou ainda dos últimos românticos, daqueles que ainda mandam flores. Mulher amada é ar que se respira, é entrega, é desejo. Ilumina a alma, é sol do dia. Tudo numa mulher é bonito. Só os idiotas não pensam assim.
Todos os dias amanheço mais apaixonado ainda por minha Nayla, o amor da minha vida. Enxergo nela a flor do gênesis da mulher. Quando a contemplo, assim penso: Somos todos frutos de um ventre acolhedor e do querer de uma mulher. O doce querer, o amor incondicional de uma mulher, o amor indescritível de mãe.
A celebração da mulher deve ser feita com todas as letras, como figura de amor incondicional, força e beleza plural. Quando estava distante da sua amada, Rubem Alves, meu cronista preferido, do alto das montanhas de Minas escrevia cartas de amor.
Cartas de amor são escritas não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel, escreveu ele. Que lindo! Rubem Alves nasceu, cresceu e morreu falando de amor, o sentimento mais profundo e importante da humanidade.
Sobre o encontro de almas gêmeas, escreveu: “A busca amorosa é a busca da pessoa que, se achada, irá completar a cena. Antes de te conhecer eu já te amava…. E então, inesperadamente, nos encontramos com rosto que já conhecíamos antes de o conhecer. E somos então possuídos pela certeza absoluta de haver encontrado o que procurávamos. A cena está completa. Estamos apaixonados”.
Para minha Nayla, que hoje faz um brinde ao lado da nossa família, sua mãe Ivete e suas duas amadas Marias – Beatriz e Heloisa – me despeço com o mesmo Rubem Alves: “Como a rosa que floresce porque floresce, eu te amo porque te amo”.