O Globo
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou, há pouco, após passar ao segundo turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o resultado mostra que o país quer “mudança”.
“Estou muito feliz pelo voto de confiança. São quase 56 milhões de brasileiros. Não poderia estar mais realizado de identificar que o Brasil quer mudança. Fiquei feliz com o resultado em todas as regiões”, disse Flávio.
Leia maisO candidato do PL afirmou que a vitória em primeiro turno não ocorreu por “muito pouco” e disse que o resultado decretou o “fim da era do PT”.
Há a possibilidade real de daqui a três semanas o Brasil dar a resposta de que quer um governo moderno, com menos ministérios, que vai indicar ao menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que não vai interferir em eleições”, completou o presidenciável.
É a primeira declaração concedida pelo senador após a confirmação da disputa do segundo turno contra Lula. Com 99,55% das urnas apuradas, o senador tinha 47,12% dos votos, enquanto o atual presidente ficou com 45,05%.
Flávio acompanhou a apuração com a família em uma casa em Brasília, no Lago Sul, após votar pela manhã no Rio de Janeiro.
A estratégia para o segundo turno
Flávio vai buscar o apoio de concorrentes que foram derrotados na primeira etapa, reforçar a presença no Nordeste e conta com a atuação mais frequente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já reeleito, na segunda etapa da disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador espera o apoio dos candidatos do PSD, Ronaldo Caiado, do Novo, Romeu Zema, e do Avante, Augusto Cury. Lula, por sua vez, tenta neutralizar parte do movimento e vai tentar conter um apoio em bloco do PSD.
Essa frente de negociação partidária envolve a negociação com partidos que hesitaram a aderir à candidatura de Flávio no primeiro turno, como União Brasil, PP e Republicanos. A coordenação política já vinha se movimentando para conversar com caciques do Centrão, entre eles o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, e Antonio Rueda, que comanda o União Brasil. Esses dirigentes são próximos de Flávio, mas liberaram os integrantes dos partidos para as composições que se encaixassem melhor nos planos estaduais.
Outro foco da segunda etapa será o Nordeste, região onde Flávio enfrenta sua principal desvantagem em relação a Lula. Integrantes da campanha avaliam que será necessário intensificar as agendas pelos estados da região e tentar reduzir a vantagem do petista.
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