A Avenida Boa Viagem será mais uma vez espaço para manifestação de grupos de direita e de oposição ao governo federal. As mobilizações reivindicam a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Em razão dos escândalos envolvendo o Banco Master e o suposto envolvimento do ministro Dias Toffoli com o empresário dono do banco, Daniel Vorcaro, o nome do magistrado também aparece nas postagens das redes sociais que anunciam a manifestação.
Com o tema “Acorda, Brasil!”, o ato está marcado para iniciar às 14h e deve contar com a participação de diversos representantes da direita no estado. Na pauta estão pedidos de impeachment, prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), questionamentos a decisões recentes do STF, entre outros.
Análise
Para o cientista político Isaac Luna, as manifestações devem servir como termômetro eleitoral e têm relação direta com o cenário de pré-campanha presidencial. Segundo ele, caso haja adesão expressiva, o ato pode sinalizar força política e engajamento da militância.
“Eu acredito que essa movimentação tem a ver com o teste sobre a capacidade de mobilização das bases. Se consegue botar gente na rua agora, nesse momento, porque aí sim já é um patamar, já é um start para a campanha, ela já muda de patamar”, afirmou.
Na avaliação do especialista, manter e ampliar a polarização política no campo nacional é estratégico para a direita e para a esquerda. Pautas como o impeachment e ataques a ministros do STF são ingredientes para acirrar o ambiente político, de acordo com Luna.
“A própria ideia do impeachment é sempre uma ideia que polariza muito. Colocar Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no mesmo balaio com Lula é justamente para dizer quem são os adversários desse grupo político que está se mobilizando para ir às ruas protestar”, disse.
Além de manter em evidência os dois principais opositores entre si, a tática evita o crescimento de uma terceira via do centro ou centro-direita.
STF
A escolha da mais alta corte jurídica do país como alvo não é exclusividade da direita brasileira, conforme continuou explicando o cientista político. De acordo com ele, as supremas cortes do mundo todo são atacadas pela extrema-direita por serem contramajoritárias, e não guiarem suas decisões pela opinião pública.
“O STF decide olhando para a Constituição e os políticos populistas elaboram narrativas que confirmem o que as pessoas já pensam. É o que a ciência política chama de viés de confirmação”, pontuou.
O cientista político enxerga que partir para o embate com a corte pode ser vantajoso do ponto de vista eleitoral para os membros desse grupo, pelo fato de a atuação da instituição estar presa aos limites institucionais. Isaac Luna alerta, no entanto, que os ataques podem trazer implicações na institucionalidade.
“O TSE e o STF são as duas instituições que garantem juridicamente a validade das eleições e as regras do jogo eleitoral e do jogo político. Então, claro que sempre envolve aí uma margem de risco de eleger o STF como inimigo prioritário”, disse.
Se fosse uma série, a história da venda dos estúdios Warner Bros Discovery teria chegado essa semana ao que parece ser sua derradeira temporada.
O enredo iniciado há seis meses mistura cem anos de produção audiovisual norte-americana em disputa por dois enormes conglomerados de mídia — a Paramount/Skydance e a Netflix — que se lançaram a jogadas hostis e públicas de competição comercial bilionária sob os olhos — e o jugo — do chefe da Casa Branca, Donald Trump.
A Warner entrou em crise há mais de cinco anos, depois de uma série de fusões e negócios mal sucedidos que levaram a companhia (que inclui CNN e HBO) a uma dívida estimada em cerca de US$ 30 bilhões. A venda do grupo se tornou um caminho óbvio.
No segundo semestre de 2025, Paramount e Netflix se apresentaram como interessadas e iniciaram uma batalha pública pela compra.
Até que, em dezembro passado, a gigante do streaming Netflix parecia ter vencido a parada, quando ofereceu US$ 27,75 por ação da Warner, em um acordo de US$ 83 bilhões — dos quais estavam excluídos os canais de TV CNN e Discovery.
Mas a Paramount não desistiu da contenda, como é comum nesses casos, e lançou o chamado “hostile bid”, uma tentativa de interceptar o negócio entre Netflix e Warner e forçar um voto de desconfiança dos acionistas da empresa contra o comando de administradores da Warner.
A última cartada neste sentido veio no último dia 24 de fevereiro, quando a Paramount ofereceu US$ 31 por ação da Warner (contra os US$ 30 de uma oferta anterior), em um montante de US$ 110 bilhões que incluiria também a aquisição da rede de TV CNN.
O interesse de Trump
Debate na CNN entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump e Joe Biden. Imagem: Foto: Divulgação CNN
Um dos canais de notícias mais populares do país, a CNN costuma adotar tom questionador em relação à gestão de Donald Trump. Repórteres da emissora são alvos frequentes de comentários críticos e ácidos do mandatário norte-americano.
“Você é péssima, é a pior repórter. Não é de se admirar que a CNN não tem audiência, por causa de pessoas como você”, disse Trump sobre a correspondente da Casa Branca da CNN, Kaitlan Collins, a quem também acusou de “nunca sorrir”.
Em qualquer fusão deste tamanho, o Departamento de Justiça dos EUA precisa dar seu aval. Mas o interesse da gestão Trump no assunto vai muito além dos aspectos regulatórios de competição e anti-trust.
Em setembro do ano passado, durante um vôo no Air Force One, Trump chegou a dizer que de todo o material televisionado no país, “97% é contra mim”. E em dezembro, disse que ia interferir na disputa pela Warner e que “a CNN tem quem ser vendida”, em um comportamento revelador de investidas que têm feito em relação à imprensa.
De um dos lados da disputa está um dos maiores aliados de Trump neste segundo mandato: o atual CEO da Paramount, David Ellison. Ele é filho do bilionário fundador da empresa de software Oracle, Larry Ellison, o sexto homem mais rico do mundo, e apoiador do republicano. Ellison esteve envolvido em vários casos recentes que passaram pelo crivo do governo americano, como a tomada de controle do braço americano da rede social Tiktok nos EUA, com seus mais de 200 milhões de usuários no país.
Desde a recente chegada dos Ellison à Paramount, que controla a rede de TV CBS e a MTV, a rede, conhecida por seu jornalismo imparcial e inquisidor, vem tomando uma série de decisões que levantam questões sobre sua independência editorial e que agradaram a Casa Branca.
Em julho, a empresa concordou em indenizar Trump em US$ 16 milhões em um acordo judicial num processo no qual o presidente acusava a TV de ter beneficiado a democrata Kamala Harris na edição de uma entrevista para o jornal 60 Minutes, durante a eleição de 2024.
O acerto, visto como uma confissão de parcialidade por alguns, enfureceu muitos dos profissionais da CBS que acreditavam ter condição de ganhar o caso.
Há duas semanas, um novo golpe no programa foi a saída de seu âncora, Anderson Cooper, insatisfeito com interferências da direção da CBS em seu trabalho.
Sob comando da executiva conservadora Bari Weiss, a CBS anunciou o fim de um de seus produtos de maior repercussão, o talk show político noturno de Stephen Colbert, o Late Show. Oficialmente, a justificativa para o fim do programa, que costuma ser mordaz nas críticas a Trump, foi orçamentária.
Mas, na semana passada, em uma decisão sem precedentes, a CBS proibiu Colbert de levar ao ar uma entrevista com o candidato democrata ao Senado James Talarico.
Em novembro, o Congresso dos EUA será renovado em eleições de meio de mandato e Trump está sob risco de perder a maioria que detém nas duas casas legislativas.
O Texas será um dos campos desta batalha eleitoral. Colbert afirmou que a censura sobre a entrevista veio do jurídico da CBS, preocupado com regulações recém lançadas pelo FCC, a Comissão Federal de Comunicações, atualmente sob comando do trumpista Brendan Carr.
Carr tem usado ameaças indiretas para influenciar a programação televisiva do país. No caso mais visível, em setembro passado, a rede de TV ABC suspendeu temporariamente o programa do apresentador Jimmy Kimmel após comentários dele sobre a morte do ativista de direita Charlie Kirk que enfureceram Trump.
Na ocasião, Carr, cujo órgão tem poder de conceder ou cassar licença às redes de TV e de aprovar fusões e outros negócios entre elas, sugeriu a um podcast consevador que, caso a ABC não punisse Kimmel, poderia ter problemas. “Podemos fazer isso da maneira fácil ou da maneira difícil”, disse Carr ao “Benny Show”, um podcast conservador.
Nas últimas semanas, Trump tentou se distanciar da disputa pela Warner, dizendo que a arbitragem caberia ao Departamento de Justiça, sob ordens de sua subordinada, a procuradora-geral, Pam Bondi.
Fontes no Departamento de Justiça que atuam diretamente na divisão de fusões dizem, porém, que a pressão para aprovar os negócios dos aliados de Trump é suficientemente forte para forçar até mesmo a saída de funcionários trumpistas que se oponham, com argumentos técnicos, a fusões que interessam ao presidente.
Isso teria acontecido em ao menos três ocasiões no ano passado, de acordo com um dos integrantes DoJ ouvido por mim sob a condição de anonimato.
Há alguns dias, em entrevista à BBC Radio 4, Ted Sarandos, diretor-executivo da Netflix, tentou se dizer convencido de que “este é um acordo comercial. Não é um acordo político”.
Anteontem (26), porém, diante da pressão enorme da Paramount, Tarandos foi à Casa Branca tentar convencer Bondi e a chefe de gabinete de Trump, Susie Willes, de que a aquisição da Warner pela Netflix seria do agrado de Trump.
Falhou no intento, segundo revelou o jornal NYPost. Sob pressão da Casa Branca para retirar de seu conselho uma ex-integrante do governo Obama, Tarandos teria ouvido dos assessores de Trump que sua empresa teria um caminho difícil pela frente junto à administração se seguisse com os negócios.
A senadora democrata Elizabeth Warren foi ao X traduzir um questionamento que tem sido feito dentro da própria CNN, e foi replicado em uma reportagem da rede sobre a negociação da qual é parte. “O que os assessores de Trump disseram ao CEO da Netflix hoje na Casa Branca?”, perguntou Warren em uma publicação no X, afirmando que “parece capitalismo de compadrio, com o presidente corrompendo o processo de fusão em favor da família bilionária Ellison”.
No fim daquele mesmo dia, a Netflix anunciou que não escalaria sua oferta de compra para seguir no leilão pela Warner e que, portanto, a Paramount (e a família Ellison, aliada de Trump), teria caminho aberto para assumir estúdios e seus canais de TV, incluindo a CNN.
O que acontecerá com a CNN segue sendo dúvida, mas a história recente da CBS pode dar alguns spoilers.
O ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28), deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho.
Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. As informações são do portal g1.
De acordo com Israel, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque, mas os resultados da ação ainda não estão claros. O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação. O governo americano afirmou ainda que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”.
O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, informou a agência estatal iraniana Tasnim.
Mais cedo, fontes disseram à agência Reuters que Ali Khamenei não está em Teerã. Não há detalhes sobre seu paradeiro. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o presidente está em segurança.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o objetivo do ataque é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças. Militares dos EUA afirmam que ação pode durar dias. O Pentágono classificou a operação como “fúria épica”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação é para “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã”. Netanyahu afirmou que a ação “criará condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino”.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país é alvo de uma “agressão militar criminosa” que coloca em risco a paz mundial e pediu providências da ONU. “Neste momento, o povo do Irã orgulha-se de ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra. Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo. Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza”, diz a nota.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na manhã deste sábado no Aeroporto Presidente Itamar Franco, em Goianá, na Zona da Mata, para acompanhar de perto os estragos provocados pelas fortes chuvas que atingiram a região ao longo da semana.
Depois da chegada, Lula seguiu para Ubá, um dos municípios mais afetados pelas enchentes. Na cidade, seis pessoas morreram em decorrência dos temporais e duas ainda estão desaparecidas, segundo informações das autoridades locais. As informações são do portal Metrópoles.
O presidente visitou pontos atingidos, conversou com o prefeito e com moradores que tiveram casas invadidas pela água, ouviu relatos sobre as perdas e prestou solidariedade às famílias.
A visita também foi marcada por reações divididas. Além de apoiadores, parte do público presente vaiou o presidente durante a agenda. A passagem ocorreu sob forte esquema de segurança e com a presença de lideranças políticas da região.
Por volta de 12h, Lula já estava a bordo de um helicóptero para sobrevoar Juiz de Fora, com o objetivo de observar as áreas mais impactadas por alagamentos e deslizamentos. O município já registra 69 mortes confirmadas em decorrência das chuvas, e uma criança de nove anos segue desaparecida, de acordo com as autoridades.
A agenda do presidente continua ao longo da tarde. Às 16h, ele participa de uma reunião na Prefeitura de Juiz de Fora com lideranças de Ubá, Juiz de Fora e Matias Barbosa, para discutir medidas emergenciais, apoio às vítimas e estratégias de reconstrução nas cidades afetadas pelas chuvas na Zona da Mata.
Ataques de Israel teriam resultado na morte do ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour. Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã na madrugada deste sábado (28), após semanas de tensão.
A confirmação do ataque ocorrido na madrugada deste sábado foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Os mísseis foram lançados “para eliminar ameaças”, segundo Katz.
Segundo informações da agência de notícias internacionais Reuters, duas fontes familiarizadas com as operações militares de Israel e uma fonte regional confirmou a morte das autoridades.
Negociações com o Irã
As negociações entre os EUA e o Irã sobre o programa nuclear iraniano terminaram sem conclusões ontem. Uma nova reunião ficou marcada para a próxima semana. Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que “não estava feliz” com o progresso das negociações.
“Temos uma grande decisão a tomar, que não é fácil. Eu preferiria resolvê-la de forma pacífica, mas quero dizer que essas pessoas são muito perigosas e difíceis”, disse.
Retirada em Israel
O Departamento de Estado autorizou, ontem, a saída de funcionários não essenciais do governo norte-americano e de seus familiares da missão dos EUA em Israel, citando riscos crescentes de segurança diante do aumento das tensões regionais envolvendo o Irã.
Em comunicado atualizado pela embaixada em Jerusalém, o governo informou que a medida foi adotada “devido a riscos de segurança” e que novas restrições podem ser impostas sem aviso prévio em áreas como a Cidade Velha de Jerusalém e a Cisjordânia.
A recomendação também orienta que cidadãos considerem deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis — um indicativo de que Washington trabalha com cenários de deterioração rápida do ambiente de segurança.
A partir da próxima segunda-feira, volto a percorrer o Estado para cumprir uma agenda de retomada de lançamentos do meu livro “Os Leões do Norte”, pela editora Eu Escrevo. A obra traz as minibiografias de 22 governadores de Pernambuco, um século de história.
A maratona começa por Agrestina, às 14h, na Escola Municipal Leonila de Souza Ribeiro, com uma palestra minha direcionada a estudantes, professores, vereadores, secretários municipais e o prefeito Josué Mendes (PSB), que está dando total apoio ao evento.
Ao longo da semana, passarei ainda pelos municípios de Altinho, Camocim de São Félix, Panelas, Cupira, Passira e Cumaru. Em todos esses municípios, o evento é direcionado aos alunos e professores da rede municipal de ensino, porque meu objetivo é levar a obra a todas as escolas do Estado.
No ano passado, percorri 56 municípios com essa missão em várias regiões do Estado. “Os Leões do Norte” é um livro de história e de pesquisa, um resgate do legado de um século de gestão estadual com 22 governadores. Despertou tamanho interesse que aparece entre os livros mais vendidos nas livrarias do Recife, como a Livraria Leitura, do RioMar.
“Os Leões do Norte” é resultado de uma extensa pesquisa jornalística e historiográfica, envolvendo 22 minibiografias de ex-governadores de Pernambuco, que exerceram mandatos entre 1930 e 2022. Trata-se de uma contribuição essencial para a preservação da memória política e institucional do Estado, destacando o papel de Pernambuco como berço de lideranças que marcaram a história nacional.
O livro ainda conta com design gráfico, capa e caricaturas de Samuca Andrade, além de ilustrações de Greg. “Os Leões do Norte” homenageia os líderes que ocuparam o Palácio do Campo das Princesas e também promove o debate sobre seus legados, suas contradições e o impacto de suas gestões.
Um ataque atribuído a Israel deixou 57 alunas mortas neste sábado (28) em uma escola em Minab, na província iraniana de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias iraniana IRNA.
O governador do condado, Mohammad Radmehr, disse à IRNA que outros 60 estudantes ficaram feridos — 53 deles ainda estão sob escombros. Radmehr acrescentou que os trabalhos de resgate estão em andamento. As informações são do portal g1.
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado. Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.
Israel afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque, mas os resultados da ação ainda não estão claros, segundo informações da agência Reuters.
Mais cedo, fontes disseram à Reuters que Ali Khamenei não está em Teerã. Não há detalhes sobre seu paradeiro. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança.
A Prefeitura de Serra Talhada recebeu cerca de R$ 687 mil da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), referentes ao Ciclo 2 da iniciativa, para investimento direto em ações culturais no município. O repasse se soma aos recursos quase inteiramente executados no Ciclo 1, quando aproximadamente R$ 600 mil foram aplicados em projetos culturais por meio de editais públicos.
“Estamos falando de investimento em cultura numa terra tão forte, que tem a cultura como um dom. Esse recurso reforça nosso compromisso com os fazedores e fazedoras de cultura de Serra Talhada e dialoga com o olhar sensível do presidente Lula para a valorização da cultura em todo o país”, afirmou a prefeita Márcia Conrado.
A partir de agora, para acessar o recurso, os fazedores de cultura devem prestar atenção às próximas etapas: lançamento dos editais, inscrição e seleção das iniciativas. Para o novo ciclo, o Conselho Municipal de Cultura e a Fundação Cultural de Serra Talhada trabalham com a expectativa de priorizar projetos de continuidade, já que muitos não tinham manutenção. De acordo com as regras da PNAB, os projetos contemplados devem ser gratuitos, realizados em espaços abertos e sem cobrança de ingressos.
O diretor Dennis Carvalho morreu neste sábado (28), aos 78 anos. A informação da morte foi confirmada pela assessoria do Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, onde ele estava internado. A causa da morte não foi revelada. Dennis foi casado seis vezes e teve quatro filhos.
“O Hospital Copa Star confirma com pesar o falecimento de Dennis de Carvalho neste sábado e se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”. As informações são do portal Metrópoles.
Carvalho entrou na Globo em 1975, para a primeira versão de Roque Santeiro, de Dias Gomes. A partir daí, atuou e dirigiu várias obras, como Vale Tudo (1988), O Dono do Mundo (1991), Celebridade (2003), Lado a Lado (2012) e Babilônia (2015).
Dennis estreou na TV em 1964, levado pela mãe, a dona de casa Djanira Carvalho, à TV Paulista para fazer teste para a novela Oliver Twist, baseada na história de Mark Twain.
“A novela era ao vivo, não havia VT. Era fascinante ver o empenho das pessoas, fazendo televisão com as mínimas condições possíveis. Foi uma experiência muito bacana”, disse o ator na época, de acordo com o Memória Globo.
Da novela, trabalhou com dublagem. No teatro, pisou num palco pela primeira vez em Hair.
Como diretor, Dennis Carvalho se destacou. Ele dirigiu Selva de Pedra (1972), Roda de Fogo (1986), Fera Ferida (1993), e Celebridade (2003) entre outros sucessos.
A lista dos trabalhos que trazem a assinatura de Dennis Carvalho é extensa. Além das novelas Desejos de Mulher (2002), Paraíso Tropical (2007), Lado a Lado (2012) e Sangue Bom (2013), inclui ainda programas como Sai de Baixo e Globo de Ouro; as minisséries A, E, I, O… Urca (1990), Labirinto (1998), JK (2006), Dalva e Herivelto, Uma Canção de Amor (2010); e os seriados Amizade Colorida (1981) e A Justiceira (1997).
O governo brasileiro condenou o ataque realizado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28). Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) expressou grave preocupação diante da situação. “Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”.
Segundo a pasta, o Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil. As informações são do portal Metrópoles.
“As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados”, disse o texto.
Além disso, o governo recomendou que os brasileiros na região estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais e afirmou que o embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança.
A Rodovia AL-225, próximo a ponte no Rio São Francisco que faz divisa entre os municípios de Canindé de São Francisco (SE) e Piranhas (AL), rompeu após fortes chuvas que atingiram a região. A informação foi divulgada neste sábado (28), pela Defesa Civil do município de Canindé de São Francisco.
Segundo a Defesa Civil de Canindé, o tráfego de veículos entre os municípios está totalmente interditado. Vídeos gravados por agentes do órgão mostram uma cratera na via. Um carro foi arrastado pela correnteza, mas não há informações sobre feridos. As informações são do portal g1.
Já a Defesa Civil do Estado de Sergipe informou que equipes estão em deslocamento para o local. O Corpo de Bombeiros de Sergipe também está atendendo à ocorrência.
Ontem, a prefeitura de Canindé de São Francisco publicou nas redes sociais oficiais que, devido aos danos causados pelas fortes chuvas na região, o retorno das aulas em algumas escolas municipais foi adiado. Além disso, um evento festivo de carnaval que ocorreria hoje no município foi cancelado por conta das chuvas.
Também circulam nas redes sociais imagens registradas na noite de ontem, em Piranhas, que mostram pontos como o centro histórico sob forte inundação, atingidos por uma enxurrada intensa.
Especialista em matérias econômicas, patrono da reforma tributária, o deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) não conseguiu emplacar a reeleição em 2022, depois de oito mandatos federais. Mas voltou ao Congresso em maio de 2023 como suplente do deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR), cassado por “fraude” à Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do cargo de procurador da República enquanto enfrentava processos internos no Ministério Público Federal (MPF).
Hauly é o meu convidado para o podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco e transmissão para 165 emissoras do Nordeste, da próxima terça-feira. Economista, no Paraná o deputado foi prefeito da sua cidade natal e secretário de Fazenda por duas vezes. Ainda que sem mandato, Hauly não se distanciou das articulações no Congresso Nacional e esteve diversas vezes no Legislativo em debates sobre a reforma tributária.
Em 2019, ele foi idealizador da proposta que defende a aprovação da reforma tributária. O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) comemora a vigência da reforma tributária. Segundo o parlamentar, o modelo trará ao país um sistema eficiente e liberal, solucionando os problemas decorrentes do consumo.
A reforma tributária sobre o consumo (PEC 132/2023) já foi promulgada, mas sua implementação total depende de regulamentação contínua no Congresso Nacional para definir as regras práticas dos novos impostos, o que está acontecendo entre 2024 e 2026. O que resta ou está em fase final de “acabamento” no Congresso inclui a finalização da Regulamentação (PLP 68/2024).
Embora boa parte das regras gerais do IBS (estadual/municipal) e CBS (federal) tenha sido aprovada, o texto final da regulamentação, com ajustes, ainda precisa ser aprovado.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além da TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O advogado e escritor Antônio Campos lança neste sábado (28), às 20h, o livro “O que os estoicos nos ensinam para o dia a dia”, em sessão pública no Auditório EcoAssociados, em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, a cerca de 60 quilômetros do Recife, em Pernambuco. A atividade integra a programação da FliPojuca – Feira Literária do Vale do Ipojuca.
A obra propõe uma abordagem prática do pensamento estoico aplicada à vida contemporânea. Segundo o autor, o livro dialoga com referências centrais da filosofia clássica, como Zenão de Cítio, Séneca, Epicteto e Marco Aurélio, articulando conceitos ligados à virtude, à razão e ao autoconhecimento. O foco, de acordo com a proposta apresentada, está na utilidade desses princípios para a condução da vida cotidiana. As informações são do portal Correio de Pernambuco.
A publicação é estruturada em torno de temas recorrentes do estoicismo e busca traduzir o pensamento filosófico em reflexões acessíveis, sem se afastar do rigor conceitual. O livro se insere no campo do ensaio contemporâneo e dialoga com leitores interessados em filosofia aplicada, comportamento e ética prática.
Antônio Campos é fundador do Instituto Fliporto, entidade responsável pela Festa Literária Internacional de Pernambuco, que completou 20 anos em 2025. Ao longo das últimas duas décadas, a instituição tem promovido eventos e iniciativas voltadas ao incentivo à leitura, ao debate literário e ao pensamento crítico, com atuação no Brasil e em Portugal.
O livro “O que os estoicos nos ensinam para o dia a dia” está disponível para venda na plataforma Amazon, onde pode ser adquirido pelo público interessado em filosofia e ensaio contemporâneo. O lançamento em Porto de Galinhas marca a apresentação pública da obra no âmbito da programação literária da FliPojuca.
Estamos vivendo um ponto de inflexão na campanha presidencial que acaba de decolar. As pesquisas mostram um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, este último consolidado como o candidato da direita com chances de derrotar Lula. Esqueçam Tarcísio de Freitas, esqueçam Ratinho Junior. Não percam de vista Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Flávio só estará fora do 2º turno se acontecer uma calamidade. Sentiu o cheiro da vitória.
Há muita informação relevante nas duas pesquisas (AtlasIntel e Paraná Pesquisas) veiculadas nos últimos dias. A principal delas é que o eleitor está cansado: 52,2% dizem que Lula não merece ser reeleito, contra 43,9% que pensam o contrário. Pura fadiga de material do político que disputa eleições desde 1982. É muito tempo, 44 anos influindo na vida do país. Nem Getúlio Vargas durou tanto.
A candidatura de Lula segue sustentada pelas mulheres e pelos nordestinos, em especial os beneficiários do Bolsa Família. Embora os mais pobres sejam a base do eleitorado do presidente, brasileiros em idade produtiva (25 a 59 anos), independentemente da renda ou da escolaridade, sinalizam desejo de mudar. Estão trocando o mito do presidente operário pelo filho do capitão.
Tanto a pesquisa da AtlasIntel quanto a da Paraná Pesquisas mostram resultados semelhantes. Vou me fixar nos números da Paraná, a última delas. Nos resultados da espontânea, Lula tem 26%, enquanto Flávio marca 14,8%. Uma diferença de mais de 10 pontos? Errado: logo atrás de Flávio vem o pai Jair carregando 5,8% das intenções de voto.
Esse eleitor de Jair é um eleitor com um quê sebastianista, espera o retorno do ex-presidente à campanha, algo altamente improvável. Se Flávio é Jair e Jair é Flávio, então essa entidade tem 20,6% dos votos espontâneos, e a distância para Lula passa a ser de 6 pontos e não de 10.
Nos diversos cenários do 1º turno, Flávio e os demais candidatos de direita continuam somando mais votos do que Lula. Isso explica por que Flávio está na frente na simulação do 2º turno: o eleitor, independentemente dos políticos, já entendeu em quem tem de votar para derrotar o PT. Não é por acaso que Flávio tomou votos dos outros candidatos.
Ratinho Junior também cresceu na simulação do 2º turno. É cada vez maior a vontade de grande parte do eleitorado de votar num anti-PT.
Lula segue sustentado pelas mulheres (41,6%), jovens de 16 a 24 anos (45,6%) e maiores de 60 anos (43,6%). Quando lemos os resultados, descobrimos que esse apoio é mais forte no andar de baixo, com 60,8% dos que recebem Bolsa Família. Por isso, o presidente brilha entre os brasileiros com ensino fundamental: 48,1%. Entre aqueles com ensino médio ou superior, Flávio arranca mais votos, embora a vantagem ainda seja pequena.
A cada pesquisa publicada, fica mais claro o desapego do eleitorado pela 3ª via, cujo maior artífice tem sido o presidente do PSD Gilberto Kassab. Sua importância no pleito cresce. Kassab elegerá uma bancada forte na Câmara e reforçará o Senado. Mas o grande desafio de quebrar a polarização vai ficando para 2030.
Outra questão é o papel do governador de Minas, Romeu Zema, em flerte com Flávio Bolsonaro. Se vingar a articulação para Zema ser o vice, estará dado um passo importante para a vitória em Minas, Estado cujo destino é ser o fiel da balança nas eleições. Candidato que não conquista Minas não conquista o Brasil. Não é dogma, é realidade. Desde a redemocratização ninguém ganhou perdendo em Minas.
A importância desse Estado, onde nem sempre as coisas são o que parecem ser, poderia ser maior se o senador Rodrigo Pacheco optasse por trazer Minas de volta ao centro do poder. Ele foi o primeiro eleito por Minas a presidir o Senado e o Congresso num hiato de mais de 40 anos. Depois de Magalhães Pinto, só ele se sentou naquela cadeira.
Pacheco agora pode ser o candidato a governador de Lula, mas perdeu a grande chance de reempoderar Minas. Como dizia Ulisses Guimarães, não existe vazio de poder e, no caso dos mineiros, em vez de ir para Pacheco, o poder escorregou para as mãos do governador Zema, homem-chave dessa eleição.
Na simulação do 2º turno, Flávio derrotaria Lula por 0,6%. Existem 5% dos eleitores que não sabem em quem votar e que poderão optar por Flávio se Lula continuar caindo. Ele tinha 46,7% em outubro, quando venceria Flávio por 9 pontos de diferença. Agora o adversário está na frente por pouco.
O importante aqui não é a margem estreita, mas a queda gradual e consistente de Lula. Essa tendência é clara e pode ampliar. Neste momento da campanha, a possibilidade de Flávio atrair esses 5%, ou parte deles, é real.
No sentido contrário, cresce o número de eleitores de Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste convictos de que Lula não merece ser reeleito. Apenas o Nordeste quer que ele fique. Por enquanto o jogo está no começo, mas a eleição vai pegar fogo a partir de abril e será pura emoção até o fim.
O governo cortou o Imposto de Renda de quem ganha R$ 5.000 e continua taxando com força alimentos, bebidas, transportes, combustíveis, eletrônicos, blusinhas e mais o que puder. Essa é uma realidade que atinge a todos. Tira com uma mão, dá com outra e tudo fica igual.
A maioria da PEA (População Economicamente Ativa) perdeu o entusiasmo por Lula. Entre os que não fazem parte da PEA, são 45% os eleitores do presidente. Brasileiros em idade produtiva têm enorme desejo de progredir e querem mudança. A prosperidade deles está órfã. Se Lula tivesse um sucessor, ele poderia ser o vetor dessa mudança. Mas não há sucessor, só mais do mesmo.
O maior erro do presidente foi não preparar sucessor. Imaginou ter vida eterna, como brincava o velho ACM de guerra se referindo ao seu amigo Roberto Marinho. Eternidade vem depois da vida como ela é aqui na Terra. Antes, nem Matusalém com suas 969 primaveras.
Lula está cada vez mais parecido com o personagem do livro de García Márquez, “O General em Seu Labirinto”. Um líder, por mais grandioso, acaba inevitavelmente em seu próprio labirinto, onde memória, arrependimento e finitude se confundem. Ninguém escapa disso.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discute internamente uma manifestação oficial sobre o ataque lançado neste sábado pelos Estados Unidos, com apoio de Israel, contra alvos no Irã. A avaliação é que ainda não está claro o impacto total da ofensiva — característica que tem levado Brasília a adotar uma postura de acompanhamento cauteloso antes de anunciar um posicionamento definitivo.
Integrantes do governo brasileiro afirmam que a situação é delicada e acompanhada com cautela. A expectativa é que o Itamaraty deverá divulgar uma nota ao longo do dia. As informações são do jornal O Globo.
Segundo um importante interlocutor, ainda é necessário compreender com precisão o alcance dos bombardeios antes da definição de uma posição oficial. De acordo com esse integrante do governo, “a primeira coisa é entender o que aconteceu, qual foi o alcance”. A avaliação é que ainda não está claro o que ocorreu no bombardeio e que “todo mundo está juntando as peças” para, a partir daí, definir uma posição.
Autoridades avaliam o alcance dos bombardeios e ponderam como o episódio pode afetar a relação com o presidente americano Donald Trump. Lula se reunirá com Trump nos próximos dias, em Washington.
Há cerca de uma semana, o presidente brasileiro negou que pretendesse discutir um possível ataque dos EUA ao Irã, apesar do envio de forças americanas à região, durante visita a Abu Dhabi, onde se reuniu com o presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan. Agora, a inclusão do tema na conversa entre os dois mandatários pode ser inevitável, afirmam pessoas que acompanham o tema em Brasília.
A ação militar foi anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, como uma operação de grande envergadura destinada a atingir as Forças Armadas iranianas, o programa nuclear do país e estruturas estratégicas do regime. Batizada por Washington de “Operação Fúria Épica”, a ofensiva contou também com a participação de Israel, que informou ter bombardeado alvos militares no oeste iraniano.
Explosões foram registradas em diversas cidades, incluindo Teerã, Tabriz, Kermanshah e Isfahã, onde está localizada uma das principais instalações nucleares do país. Na capital iraniana, um dos alvos atingidos foi o gabinete do presidente Masoud Pezeshkian, que não teria se ferido. Houve ainda relatos de explosões nas proximidades da residência oficial do aiatolá Ali Khamenei. Fontes iranianas afirmaram que comandantes militares e integrantes do governo morreram nos ataques, enquanto indicavam que Khamenei estaria em local seguro.
No pronunciamento em que anunciou a operação, Trump afirmou que o Irã “nunca poderá ter uma arma nuclear” e declarou que os Estados Unidos pretendem eliminar capacidades militares estratégicas do país. O presidente americano disse ter oferecido “imunidade total” a militares iranianos que se rendessem e advertiu que os que resistirem enfrentariam “a morte certa”.
O Irã classificou a ofensiva como violação de sua soberania e da Carta das Nações Unidas e confirmou o início de retaliações. A Guarda Revolucionária disparou mísseis e drones contra Israel e contra bases militares americanas em países da região, com registros de impactos na Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. No Bahrein, fontes locais relataram que instalações da Quinta Frota dos EUA foram atingidas. Em Israel, sirenes soaram em cidades como Jerusalém e Tel Aviv, e as autoridades alertaram a população para buscar abrigo.
A escalada amplia a tensão no Oriente Médio e eleva o risco de envolvimento de outros países no conflito.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi alvo do ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao país iraniano neste sábado (28), segundo um oficial israelense. A informação também foi confirmada à CNN por duas fontes próximas à operação militar.
Os resultados do ataque a Khamenei ainda não foram informados. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Sayyid Abdolrahim Mousavi, também foram alvos de ataques.
Outros alvos incluíam o secretário do recém-criado Conselho de Defesa do Irã, Ali Shamkhani, e o secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, de acordo com fontes israelenses.
Até o momento, uma morte foi confirmada durante o conflito no Oriente Médio. Uma pessoa morreu atingida por destroços após as defesas aéreas interceptarem mísseis iranianos que tinham como alvo alvos em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, informou a agência de notícias estatal WAM, citando o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram em comunicado que interceptaram “vários” mísseis balísticos disparados pelo Irã, descrevendo o ataque como “uma escalada perigosa e um ato covarde”.
Irã está lançando um ataque sem precedentes em todo o Oriente Médio
Em resposta ao ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel, o Irã ataca na manhã de hoje bases americanas no Oriente Médio. A capital Teerã havia alertado sobre uma ‘guerra devastadora’ caso o país fosse atacado.
Irã está retaliando múltiplas instalações militares dos EUA, afirmou uma autoridade americana. Segundo o jornal The New York Times, o ministério da Defesa dos Emirados afirmou em um comunicado que interceptou “mísseis balísticos iranianos” e que uma pessoa na capital, Abu Dhabi, morreu em decorrência da queda de destroços.
Emirados Árabes afirmaram em comunicado que vão responder à escalada de ataques. “Os Emirados Árabes Unidos reservam-se o pleno direito de responder a esta escalada e de tomar todas as medidas necessárias para proteger seu território, cidadãos e residentes”, dizia o comunicado.
Irã promete resposta a Israel e EUA após ataque coordenado. “Daremos a Israel e à América uma lição que eles nunca vivenciaram em sua história”, disse um porta-voz militar iraniano a agência de notícias iraniana Fars. “Qualquer base que ajude a América e Israel será alvo das forças armadas iranianas”.
Ataque coordenado
Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã hoje. O presidente dos EUA disse que o objetivo do ataque era defender o povo americano. Já o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou estado de emergência em todo o território nacional.
Anúncio do ministro israelense foi feito enquanto uma densa fumaça subia de uma explosão no centro de Teerã, capital do Irã. “Israel lançou um ataque preventivo contra o Irã para eliminar as ameaças ao Estado israelense”, disse o Ministro da Defesa, Israel Katz.
Ao mesmo tempo, sirenes soaram em Israel. Os militares israelenses disseram que o alerta era “preventivo, para preparar o público para a possibilidade de lançamento de mísseis contra o Estado de Israel”.
As Forças Armadas de Israel anunciaram o fechamento de escolas e locais de trabalho, com exceção de setores essenciais. Israel fechou seu espaço aéreo para voos civis, e a autoridade aeroportuária pediu ao público que não se dirigisse a nenhum dos aeroportos do país.
‘Grandes operações de combate no Irã’, diz Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump se manifestou sobre a ação após o anúncio do ministro israelense. “Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iraniano”, disse em vídeo publicado em sua rede social.
Trump reconheceu que poderia haver baixas americanas em caso de retaliação do Irã. O presidente americano disse que “isso acontece frequentemente em guerras”. Trump afirmou que pretende destruir o arsenal de mísseis do Irã e garantir que o país não obtenha uma arma nuclear.
Governo Donald Trump reuniu uma vasta frota de caças e navios de guerra em meio às negociações sobre o programa nuclear do Irã. Apesar das conversas, o presidente americano declarou ontem estar decepcionado com o andamento das tratativas e afirmou que “às vezes é preciso usar a força”.