Hoje, o presidente da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) e vereador de Gravatá, Léo do Ar, oficializou sua pré-candidatura a deputado estadual pela Federação União Progressista. O anúncio ocorreu ao lado do presidente da federação, o deputado federal Eduardo da Fonte, e do vice-presidente do Partido Progressistas, o deputado federal Lula da Fonte.
Vereador mais votado de Gravatá por três eleições consecutivas e atual presidente da UVP, Léo do Ar reforça o compromisso de fortalecer o trabalho dos vereadores e vereadoras na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O deputado Eduardo da Fonte destacou a importância do nome de Léo do Ar para o fortalecimento do grupo político no estado. “Léo do Ar tem experiência, representatividade e compromisso com o municipalismo. Sua pré-candidatura fortalece a voz dos vereadores de Pernambuco”, afirmou.
A reunião realizada em 20 de março com o Secretário da Casa Civil abriu um caminho concreto para a solução dos passivos do Governo com o Fisco Estadual, especialmente a paridade remuneratória e a correta aplicação do teto constitucional.
Ficou demonstrado – e bem compreendido pelo Secretário – que a medida não gera impacto na conta única do Estado. Trata-se de providência de custo zero, uma vez que os recursos já existem no fundo próprio da Fazenda. Além disso, não há necessidade de projetos de lei, decretos ou qualquer desgaste político.
O encaminhamento depende apenas de uma determinação de Vossa Excelência ao Secretário da Fazenda e à Secretária de Administração para adoção dos procedimentos administrativos necessários.
Com essa decisão, o Governo encerra um impasse desgastante, sinaliza valorização da categoria responsável pela arrecadação estadual e fortalece o ambiente de cooperação institucional em favor do equilíbrio fiscal de Pernambuco.
O Sindifisco-PE reafirma sua disposição para contribuir com a construção dessa solução e para o avanço do diálogo institucional.
Um dos aspectos que mais encanta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Geraldo Alckmin, seu vice, é a sua discrição. Na avaliação de Lula, Alckmin nunca fala mais do que devia. O auxilia mantendo sempre o seu jeitão discreto de paulista do interior, de “Pinda”, como chama sua cidade, Pindamonhangaba.
Alckmin fechou-se em copas. Mesmo as pessoas próximas dele afirmam que não sabem o que ele irá fazer. Mas há outra característica de Alckmin que encanta Lula: a sua lealdade. O presidente comenta que não esperava que um antigo adversário pudesse se tornar aliado tão fiel. Somando, assim, as duas características, quem conhece Alckmin aposta que ele será mesmo candidato a senador em São Paulo.
A candidatura de Alckmin ao Senado é o desejo de Lula. Quem conhece Alckmin considera que seria muito difícil ele ficar na vice-presidência contrariando o presidente. De qualquer modo, a definição agora não irá demorar muito. O prazo de desincompatibilização termina no dia 4 de abril. Se Alckmin não deixar o governo, não poderá mais concorrer senão ao mesmo cargo de vice-presidente. Se ficar, é porque acertou isso com Lula.
De qualquer modo, a conversa agora “subiu ao andar de cima”: é entre Alckmin e Lula. Mas envolve também o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que será o candidato ao governo de São Paulo. Haddad foi para a disputa meio no sacrifício. Não era o que ele queria. Então, sua vontade no sentido de montar a chapa mais competitiva será levada em conta. Haddad chegou a declarar na sexta-feira (20) que seria “natural” que Alckmin permanecesse como vice de Lula. Mas Lula disse, porém, que Alckmin o ajudaria mais saindo para o Senado.
E a decisão também respeitaria a vontade de Alckmin: o que ele não queria era disputar o governo de novo. Ele nada disse em nenhum momento quanto ao Senado. Voltar a um governo onde já esteve duas vezes poderia parecer um passo para trás. Mas não o Senado, destino de vários ex-presidentes: Juscelino Kubistschek, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco…
Na pesquisa do Datafolha, no cenário onde Alckmin é testado como candidato, ele ficou ligeiramente à frente de Haddad. No cenário com Haddad, o ex-ministro tinha 30%. No cenário com Alckmin, ele fica com 31%. Na verdade, curiosamente num estado onde o favorito é de oposição, os nomes do governo vão bem.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (que deixou o MDB e ingressou no PSB), aparece com 25%. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), com 21%. O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), com 20%. E Guilherme Boulos (Psol), da Secretaria-Geral da Presidência, com 15%.
Somente depois é que vêm os primeiros nomes ligados à oposição, os deputados Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (PL), ambos com 13%. É mais um dado a apontar o provável destino de Alckmin: parece haver uma chance real de o governo conseguir eleger os dois senadores pelo estado de São Paulo.
Há uma outra cogitação sendo feita. Márcio França poderia sair também a governador, oferecendo a Lula dois palanques em São Paulo. No caso, ele faria uma campanha mais agressiva, preservando Haddad de ataques mais frontais ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Depois, no segundo turno, apoiaria Haddad.
O problema, nesse caso, é fazer a composição das duas chapas. Porque, então, Alckmin e Simone seriam candidatos na chapa de Márcio França, e não na de Haddad. Uma vez que Alckmin já é filiado ao PSB, mesmo partido de França, e o PSB também tornou-se o novo destino partidário de Simone Tebet.
Lula foi claro o tanto que pôde. Disse que a vaga de vice está “aberta”. Mas disse que é Alckmin que vai decidir o que fazer. Quem conhece Alckmin afirma que muito dificilmente ele correria o risco de ficar quatro anos como vice contrariando a vontade do presidente. E quem conhece Lula também duvida.
Na política, mudar de rumo faz parte do jogo. Mas em Petrolina, essa mudança chamou atenção pela velocidade. Após o afastamento do projeto de João Campos e do PSB, o grupo que está no poder na cidade anunciou apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). Do ponto de vista estratégico, a decisão é compreensível. Nenhum grupo político quer ficar isolado.
O que causa estranheza não é a aliança, mas a mudança repentina de discurso. Até poucos dias, o tom era de forte oposição. Havia críticas constantes ao abandono do Sertão, à insegurança, às estradas em más condições e aos problemas da Compesa. Essas críticas eram frequentes nas redes sociais e no rádio, sempre direcionadas de forma clara à governadora.
Agora, o discurso mudou completamente. A mesma gestão que era alvo de críticas passou a ser elogiada. A governadora passou a ser apresentada como presente, comprometida e eficiente. Mudar de posição é legítimo na política. O problema é agir como se o que foi dito antes não tivesse existido. Esse tipo de comportamento subestima a inteligência da população.
Como explicar uma mudança tão rápida sem afetar a própria credibilidade?
A política permite novos caminhos, mas exige respeito aos fatos. Tentar apagar o passado recente cria uma imagem de conveniência que não contribui para a confiança das pessoas. O apoio pode até trazer ganhos políticos, mas a incoerência no discurso enfraquece a credibilidade.
Para quem observa, a mensagem é clara: em poucos dias, o que era criticado passa a ser defendido. É justamente esse tipo de prática que afasta as pessoas da política. A política que defendemos precisa ser mais coerente, mais transparente e, acima de tudo, mais respeitosa com a população.
*Jornalista, vice-presidente do PL Mulher Pernambuco e presidente do PL Mulher Petrolina
O que deveria ser uma agenda positiva acabou se transformando em cobrança da população e más notícias para Raquel Lyra (PSD). Vídeo gravado hoje, durante a entrega da requalificação da UTI Adulto do Hospital Otávio de Freitas, no Recife, mostra a governadora ignorando o apelo de um paciente que se queixava da precariedade no atendimento na unidade. Raquel passou com uma comitiva de servidores comissionados sem parar para ouvir as sugestões de melhorias.
“A gente está precisando de remédio, Raquel. A gente está com um quadro de infecção aqui no hospital. Estou com um quadro de infecção. Eu preciso de remédio, Raquel. A gente está precisando de coisa aqui, Raquel. Por favor, Raquel. Venha na ala de trauma dar uma olhada, por favor. Faço esse pedido à senhora”, gritou um paciente, que aparece no vídeo com um dos braços enfaixado e é completamente ignorado pela governadora e pela secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.
Os apelos foram feitos enquanto a governadora saía de um terreno onde está sendo construída uma nova emergência anexa ao hospital. Em janeiro, a própria gestão de Raquel anunciou que a obra ficaria pronta em julho, mas hoje a governadora fechou a cara ao saber que o serviço atrasará em pleno ano eleitoral. “Não gostei, não. Eu quero subindo parede. Vai começar a subir quando?”, resmungou, obtendo a resposta de que a nova previsão de entrega é para setembro.
Em mensagem ao blog, o ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lossio (PSD), reiterou que se Miguel Coelho (UB) vier a ser senador na chapa da governadora, não terá o seu voto, mas isso não impedirá seu apoio à reeleição de Raquel.
“Aprendi com meu mestre da política, Osvaldo Coelho, que ter lado na política é ser coerente. Estou e permaneço como soldado na defesa da reeleição de Raquel Lyra. Para o Senado, farei minha opção baseado nesse mesmo princípio da coerência. Ainda acredito que o nome de Guilherme Coelho representa a melhor opção para representar o Sertão no Senado, sobretudo nesse momento em que a política exige ética e coerência”.
A Procuradoria Geral da República se manifestou, hoje, favorável à prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em virtude do estado de saúde. No parecer, a PGR argumentou que o ex-presidente demanda atenção constante e entende que “o ambiente familiar está apto para proporcionar”.
Na última sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu uma manifestação da PGR depois do envio de um laudo pericial médico do Hospital DF Star sobre a saúde de Bolsonaro. As informações são do portal Poder360.
“O que os autos estampam no momento é um quadro em que o atendimento do que é postulado pelo ex-Presidente encontra apoio no dever dos Poderes Públicos de preservação da integridade física e moral dos que estão sob a sua custódia, até como projeção concretizadora dos fundamentos estruturantes do Estado Democrático de Direito”, afirmou a PGR.
Segundo a PGR, a evolução clínica de Bolsonaro nos últimos dias recomenda uma flexibilização da prisão, para que ele possa ter um monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a domiciliar servirá para preservar a integridade física e moral de Bolsonaro.
Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral causada por aspiração. Segundo os laudos médicos, o ex-mandatário está com a saúde estável e apresenta melhoras no tratamento, mas, quando foi submetido ao hospital, apresentava quadro grave, incluindo bacteremia, presença de bactérias na corrente sanguínea, e queda acentuada na saturação de oxigênio, que chegou a 80%.
O plano do governo federal para reestruturar concessões aeroportuárias prevê a inclusão de aeroportos regionais em blocos atrelados a grandes terminais — entre eles, um pacote que contempla três aeroportos de Pernambuco: Araripina, Garanhuns e Serra Talhada–Santa Magalhães. Esses terminais serão incorporados ao contrato do Aeroporto de Guarulhos, dentro do programa de aviação regional, ampliando investimentos e estendendo o prazo de concessão.
Dentro desse modelo, os aeroportos de Brasília e Campinas (Viracopos) também serão leiloados em blocos, acompanhados de terminais regionais. Diferentemente do Aeroporto do Galeão, que terá licitação individual, a proposta busca tornar os ativos mais atrativos ao mercado ao combinar grandes hubs com aeroportos menores.
No caso de Brasília, o operador que vencer o leilão ficará responsável por dez aeroportos regionais, incluindo Alto Paraíso (GO), Barreiras (BA), Bonito (MS), Cáceres (MT), Dourados (MS), Juína (MT), Ponta Grossa (PR), São Miguel do Araguaia (GO), Tangará da Serra (MT) e Três Lagoas (MS). A previsão do governo é realizar o leilão após as eleições, no início de dezembro, com edital em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Já o aeroporto de Viracopos, em Campinas, que passou por recuperação judicial, terá sua concessão reestruturada com a inclusão de seis aeroportos regionais: Tarauacá (AC), Barcelos (AM), Itacoatiara (AM), Itaituba (PA), Parintins (AM) e Guanambi (BA). As negociações são conduzidas com apoio da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Além disso, está prevista para o próximo mês a assinatura de um aditivo contratual para o Aeroporto de Guarulhos, que incluirá 12 aeroportos regionais, entre eles os três pernambucanos. A concessionária aderiu ao programa “Ampliar”, e já teve o prazo de contrato estendido até novembro de 2033, podendo haver nova ampliação com a inclusão desses terminais.
Os aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos foram concedidos em 2012, durante o governo de Dilma Rousseff, com base em projeções de demanda que não se concretizaram. Para reequilibrar os contratos, o TCU mediou uma revisão que flexibiliza obrigações e ajusta investimentos à realidade do setor.
O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) cumpriu uma agenda política no interior de Pernambuco no último fim de semana, reforçando alianças e ampliando sua base para as eleições de 2026. Na sexta-feira (20), em Caruaru, ele prestigiou a filiação de Anderson Luiz ao PSD. Já no sábado (21), em Serra Talhada, marcou presença na filiação de Breno Araújo ao PT. Ambos são pré-candidatos a deputado estadual e devem fazer dobradinha com Fernando, fortalecendo o projeto político do parlamentar em duas regiões estratégicas: o Agreste e o Sertão.
Em Caruaru, Anderson Luiz, aliado do prefeito Rodrigo Pinheiro, foi destacado por Fernando como uma liderança em ascensão, com forte atuação popular e compromisso com políticas públicas. “É um jovem combativo, que sempre esteve ao lado do povo, junto ao prefeito Rodrigo Pinheiro, ajudando lideranças e quem mais precisa. Anderson nunca fez política pensando em eleição, mas em política pública. Hoje, Caruaru vê um filho da terra chegar ao partido da governadora, fortalecendo um grupo que trabalha junto das pessoas”, afirmou o deputado.
Já em Serra Talhada, principal polo do Sertão do Pajeú, Fernando reforçou sua ligação histórica com o município e destacou a força do grupo político liderado pela prefeita Márcia Conrado. “Venho aqui para reafirmar que estamos juntos, com um grupo forte, unido e que trabalha por Serra Talhada todos os dias. Breno chega para somar ainda mais a esse time liderado por Márcia, com compromisso e vontade de fazer mais pelo povo. Tenho orgulho de dizer que sou o deputado federal de Serra Talhada. Aqui é minha casa. Por Serra, pelo Sertão e por Pernambuco, seguimos firmes e ainda mais fortalecidos”, declarou.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu, ontem, novos prazos para que órgãos da administração pública e ministérios aperfeiçoem mecanismos de transparência e rastreabilidade para corrigir falhas na execução de emendas parlamentares. Segundo o ministro, ainda há fragilidades no modelo atual de acompanhamento desses recursos.
No despacho, Dino classificou o cenário como uma “inequívoca emergência institucional”, com destaque para a situação no Sistema Único de Saúde (SUS), onde, segundo ele, há necessidade de maior controle e transparência na aplicação das verbas. As informações são do portal G1.
Emendas parlamentares são verbas previstas no Orçamento da União e que são pagas pelo governo a deputados e senadores. Os parlamentares repassam os valores para obras em seus estados ou municípios.
O ministro destacou ainda a necessidade de correções estruturais em órgãos como o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Dino apontou ainda a existência de indícios de que as falhas de fiscalização permanecem “graves e reiteradas” na execução de emendas pelo Dnocs e pela Codevasf, citando problemas crônicos evidenciados por operações policiais
Entre as medidas determinadas para o Dnocs, que segundo o ministro vive um quadro de “anomalias, descontroles e vícios”, estão:
adoção de critérios técnicos objetivos para obras de pavimentação, evitando escolhas meramente políticas;
uso preferencial de “contratos de repasse” em vez de convênios, para fortalecer o controle financeiro e operacional;
uso de ferramentas de georreferenciamento e fotos para garantir a execução real das obras.
Para a Codevasf, o ministro fixou o prazo de 60 dias para a instauração de Tomadas de Contas Especiais (TCEs) para reaver valores pagos indevidamente.
Uma comitiva formada pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP), pela deputada Roberta Arraes (PP), pela superintendente do Hospital de Câncer do Sertão do Araripe (HCSA), Irmã Fátima, e pela Madre Superiora Geral, Irmã Luiza Mota, apresentou o projeto do primeiro hospital de câncer da região ao Frei Gilson. A bênção foi recebida durante a Vigília da Quaresma realizada na Arena de Pernambuco.
O HCSA está com a estrutura pronta para receber os equipamentos e deve iniciar os atendimentos de radioterapia ainda no primeiro semestre de 2026. Idealizado pela Irmã Fátima e pela deputada Roberta Arraes, o projeto conta com o apoio do deputado Eduardo da Fonte desde 2023. Ao todo, os parlamentares, junto com o deputado federal Lula da Fonte, destinaram R$ 10 milhões para a iniciativa.
“Receber a bênção do Frei Gilson, durante a Vigília da Quaresma, reforça a nossa missão de levar alívio aos pacientes do Sertão, que ainda percorrem mais de 700 quilômetros para realizar radioterapia. O sertanejo precisa de atendimento de qualidade próximo de casa. Esse avanço só é possível com a atuação dos deputados Roberta Arraes e Eduardo da Fonte, que estão conosco desde o início”, destacou a Irmã Fátima.
Além dos nomes de políticos e de outros personagens envolvidos no esquema, o ministro do STF André Mendonça quer que Daniel Vorcaro revele, na delação premiada, onde foi parar o dinheiro das fraudes financeiras do Banco Master.
Segundo fontes do Supremo, Mendonça considera imprescindível que Vorcaro aponte o paradeiro dos mais de R$ 50 bilhões, montante estimado do rombo que está sendo ressarcido aos investidores pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Mais do que descobrir o paradeiro do dinheiro, o ministro quer a devolução dos recursos. Mendonça estudou esse tema no doutorado. Sua tese foi intitulada “Sistema de Princípios para a Recuperação de Ativos Procedentes da Corrupção”.
O trabalho foi premiado em 2019 pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Ele foi fruto do diagnóstico prático feito pelo ministro quando atuou como diretor do Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa (DPP) da Procuradoria-Geral da União.
Nos primeiros depoimentos que prestou, Vorcaro não revelou onde estão os recursos. O banqueiro tem alegado que precisaria antes ter acesso à liquidação do Master, que está sendo conduzida por um liquidante nomeado pelo Banco Central (BC).
MONTANHAS DA JAQUEIRA – A Constituição de Cuba, de 2019, consagra o regime comunista e o sistema de partido único como cláusulas pétreas. A repressão também é clausula de pedra. A “longa manus” de Tramp, através do ministro Marco Rubio, vai assumir o que resta da ilha-presidio de Cuba libre.
Um pouco de história não faz mal a ninguém. A ditadura comunista vem da tomada de poder pelos guerrilheiros de Sierra Maestra em 1959. Fidel Castro, Raul Castro, Ernesto Guevara e Camilo Cienfuegos eram dos principais líderes da guerrilha. Eles lutavam contra a ditadura corrupta de Fulgencio Batista. Trocaram a ditadura por outra pior.
Naquela época os guerrilheiros tinham uma aura de libertários e depois entraram na onda do comunismo, pois era chique combater o “imperialismo ianque”. Não dava para imaginar que Fidel e o comparsa dele Ernesto Guevara eram psicopatas que usavam o manto da utopia comunista.
A tomada de poder de Cuba pelos guerrilheiros de Sierra Maestra aconteceu em meio à Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Os EUA deram bobeira e Cuba entregou-se aos braços dos comunistas. A então poderosa União Soviética passou a sustentar Cuba como sua amante teúda e manteúda. Nas décadas seguintes a pequena Ilha de Cuba, quase do tamanho de Pernambuco (110 mil km quadrados contra 98 mil km quadrados), tornou-se símbolo da resistência ao império capitalista.
O líder supremo de Cuba, aiatolá Fidel Castro, exercia os ofícios que mais lhe emocionava: comandar o fuzilamento de “contrarrevolucionários” no paredon e fazer discursos de quatro e até sete horas de duração. Eis a proeza de um psicopata. Está escrito, quem quiser pode consultar o Google. Estima-se o fuzilamento de mais de 3.500 contrarrevolucionários a mando do aiatolá Fidel.
O psicopata zero 2, o aventureiro argentino Ernesto Guevara, adorava fuzilar pequenos agricultores e “maricones”, os gays. A cada fuzilamento dava uns pulinhos e gritava: “Hay que fuzilar los maricones pero sem perder la ternura jamais”. Se não tivesse morrido nas selvas da Bolívia hoje seria apenas um traficante de cocaína das Farc.
Além de fazer discursos, botar a mão na massa para governar e adotar medidas administrativas, nem pensar. Cuba era governada ao deus-dará, movida pelos recursos fartos da URSS. O chamado ouro de Moscou servia até para financiar grupos rebeldes de esquerda na África e na América Latina. Quando o bloco soviético desmoronou e a fonte secou, em 1989, Cuba entrou na sua primeira grande crise.
O pseudo filósofo francês Jean Paul Sartre sofismou que o inferno são os outros. Logo a caterva vermelha proclamou que a culpa era do embargo americano. Falso. A decadência é inerente aos regimes comunistas. A Venezuela navegava num mar de petróleo e fracassou. A antiga Alemanha Oriental nunca sofreu embargo e faliu.
Valeu a pena a busca pela utopia igualitária nesses 60 anos? O líder supremo de Cuba, aiatolá Fidel Castro, e seus fantoches deixaram um legado de pobreza, repressão e fanatismo.
O senador Humberto Costa (PT), como se sabe, esnobou o lançamento da chapa majoritária de João Campos. Foi a ausência mais relevante. O presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, seguiu seus passos, como sempre. Veras é integrante do grupo do senador, a poderosa tendência petista CNB.
É justo reconhecer que o ato de sexta-feira, 20, foi atabalhoado. Anúncios em cima da hora, local sem nada a ver com as tradições do PSB, dúvidas sobre a presença de convidados e, pior de tudo, mudança de data. Só que nada disso impediu a participação de quem realmente tem compromisso com a candidatura do prefeito do Recife ao Governo de Pernambuco.
A explicação de Humberto para se ausentar não convenceria nem mesmo um presidente de grêmio estudantil. A senadora Teresa Leitão e o vice-presidente estadual do PT, Felipe Cury, do grupo político dela, estavam lá e são tão petistas e lulistas quanto o senador.
O disse-me-disse sobre a inédita atitude de Humberto tende a crescer. Passarinhos de diversas regiões do estado me contaram que o senador está fazendo o possível e o impossível para se compor com aliados político-eleitorais de Raquel Lyra para somar eleitores e compensar a perda de votos que acha que terá com Marília Arraes candidata ao Senado.
Em troca, faria corpo mole na campanha de João Campos. Por enquanto, são cantos de passarinhos, mas que são afinados, são. Já se pode acrescentar ao extenso e brilhante currículo político do senador Humberto Costa a hashtag #HumbertoQuinta-coluna? As línguas mais venenosas de Pernambuco, na direita e na esquerda, dirão que sim. As mais moderadas responderão que ainda é cedo.
Quinta-coluna, para quem ainda não sabe, foi a denominação dada a brasileiros que torciam e trabalhavam clandestinamente para a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Não quero com isso fazer qualquer comparação entre a atual disputa eleitoral e as barbaridades do conflito de 1939/1945. A explicação sobre o uso da expressão quinta-coluna é apenas um registro histórico.
É difícil acreditar que Humberto Costa esteja agindo assim, mas as raposas políticas sabem que em política tudo é possível. Quem diria, por exemplo, que um candidato com lugar garantido em uma disputa majoritária se ausentaria do lançamento da chapa?
SEM DEFINIÇÃO – Pelo menos até ontem, a governadora Raquel Lyra (PSD) não bateu o martelo com nenhum dos nomes especulados para entrar na disputa pelo Senado em sua chapa. É o que ouvi de um interlocutor bem próximo a ela. Raquel, segundo essa mesma fonte, vai aguardar o desfecho da federação partidária que agrega PP e União Brasil, cuja homologação está marcada para a próxima quinta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Reviravolta para Dudu – Se a homologação se concretizar de fato e o seu controle ficar nas mãos do deputado Eduardo da Fonte, o Dudu, como é mais conhecido, este poderá ser o candidato a senador, porque ressurge extremamente poderoso depois de perder cargos no Governo do Estado e não ser confirmado na chapa de João Campos (PSB) como era líquido e certo. A federação Progressista terá o maior fundo eleitoral, o maior tempo de propaganda no rádio e na TV e as maiores bancadas no Senado e na Câmara dos Deputados.
Sem romper o silêncio – A um confidente, Dudu da Fonte disse que não vai se manifestar sobre o momento tensionado que o Estado vive hoje em razão do afunilamento do tempo na montagem das chapas de Raquel e João. Aguardará a homologação da federação Progressista, que envolve disputa de poder entre ele e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, ele na condição de presidente estadual do PP e Coelho presidente estadual do União Brasil. A homologação sai, finalmente, na próxima quinta-feira.
Dueire em cima do muro – Pelo menos na lista que o site Poder360 divulgou, ontem, o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao STF (Supremo Tribunal Federal), Jorge Messias, só teria hoje o apoio declarado de 25 senadores, entre eles Humberto Costa e Teresa Leitão, de Pernambuco, Estado natal de Messias. Falta se manifestar o senador Fernando Dueire (MDB), substituto de Jarbas Vasconcelos na chamada Casa Alta. Messias precisa de pelo menos mais 16 votos para atingir os 41 necessários e ocupar a vaga aberta há 5 meses com a saída do ministro Roberto Barroso.
Lóssio no palanque de João – O ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PSD), já se antecipou: mesmo filiado ao partido da governadora Raquel Lyra e aliado no São Francisco, pode não apoiar a reeleição dela, em função da reaproximação da gestora com o grupo Coelho, liderado pelo ex-prefeito Miguel Coelho. Como não tem tradição de omissão, nem é adepto da Diana do pastoril, Lóssio abriu interlocução com o pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, para apoiá-lo em Petrolina e na região do São Francisco. “Não me junto aos Coelho nem que a vaca tussa”, adianta o ex-prefeito.
CURTAS
SOLIDEZ – O PSB, presidido nacionalmente pelo prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos, fortaleceu ainda mais os acordos com o PT ao filiar a senadora Simone Tebet na legenda socialista para disputar o Senado na chapa de Fernando Haddad, candidato do PT a governador. PT e PSB estão irmanados em 17 estados.
Tomé ministro – Espécie de ministro-adjunto de Sílvio Costa Filho na pasta de Portos e Aeroportos, o pernambucano Tomé França, remanescente do grupo do ex-senador Armando Monteiro, deve substituir Sílvio em 4 de abril, prazo que todo gestor candidato é obrigado a se afastar. Silvio é candidato à reeleição para a Câmara Federal.
PODCAST – Ex-governador do Paraná, ex-senador e ex-candidato à Presidência da República, Álvaro Dias, que também foi presidente do Podemos e hoje milita no MDB, é o meu convidado de amanhã do podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco e 165 emissoras no Nordeste. Em pauta, o cenário nacional e os escândalos do Master e INSS.
Perguntar não ofende: Se Humberto não está “entendido” com Raquel, por que então o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, se antecipou no anúncio de apoio à reeleição do senador?
Eu não devia ter mais de cinco anos quando sonhei, pela primeira vez, com a perda do meu pai. Era madrugada. O telefone tocava. Do outro lado, a notícia: um acidente de carro havia levado Painho. Acordei assustada — e o medo era tão real que fiz minha mãe ligar para ele naquela mesma hora, só para ouvir sua bênção atravessando a linha e me devolver o chão.
Cresci com esse fantasma. Um pressentimento infantil, insistente, que eu combatia com orações simples, daquelas que só as crianças sabem fazer — diretas, puras, urgentes. Eu pedia a Deus que aquele pesadelo nunca virasse verdade.
E havia razão no medo. Painho viveu décadas na estrada — entre palcos, cantorias, poeiras e noites sem fim. Entre um pé de parede no Ceará e outro na Paraíba, atravessou o tempo e o risco com a viola no peito.
Em 1997, o susto quase se concretizou. Painho estava em um acidente que levou Severino Ferreira, poeta do Rio Grande do Norte, que um ano antes havia cantado no meu batizado. Eu não guardo sua imagem — apenas o eco infinito dos versos que ficaram.
O medo ficou. Virou parte de mim. Um gatilho, uma oração automática, um pedido silencioso: que Deus não me tirasse meu pai. E, de algum modo, Ele não tirou.
Eu temia não crescer ao lado de Painho. Mas cresci. Por 25 anos, vivi um pai inteiro: presente, amoroso, intenso, vivo. Um pai de riso largo, de abraço certo, de palavra firme. Um pai que me deixou lembranças suficientes para sustentar uma vida inteira.
Mas há um dia: 22 de março de 2020. Um domingo que existe — mas não deveria. Naquele fim de tarde, falamos por vídeo por quase quarenta minutos. Lembro de tudo: de sugerir um filme, de contar meus planos, de ouvir os dele, de perceber — ainda que disfarçado — o medo do mundo que começava a se fechar.
Desligamos quase às 18h. Fui tomar banho. Quando saí, a vida já não era a mesma. Em menos de cinco minutos, sem estrada, sem madrugada, sem velocidade — Painho partiu. Descansou. Na sua terra, nos braços de Mainha, na semana de São José. Depois de ver a Serrinha chovida. Depois de pedir um copo de suco.
Há dias que o corpo vive, mas a memória recusa. Dos dias que se seguiram, quase não lembro. E talvez seja misericórdia. Porque não havia espaço para dor dentro de uma história tão cheia de amor. Aprendi, então, que pais não se vão. Pais permanecem. Viram raiz — mesmo quando já são semente.
Hoje, seis anos depois, encontro Painho de outras formas. Na saudade que às vezes me paralisa — e às vezes me levanta mais forte. Na coragem que me sustenta. Na voz que ainda escuto quando o mundo pesa dentro de mim.
Painho segue sendo o começo de tudo que eu sou. E eu sigo tentando fazer da minha história um final digno desse início. Ele me viu crescer, estudar, sonhar. Segurou minhas mãos nos primeiros versos, acreditou nos meus escritos, me ensinou — com firmeza e afeto — a ser quem sou. Foi pai, foi amigo: e hoje é saudade.
Me ensinou que falar bonito importa. Mas viver o que se diz importa mais.
Quando penso na maternidade, dói saber que ele não estará aqui para ver. Mas escrevo. Escrevo tudo que um dia quero contar aos meus filhos sobre o avô que eles não vão conhecer — e que, ainda assim, vai viver neles.
Às vezes, recebendo pessoas em casa, me pergunto o que Painho diria. E tento acolher com o mesmo coração com que o vi abraçar o mundo inteiro. Do lado de cá, ficou uma saudade serena, profunda, agridoce e cristalina. Ficou a presença de um pai que ainda me sustenta. Mas também ficou aquela menina de cinco anos — que sempre soube que perder o pai seria a maior dor da sua vida.
Obrigada por ter sido tanto, Painho. E por continuar sendo esse combustível inesgotável na locomotiva dos meus sonhos. Tua “menina mole” segue tentando ser corajosa, firme, decente e humana. E, se conseguir, será sempre pelo trabalho bonito que o senhor fez na alma dela.
Hoje, ouvi um baião seu que ainda não conhecia, com Hipólito Moura. E pensei: Eita nêgo cantador gigante Painho foi! Que matuto poeta, meu Deus! Obrigada por essa passagem breve e luminosa — como um cometa. Que atravessa rápido… mas ilumina para sempre. O senhor é a eternidade que nunca será pequena, é a saudade que não será pretérita. É o verso que sustenta o meu, o mote que eu ainda não soube pagar…
Te amo desde que me entendi por gente.
Continua sendo essa presença que me sustenta e esse amor que me faz melhor. O senhor nunca será sobre os finais de domingos sombrios, mas sobre a festa das suas chegadas em cada segunda feira!
A chegada do elenco principal da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém movimentou o Aeroporto Internacional do Recife neste domingo (22), marcando o início da temporada do espetáculo, considerado o maior teatro ao ar livre do mundo, com cerca de 100 mil m², muralhas, torres e vários palcos simultâneos que recriam cenários bíblicos.
Entre os artistas recebidos por fãs estavam Dudu Azevedo, que fará Jesus, Beth Goulart no papel de Maria, Marcelo Serrado como Pôncio Pilatos e Carlo Porto como Herodes. O grupo interagiu com o público, tirou fotos e demonstrou entusiasmo com a participação na montagem.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, os atores destacaram a expectativa para o espetáculo. “Que alegria”, afirmou Dudu Azevedo. Já Beth Goulart ressaltou que a encenação é “uma história que toca o coração de todos nós”. Marcelo Serrado classificou a experiência como “inesquecível”, enquanto Carlo Porto convidou o público: “Esperamos vocês no maior teatro a céu aberto do mundo”. Após a recepção, o elenco seguiu para Nova Jerusalém, no Agreste do Estado, onde inicia a rotina de ensaios. A estreia da temporada está marcada para o próximo sábado.