O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender o fim da reeleição para presidente da República durante sabatina na Globo e afirmou que não apoiaria parentes em uma eventual disputa para sucedê-lo no cargo. Questionado se abriria mão voluntariamente de tentar um novo mandato caso o Congresso não aprovasse mudanças nas regras eleitorais, o candidato disse que sua proposta prevê apenas um período na Presidência e que os detalhes dependeriam da Câmara e do Senado.
— A minha PEC diz que acaba a reeleição para presidente. Os detalhes vão ser no processo legislativo. Eu estou aqui me comprometendo, eu só preciso de um mandato. Eu só quero um mandato para começar a consertar nosso país de verdade. Não dá para continuar essa loucura que o atual presidente da república está fazendo. Já gastou quase R$ 350 bilhões para tentar se reeleger. Ele está disputando o poder, é a sétima vez que ele tenta o mandato de presidente da república. eu não estou disputando o poder. Eu estou disputando o futuro da nossa nação — afirmou. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA declaração ocorre em meio à discussão sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro voltar a disputar a Presidência em 2030 caso o filho seja eleito. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o ex-presidente poderia concorrer novamente nas próximas eleições.
A Constituição já estabelece restrições à candidatura de cônjuges e parentes até o segundo grau do presidente da República no território de sua jurisdição, com exceções para quem já ocupa mandato eletivo e busca a reeleição. A proposta de Flávio pretende ampliar o alcance dessa discussão, incluindo familiares até o terceiro grau, segundo declarações anteriores do senador.
Além de acabar com a reeleição, Flávio defende ampliar de quatro para cinco anos o mandato presidencial. O candidato já afirmou que pretende usar o capital político de uma eventual vitória para aprovar as mudanças no Congresso, embora reconheça que o formato final dependerá da tramitação legislativa.
Uma Proposta de Emenda à Constituição precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, com o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares de cada Casa: 308 deputados e 49 senadores.
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