FMO

19/11


2019

Ministra: "Agricultura que exporta não tem nada a ver com Amazônia"

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Da IstoÉ - Por Estadão Conteúdo

 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta segunda-feira, 18, que o aumento de 29,5% no desmatamento na Amazônia, divulgado hoje, é um dado melhor do que o que se dizia anteriormente e que “não faz o menor sentido” avaliar que isso pode prejudicar negociações comerciais do Brasil com os Estados Unidos, onde ela está nesta semana para reuniões com o governo americano e encontros no Banco Mundial e no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Ao justificar que não haverá impacto comercial, a ministra buscou desassociar o agronegócio exportador da situação da Amazônia e afirmou que “a agricultura brasileira que exporta está no Centro Oeste, no Sul e no Sudeste do País” e que “essa agricultura não tem nada a ver com a Amazônia”. A região da Amazônia Legal, no entanto, abarca partes do Centro-Oeste, como o Estado do Mato Grosso. De acordo com os dados divulgados hoje, o Mato Grosso é o segundo Estado com maior taxa de desmatamento, de 17,2%.

Análise divulgada hoje pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), o sistema do Inpe que fornece a taxa oficial anual de desmatamento da Amazônia, informou que o desmatamento na Amazônia subiu 29,5% entre 1º de agosto do ano passado e 31 de julho deste ano, na comparação com os 12 meses anteriores, atingindo a marca de 9.762 km². É a mais alta taxa desde 2008.

Questionada nesta manhã se o aumento do desmatamento pode criar algum empecilho na relação comercial do Brasil com outros países, como os EUA, a ministra afirmou: “De jeito nenhum. Não faz o menor sentido. (…) A agricultura brasileira que exporta não é a agricultura da Amazônia de jeito nenhum. Precisamos parar de falar isso. A agricultura brasileira que exporta está no Centro-Oeste, no Sul e no Sudeste do País. Essa agricultura não tem nada a ver com a Amazônia”.
Parlamentares americanos têm cobrado o compromisso ambiental do Brasil em manifestações enviadas ao governo dos EUA. A repercussão internacional das queimadas na Amazônia fez com que, em setembro, o deputado democrata Peter DeFazio apresentasse projeto de lei na Câmara dos Estados Unidos para proibir a importação de produtos brasileiros como carne e soja, em resposta ao aumento das queimadas na Amazônia.

A ministra Tereza Cristina minimizou ainda o aumento no desmatamento na casa dos 30%. Ela assumiu que há um problema a ser discutido sobre o tema, mas que não é o “dado maluco que estavam falando”. “Eu vi que houve um aumento realmente de 30% mas não é os 90% que estavam falando em junho. Junho e julho saiu um dado maluco, 93%. Não é isso. Aumentou? Aumentou. Tem problema? Claro que tem problema. Agora, hoje, nós temos ferramentas que existiam mas que não andavam alinhadas que você pode ir diretamente ao ponto. Saber onde você tem desmatamento em terras públicas que não estão concessionadas e que ali são desmatamentos ilegais, onde é desmatamento legal”, afirmou, em Washington.

Em outubro, dados apontavam que entre 1 de janeiro e 30 de setembro, o volume acumulado de desmatamento na Amazônia chegava a 7.853 km², um volume 93% maior que o verificado nos primeiros nove meses de 2018, quando a devastação da floresta atingiu 4.075 km². Os dados eram do do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), do Inpe. O Deter é um sistema atualizado em tempo real para orientar a fiscalização, mas não é considerado o dado oficial.

O Prodes, divulgado hoje, apresentou o cenário até julho, enquanto o Deter compilou a situação na Amazônia também em agosto e setembro. Além de os dados considerarem períodos diferentes, foram coletados por sistemas diferentes do próprio Inpe. O governo Bolsonaro vinha desacreditando números que mostravam a alta no desmatamento e o próprio presidente Jair Bolsonaro chegou a sugerir que o então presidente do Inpe estava “a serviço de alguma ONG”.


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Governo de PE

19/11


2019

Expedição avalia poluição no Baixo São Francisco

Foto: Chesf/Divulgação

Da Agência Brasil - Por Jonas Valente

 

Uma expedição começou a percorrer o Rio São Francisco para avaliar a situação das águas e procurar sinais de poluição. O grupo de 60 pessoas, entre pesquisadores e equipes de apoio, vai percorrer cerca de 180 quilômetros na região conhecida como Baixo São Francisco, saindo da cidade de Penedo e chegando a Peneiras, ambas no estado de Alagoas.

A expedição teve início ontem (17) e deve se encerrar na próxima semana, no dia 27 de novembro. Ela é coordenada por professores do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O grupo também é integrado por pesquisadores de mais 10 instituições, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Emprapa) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Serão realizadas análises física, química e orgânica das águas com vistas a identificar o nível de presença de poluentes. Os peixes do São Francisco também serão examinados com o propósito de verificar se há algum grau de contaminação.

Também está previsto o contato com ribeirinhos que vivem às margens do rio, os quais terão atendimento de equipes de saúde da família. Na chegada da expedição, em Peneiras, a programação contará com palestras para a população local.


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Prefeitura de Ipojuca

19/11


2019

Relatórios sigilosos do antigo Coaf: Toffoli volta atrás

Presidente do STF diz que órgão prestou informações 'satisfatoriamente' e ressalta que o tribunal não acessou relatórios de inteligência financeira.

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Da Redação da Veja

 

presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, revogou nesta segunda-feira, 18, a decisão de pedir à Unidade de Inteligência Financeira (UIF), o antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), cópias de todos os Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos nos últimos três anos. No total, eram cerca de 19.000 relatórios sigilosos, que tinham informações sobre 600.000 pessoas e empresas, incluindo políticos com foro privilegiado.

“Diante das informações satisfatoriamente prestadas pela UIF, em atendimento ao pedido dessa Corte, em 15/11/19, torno sem efeito a decisão na parte em que foram solicitadas, em 25/10/19 cópia dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF’s), expedidos nos últimos 3 (três) anos”, decidiu Toffoli.

Em decisão na sexta-feira 15, o presidente do STF havia intimado a UIF a informar quais instituições podem receber seus relatórios; quais agentes estão cadastrados; e quantos relatórios foram disponibilizados, detalhando as instituições, número de funcionários e se foram produzidos por iniciativa própria do órgão ou a pedido dos órgãos cadastrados.

No despacho assinado nesta segunda-feira, o presidente do STF ressaltou que a Corte “não realizou o cadastro necessário e JAMAIS ACESSOU os relatórios de inteligência”.

Na mesma decisão de sexta, Toffoli negou um pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para revogar a decisão. A PGR havia considerado a requisição de Toffoli “demasiadamente interventiva, com capacidade para colocar em risco informações privadas relativas a mais de 600.000 pessoas, entre elas, indivíduos politicamente expostos e detentores de foro por prerrogativa de função”.

O ministro do STF ainda determinou que o Ministério Público Federal informasse, de forma voluntária, quantos e quais membros do MPF têm acesso aos relatórios, quantos foram recebidos de forma espontânea pelo órgão ou em razão de sua solicitação.

Na próxima quarta-feira, 20, o plenário do Supremo vai analisar um recurso especial que pede a suspensão de uma investigação na qual foram usados relatórios sigilosos de órgãos de controle sem autorização judicial. O caso tem repercussão geral reconhecida, isto é, a decisão dos ministros valerá para casos semelhantes envolvendo dados da UIF e da Receita Federal, incluindo o do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, alvo de uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro aberta com base em um relatório de inteligência financeira e suspensa após decisão liminar de Toffoli, em julho.

Segundo a PGR, 935 casos estão parados em função da decisão do presidente do Supremo, número que inclui apurações sobre crimes tributários e lavagem de dinheiro.


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Prefeitura de Abreu e Lima

19/11


2019

Bolsonaro pode assumir presidência de seu novo partido

Bolsonaro afirma que pode assumir presidência de seu novo partido. "Eu acho que sim", respondeu o presidente sobre o Aliança Pelo Brasil, cuja criação foi anunciada na semana passada.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Por Redação da Veja

 

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira, 18, que poderá assumir a presidência da sigla que, ao lado de dissidentes do PSL, irá formar nos próximos dias. Batizado de Aliança pelo Brasil, o novo partido terá seu processo de formação iniciado numa convenção marcada para esta quinta-feira, 21, em Brasília. Questionado sobre a possibilidade de presidir o partido, afirmou: “Acho que sim”.

O desfecho já era esperado. Desde a semana passada, quando o anúncio da nova sigla foi feito, parlamentares já diziam que Bolsonaro assumir a presidência da sigla seria o caminho mais natural e óbvio. “O partido é do presidente Bolsonaro e das pessoas que são fiéis ao que ele sempre defendeu”, resumiu a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), na semana passada.

A criação da sigla é o desfecho de uma disputa que começou em outubro, com uma declaração do próprio presidente. A apoiadores, ele afirmou, que o presidente do PSL, Luciano Bivar, estava “queimado para caramba”. A afirmação, que estava longe de ser um deslize, foi a deixa para iniciar um rápido desgaste, seguido da solução esperada pelo grupo do presidente.

A expectativa é de que, dos 53 deputados do PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu, 27 o acompanhem na nova legenda. O grupo bolsonarista deverá permanecer no PSL até que o novo partido esteja aprovado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A estratégia se explica. Caso os parlamentares deixem agora a sigla, há o risco de perda do mandato.

Assim como na eleição de Bolsonaro, a ideia é se valer do apoio da tecnologia para colher assinaturas necessárias para a criação da nova sigla, em vários estados do País. Também ficou definido que o presidente Bolsonaro vai usar redes sociais, dele e de aliados, para chamar pessoas dispostas a atuar na coleta de assinatura para a criação do partido.

Por enquanto, a ideia é de que a executiva do partido tenha 15 integrantes. Além de 27 bolsonaristas dispostos a migrar para a nova legenda, haveria outros 10 parlamentares, hoje em outros partidos, interessados em ir para o Aliança pelo Brasil, segundo informou Zambelli.

Ao deixar o PSL, parlamentares estão conscientes de que perderão tempo na TV e também fundo partidário. Mas, para a deputada, esse é um fato menor. Ela argumenta que muitos dos políticos do PSL se elegeram sem essas condições e com financiamentos de campanha por meio de “vaquinhas”. Algo que, de acordo com ela, poderá ser repetido.

Reforma administrativa

No mesmo pronunciamento, Bolsonaro declarou que ainda aguarda uma proposta de reforma administrativa da equipe econômica do governo para analisar possíveis mudanças. Segundo o presidente, qualquer alteração em regras do serviço público, como a revisão da estabilidade funcional para novos servidores, como estuda o governo, será “a mais suave possível”.

“Amanhã [19] eu tenho uma reunião cedo, e a previsão é entregar, pode ser que entregue amanhã, para eu dar uma olhada. Conversei com Paulo Guedes [hoje] à tarde de novo, quero mandar uma proposta a mais suave possível – essa é que é a ideia”, afirmou. O presidente não chegou a informar quando a medida será apresentada ao Congresso Nacional.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que está alinhavando a proposta de reforma administrativa para apresentar ao presidente, os futuros servidores públicos não teriam mais estabilidade automática no cargo. A ideia seria definir um tempo para atingir a estabilidade, de acordo com cada carreira.

Além disso, outro objetivo seria reduzir o número de carreiras de cerca de 300 para algo em torno de 20 e que os salários para quem entrar na carreira pública passem a ser menores do que são atualmente.

(com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)


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18/11


2019

Sai daqui a pouco pesquisa em Araripina

À meia noite, postarei mais uma pesquisa do Instituto Opinião, de Campina Grande, sobre sucessão municipal, desta feita em Araripina, maior colégio eleitoral do Sertão do Araripe. Além do levantamento de intenção de voto para sucessão do prefeito Raimundo Pimentel (PSL), a pesquisa traz a avaliação dos governos Bolsonaro, Paulo Câmara e Pimentel. Araripina vai dormir mais tarde hoje.


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Prefeitura de Serra Talhada

18/11


2019

Meu editorial no Frente a Frente – 18/11/2019

Se você perdeu o Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife, escute agora o meu editorial.


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Prefeitura de Limoeiro

18/11


2019

Lideranças limoeirenses se filiam ao MDB

O presidente estadual do MDB, Raul Henry, filiou, hoje, nomes de destaque na política do município de Limoeiro, no Agreste pernambucano. Junto ao senador Jarbas Vasconcelos (MDB), Henry abonou as filiações do presidente do CDL local, Nilo Queiroz, o presidente da autarquia de ensino, Antônio Neto, e as secretárias municipais Fernanda Barbosa e Luciana Heráclio.

No ato de filiação, realizado no escritório político de Jarbas, o Centro Debate, estiveram presentes, ainda, o prefeito de Limoeiro, Joãozinho (PSB), Assis Pedrosa e os vereadores Irmão Jairo e Marcos Sérgio.


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Banner de Arcoverde

18/11


2019

Armando recebe pré-candidatos de Toritama

Na manhã de hoje, o ex-senador Armando Monteiro Neto (PTB) recebeu, em seu gabinete, os empresários e pré-candidatos a prefeito e vice, respectivamente, pela cidade de Toritama, José Célio Tavares e Andson Nunes.

Durante o encontro, Armando abonou as filiações dos pré-candidatos e deu boas vindas ao grupo. O ex-senador também prometeu uma visita a Toritama no próximo dia 08 de dezembro, dia da padroeira do município.


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Shopping Aragão

18/11


2019

Governadores discutem criação de rota de gás no NE

O uso de energias limpas foi destaque na missão internacional do Consórcio Nordeste, que continua em Paris, hoje. Com interesse na criação de 'blue corridors', uma rota de transporte de gás natural entre os nove estados nordestinos, os governadores estiveram com representantes da Golar Power, joint venture entre a norueguesa Golar e o fundo norte-americano Stonepeak.

Denominado 'Rota Azul', o projeto de integração no Nordeste inclui a instalação de postos de combustíveis capazes de fornecer gás natural liquefeito (GNL) para veículos de carga. Em outros países, a exemplo da China, Espanha e Alemanha, os caminhões e ônibus movidos a gás natural já são realidade.

O vice-presidente da Golar no Brasil, Marcelo Sacramento, disse que o plano de trabalho da empresa prevê inúmeras oportunidades de investimentos. “A disponibilidade do gás para carros e caminhões nas rodovias do Nordeste irá gerar uma nova dinâmica no transporte da região. Novas empresas irão se instalar e as já existentes vão ganhar competitividade”.

O gás natural é considerado combustível de transição da economia de carbono, em razão das vantagens econômicas, geopolíticas e ambientais.

Quando condensado, ele pode ser transportado em carretas ou navios gaseiros, permitindo atender localidades que não possuem gasodutos. Um dos benefícios do uso de GNL é a redução da emissão de poluentes.

"Muito importante esse conjunto de investimentos estruturadores na região Nordeste, sobretudo por se tratar de um combustível menos poluente", comentou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara

O Nordeste possui uma extensa malha de gasodutos cobrindo o litoral e a maior malha de rodovias do Brasil, além de complexos portuários com infraestrutura para atender a demanda interna e externa.

Ainda em Paris, hoje, os governadores se reuniram com a Voltalia, grupo francês que investe em energias renováveis em 20 países, incluindo o Brasil. No Nordeste, a empresa possui atividades no Rio Grande Norte.

Os estados nordestinos se destacam pela presença expressiva de fontes renováveis de energia. A fonte eólica já é responsável por 29% da matriz elétrica da região, enquanto a solar responde por 3%.


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18/11


2019

Yves, enfim, no MDB

Ex-prefeito itinerante de Igarassu, Itapissuma e Paulista, Yves Ribeiro bateu o martelo, hoje, no ingresso para o MDB, em encontro com o presidente estadual da legenda, Raul Henry. Com as bênçãos de Jarbas Vasconcelos e toda cúpula do MDB, Yves disputará a Prefeitura de Paulista.


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