Como fica a relação Brasil-Argentina com Javier Milei?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu a sua preferência para sucessão na Casa Rosada. Sem citar diretamente o ministro da Economia, Sergio Massa, ele declarou durante a semana que a Argentina precisa de alguém que “goste do Mercosul” e esse alguém não poderia ser o libertário Javier Milei, que já se posicionou publicamente contra o bloco. Apesar do apoio brasileiro, no entanto, o candidato do peronismo saiu derrotado.

O resultado de domingo, 19, é a pior derrota sofrida pelo peronismo em 40 anos de democracia e, pelo kirchnerismo, desde 2003, quando se firmou na política argentina. Mais do que a derrota de um aliado, abre questões sobre a relação entre o Brasil de Lula e a Argentina de Milei. As informações são do Estadão.

O presidente eleito da Argentina já chamou o petista de “corrupto” e, questionado em entrevista, respondeu que não se encontraria com Lula. Durante a campanha, Milei recebeu apoio do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e do filho Eduardo, que foi a Buenos Aires no primeiro turno.

As declarações oficiais dão a tônica: Lula desejou “sorte e êxito ao novo governo” e acrescentou que o “Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”, mas não mencionou o nome do libertário. Já Bolsonaro, declarou que a “a esperança volta a brilhar na América do Sul”.

Analistas ouvidos pelo Estadão, no entanto, acreditam que o pragmatismo deve ser mais forte que a animosidade. “O Brasil olha com muita cautela a vitória de Javier Milei e deve adotar uma postura pragmática”, disse o professor de Relações Internacionais da ESPM e especialista em negócios internacionais Roberto Uebel. “É claro que, naturalmente, haverá um afastamento político capitaneado não pelo Brasil, mas pela Argentina se o Milei levar adiante (sua retórica). Mas Milei é economista, eu prefiro acreditar que ele entende a importância do Brasil, da China e do próprio Mercosul para economia argentina”, acrescenta.

O peso da troca comercial entre os dois países também foi destacado pelo professor de relações internacionais do IBMEC, Christopher Mendonça. “A relação entre Brasil e Argentina deve ter algum ruído nos próximos anos, mas isso não será inédito. Bolsonaro também não tinha tanta interlocução com o presidente (peronista) Alberto Fernández”, lembrou ele. “Mas existe a institucionalidade, os dois países são parceiros comerciais importantes e tem uma relação histórica, que certamente será preservada apesar dos eventuais ruídos entre os presidentes”, pondera.

Esses “ruídos”, afirma Mendonça, podem ser alimentados pela influência brasileira na eleição, que virou foco de discussão no último debate antes do segundo turno. A presença de marqueteiros ligados ao PT apareceu logo no primeiro bloco, quando Milei respondia às perguntas de Massa sobre economia. “Sugiro que vejam os vídeos completos e não os editados pelos brasileiros para fazer campanha negativa”, disse.

No mesmo debate, Massa acusou Milei de querer romper com os principais parceiros comerciais da Argentina, o Brasil e a China. O libertário rebateu que era “mentira” já que, na visão dele, “o Estado não deve se meter no mercado privado”, mas questionou: “que problema tem se eu falar ou deixar de falar com Lula?”

Pode citar “em entrevista ao Vodcast Dois Pontos, do Estadão, o cientista político Oliver Stuenkel destaca essa retórica de Milei contra os governos de esquerda ao apontar a vitória como um “fracasso” para o atual governo brasileiro. “Foi uma candidatura que, em parte, utilizou um sentimento anti-Brasil para se mobilizar, atacou governo americano, chinês, chileno, brasileiro… É uma forma de utilizar a política externa para mobilizar seguidores mais radicais que vai complicar, do mesmo jeito que complicou no passado no Brasil, as relações desses países”, diz ele.

Relação com o Mercosul

No meio do embate, também sobraram críticas ao Mercosul, que Milei chamou de “estorvo”. Apesar das ameaças de retirar a Argentina do bloco, o rompimento é considerado improvável porque requer aval do Congresso e o presidente eleito deve focar os seus esforços nas questões domésticas, como a grave crise econômica no país onde a inflação anual passa de 140%. No entanto, ele poderia seguir o que já faz o Uruguai, que deu sinais de afastamento no último ano, sem deixar o Mercosul. “O próprio bloco já está enfraquecido”, afirma Uebel.

É nesse contexto de esvaziamento, que o Mercosul tenta finalizar o acordo comercial com a União Europeia. A negociação que se arrasta há mais de vinte anos enfrenta resistências de ambos os lados e parece cada vez mais distante. Os governos europeus, pressionados pelo setor agrícola, cobram compromissos ambientais dos sul-americanos.

O próprio governo Lula também já expressou suas reservas e tem dito que não abre mão das compras governamentais. O impasse é que, pelo acordo, prestadores estrangeiros de bens e serviços poderão participar de licitações públicas aqui no Brasil. O governo, no entanto, considera que essas compras são uma ferramenta de fomento da economia local e quer preservar o direito de priorizar os brasileiros. Sem isso, já disse Lula, “não tem acordo”.

“Não sou otimista em relação ao acordo”, afirma Christopher Mendonça. “Os europeus são muito protecionistas, especialmente no agronegócio, que é exatamente o forte de países como Argentina e Brasil. E essa demora para conclusão do acordo pode gerar um abandono. O Paraguai já sinalizou que se o negócio não for fechado ainda este ano, vai priorizar acordos bilaterais. E o Milei pode seguir essa perspectiva e não ficar insistindo no acordo com a União Europeia”, conclui.

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Férias vapt-vupt dos congressistas  

A partir de hoje, deputados e senadores devem começar a esvaziar os corredores do Congresso Nacional, em Brasília, para aproveitar um “recesso informal” até o próximo dia 5. Largam o trabalho deixando paralisadas as votações de projetos importantes, como a regulamentação da reforma tributária.

Outras demandas políticas, no entanto, devem continuar trabalhando intensamente: é o caso das campanhas municipais e da “pré-campanha” pelas presidências da Câmara e do Senado. Pela Constituição, os parlamentares têm direito a dois recessos formais ao longo do ano, entre 23 de dezembro e 1º de fevereiro e entre 18 e 31 de julho, condicionado à aprovação conjunta do Congresso do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) — que orienta o Orçamento do ano seguinte.

Com frequência, nos últimos anos, o Congresso tem desrespeitado o pré-requisito para o recesso do meio do ano. Por isso, neste ano, será um recesso informal: nenhuma sessão é convocada, ninguém comparece, e tudo volta ao normal no começo de agosto. Desde 1989, o Congresso deixou de aprovar a LDO no prazo estabelecido pela Constituição em dez ocasiões.

Esta será a 11ª vez. Lideranças do Planalto já avaliam que, com otimismo, o texto somente deverá ser votado em setembro. Sem a aprovação das diretrizes do Orçamento do ano que vem, os parlamentares não poderão contar com uma das vantagens do recesso oficial: a suspensão dos prazos regimentais. Ou seja: o cronômetro das medidas provisórias e das urgências constitucionais enviadas pelo presidente Lula seguirá rodando.

REFORMA PREJUDICADA – Isso afetará, entre outros temas, a regulamentação da reforma tributária. O assunto ainda está sob urgência constitucional, que prevê um prazo para que as Casas votem um projeto sob pena de trancar a pauta. Segundo lideranças da Câmara, a Casa foi a primeira a se despedir dos trabalhos. Por acordo, já não houve sessões desde a última segunda-feira e haverá um calendário pré-definido de sessões entre agosto e setembro a fim de conciliar os trabalhos e os compromissos de deputados nas eleições municipais.

Regras para IA só em agosto Diversos outros assuntos pendentes e elencados pelos presidentes das duas Casas — deputado Arthur Lira (PP-AL) e senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — como prioritários para este ano devem ficar somente para depois de agosto. Estão nessa lista, por exemplo, a segunda parte da regulamentação da reforma tributária e o projeto que cria regras para a inteligência artificial no Brasil.

Calendário especial – A retomada dos trabalhos no Congresso deve ocorrer somente a partir da segunda semana de agosto — em meio ao início da campanha eleitoral, marcado para o dia 16. Com pressão dos parlamentares para que os trabalhos legislativos não atrapalhem os compromissos de campanha, Câmara e Senado já definiram um calendário prévio de sessões. Do lado dos deputados, em reunião na última semana, os líderes definiram que, entre agosto e setembro, somente haverá votações entre 12 e 14 de agosto, entre 26 e 28 de agosto e entre 9 e 11 de setembro.

Alcolumbre de volta – Além dos compromissos nas eleições municipais, também a partir de agosto, as atenções dos congressistas passarão a estar voltadas à disputa pelas sucessões de Lira e Pacheco nos comandos da Câmara e do Senado. Arthur Lira e Rodrigo Pacheco vão se despedir dos cargos no início de 2025, com a eleição de novos presidentes para as duas Casas. Os senadores enfrentam um cenário mais pacificado. Ex-presidente da Casa, fiador da eleição de Pacheco à presidência e atual comandante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Davi Alcolumbre (União-AP) é quase uma unanimidade entre os colegas.

Indefinição na Câmara – Se de um lado há calmaria, do outro as articulações estão apenas começando. A Câmara reúne cinco principais pré-candidatos à cadeira de Lira e deverá assistir à consolidação de candidaturas ao longo de agosto. A principal expectativa está em torno do anúncio do atual presidente da Casa sobre a escolha do seu candidato à sucessão. Lideranças avaliam que o espólio de Arthur Lira pode auxiliar e impactar significativamente no resultado da disputa. Bem relacionado com todas as siglas e deputados de alto e baixo escalão, Lira se reelegeu com a maior votação da história da Casa (464 votos).

CURTAS

DOIS NOMES – Aliados de Lira sempre apontaram que há, por parte do deputado alagoano, uma predileção a Elmar Nascimento (União-BA). Nos últimos meses, porém, afirmam que o atual presidente deu sinalizações de que ainda não há decisão fechada — o que pode beneficiar um dos outros dois nomes que lideram as menções entre deputados: Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Antonio Brito (PSD-BA).

DÍVIDAS – Em agosto, os líderes fecharam indicativo de que poderá ser analisada a proposta que cria um novo programa de financiamento da dívida dos estados com a União. Apresentado por Pacheco, o texto ficará para as sessões pré-definidas do próximo mês. A relatoria será de Davi Alcolumbre.

MUNICÍPIOS – Segundo o líder do PL, senador Carlos Portinho (RJ), em agosto também deverá ser votada a Proposta de Emenda à Constituição que pode aliviar as contas das prefeituras. O texto é relatado por Portinho, que ainda negocia mudanças junto ao Ministério da Fazenda.

Perguntar não ofende: Com o esquentar da campanha a partir de agosto, o Congresso vai ficar às moscas?

A segunda edição do livro de fotografia artística “Vencedores” tem lançamento previsto para novembro. A obra destaca a trajetória e o intenso dia a dia de atletas brasileiros em preparação para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024. O livro foca em atletas que, apesar de enfrentarem deficiências congênitas ou adquiridas, desejam ser reconhecidos apenas pelo seu desempenho esportivo.

Idealizado pelo renomado fotógrafo Sergio Dutti, que já ocupou cargos de chefia em veículos de grande destaque como Caras, Época e O Estado de S. Paulo, e também integrou a equipe de fotógrafos da revista Veja, o livro conta com textos do jornalista Renato Ferraz, pernambucano radicado em Brasília e ex-membro da equipe da Veja e do Correio Braziliense. A produção é de Elaine Justino e, assim como a primeira edição que cobriu os Jogos Paralímpicos de Londres 2012, a publicação conta com a parceria da Caixa Econômica Federal.

O deputado federal Fernando Rodolfo, pré-candidato do PL à Prefeitura de Caruaru, se reuniu hoje com Jair Bolsonaro em Brasília. Durante o encontro, Fernando apresentou ao ex-presidente suas propostas para o município, abordando temas como saúde, educação, desenvolvimento econômico e urbano, além do resgate do protagonismo regional e nacional da cidade.

“Bolsonaro tem acompanhado o cenário político brasileiro, e vem acompanhando o debate em Caruaru. Ele fez uma observação sobre os gastos estratosféricos envolvendo alguns artistas que se apresentaram no São João desse ano, um verdadeiro absurdo”, afirmou Fernando Rodolfo.

“Isso incomodou ao presidente. Foi Bolsonaro quem colocou o forró como patrimônio nacional, e isso presume que deveríamos prestigiar os forrozeiros no São Joao. Ele disse que o Brasil precisa respeitar suas raízes “, concluiu o deputado.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi diagnosticado com Covid-19 nesta quarta-feira. Ele cancelou um discurso que estava marcado para um evento em Las Vegas. A Casa Branca afirmou que o democrata ficará em isolamento.

Biden era esperado para discursar para o público latino, mas não compareceu ao evento. Um membro da organização confirmou que ele estava doente.

Em um comunicado, o governo dos Estados Unidos afirmou que o presidente testou positivo para a Covid-19 após apresentar sintomas respiratórios leves, incluindo coriza, tosse e mal-estar. “Seus sintomas permanecem leves, sua frequência respiratória está normal em 16, sua temperatura está normal em 97,8 [36,5ºC] e sua oximetria de pulso está normal em 97%”, afirmou a Casa Branca.

Os médicos do presidente ainda aguardam o resultado de um exame PCR. Enquanto permanecer isolado, Biden ficará em uma residência no estado de Delaware. A Casa Branca afirmou que o presidente tomou todas as vacinas contra a Covid-19.

O pré-candidato do União Brasil à Prefeitura de Surubim, Cleber Chaparral, anunciou em suas redes sociais que dará amanhã uma entrevista, às 11h44, na casa de eventos Light House. “Espero você amanhã para a transmissão de um comunicado importante para todos os Surubinenses”, escreveu. Será que vai anunciar que está fora do páreo ou revelar o seu candidato a vice?

A Associação dos Moradores do Viana, em Camaragibe, recebeu na noite da última terça-feira uma reunião plenária promovida por Diego Cabral, pré-candidato à Prefeitura de Camaragibe.

Diego, que já atuou como secretário de Serviços Públicos do município, expressou gratidão pela participação dos moradores. “Garanto a vocês que, ao chegar na Prefeitura, darei uma atenção especial aos serviços urbanos que precisamos trazer aqui para o Viana. Podem contar comigo”, afirmou Diego.

A reunião foi a quinta edição do encontro “Atitude Camaragibe”, organizado por Diego em comunidades da cidade para ouvir as demandas da população. “Estamos colhendo as demandas e as sugestões da população, que passarão a compor o nosso plano de Governo. E vamos apresentar esse Plano logo que oficializemos a nossa candidatura a prefeito de Camaragibe”, explicou o pré-candidato.

A pré-candidata à prefeitura de Araripina, Camila Modesto (Podemos), esteve na tarde desta quarta-feira, ao lado prefeito Raimundo Pimentel e da deputada estadual Socorro Pimentel, no Palácio do Campo das Princesas para um encontro com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra.

Durante a reunião, Pimentel agradeceu à governadora pela solidariedade demonstrada após a intervenção da executiva nacional do PDT no processo eleitoral de Araripina, que impediu a pré-candidatura de Ana Paula Ramos. Em publicação nas redes sociais, o prefeito destacou o apoio de Raquel.

“É com a força e a garra das mulheres que seguiremos nossa caminhada. Seguiremos em frente juntamente com Camila, Ana Paula, Dra. Socorro e todas as mulheres da nossa cidade”, declarou Pimentel.

Além do apoio político, a pauta do encontro incluiu pedidos de infraestrutura e serviços essenciais. O prefeito solicitou à governadora o recapeamento das rodovias estaduais que ligam Araripina aos distritos de Rancharia, Gergelim e Nascente, e a rodovia que conecta o município ao Ceará, além da rodovia que liga Araripina ao município de Salitre-CE. Outra demanda apresentada foi a normalização do abastecimento de água em Araripina, um problema recorrente que afeta a qualidade de vida dos moradores.

Por Blog da Folha

A missa de sétimo dia em memória de Magdalena Arraes, viúva do ex-governador Miguel Arraes e bisavó do atual prefeito do Recife, João Campos, será realizada amanhã, às 19h.

A cerimônia ocorrerá na Igreja de São José dos Manguinhos, localizada na avenida Rui Barbosa, no bairro das Graças, Zona Norte da capital pernambucana.

Familiares, amigos e diversas lideranças políticas de Pernambuco se reunirão para prestar suas últimas homenagens, destacando a importância de Magdalena na história e na política do estado.

A missa será um momento para honrar e celebrar a vida de Magdalena Arraes, reconhecendo o significativo legado que ela deixa para a família e para a comunidade pernambucana.

O deputado federal Túlio Gadêlha (Rede-PE) acionou a Procuradoria-Geral da República contra o também parlamentar Mario Frias (PL-SP) por conta do repasse de verbas do mandato para o diretor de um filme sobre Jair Bolsonaro, de quem Frias é aliado de primeira hora. O deputado paulista transferiu quase R$ 20 mil da cota parlamentar para a empresa Dori Produções, responsável pela produção de um documentário sobre a vida do ex-presidente.

“Um deputado federal usar a cota parlamentar para bancar um filme sobre Bolsonaro parece piada, mas não é”, escreveu Gadêlha no Instagram. “Denunciamos o caso à PGR e cobramos a responsabilização do parlamentar por improbidade administrativa”, prosseguiu o pernambucano.

Em seguida, Gadêlha lembrou a condenação de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tornou o ex-presidente inelegível por oito anos por conta de ataques ao sistema eleitoral durante reunião com embaixadores e por abuso de poder em atos pelo Sete de Setembro de 2022, às vésperas do pleito daquele ano. “A cota parlamentar deve ser usada em atividades inerentes ao mandato e não em documentário para promover a imagem de aliado considerado inelegível pelo TSE”, pontuou o filiado à Rede.

Em nota divulgada nesta quarta, Mario Frias negou qualquer irregularidade no uso das cotas parlamentares. Ele afirmou que nenhum “tipo de recurso público” teria sido “utilizado na produção, gravação e divulgação” do documentário sobre Bolsonaro.

As notas fiscais das transferências, no valor total de R$ 19.932, indicam que os repasses seriam destinados a impressão de 36.100 folders e para a “produção e finalização de vídeos” que deveriam ser publicados nas redes sociais do deputado. Entre os dias 4 e 19 de abril, foram destinados para a produtora R$ 9.432,00 da verba recebida pelo deputado para custear despesas típicas do exercício do mandato. Novas transferências, nos valores de R$ 7,5 mil e R$ 3 mil, foram realizadas de 17 a 20 de junho.

Destinatário final das transferências, o dono da produtora, Doriel Franscisco, está encarregado de produzir o documentário “A Colisão dos Destinos”, que reúne histórias da vida de Bolsonaro contadas por familiares e políticos aliados. O primeiro trailer da produção foi divulgado neste sábado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro em seu perfil na rede social X. No conteúdo, Mario Frias aparece como responsável pelo argumento do filme, isto é, pela estruturação da história a ser contada.

Do Jornal O Globo.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta quarta-feira o afastamento do desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) Luís Cesar de Paula Espíndola.

A medida foi tomada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão, que decidiu investigar o magistrado por “discurso potencialmente preconceituoso e misógino” durante uma sessão de julgamento realizada no dia 3 de julho.

Durante o julgamento sobre assédio envolvendo uma menor de 12 anos, o desembargador disse que as “mulheres estão loucas atrás dos homens” e criticou o que chamou de “discurso feminista desatualizado”. Na sessão, o magistrado também votou contra a concessão de medida protetiva à adolescente.

“Se Vossa Excelência sair na rua hoje, quem está assediando, quem está correndo atrás de homens são as mulheres, porque não tem homem. Hoje em dia, o que existe é que as mulheres estão loucas atrás dos homens, porque são muito poucos. A mulherada está louca atrás de homem”. afirmou.

O afastamento foi motivado por uma ação da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná. No entendimento do corregedor, o desembargador não pode continuar no cargo, exercendo a presidência da 12ª Câmara Cível, destinada ao julgamento de causas de família.

“Diante da gravidade do caso e a premente necessidade de prevenir situações futuras em caso de permanência do desembargador à frente da Câmara que atua nesta mesma matéria, com atitudes reiteradas de contrariedade às políticas e normativos encampados por este conselho”, afirmou o ministro.

Em nota divulgada após o episódio, o desembargador disse que não teve a intenção de “menosprezar o comportamento feminino”.

“Esclareço que nunca houve a intenção de menosprezar o comportamento feminino nas declarações proferidas por mim durante a sessão da 12ª Câmara Cível do tribunal. Afinal, sempre defendi a igualdade entre homens e mulheres, tanto em minha vida pessoal quanto em minhas decisões. Lamento profundamente o ocorrido e me solidarizo com todas e todos que se sentiram ofendidos com a divulgação parcial do vídeo da sessão”, declarou.

Com informações da Agência Brasil.

O Sextou desta semana traz uma mistura maravilhosa dos dois ritmos bem pernambucanos, frevo e forró, expressados na voz da forrozeira, carnavalesca e compositora Fabiana, a Pimentinha do Nordeste, que está comemorando 40 anos de carreira. Fabiana canta tudo, do frevo a autêntica ciranda de Lia de Itamaracá.

Em quatro décadas no palco, gravou 25 discos. Frevo menina, sua canção autoral mais conhecida, ganhou o mundo, batendo a casa dos 250 mil discos vendidos. Há pouco, regravou Anjo Querubim, de Petrúcio Amorim, numa versão que vem fazendo muito sucesso.

Fabiana ganhou o título de Pimentinha do Nordeste pela desenvoltura nos palcos e pelos figurinos como Maria Bonita, Carmem Miranda e Clara Nunes. A cantora também se destacou no teatro de Pernambuco, participando de espetáculos como Um Sábado em 30 e Saltimbancos.

O Sextou vai ao ar na próxima sexta-feira, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por mais de 40 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.

O número de brasileiros investigados ou condenados pelo atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 que pediram refúgio na Argentina dobrou no último mês, passando de 60 para cerca de 120, segundo estimativas de integrantes da Polícia Federal. Ao todo, são aproximadamente 180 foragidos alvos de inquéritos e ações penais envolvendo os ataques aos Três Poderes, grande parte deles estando no país vizinho.

O objetivo desses requerimentos é garantir a permanência provisória, com autorização para moradia, trabalho, estudo, além de acesso a serviços públicos, como assistência médica e social na Argentina. Todos os solicitantes alegam que estão com os seus “direitos fundamentais violados ou em risco” no Brasil por causa das investigações conduzidas pela PF em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com as investigações, ao decidirem evitar o cumprimento da pena no Brasil, os foragidos deixaram de se apresentar à Justiça, danificaram as tornozeleiras eletrônicas e buscaram foram para países como Uruguai, Paraguai, Peru e Argentina.

Apesar de Buenos Aires, capital da Argentina, ser o local onde está a maioria dos que recorreram à condição de refugiado, há brasileiros também espalhados por outras cidades como La Plata, Palermo, Códroba, Sarandí e Monserrat.

Os inquéritos apontam que, para chegar a Argentina, os foragidos pela invasão e depredação dos prédios públicos da Praça dos Três Poderes, em Brasília, usaram vias fluviais e terrestres, incluindo longos deslocamentos a pé.

Entre as rotas, há quem tenha preferido passar pelo Rio Grande do Sul, chegar ao Uruguai e de lá pegar um barco para Buenos Aires.

Outros optaram por uma viagem de 2 horas e 45 minutos feita de ferry-boat a partir do Mercado del Puerto, em Montividéu, no Uruguai. Pelo trajeto, há passagens disponíveis na internet por cerca de US$ 90, o que equivale à cerca de R$ 515.

A PF aponta ainda que alguns dos brasileiros fizeram de balsa a travessia entre Presidente Franco, margem paraguaia do Rio Paraná, e Puerto Iguazú, margem argentina do Rio Iguaçu.

Os investigadores compilam as informações coletadas também por meio de cooperação internacional com as polícias dos países vizinhos para, a partir da identificação do destino dos foragidos, fechar uma lista para envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) e então ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), do Ministério da Justiça.

Com informações da Agência O Globo.