O deputado estadual Waldemar Borges (MDB) criticou, em vídeo publicado nas redes sociais, a falha no embarque de nove equipes de escolas públicas de Pernambuco classificadas para a Olimpíada Nacional em História do Brasil, em Campinas (SP). Segundo o parlamentar, que foi à tribuna da Assembleia Legislativa denunciar situação, os 21 estudantes e nove professores chegaram ao Aeroporto do Recife ontem e foram informados de que não poderiam viajar porque as passagens não haviam sido pagas pelo governo estadual. O grupo perdeu o voo previsto para as 13h e só conseguiu ser realocado para as 17h.
Em nota, a Secretaria de Educação e Esportes afirmou que o pagamento das passagens foi feito integralmente, mas houve erro da empresa responsável pela emissão. Apesar do atraso, todos os alunos chegaram a Campinas ainda ontem, a tempo de participar das atividades preparatórias.
Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Oscar Cordeiro, baiano nascido em Salvador em 1890, era obstinado e persistente. Desde os anos 1920 procurava petróleo na Bahia, como quem busca uma agulha no palheiro. Cordeiro era elegante, terno de linho branco S120. Liderou a equipe que encontrou o primeiro poço do Brasil em Lobato, periferia de Salvador. Em 1933, de forma improvisada, achou petróleo a poucos metros. Mas só conseguiu fazer o poço jorrar em janeiro de 1939. Hoje, Lobato é um lugar pobre, feio e sem uma gota do tal ouro negro.
A partir disso, o Brasil começou seu caminho para a exploração do petróleo. Getúlio Vargas criaria a Petrobras 14 anos depois e durante 58 anos ela seria dona do monopólio da produção e do refino no Brasil. A empresa teve um papel fundamental na consolidação do mercado brasileiro de óleo e gás, como também sempre foi usada para fins políticos desde a campanha “O petróleo é nosso”, nos anos 1950, até o pré-sal dos tempos de hoje.
Leia maisQuando olhamos para o passado, entendemos como chegamos nos dias de hoje, com o Brasil atolado nas distorções desvendadas pela operação Carbono Oculto. O crime organizado infiltrado até a raiz num mercado do qual o país depende para continuar funcionando, movido a diesel e gasolina. Nada funciona sem estes dois combustíveis, como ficou claríssimo na greve dos caminhoneiros em 2018.
Por aqui passaram e continuam passando grandes empresas estrangeiras, como a Exxon, Shell, Texaco, Mobil, Total e uma infinidade de companhias prospectoras e distribuidoras, já que o refino sempre acabou nas mãos da Petrobras, embora tenhamos algumas pequenas refinarias no mercado, mas sem o mesmo protagonismo.
Depois da lei que acabou com o domínio da Petrobras sobre a distribuição, o mercado brasileiro passou a ser controlado por três grandes empresas, a Vibra (que comprou a BR Distribuidora), Raízen (Shell) e Ipiranga. Como mostrou a Folha de S. Paulo, a fraude se entranhou nos postos filiados a estas marcas. Isso aconteceu porque o governo foi gradativamente matando a capacidade de fiscalização da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), cujo orçamento, drasticamente cortado, desabou de R$ 749 milhões para R$ 105,7 milhões.
A constatação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo) sobre a infiltração do crime organizado nas grandes marcas mostra a vulnerabilidade de um mercado que precisa, no mínimo, de regras mais rígidas para lidar com seus clientes revendedores. Há inúmeras denúncias de donos de postos de combustíveis, os quais reclamam de relações draconianas impostas pelas três maiores distribuidoras e um dos que denunciou e continua denunciando esta situação é o advogado paranaense Antonio Fidelis.
Interessante é que se o Gaeco descobriu que crime organizado controla postos destas grandes marcas, uma pergunta que não quer calar é: será que a relação delas com os clientes criminosos era a mesma? Será que faziam exigências descabidas de desempenho e fidelidade? São respostas que gostaríamos de ouvir, porque todos nós consumidores de combustíveis fomos induzidos pela propaganda a imaginar que elas vendem a melhor gasolina e o melhor diesel do mercado. Agora, estamos todos desconfiados de que isso pode ter sido pura propaganda enganosa.
Há uma grande lição a ser tirada da operação Carbono Oculto: o mercado brasileiro precisa de uma fiscalização eficiente e de mais players e competição. Não é possível o Brasil continuar dependente da importação de diesel e gasolina. De nada adianta sermos grandes produtores de petróleo, com o pré-sal e a margem equatorial, esta última prestes a entrar em operação, se estamos na mesma posição da época do Brasil colônia, quando exportávamos matérias-primas e importávamos de volta produtos industrializados feitos a partir delas.
Numa época em que o governo brasileiro passou a dar tanto valor à soberania do país, este discurso não pode ficar só na retórica política, vamos praticar. O governo poderia dar um passo importante, abrindo o mercado de refinarias, o que pode ser feito sem mexer com aquelas administradas pela Petrobras. Temos um parque obsoleto, precisamos nos modernizar até para podermos refinar o petróleo do pré-sal e da margem equatorial. O pré-sal produz um petróleo leve, enquanto as nossas refinarias são feitas para processar petróleo pesado.
De acordo com os dados oficiais, o Brasil consumiu, em 2024, nada menos que 67,2 bilhões de litros de diesel, 25% deles importados especialmente da Rússia. No caso da gasolina, tivemos de importar cerca de 10%. No total, nossa capacidade de abastecer o mercado interno de combustíveis é de só 86%. Portanto, há um espaço enorme a ser preenchido e o governo tem a chance de fazer isso de forma correta, com normas rígidas e fiscalização eficiente.
Não adianta uma operação Carbono Oculto – ou 10 delas – se suas consequências não forem a melhoria do mercado e a proteção dos consumidores. Combustível adulterado não prejudica só os donos dos veículos, a frota de transportadores ou os geradores instalados em hospitais e fábricas. Ele envenena a economia do país inteiro.
Há 86 anos, quando Oscar Cordeiro e seu companheiro Manuel Bastos conseguiram comprovar a existência de petróleo na Bahia, o Brasil representava o futuro desta indústria, depois da qual a humanidade nunca mais foi a mesma.
Oscar Cordeiro talvez não imaginasse o quão profunda seria esta transformação, mas de uma coisa ele tinha certeza: sem petróleo o Brasil jamais seria uma nação capaz de andar pelas próprias pernas.
Não era negócio para aventureiros ou gente de visão curta. A operação Carbono Oculto mostrou as consequências perversas da visão curta e da falta de um mercado bem estruturado e com concorrência.
Se continuarmos assim, o petróleo, que um dia foi nosso, vai acabar todo ele nas mãos da bandidagem.
Leia menosO escritor Luis Fernando Verissimo morreu aos 88 anos, na madrugada deste sábado (30), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento desde o dia 11 de agosto. A causa da morte foi complicações decorrentes de uma pneumonia, informou a instituição.
Verissimo tinha Parkinson e problemas cardíacos – em 2016, implantou um marcapasso. Em 2021, o escritor sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e segundo a família, enfrentava dificuldades motoras e de comunicação. O escritor deixa a mulher, Lúcia Helena Massa, três filhos e dois netos. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento. As informações são do portal g1.
Leia maisVerissimo dizia ter herdado informalidade do pai, Erico
Verissimo nasceu em Porto Alegre, em 26 de setembro de 1936. Viveu parte da infância nos Estados Unidos porque o pai, o escritor Erico Verissimo, um dos maiores nomes da literatura nacional, autor de obras como “O Tempo e o Vento”, dava aulas de literatura brasileira nas universidades de Berkeley e de Oakland.
“O pai foi um dos primeiros escritores brasileiros a escrever de uma maneira mais informal. E eu acho que herdei um pouco isso. Essa informalidade na maneira de escrever”, disse sobre o pai.
Luis Fernando Verissimo vendeu 5,6 milhões de livros
A carreira começou no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde começou como revisor em 1966. No Rio de Janeiro, trabalhou como tradutor.
O primeiro livro, “O Popular”, foi publicado em 1973. Ao todo, Verissimo teve mais de 70 livros publicados e 5,6 milhões de cópias vendidas, entre crônicas, romances, contos e quadrinhos.
O escritor também escrevia colunas para os jornais “O Estado de S.Paulo”, “O Globo” e “Zero Hora”.
Discreto nos hábitos e nas declarações, Verissimo ainda vivia na casa onde cresceu depois do retorno ao Brasil. O imóvel no Bairro Petrópolis, em Porto Alegre, foi comprado em 1941 pelo pai.
O escritório onde Erico trabalhava é conservado intacto pela família. Cercado de livros, Luis Fernando tinha o costume de escrever em outro cômodo da casa, onde também guardava o saxofone e dezenas de discos e CDs de jazz.
Metódico, só interrompia o trabalho quando a mulher, Lúcia, o chamava para o almoço. Já à noite, parava para assistir ao Jornal Nacional. Quando queria curtir seu estilo de música preferido, o fazia sem distrações. “Música é sentar e ouvir”, disse em entrevista em 2012.
‘Ed Mort’, ‘analista de Bagé’ e outros personagens
O humor de contos e crônicas marcou sua obra. Entre os personagens mais conhecidos criados por ele estão os de “Ed Mort e outras histórias”, de 1979, “O analista de Bagé”, de 1981 e “A velhinha de Taubaté”, de 1983. Também criou a tirinha “As cobras”, publicada na “Folha da Manhã”, nos anos 70. “Comédias da vida privada”, de 1994, deu origem à série da Rede Globo produzida durante os três anos seguintes.
“Um desafio porque o humor de televisão, ao contrário do que possa parecer, é mais difícil de fazer que o humor impresso, o humor gráfico, vamos dizer assim (…) Não tenho uma vocação humorística, mas consigo eventualmente produzir humor. Mas é uma coisa mais deliberada, mais pensada, do que espontânea, no meu caso”, disse em entrevista na época.
No final da década de 80, foi um dos roteiristas do programa de humor “TV Pirata”. Entre sucessos comerciais também estão “Comédias para se ler na escola” e “As mentiras que os homens contam”, de 2000.
Um escritor e músico tímido
Quando morou nos Estados Unidos, Verissimo estudou no Roosevelt High School, em Washington. Foi lá que desenvolveu o gosto pelo Jazz e teve aulas de saxofone. Mas, por trás do saxofone e das páginas dos livros, se escondia um cara tímido.
“Minha timidez é… Por exemplo: tenho horror de fazer isso que estou fazendo agora: dar entrevista, falar em público e tal. Eu sempre digo que não dominei a arte de falar e escrever ao mesmo tempo, são duas coisas que se excluem, então é nesse sentido é que se manifesta a minha timidez”, disse à RBS TV.
Mas, a economia nas palavras não se aplicava às máquinas de escrever e, depois, aos computadores. O autor tímido tinha muita coisa para falar. “Essa é uma das vantagens da crônica. A gente pode ser o que quiser escrevendo uma crônica”.
A cada homenagem que recebia, como quando fez 80 anos, mais provas de que não precisava de longas conversas para arrancar uma risada. “Têm sido tão agradáveis as homenagens, inclusive da família, que eu tô pensando em fazer 80 anos mais vezes”, brincou.
Em entrevista ao programa “GloboNews literatura”, em 2012, ele falou sobre o seu conhecido comportamento introspectivo. Conhecido por respostas concisas em entrevistas, Luis Fernando Verissimo negou que fosse uma pessoa calada. “Não sou eu que falo pouco, os outros é que falam muito”.
Leia menosEm momento histórico da democracia, STF dará a largada no julgamento de Bolsonaro e mais sete aliados
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Um dos momentos mais importantes da história política recente do Brasil terá início às 9h da próxima terça-feira, 2 de setembro. O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados marca um momento essencial para a consolidação da democracia brasileira. É uma oportunidade de romper com a tradição de impunidade que acompanha a trajetória do país.
Entre os dias 2 e 12 de setembro, Bolsonaro e outros sete réus que compõem o chamado “núcleo crucial da trama golpista” e respondem a cinco diferentes crimes serão julgados pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), presidida pelo ministro Cristiano Zanin. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.
Leia maisOs julgamentos das turmas no STF são realizados apenas nas terças-feiras à tarde. Por isso, Zanin marcou seis sessões extras para analisar o caso, nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. O mundo estará de olho no STF, como tem estado em todo o processo até o momento. O Supremo, inclusive, recebeu 3.357 pedidos de pessoas interessadas em acompanhar presencialmente o julgamento.
As inscrições foram abertas na semana passada pela Corte e ficaram disponíveis para o público em geral e advogados dos réus dos demais três núcleos da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Só os primeiros 1.200 pedidos de inscrição foram atendidos devido à limitação de espaço. O STF também recebeu 501 pedidos de credenciamento de profissionais da imprensa nacional e internacional interessados em cobrir o julgamento.
Os acusados respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.
Além de Jair Bolsonaro, serão julgados como integrantes do “núcleo crucial da trama golpista” Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Passo a passo – Na primeira sessão, terça-feira, o presidente da 1ª Turma, Cristiano Zanin, chamará o processo para julgamento e dará a palavra a Alexandre de Moraes, que fará a leitura do relatório resumindo todas as etapas do processo, desde as investigações até a apresentação das alegações finais. Após a leitura, a acusação e as defesas dos réus terão direito à palavra. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, será responsável pela acusação e poderá defender a condenação dos réus durante duas horas. Em seguida, os advogados dos acusados farão suas sustentações orais em defesa dos réus, também no prazo de uma hora.
Votação – Com o fim das sustentações da acusação e das defesas, os ministros do STF votam. O primeiro será Alexandre de Moraes, que, em sua manifestação, analisará questões preliminares levantadas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedido de anulação da delação premiada de Mauro Cid, solicitações de absolvição, pedidos para retirar o caso do STF, entre outros. Depois do relator, os demais integrantes da 1ª Turma votam na seguinte sequência: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Maioria decide – A condenação ou absolvição de Bolsonaro e demais aliados ocorrerá com o voto da maioria de três dos cinco ministros da turma, cabendo ainda recurso. Se houver absolvição, o processo é arquivado. Mas, se houver condenação, os ministros votam para decidir, por maioria, a pena a ser fixada para cada réu. O cálculo levará em conta a participação de cada um dos réus nas atividades criminosas.
Tarefa árdua – A missão das defesas dos réus é árdua, uma vez que ainda são recentes na memória popular brasileira as imagens dos Três Poderes depredados. O principal símbolo da trama golpista foram os ataques do dia 8 de janeiro de 2023. As imagens da destruição promovida por apoiadores de Bolsonaro circularam o mundo, enquanto as investigações da Polícia Federal revelaram outras dimensões do ataque, com tramas de assassinatos, o que deixou boa parte da sociedade brasileira estarrecida.
De longe? – Filho de Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enviou um ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), no qual pede para exercer o seu mandato dos Estados Unidos (EUA). Eduardo divulgou o documento em seu perfil no X, afirmando que se trata de um ofício protocolado na última quinta-feira (28). Ontem (29), Eduardo também deu o que falar comentando que gostaria de ser candidato a presidente do Brasil no lugar do pai. Em entrevista ao site Metrópoles, ele disse que poderia fazer uma campanha virtual.
CURTAS
Primeira campanha virtual da história – “Qualquer pessoa que esteja apta, com seus direitos políticos, consegue concorrer. Isso é o que basta para poder concorrer. Como é que seria feita a campanha são outros quinhentos. Talvez, a primeira campanha virtual da história do país, mas eu acredito que até lá a gente tenha aprovado uma anistia”, declarou Eduardo Bolsonaro.
Repercussão nacional – A entrevista do deputado federal Luciano Bivar (UB-PE), ex-presidente do União Brasil, ao podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog, na última terça-feira (26), ganhou repercussão nacional. O site Poder360 repercutiu a fala de Bivar afirmando que o atual chefe do partido, Antonio de Rueda, é “um cara deplorável”. Para Bivar, o União Brasil virou um partido “sem alma” e que não tem mais “vínculo com compromissos morais”.
Faltou gente – A plenária do Ouvir para Mudar em Arcoverde, no Sertão do Estado, ontem, parece não ter empolgado a população local. Em vídeo recebido por este blog, no início da noite da sexta-feira (29), a governadora Raquel Lyra (PSD) falava para um local esvaziado. Com o Ouvir para Mudar, a gestora está percorrendo várias cidades do interior, em clima de campanha eleitoral.
Perguntar não ofende: Qual partido vai topar a campanha virtual de Eduardo Bolsonaro à Presidência da República?
Leia menosO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou parte das medidas cautelares impostas ao senador Marcos do Val (sem partido-ES), investigado por obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime. O magistrado determinou a retirada da tornozeleira eletrônica, o fim do recolhimento domiciliar noturno e o desbloqueio de bens, salários e redes sociais do parlamentar.
Apesar disso, Moraes manteve a apreensão dos passaportes de Do Val e a proibição de deixar o país. A decisão foi tomada após o retorno do senador ao Brasil, depois de uma viagem aos Estados Unidos em julho que havia descumprido determinações anteriores do Supremo, e do afastamento temporário do mandato, autorizado pelo Senado por motivos de saúde. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisCom a nova decisão, o senador recupera acesso às suas contas bancárias, ativos financeiros, veículos, imóveis e perfis em redes sociais como Instagram, Twitter e YouTube. Moraes, no entanto, fixou multa de R$ 20 mil por postagem em caso de reincidência em publicações de conteúdo considerado desinformativo ou de ataque às instituições democráticas.
O ministro destacou que a revogação parcial das medidas cautelares se justifica porque o afastamento do mandato reduz a possibilidade de influência de Do Val nas investigações. Ele também registrou que o senador declarou respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito em ofício encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
As medidas contra Marcos do Val foram impostas no âmbito de inquérito que investiga a trama golpista e envolvem também Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ednardo Raposo, todos já indiciados pela Polícia Federal. Em nota, a defesa de Do Val disse que “recebeu com satisfação a decisão”.
Leia menosPor Ricco Viana – Blog da Folha
O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste) divulgou nesta sexta-feira (29) uma nota pública em que governadoras e governadores da região rebatem declarações recentes do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). No documento, os gestores afirmam que as falas do mineiro “insultam” os estados e cidadãos nordestinos e reforçam que o Brasil “só avançará com cooperação federativa, respeito e verdade”.
A nota apresenta dados que, segundo os signatários, desmontam a “narrativa falaciosa” de Zema. Em 2024, o BNDES desembolsou R$ 133,7 bilhões, sendo 73% destinados ao Sul e ao Sudeste. Minas Gerais, sozinho, recebeu R$ 12,7 bilhões, ocupando a quarta posição entre os mais beneficiados. O Nordeste, por sua vez, ficou com R$ 13,3 bilhões.
Leia maisEm relação aos chamados Gastos Tributários federais, a previsão para 2025 é de renúncia de R$ 536,4 bilhões. Desse total, R$ 256,2 bilhões devem se concentrar no Sudeste e R$ 89,3 bilhões no Sul, enquanto o Nordeste receberá R$ 79,3 bilhões. Em termos proporcionais, a nota destaca que Norte (75,6%) e Nordeste (37,2%) são as regiões que mais dependem desses mecanismos, reforçando o papel redistributivo previsto na Constituição.
Os governadores também contestam a ideia de que os estados nordestinos seriam os principais responsáveis pelo endividamento da União. Segundo os dados apresentados, 92% da dívida pública estadual com a União estão concentrados no Sul e no Sudeste, enquanto o Nordeste responde por apenas 3% do total.
O texto ainda faz um resgate histórico para afirmar que o Estado brasileiro privilegiou de forma contínua o eixo Sudeste-Sul desde o período colonial, com concentração de infraestrutura, crédito e investimentos industriais, enquanto o Nordeste enfrentou migrações forçadas, seca e desestruturação agrária.
Ao rebater o argumento de dependência de programas sociais, os gestores ressaltam que iniciativas como Bolsa Família, BPC e Garantia Safra funcionam como “colchão de proteção em tempos de crise” e geram efeitos multiplicadores na economia local, ao invés de estimular dependência.
“O Nordeste nunca reivindicou esmolas, mas lutou pela criação de políticas de desenvolvimento regional capazes de valorizar suas potencialidades e apoiar seus empreendedores”, diz a nota, assinada pelos nove governadores da região, incluindo o presidente do Consórcio, Rafael Fonteles (PI).
No texto, os gestores também criticam o que classificam como “retórica que divide o país, desrespeita milhões de cidadãos e compromete o ambiente de negócios”. E encerram reafirmando repúdio a “toda forma de racismo, xenofobia e estigmatização regional”.
Críticas
A nota foi divulgada após Zema voltar a atacar os repasses federais ao Nordeste. Em entrevista na quarta-feira (27), o governador disse que o modelo atual gera “ajuda eterna” e acusou o governo federal de usar recursos como “moeda de troca” política.
Não é a primeira vez que Zema provoca reação na região. Em 2023, ele defendeu, em entrevista ao Estado de S. Paulo, que o Consórcio Sul-Sudeste atuasse como contraponto ao Nordeste. Naquele mesmo ano, chegou a afirmar que o Nordeste recebia tratamento privilegiado em relação a outras regiões.
Leia menosPor René Junior*
Não é novidade para ninguém que os índices de violência estão altíssimos em todo o país, e isso tem gerado um sentimento de insegurança no cidadão de bem, que todos os dias sai de casa com medo de tudo e de todos.
Os governos, seja ele federal ou estadual, estão aumentando o efetivo das polícias, mas, mesmo assim, os índices de violência continuam crescendo. Recentemente, aqui em nosso estado, a PMPE formou mais de 2 mil novos policiais militares, que já estão nas ruas atuando de forma ostensiva no combate à criminalidade. Isso é muito bom para a segurança de todos.
Mas uma coisa me chamou a atenção: todos eles, sem exceção, trabalham com um boné na cor laranja e, inclusive, estão sendo chamados de LARANJINHAS por causa da cor do referido boné.
Leia maisNa minha opinião, como cidadão, essa diferença na cor das boinas não deveria ocorrer. Isso faz com que os meliantes, muitos deles com vasta experiência no mundo do crime, “se aproveitem” da falta de experiência desses novos policiais, já que eles são facilmente identificados, repito, pela cor de suas boinas. Claro que todos participaram de um curso extenso na academia, mas sabemos também que é na rua e com o passar do tempo que eles, de fato, se tornam mais qualificados e mais experientes.
Isso sem falar que todos ficam sabendo que eles estão em estágio probatório (período exigido para adquirir estabilidade, ou seja, três anos), em que qualquer falha que venha a acontecer resulta em desligamento do serviço público. Isso faz com que eles fiquem, de certa forma, com as mãos atadas, principalmente quando são confrontados por determinadas pessoas que sabem dessa situação.
Não seria o caso de todos usarem a mesma farda, as mesmas cores dos bonés que os mais antigos usam, para que não haja nenhum tipo de diferença entre eles? E que sejam vistos apenas como policiais, e não como “os policiais novinhos” ou “os laranjas”. Fica a dica!
*Advogado
Leia menosO economista e escritor Gustavo Maia Gomes lança no próximo dia 3 de setembro, às 18h30, na Mercearia Pará, em Casa Amarela, Zona Norte do Recife, o livro “As Últimas Notícias de um País Andino”, com ilustrações de Cavani Rosas. A obra apresenta personagens inusitados e situações que escapam à lógica, como Josianinho, que encolhe ao falar palavras com cedilha, e Otacília, que ao subir em um balão indirigível acabou transformada em lixo espacial. O estilo adotado pelo autor, que ele próprio chama de “irrealismo fantástico”, rejeita a lógica, a plausibilidade e os ditames do politicamente correto, buscando apenas o humor inteligente, a ironia e o bem escrever.
Composto por narrativas marcadas pela irreverência, o livro reúne figuras como a Tia Anacleta, sempre com um olho fechado e outro aberto, formigas que cantam músicas populares e um pianista aplaudido por dez dias. Segundo o autor, a proposta não tem pretensão política, econômica ou histórica, mas aposta na liberdade criativa e no sarcasmo como marcas de estilo. O lançamento será aberto ao público, com a obra disponível para venda no espaço.
A plenária do Ouvir para Mudar em Arcoverde, no Sertão do Estado, parece não ter empolgado a população local. Em vídeo recebido por este blog, no início da noite desta sexta-feira (29), a governadora Raquel Lyra (PSD) fala para um local esvaziado.
Com o Ouvir para Mudar, a gestora está percorrendo várias cidades do interior, em clima de campanha eleitoral. Confira:
O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026, entregue nesta sexta-feira (29) ao Congresso Nacional, confirma que a Previdência Social será novamente o maior gasto da União, superando a marca de R$ 1,11 trilhão no próximo ano.
A segunda maior fatia é para o Ministério da Saúde, com R$ 245,5 bilhões para o custeio do SUS, incluindo programas como o Mais Médicos e a implantação do primeiro hospital inteligente do país.
A Educação contará com R$ 133,7 bilhões, dos quais R$ 87,3 bilhões serão destinados ao ensino básico e R$ 12 bilhões ao programa Pé-de-Meia, voltado à permanência dos estudantes no ensino médio. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisNa área social, o Bolsa Família terá R$ 158,6 bilhões, beneficiando 19,9 milhões de famílias. O seguro-desemprego e o abono salarial somam R$ 97,7 bilhões, enquanto o BPC (Benefício de Prestação Continuada) alcança R$ 130,6 bilhões.
A proposta também prevê investimentos do Novo PAC, que somam R$ 77,6 bilhões nos orçamentos fiscal e da seguridade social, além de R$ 88,5 bilhões em estatais. Na segurança pública, o governo destina R$ 1,99 bilhão ao Fundo Nacional de Segurança Pública e R$ 1,79 bilhão à Polícia Federal.
A peça enviada pelo governo fixa o limite de despesas primárias em R$ 2,428 trilhões e projeta superávit primário de R$ 34,3 bilhões (0,25% do PIB), em pleno ano eleitoral. O salário mínimo está estimado em R$ 1.631, com reajuste pelo INPC e ganho real de 2,5%.
Confira o orçamento por ministério em 2026:
Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com com o poeta, compositor e intérprete paraibano Jessier Quirino, ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
O deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) apresentou requerimento à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados para a realização de uma audiência pública sobre suposta perseguição da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a taxistas que atuam no trecho entre Pernambuco e Paraíba. A solicitação foi motivada por denúncias de apreensões de veículos e aplicação de multas consideradas abusivas.
De acordo com o parlamentar, há casos em que profissionais regularizados foram penalizados de forma desproporcional. Em um episódio recente, um taxista que transportava duas passageiras entre os dois estados teve o carro apreendido sob alegação de “transporte irregular”, recebeu multa de R$ 7.500,00 e as passageiras foram deixadas no meio da estrada sem qualquer tipo de assistência.
Para a audiência, Eduardo da Fonte convidou o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio, os chefes dos escritórios regionais da agência em Recife e João Pessoa, além de representantes dos sindicatos de taxistas de Pernambuco e da Paraíba. “O Parlamento tem o dever de dar respostas a esses trabalhadores, investigando se existe perseguição e coibindo possíveis abusos”, afirmou o deputado.