Depois de Bonito, com uma paradinha no Recife, já estou em Arcoverde, onde cumpri, há pouco, meus 8 km da corridinha diária no Parque Verde.
Depois de Bonito, com uma paradinha no Recife, já estou em Arcoverde, onde cumpri, há pouco, meus 8 km da corridinha diária no Parque Verde.
O advogado Walber Agra vai reunir, daqui a pouco, em sua residência no Recife, um grupo de lideranças políticas em torno do ex-ministro e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Agra, que atua como advogado do PDT nacional, convidou também a recém-filiada Marília Arraes, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, além do pai dele, o ex-prefeito de Caruaru Zé Queiroz, e a vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão.
O encontro deve contar ainda com representantes do partido em diferentes esferas e com a presença do deputado federal Túlio Gadelha, hoje no Rede, mas que já integrou o PDT e estuda a possibilidade de retornar à legenda.
A deputada estadual Gleide Ângelo oficializou, nesta quinta-feira (12), sua filiação à Federação União Progressista. A ficha foi assinada pelo presidente da federação em Pernambuco, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), e pelo deputado federal Lula da Fonte (PP), segundo secretário da Câmara dos Deputados.
Segundo a direção da federação, um dos desafios colocados à parlamentar é a elaboração de um plano de governo voltado ao enfrentamento da violência contra as mulheres em Pernambuco, a partir do Conselho em Defesa das Mulheres. De acordo com Eduardo da Fonte, Gleide terá autonomia para definir prioridades de atuação e posicionamentos políticos. Delegada da Polícia Civil, a deputada foi eleita em 2018 com a maior votação já registrada para o cargo no estado e mantém atuação ligada à segurança pública e à proteção das mulheres.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reforçou a estratégia de se diferenciar de colegas presidenciáveis do PSD em entrevista à Globonews, nesta quinta-feira, 12. O pré-candidato disse confiar que a decisão do presidente da sigla, Gilberto Kassab, sobre quem será o escolhido para ir às urnas, será baseada em “faro político”, minimizando a desvantagem numérica em pesquisa do Datafolha. Alegou ainda que é capaz de conversar com “eleitores dos dois lados” da polarização e que manteve a coerência política ao não se associar diretamente nem a Lula, nem a Jair Bolsonaro.
O levantamento divulgado no final de semana mostra Lula (PT) variando entre 38% e 39%, Flávio Bolsonaro (PL) com 32% a 34% e os candidatos da chamada “terceira via” distantes da dupla. Leite tem 3% das intenções de voto, contra 7% do governador do Paraná, Ratinho Júnior, e 4% do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ambos do PSD. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pontua entre 4% e 5%, e completam a lista Renan Santos (Missão), com 3%, e Aldo Rebelo (DC), com 2%. A margem de erro é de dois pontos percentuais. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— Estatisticamente essa diferença não tem relevância, em primeiro lugar. A margem de erro da pesquisa aponta empate. Nós três temos governos com boas avaliações para apresentar, não se discute capacidade de gestão de cada um. A decisão do partido deve recair sobre uma análise que envolve o faro político, que tem um grau de subjetividade, de quem é capaz de conversar com o espectro mais amplo do eleitorado — argumentou o gaúcho.
Foi nesse sentido que o político ressaltou o que entende ser o seu diferencial a Ratinho e Caiado, concorrentes que marcaram presença em manifestações bolsonaristas e demonstram mais proximidade com Flávio, antecipando até mesmo o apoio num eventual segundo turno contra o PT.
— Os meus colegas fizeram, legitimamente, adesão à candidatura (à reeleição de Jair Bolsonaro), em 2022. Mas eu procurei manter a minha coerência de quem não se sente representado nem por Lula, nem por Bolsonaro. E quero conversar com eleitores dos dois lados. Não apenas do centro para um dos campos políticos, porque eu vejo brasileiros, tanto à esquerda quanto à direita, com legítimas preocupações com o país, e a gente precisa conversar com eles.
Leite alega que existe uma “esquerda não lulista que quer ver uma candidatura com visão de inclusão, de respeito à diversidade, preocupada com os temas sociais”, ao mesmo tempo que observa uma “direita não bolsonarista preocupada com segurança pública e com uma agenda de liberdade econômica”.
— As duas coisas não são incompatíveis: é possível conciliar essas visões.
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Por Inácio Feitosa*
Meu pai contava uma história curiosa. Dizia que antigamente era fácil reconhecer quando alguém atravessava a fronteira entre Pernambuco e Paraíba apenas pela qualidade das estradas. Ele narrava o caso de um ceguinho que viajava pelo interior de ônibus, seguindo em direção a Monteiro, terra dos meus antepassados, no Cariri paraibano.
Em determinado momento do caminho, o viajante dizia:
“Eita, Pernambuco danado, já saímos da Paraíba.”
Noutras ocasiões, no sentido inverso, a frase vinha com outro tom:
“Eita, Paraíba boa danada, já entramos aqui em boas estradas.”
Era uma forma simples e bem-humorada de ilustrar algo que ficou por muito tempo no imaginário popular: a Paraíba tinha boas estradas. Esse era um sinal visível de organização do território, de cuidado com a infraestrutura e de respeito com quem vive e circula pelo estado.
O curioso é perceber que, passados tantos anos, essa tradição não apenas permaneceu como evoluiu.
Hoje a Paraíba não tem apenas boas estradas. A Paraíba possui uma infraestrutura robusta, moderna, com obras que transformam paisagens urbanas e melhoram a mobilidade e a qualidade de vida da população. A capital João Pessoa ganhou um novo cartão-postal urbano, e diversas regiões do estado receberam investimentos importantes em mobilidade, urbanização e logística.
Essas melhorias não ficaram restritas à capital. Espalharam-se pelo interior, conectando cidades, facilitando deslocamentos e criando condições para o desenvolvimento econômico regional. Estradas, viadutos, obras estruturantes e intervenções urbanas passaram a compor uma nova fase de desenvolvimento paraibano.
Foi justamente observando essa transformação que procurei entender o que estava acontecendo.
Este texto não é escrito por um pessoense. Também não é escrito por um paraibano residente no estado, nem por alguém ligado politicamente ao personagem deste artigo. Escreve estas linhas um advogado que vive em Recife, cuja família tem origem na cidade de Monteiro e que, inclusive, mantém vínculos eleitorais com essa terra.
Mas, acima de tudo, escreve alguém que admira bons gestores públicos.
E bons gestores são raros.
São raros porque gestão pública exige algo que nem sempre aparece na política: planejamento, capacidade técnica, compromisso com resultados e respeito ao dinheiro público. Exige trabalho constante, disciplina administrativa e equipes competentes.
Foi procurando entender quem estava por trás desse novo momento da Paraíba que encontrei o personagem deste texto.
Dou a ele aqui um nome que resume bem a sua imagem administrativa: João Gestor.
João Gestor é o governador da Paraíba.
Seu trabalho tem se destacado pela continuidade de investimentos em infraestrutura, pela execução de obras estruturantes e por uma gestão reconhecida pelo planejamento e pela capacidade de execução. Estradas que conectam regiões, viadutos que organizam o trânsito, intervenções urbanas e políticas públicas que ampliam a presença do Estado em diversas áreas.
Ao observar o conjunto dessas ações, é difícil não reconhecer que a Paraíba vive um momento administrativo importante.
Posso afirmar, com tranquilidade, que a Paraíba tem hoje, se não o melhor, certamente um dos dois ou três governadores mais eficientes do país.
Oxalá tivéssemos mais governadores com esse perfil.
Já ouvi comentários de que João não seria exatamente uma pessoa expansiva ou extremamente simpática. Mas isso também levanta uma reflexão interessante: quem disse que para ser um bom gestor é preciso ser simpático?
Boa gestão exige outras qualidades.
Exige arregaçar as mangas.
Exige planejamento.
Exige disciplina administrativa.
Exige montar equipes competentes.
E exige, sobretudo, saber dizer não quando necessário.
Talvez venha daí essa percepção de personalidade mais reservada.
Mas, se for esse o preço de uma gestão eficiente, que seja.
Faço questão de registrar que não conheço pessoalmente o governador João Azevêdo. Ele provavelmente também não sabe quem eu sou. Este texto não nasce de proximidade política, nem de interesse pessoal.
Nasce apenas do olhar de um observador externo que acompanha a administração pública e reconhece quando um gestor se destaca.
Este artigo é, portanto, uma pequena homenagem a esse perfil de administrador: ao João técnico, ao João gestor, talvez de poucos sorrisos públicos, mas que honra a administração de um estado brasileiro.
Um estado que, pela qualidade da sua gestão, pode servir de exemplo para o país.
Parabéns à Paraíba.
Parabéns ao seu gestor.
*Advogado
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta quinta-feira (12) que o Supremo Tribunal Federal (STF) condene o deputado cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ) pelos crimes de dano qualificado e deterioração do patrimônio da União ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Ramagem está foragido no Estados Unidos. A fuga ocorreu em setembro do ano passado, antes dele ser condenado pelo Supremo a 16 anos de prisão na chamada trama golpista pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito. As informações são do g1.
Leia maisEle fazia parte do chamado núcleo crucial que atuou para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas urnas em 2022 — Bolsonaro foi considerado líder da organização criminosa e condenado a 27 anos de prisão.
Na época, como era parlamentar, a Câmara decidiu suspender dois crimes contra Ramagem. Depois da perda do mandato, o Supremo retomou a análise da ação penal pelos dois crimes praticados após sua diplomação em dezembro de 2022. Os delitos são:
Ambos praticados em 8 de janeiro de 2023.
Em fevereiro, Ramagem chegou a ser interrogado na ação penal, por videoconferência, mesmo estando foragido.
Agora, a Procuradoria apresentou a chamada alegações finais, última manifestação antes do julgamento, e defendeu a condenação.
“Não é demais recordar que todas essas condutas imputadas a Alexandre Ramagem já foram reconhecidas como criminalmente relevantes pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, restando apenas o reconhecimento do nexo de causalidade entre essas ações e o
evento violento de 8.1.2023. Os elementos reunidos nos autos comprovam, portanto, que
Alexandre Ramagem Rodrigues concorreu, de forma relevante, para todos os crimes que lhe são imputados na denúncia”, escreveu.
Segundo Gonet,o fato de Ramagem ter sido eleito deputado “em nada enfraquece acusação de que ele buscava a manutenção ilegítima do governo derrotado. Ao orquestrar previamente ataques institucionais severos, inclusive ao sistema eletrônico de votação, o acusado tinha plena consciência do desdobramento social futuro de sua conduta, notadamente em caso da derrota de Jair Bolsonaro nas urnas”.
A Procuradoria afirmou ainda que Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, atuou para o processo de tensionamento da população contra as instituições democráticas e de disseminação de descrédito sobre o sistema eleitoral. “O episódio de 8.1.2023 foi o corolário direto do ambiente de radicalização que o réu ajudou, conscientemente, a pavimentar” .
Agora, o Supremo deve abrir prazo para que a defesa de Ramagem entregue sua última manifestação no processo.
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A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal deflagraram, nesta quinta-feira (12), a Operação Díade para apurar indícios de irregularidades em contratações realizadas pela Prefeitura de Orobó, no Agreste de Pernambuco. A investigação abrange contratos firmados entre 2019 e 2025, nas gestões dos prefeitos Kleber Chaparral e Severino Luiz de Abreu, relacionados à execução de obras, serviços de engenharia e fornecimento de materiais de construção.
Segundo a CGU, há suspeitas de superfaturamento nas contratações e de transferências de valores consideradas atípicas a responsáveis por licitações do município. Os pagamentos feitos a duas empresas investigadas somam cerca de R$ 18,4 milhões, sendo aproximadamente R$ 6,7 milhões provenientes de recursos do orçamento da União. As apurações indicam possíveis crimes de frustração ao caráter competitivo da licitação, corrupção passiva, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão nos municípios de Aliança, Buenos Aires e Orobó, em Pernambuco, além de Umbuzeiro (PB) e Ilhabela (SP). A operação mobilizou 68 policiais federais e cinco auditores da CGU. A Controladoria informou ainda que denúncias sobre irregularidades podem ser encaminhadas por meio da plataforma Fala.BR, mantida pela Ouvidoria-Geral da União, com possibilidade de envio anônimo.
O advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, declarou há pouco, em entrevista ao blog, que decidiu apoiar a governadora Raquel Lyra (PSD) no pleito de 2026. Ao justificar a posição, afirmou que sua escolha não está vinculada a relações familiares, mas ao que considera melhor para o Estado. “Política exige maturidade. Minha posição política não é definida por laços familiares, mas por convicções e pelo que considero melhor para Pernambuco. Apoio político não é herança nem obrigação de parentesco. E acredito que, neste momento, o melhor para Pernambuco em 2026 é Raquel Lyra, que vencerá as eleições”, disse.
Confira na íntegra:
Leia maisPor que o senhor não apoia ou vota em João Campos?
João Campos tem demonstrado principalmente uma forte capacidade de comunicação com a população. Isso é importante, mas governar exige mais do que administrar redes sociais. Governar exige capacidade administrativa, visão estratégica e disposição para ouvir críticas.
No Recife, os grandes desafios da cidade continuam pouco enfrentados. Em áreas essenciais, como mobilidade urbana, revitalização do Rio Capibaribe e de suas margens, políticas sociais estruturantes, recuperação da orla, revitalização do centro histórico e fortalecimento da cultura, os avanços foram muito limitados. Também preocupa a baixa transparência de ações da gestão. O que aparece com frequência é um processo contínuo de privatização de espaços públicos.
Por que apoiar Raquel Lyra?
A governadora tem realizado muitas entregas importantes para Pernambuco em um momento difícil do país e do Estado. Governar em tempos de restrição fiscal e crise estrutural não é simples, e ainda assim seu governo tem apresentado resultados, inclusive na área social.
No caso específico de Olinda, entendo o posicionamento estratégico dela em ajudar a cidade, que precisa de um porto na Região Metropolitana, diante de João ser prefeito do Recife. Eventual apoio dela no município não é suficiente para deixar de apoiar o seu projeto estadual.
Na política, não podemos agir movidos por ressentimentos pessoais. Podemos ter divergências em alguns pontos, o que é natural, mas o que deve orientar qualquer decisão é o interesse maior do Estado. Se houver convergência em torno de um projeto que ajude Pernambuco a crescer, melhorar a vida das pessoas e fortalecer as instituições, não vejo problema em apoiá-la.
Política exige maturidade. Não faço política com base em mágoas, faço pensando no futuro de Pernambuco. E acredito que, neste momento, o melhor para Pernambuco em 2026 é Raquel Lyra, que vencerá as eleições.
E o plano nacional?
Importante ressaltar que, no plano nacional, Raquel está mais próxima do campo centro-direita do que João. Contudo, a geopolítica nacional mudou e a eleição federal será disputada. Quanto a essa, mais na frente, com as candidaturas desenhadas, anunciarei o meu voto.
O que aconteceu após a morte de Eduardo, seu irmão, para ocorrer seu distanciamento da família?*
A questão central foi a disputa pelo protagonismo político dentro da família. Enquanto Eduardo estava vivo, ele tinha a capacidade de equilibrar as relações familiares e políticas com firmeza e sabedoria. Após sua morte, esse equilíbrio deixou de existir.
Eu estive ao lado de Eduardo em momentos muito difíceis da sua trajetória. Participei diretamente da mediação que encerrou sua histórica disputa política com Jarbas Vasconcelos, antes de sua candidatura ao Senado. Fui coordenador da sua defesa no caso dos precatórios e, durante muitos anos, comandei o jurídico de suas campanhas.
Hoje movo uma ação de produção de provas buscando demonstrar que houve falha provocada no avião que o conduzia. Em relação ao meu avô, Miguel Arraes, quando fui presidente da Fundação Joaquim Nabuco, após 10 anos de presidente do Instituto Miguel Arraes, levei seu acervo para preservação na Casa de Nabuco.
Isso ocorreu enquanto parte da família decidiu vender a casa onde ele viveu — decisão da qual discordei profundamente. Inclusive renunciei à procuração do inventário para não compactuar com essa venda, porque entendo que aquele imóvel deveria se transformar no Memorial Magdalena e Miguel Arraes. Muitos usam e se beneficiam do nome, mas pouco fazem para preservar a sua memória.
O senhor saiu recentemente de mais uma tentativa de chegar à Prefeitura de Olinda, mas em um voo solo, sem apoio do PSB. Por quê?
Minha candidatura em Olinda foi construída para marcar posição e apresentar um projeto para a cidade, e não apenas para resultados eleitorais. Raquel, no início, tentou me ajudar e me aconselhou a ser candidato em outro momento.
Quanto a João, cujas forças já tinham me traído em 2016, quando tive um apoio formal enquanto ajudava Lupércio, não poderia esperar ajuda.
É fato que Raquel cresce, reage e ameaça a liderança de João?
A política é dinâmica. Nenhuma liderança é permanente ou automática. Raquel vencerá as eleições. No final das contas, quem define liderança política não são apenas os bastidores ou os analistas políticos, mas, principalmente, a população, avaliando as gestões e decidindo nas urnas.
Se João ele tivesse procurado o senhor, teria seu apoio?
A política precisa sempre de diálogo e capacidade de escuta. Grandes projetos se constroem conversando com pessoas diferentes e respeitando trajetórias diversas. João se acha predestinado, ou seja, que seu destino é a Presidência da República. Tem um longo caminho até lá. Sempre defendi que o diálogo é o melhor caminho para superar divergências e construir convergências. A humildade é uma virtude essencial na vida pública, porque ninguém governa sozinho.
Qual impacto o senhor imagina provocar ao apoiar Raquel e não seu sobrinho?
Minha posição política não é definida por laços familiares, mas por convicções e pelo que considero melhor para Pernambuco. Apoio político não é herança nem obrigação de parentesco. Em uma democracia, cada liderança tem liberdade para tomar suas decisões e construir suas alianças. Meu voto será em Raquel Lyra.
Como o senhor avalia o governo Raquel?
O governo de Raquel Lyra enfrenta desafios muito grandes, muitos deles acumulados ao longo de anos de problemas estruturais em Pernambuco. Um dos traços que admiro na sua personalidade é a sua disciplina e firmeza de posições.
Mesmo assim, é possível perceber um esforço consistente de reorganização administrativa e de retomada de investimentos em áreas importantes do Estado. Em um cenário difícil, seu governo tem conseguido realizar entregas relevantes para a população.
Ainda há muito a fazer, naturalmente, mas vejo uma gestão que trabalha com foco na recuperação da capacidade de investimento do Estado e na construção de um projeto de desenvolvimento para Pernambuco.
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A Polícia Federal (PF) flagrou o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deixando uma agência bancária com R$ 350 mil em espécie e entrando em um carro registrado em nome de uma empresa pertencente a primos do senador.
O episódio consta em relatório de monitoramento da investigação que apura fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá.
Leia maisAgentes passaram a seguir os passos de Chaves Pinto após receberem um alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre saques em espécie em valores considerados altos. A PF identificou que essas retiradas de dinheiro ocorriam pouco tempo após o recebimento de recursos provenientes de contratos públicos, configurando indícios de “lavagem de capitais”.
A PF apura suspeitas de que o suplente de Alcolumbre é um dos líderes de uma organização criminosa suspeita de conluio e simulação de competitividade em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) do Amapá.
Segundo o inquérito, o empresário atuava como como o líder de um dos núcleos do esquema, “exercendo forte ingerência institucional no DNIT/AP, valendo-se de sua condição de suplente de senador da República para praticar, em tese, o crime de tráfico de influência”.
“As investigações financeiras demonstraram vultosos e sucessivos saques em espécie, que ultrapassam R$ 3 milhões, das contas de suas empresas, em datas próximas a pagamentos de contratos públicos, configurando indícios de lavagem de capitais”, diz a PF no relatório
Procurado, o empresário afirmou que os saques são referentes a pagamentos a funcionários e prestadores de serviços de sua empresa. “O presente processo tramita sob segredo de Justiça, razão por que as manifestações da defesa ocorrem exclusivamente nos autos, em estrita observância às determinações legais”, afirma, em nota.
Alcolumbre, por sua vez, afirmou que “não possui qualquer relação com a atuação empresarial de seu segundo suplente”.
Ao longo das apurações, os investigadores identificaram saques sucessivos em espécie nas contas de Chaves Pinto que ultrapassam R$ 3 milhões. As retiradas eram feitas em diferentes agências bancárias do Amapá.
Uma dessas retiradas, monitoradas pela PF, ocorreu em 7 de novembro de 2024, em uma agência bancária em Santana (AP), município a cerca de 20 quilômetros de Macapá. Na ocasião, alertados de que Chaves Pinto havia provisionado a retirada de R$ 350 mil em espécie, agentes se postaram em frente ao local.
De acordo com o relatório da vigilância, o empresário chegou à agência às 13h14, no banco de carona de uma SUV branca. Ele desceu do veículo carregando uma mochila azul, entrou na agência, onde permaneceu por aproximadamente 30 minutos. Após deixar o estabelecimento bancário, entrou no mesmo carro, que o aguardava do lado de fora, e partiu em direção à sede de uma de suas empresas.
A PF identificou que, na ocasião, o carro que levou e aguardou Chaves Pinto na porta da agência bancária estava registrado em nome da Lojas 2A Ltda., que vende produtos importados em Macapá. A firma tem como únicos sócios Alberto Brasil Alcolumbre e André Luiz Brasil Alcolumbre, primos de primeiro grau do presidente do Senado.
O documento da transação, obtido pelo GLOBO, informa que o veículo da empresa dos primos foi vendido oficialmente em julho de 2025 para Chaves Pinto, quase 9 meses depois do flagra da PF relacionado ao carro.
A transação foi comunicada no dia 24 daquele mês, dois dias depois de o empresário ser alvo de buscas e apreensões da PF, durante a Operação Route-156.
Procurado, André Alcolumbre afirmou que o veículo foi vendido de fato para Chaves Pinto em 2022, “com valor da venda devidamente recebido em nossa conta corrente”. De acordo com ele, a transferência não ocorreu na ocasião “por erro material”.
Pelo Código de Trânsito Brasileiro, o comprador de um veículo tem prazo de até 30 dias para efetuar a transferência de propriedade junto ao órgão de trânsito, sob pena de multa.
Obras em rodovia
Segundo decisão da Justiça Federal que autorizou a operação, a investigação aponta a atuação de uma organização criminosa voltada à fraude do caráter competitivo de licitações realizadas pela superintendência do Dnit no Amapá.
A PF encontrou diálogos e troca de documentos sigilosos entre o superintendente e representantes das empresas antes mesmo da publicação dos editais. Uma conversa de 25 de outubro de 2023, interceptada pelos investigadores, mostra o chefe do Dnit local agradecendo ao suplente de Alcolumbre pelo aumento nos recursos enviados ao órgão. Ele atribui a quantia às “tratativas do nosso senador”, referência, segundo a apuração, ao presidente do Senado.
Em outro trecho da investigação, o então superintendente pede que Chaves Pinto peça a Alcolumbre que pressione o governo a liberar os pagamentos, evidenciando, segundo decisão judicial, o uso de influência política para obtenção de verbas ao Dnit.
“Solicita a Breno que fale com o senador Davi Alcolumbre para postar uma foto, e para ‘dar uma pressão no governo para liberar nossos empenhos”, diz trecho da investigação
A apuração teve início a partir de denúncias que indicavam favorecimento de empresas em quatro licitações realizadas pelo Dnit. Auditorias da Controladoria-Geral da União indicaram lentidão na execução das obras e possível desvio de recursos. Também foram apontadas transações financeiras com indícios de lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa composta por agentes públicos e empresários.
Procurado, o Dnit não se manifestou. Na época da operação, o órgão afirmou colaborar com a investigação e que as “instâncias de integridade da autarquia também estão apurando os fatos a fim de adotar as medidas administrativas que forem necessárias”. “O Departamento repudia qualquer prática fraudulenta ou ato de corrupção e conta com uma Política Antifraude e Anticorrupção que, entre outros aspectos, deixa clara essa premissa”, disse, em nota.
Os contratos investigados pela PF somam R$ 60,2 milhões e envolvem pregões para manutenção e recuperação de trechos da BR-156. A suspeita é de que o grupo simulava concorrência em licitações para direcionar contratos às empresas investigadas.
A BR-156 é a principal via rodoviária do Amapá, com 823 km de extensão entre Laranjal do Jari e Oiapoque. A precariedade na manutenção da estrada afeta diretamente o acesso da população a serviços básicos.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério dos Transportes, responsável por implementar a política de infraestrutura de transportes terrestres no país. Entre suas atribuições estão a construção, manutenção e fiscalização de rodovias federais, além da gestão de obras em ferrovias, hidrovias e instalações de apoio ao transporte.
Alvo em 2022
Em dezembro de 2022, Chaves Pinto já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal. Na ação, os agentes apreenderam cerca de R$ 800 mil em dinheiro vivo na sede da empresa durante a investigação que apura fraudes e superfaturamento na mesma obra rodoviária no Amapá.
A investigação começou em razão de um inquérito sobre a inserção de informações falsas no sistema do Ibama para a movimentação de créditos florestais para “esquentamento” de madeiras de origem ilegal. A PF verificou a ocorrência de suposto superfaturamento no valor de R$ 6,1 milhões nas obras tocadas pela firma do segundo suplente do senador, que é investigado pelos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Procurado em março de 2023, o empresário afirmou que a Justiça havia autorizado a devolução dos bens apreendidos e disse que a acusação de compra de madeira ilegal aconteceu em razão de um erro na aquisição do produto, com a compra endereçada para a sede da empresa e não para o local da obra, o que contrariaria as regras do Ibama. Ele também negou irregularidades ou conflito de interesses nas contratações envolvendo as empresas que comanda.
O episódio envolvendo os primos do senador e o avanço das investigações da Polícia Federal no Amapá ocorrem em meio a um momento de tensão política em Brasília. Nas últimas semanas, Alcolumbre tem manifestado a interlocutores insatisfação com operações da PF no estado que atingem pessoas de seu entorno político, incluindo o segundo suplente e apurações relacionadas ao banco Master.
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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), confirmou a candidatura ao Senado por São Paulo. Tebet afirmou que atende a um pedido do presidente Lula (PT) e também do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e que só faltava “pedir a bênção de sua mãe” para aceitar concorrer, o que aconteceu nesta quarta-feira (11). Tebet é de Mato Grosso do Sul, estado pelo qual foi eleita senadora, mas agora pretende mudar o domicílio eleitoral para concorrer por São Paulo.
— Eu precisava das bênçãos da minha mãe, que tinha a expectativa de que eu pudesse voltar para a casa dela, ficar mais próximo dela. Depois de explicar a situação para a minha mãe, eu decidi cumprir a missão. São Paulo é atravessar um rio, uma ponte, é onde eu fiz meu mestrado, é onde eu vou sempre visitar minhas filhas que moram em São Paulo, meu marido é de São Paulo — afirmou a ministra em coletiva de imprensa durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, em Campo Grande (MS). As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA decisão de Tebet de concorrer pelo estado já havia sido adiantada pelo GLOBO em janeiro, quando ela acertou com o presidente que iria mudar o domicílio eleitoral para disputar o cargo. Tebet afirmou que o processo eleitoral em São Paulo “é muito importante para o Brasil” e lembrou que, em 2022, quando disputou a presidência da República, boa parte dos votos que recebeu foram no estado.
— Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver, inclusive, que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde eu tenho mais acentuação — falou.
A ministra deve deixar o ministério até o fim deste mês, mas ainda não divulgou em qual data exata. Com isso, a chapa em São Paulo vai se desenhando, já que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), já anunciou que deixará o cargo na semana que vem, para concorrer ao cargo de governador do estado.
— A gente tem, por exemplo, o relatório bimestral do orçamento em dia 22 (de março). Em seguida, é organizar, deixar tudo organizado para o próximo, a próxima, não sei quem vai assumir. Até tenho conversado com o presidente, mas é ele quem vai, no momento certo, anunciar a nossa saída. Mas acredito que final do mês, depois da Semana Santa, até o final do mês eu entrego o ministério — falou.
A candidatura de Tebet, entretanto, depende de uma mudança de partido. Atualmente, ela está no MDB, mas o partido apoiará a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo paulista. Portanto, para ela se lançar candidata no estado, deve se filiar a outra sigla. No momento, o PSB é o favorito, e Alckmin tem conversado com Simone para fazer essa troca. Ela, entretanto, ainda não cravou que irá para a legenda.
O presidente Baleia Rossi já afirmou que só apoiaria Tebet se ela quisesse disputar o Senado pelo Mato Grosso do Sul.
— Em São Paulo, nós já temos palanque. Se fizer essa mudança, ela vai para outro projeto. Não tem o compromisso do MDB — disse em entrevista à Globonews em fevereiro.
Nesta semana, o Datafolha divulgou a primeira pesquisa do ano para o Senado em São Paulo, que mostrou quatro ministros do presidente Lula à frente dos candidatos da direita. São eles: Fernando Haddad (Fazenda), Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Simone Tebet (Planejamento) e Márcio França (Empreendedorismo). O mesmo ocorre com Marina Silva (Meio Ambiente) em um cenário testado, mas ela empata no limite da margem de erro em outro.
O levantamento foi feito antes de Haddad admitir candidatura ao governo do estado, o que era negado até então. Alckmin, por sua vez, já afirmou publicamente que pretende apenas disputar a eleição se for mantido como vice na chapa presidencial de Lula. Haddad apareceu em primeiro, com 30% das intenções de voto, e Tebet em segundo, com 25%. Em terceiro, está França, com 20%, seguido de Marina, com 18%.
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Com o anúncio da filiação da ex-deputada federal Marília Arraes ao PDT, e a discussão sobre quem a pré-candidata ao Senado apoiaria na corrida pelo governo de Pernambuco, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, revelou que sente que o PDT já foi descartado pelo possível projeto do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Segundo o líder partidário, as conversas com o gestor municipal e as especulações da imprensa esclarecem que Campos não pretende trazer nomes do Partido Democrático Trabalhista para a chapa da Frente Popular. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“Estamos vendo pela imprensa que o prefeito João já fechou a sua nominata com seus candidatos, e nós estamos excluídos, e estamos buscando outras alternativas. Como a gente pode ficar com quem não quer ficar com a gente?”, defendeu Carlos Lupi, durante entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, nesta quinta-feira (12).
O presidente nacional do PDT também esclareceu que a candidatura de Marília ao Senado é irreversível, e que, por isso, o foco da legenda é montar alianças que favoreçam a ex-deputada.
“Nós precisamos de uma aliança que viabilize à candidatura da Marília. A decisão de Marília é irreversível de ser candidata ao Senado. E eu nunca vi em nenhum estado da federação ninguém que lidera uma pesquisa para o Senado, tendo sido candidata a governadora, tendo o nome que ela tem, desistir antes do processo eleitoral com a popularidade que ela tem”, argumenta o líder partidário.
Atualmente, o partido vê como possibilidade ter uma candidatura própria para governador, formalizar uma aliança com a governadora Raquel Lyra (PSD), ou ainda ter uma candidatura avulsa para o estado. De todo modo, a ideia defendida pelo PDT é de que Marília Arraes será candidata independente do cenário.
“Isso é que nem casamento, a gente namora, se conhece, noiva, e depois casa, é um processo. Tem a questão da candidatura passada, que deixou algumas sequelas (Raquel e Marília foram concorrentes ao governo em 2022. […] Mas eu vejo com muita simpatia duas mulheres, uma no governo do estado, outra no Senado”, afirma o presidente do PDT, que diz manter conversas com a chefe do Executivo estadual.
De acordo com Lupi, João Campos lhe revelou que, com a consolidação do nome do senador Humberto Costa (PT) em sua chapa majoritária, agora a busca é por um candidato que represente o centro político para ocupar a segunda vaga ao Senado Federal.
“Ele conversou comigo há uma semana, e falou com clareza que queria uma aliança mais ao centro, pois, já tendo Humberto Costa, ele precisava de um candidato mais ao centro para fechar sua chapa”, contou Lupi, que acredita que, pelos comentários internos, também não terá nomes para vice-governador e para outros cargos parlamentares.
Túlio Gadêlha
Na entrevista, Carlos Lupi também falou sobre uma possível volta do deputado federal Túlio Gadêlha ao PDT. A legenda já articula esse movimento com o parlamentar, além de sua reeleição à Câmara dos Deputados.
Em meio a isso, surge o comentário de que Gadêlha teria receio de integrar o time do PDT, e, durante o processo, Marília pudesse desistir do Senado e disputar o cargo de deputada federal, dispersando os votos do eleitorado. Contudo, o presidente nacional do partido desmente essa ideia.
“Eu não posso obrigar ele. Eu posso desejar, eu posso abrir as portas. Posso dizer para ele assim: “Volta para tua casa. A sua casa é aqui”. Então vou manter essa conversa. Ele sabe que a decisão da Marília é irreversível de ser candidata ao Senado. Essa é a nossa decisão”, conclui.
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Diante da guerra no Oriente Médio e da escalada no preço do petróleo, com a possibilidade de desabastecimento de óleo diesel no país, o governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) que não cobrará impostos sobre esse combustível. As informações são do g1.
Também foi anunciado:
O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.
Leia mais“Essa coletiva é uma reparação para o que acontece no Brasil e no mundo, muito causado pela irresponsabilidade das guerras no mundo. O preço do petróleo está fugindo ao controle, isso significa aumento de combustível, e nos EUA já subiu 20%”, disse Lula em conversa com jornalistas.
“Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo. Vamos fazer tudo o que for possível”, prosseguiu.
Além do ministro da Fazenda, os ministros Rui Costa, da Casa Civil; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; e Alexandre Silveira, de Minas e Energia, participaram da coletiva e deram declarações.
Impostos zerados sobre o diesel
Segundo o Planalto, um dos decretos assinados pelo presidente zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para importação e comercialização do diesel.
Isso representa, ainda segundo o governo, uma redução de R$ 0,32 dos tributos PIS e Cofins. Outros R$ 0,32 vem da subvenção. Dessa forma, o governo espera um impacto de R$ 0,64 por litro.
De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o PIS, Pasep e a Cofins representam, que, juntos, cerca de 10,5% no valor do diesel comercializado.
“A maior pressão vem do diesel, e não da gasolina. É com o diesel que estamos mais preocupados, pelo fato de afetar as cadeias produtivas de forma mais enfática. Escoamento da safra é feito por caminhões a diesel, o plantio é feito com maquinário que usa diesel”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Taxação de petróleo exportado e medidas de fiscalização
Outro ato do governo eleva o imposto de exportação sobre petróleo em 12% a partir desta quinta-feira, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
“Os produtores que estão auferindo lucros extraordinários vão contribuir com imposto de exportação extraordinário, e consumidores não serão afetados”, disse Haddad.
Também foram assinadas medidas provisórias punindo o “armazenamento injustificado” e o “aumento abusivo do preço” dos combustíveis — que passarão a ser fiscalizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que os “abusos se tornaram recorrentes” no setor de combustíveis.
“A redução de preços demora muito para chegar na bomba, quando chega, ou chega só parcialmente. Ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois. Nesse intervalo, consumidor paga muito mais do que deveria. E o contrário é verdadeiro, Petrobras não subiu preço e já tem aumentos nos postos”, declarou Rui Costa.
As medidas foram publicadas após a coletiva de imprensa em edição extra no Diário Oficial da União (DOU).
Uma equipe do governo vai se reunir nesta tarde com representantes de distribuidoras para cobrar que as medidas anunciadas sejam repassadas para o consumidor.
Antes do anúncio, governo avaliava alternativas para reduzir os impactos da volatilidade sobre o combustível, considerado estratégico para o transporte de cargas e para a inflação.
A preocupação no Planalto é a de evitar repasses bruscos ao consumidor e ao setor produtivo, que podem pressionar os custos logísticos e afetar os preços de alimentos e outros produtos.
Sem impacto fiscal
De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o governo deixará de arrecadar R$ 20 bilhões neste ano com a zeragem do PIS e Cofins sobre o óleo diesel, e, também, outros R$ R$ 10 bilhões com as subvenções (estímulos) à produção e importação do combustível.
Por outro lado, acrescentou ele, a expectativa é de arrecadar outros R$ 30 bilhões com a exportação de petróleo neste ano — se a guerra perdurar todo este tempo, considerando uma alíquota de 12%.
A ideia, segundo ele, é que os efeitos fiscais das medidas se anulem, sem impacto no orçamento de 2026. O governo busca, neste ano, atingir um superávit em suas contas (considerando o intervalo da regra fiscal e abatimento de precatórios).
Subvenções são espécies de benefícios concedidos às empresas com o objetivo de atrair investimentos ou reduzir custos de produção. Na prática, esses incentivos podem incluir descontos, isenções ou reduções de imposto, funcionando como um tipo de apoio financeiro indireto.
Pressão internacional
O movimento do governo ocorre em meio às tensões geopolíticas que têm pressionado o mercado internacional de energia.
Conflitos no Oriente Médio e a instabilidade em regiões produtoras de petróleo aumentaram a volatilidade dos preços no exterior, o que tende a impactar o valor dos combustíveis no Brasil.
Diante desse cenário, o governo Lula já vinha estudando medidas para reduzir os efeitos dessas oscilações no Brasil.
Nesta semana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniram com o presidente por pelo menos três dias seguidos para tratar do tema.
Guerra no Irã
O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país.
A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região.
Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global.
Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.
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Após a repercussão do vídeo publicado pela governadora Raquel Lyra (PSD) com narração em sotaque paulista, provavelmente gerada por inteligência artificial, em homenagem ao aniversário de Recife e Olinda, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), publicou um vídeo nas redes sociais alfinetando a gafe da adversária. No início da gravação, ao cantar parabéns para a cidade, João ironiza o uso de IA: “Eu não vou cantar sozinho, não. Bota uma IA aí com todo mundo cantando”. Em seguida, o cantor pernambucano Conde Só Brega aparece participando da homenagem.
Mais cedo, o blog havia apontado o uso da narração com sotaque paulista no vídeo institucional da governadora. Pouco depois, o vídeo foi retirado das redes de Raquel. A homenagem reapareceu posteriormente em formato mais improvisado, com fotos da governadora acompanhadas de uma arte simples publicada no Instagram.
