Com Bolsonaro inelegível, Zema e Tarcísio intensificam movimentos de olho na corrida ao Planalto em 2026

Do jornal O GLOBO

Protagonistas na disputa pelo espólio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, envolvido em escândalos e investigações que escalaram nas últimas semanas, os governadores de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), intensificaram os movimentos para se cacifar à corrida ao Planalto em 2026. Para isso, passaram a adotar estratégias distintas: enquanto declarações recentes do chefe do Executivo paulista têm agradado os bolsonaristas classificados como moderados, o mineiro encontrou respaldo recentemente entre os mais radicais.

As constatações são amparadas em pesquisas qualitativas contínuas do Laboratório de Estudos da Mídia e Esfera Pública (Lemep), do Iesp/Uerj, e Instituto da Democracia (INCT), que acompanham eleitores do ex-titular do Planalto. Os grupos são divididos entre aqueles que discordam das invasões do 8 de janeiro (moderados) e os que defendem os atos golpistas (convictos). Como em qualquer estudo qualitativo, os resultados da pesquisa não são suficientes para generalizar posicionamentos, mas oferecem algumas pistas de como esse eleitor pensa.

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O advogado pernambucano Thomas Crisóstomo, investigado pela Polícia Federal (PF) e réu em um processo por ter atacado o presidente Lula (PT) nas redes sociais, foi o responsável por ingressar com um pedido de habeas corpus em favor dos donos do site Bastidor.PE, que está no centro das investigações sobre a divulgação de panfletos apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). Por decisão judicial, a página tinha até domingo (6) para fornecer dados que contribuíssem com a identificação dos responsáveis pelos cartazes, mas se recusou sob o argumento de que precisa proteger suas fontes.

Crisóstomo recorreu a uma solução parecida à utilizada por ele próprio após entrar na mira da Justiça Federal. Em 2023, ele postou na rede social X que a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) “virou cabide de emprego pra mulher do ex-presidiário Lula”. Na época, ele defendeu o direito de criticar governantes. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia por entender que houve injúria contra o presidente da República, argumentando que a liberdade de expressão não é um salvo-conduto para ferir a honra. O advogado não aceitou um acordo de não persecução oferecido no processo e apresentou um pedido de habeas corpus, aceito pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) em agosto deste ano.

Por Elias Gomes*

É inegável o papel desempenhado pelo ministro Alexandre de Moraes na investigação e responsabilização daqueles que atentaram contra a democracia brasileira. Com firmeza e rigor, conduziu processos que expuseram uma articulação política e institucional que buscava romper a ordem democrática conquistada com tanto sacrifício pela sociedade brasileira.

O processo chegou a um momento histórico: a condenação de generais e integrantes do alto oficialato das Forças Armadas. Um fato inédito que demonstra que, em uma democracia, farda, cargo, mandato ou poder não podem colocar ninguém acima da Constituição.

Por João Alberto – Social 1/JC

Com uma trajetória marcada pela advocacia, pelo Direito Eleitoral, pela atuação institucional e pelo ensino, Diana Câmara construiu uma carreira pautada pelo estudo, pelo trabalho e pela defesa da Justiça. Advogada há 21 anos, foi três vezes conselheira estadual da OAB, presidiu importantes comissões, participou da criação de instituições voltadas ao Direito Eleitoral e atua há mais de 16 anos como professora. Casada com Celso e mãe de Lorenzo, Diana também encontra na família uma de suas principais fontes de inspiração. Nesta entrevista, Diana fala sobre sua formação, os caminhos que percorreu na advocacia, e os desafios e aprendizados ao longo da carreira.

O que despertou sua vontade de ser advogada?

 Desde criança eu dizia que queria ser advogada. Não houve um episódio específico que determinasse essa escolha; era algo que parecia já fazer parte de mim. Sempre tive um senso de justiça muito presente, e a injustiça, em qualquer situação, sempre me incomodou profundamente. Entrei na faculdade de Direito muito jovem, aos 17 ano, com a certeza de que havia escolhido o meu caminho. 

Encerrando o maravilhoso feriadão em Sampa com os meus filhos num frio europeu, de 11 graus. Mas sem chuva. Só ontem caiu uma chuvinha, mas nada capaz de atrapalhar o nosso passeio.

Valeu, São Paulo!

O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) e o candidato a governador João Campos (PSB) estiveram, ontem (6), na feira livre de Vertentes, no Agreste Setentrional. A agenda contou ainda com a participação do deputado federal Felipe Carreras e dos candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), além de Zito Barros, principal liderança da oposição no município. Depois da visita à feira, o grupo percorreu as principais ruas da cidade em carreata. Vereadores e suplentes de Vertentes e de cidades vizinhas também acompanharam a agenda.

Durante a caminhada, Diogo Moraes destacou a importância da união do grupo político em torno de um projeto que, segundo ele, tem como prioridade ampliar as oportunidades e os investimentos na região. “Essa união que estamos construindo em torno das candidaturas de João Campos e da nossa caminhada representa a força de um grupo que conhece o Agreste, que sabe das suas necessidades e que quer fazer muito mais. Estamos juntos porque acreditamos que, com João no Governo e com a nossa atuação na Assembleia, vamos poder trazer ainda mais desenvolvimento, investimentos e oportunidades para o nosso povo”, afirmou.

A agenda também foi marcada pelo contato direto com comerciantes, trabalhadores e moradores de Vertentes. Na feira livre, João Campos e Diogo Moraes conversaram com a população e ouviram demandas relacionadas a infraestrutura, geração de emprego, saúde, educação e desenvolvimento econômico. Para Diogo, a presença nas ruas é também uma oportunidade de prestar contas e reafirmar propostas. “É olhando no olho, conversando com as pessoas e ouvindo quem vive a realidade de cada cidade que a gente consegue construir um futuro melhor”, acrescentou.

Mesmo sem integrar oficialmente a chapa de Raquel Lyra (PSD), Mendonça Filho (PL) faz questão de se apresentar como aliado da governadora. No programa eleitoral veiculado na última quarta-feira (2), o candidato ao Senado exibiu imagens ao lado de Raquel e afirmou que esteve “ao seu lado desde o início” e que quer “levar essa força para Brasília, para ajudar a Raquel a fazer ainda mais pelo nosso estado”.

A estratégia é clara: se Raquel não o assume publicamente como candidato ao Senado, Mendonça trata de reforçar a parceria. E faz isso enquanto disputa uma das duas vagas com os próprios candidatos da governadora, Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), que, até agora, assistem à movimentação sem recorrer à Justiça Eleitoral.

Levantamento do Instituto França divulgado nesta 2ª feira (7.set.2026) mostra Celina Leão à frente em todos os cenários de 2º turno em que é testada na disputa pelo governo do Distrito Federal. Em simulação contra Arruda (PSD), a atual governadora registra 38,37% das intenções de voto, ante 30,23% do adversário.

A pesquisa ouviu 1.141 eleitores em Brasília, de 27 de agosto a 1º de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-03026/2026. Custou R$ 20.000. Foi pago com recursos próprios. As informações são do Poder360.

O mistério sobre a origem do suposto panfleto que menciona o marido da governadora Raquel Lyra ganhou um novo e relevante capítulo. Depois de a Justiça Eleitoral determinar que Rodrigo Ambrósio e Felipe Vilar, responsáveis pelo Bastidor.PE, prestassem informações para esclarecer a procedência da fotografia publicada pelo perfil, os dois recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) por meio de habeas corpus.

A medida chama atenção pelo seu objeto. Ambrósio e Vilar buscam afastar a obrigação de fornecer informações sobre a origem da imagem e também pedem proteção contra eventuais medidas de busca e apreensão e, ao final, salvo-conduto contra uma possível prisão. A pergunta, portanto, torna-se inevitável: o que há na origem dessa fotografia que os responsáveis por sua publicação não querem revelar?

Do jornal O Globo

A pouco menos de um mês para o primeiro turno da eleição, o 7 de Setembro vai ser usado pelas campanhas presidenciais como vitrine das estratégias para a reta final da disputa. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usará o desfile oficial em Brasília para reforçar bandeiras de sua campanha à reeleição, como a defesa da soberania nacional e o combate à violência contra as mulheres, Flávio Bolsonaro (PL) irá à Avenida Paulista em meio a uma nova ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impulsionada pela revelação das mensagens enviadas ao magistrado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

A tendência é que, diante do desgaste da Corte, ministros do STF que já foram ao desfile em anos anteriores, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, também não compareçam ao evento em Brasília.

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nosso País é signatário de tratados internacionais pela não proliferação de armas nucleares. A Constituição estabelece que a energia nuclear só poderá ser explorada para fins pacíficos. Se o Congresso entender que haja interesse nacional e for decisão de Estado, o princípio constitucional poderá ser alterado.

Estava eu a ruminar essas ideias quando fui atropelado pelas palavras de um isentão sobre as “tradições pacifistas” da sociedade brasileira, em meio às controvérsias sobre construir ou não uma bomba atômica verde-amarela. Senti câimbras no cérebro. Quase desmaiei. O isentão compareceu ao meu gabinete e eu perguntei: onde você ingeriu esses pensamentos sobre o pacifismo auriverde? Na guerra da Tríplice Fronteira contra o Paraguai!?

Mendonça, o senador do coração de Raquel

Quanto mais se aproxima o dia de os eleitores encararem as urnas, mais fica explícita a relação entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o deputado Mendonça Filho (PL). Embora ela tenha tentado manter uma distância regulamentar em uma entrevista de TV, dizendo que o liberal não é seu candidato ao Senado, o que se vê, na prática, é justamente o oposto.

Há, de fato, proximidade e aliança, ainda que não formalizada em documentos de uma coligação. Se existe hoje um candidato ao Senado que demonstra fazer questão de estar ao lado da governadora, esse é Mendonça. O próprio deputado afirmou recentemente que, caso eleito, será o senador de Raquel.

Por José Paulo Cavalcanti Filho*

O amigo Millor Fernandes foi profético ao definir bem, na sua “Bíblia do caos”, o barulho do Supremo nesta semana: “Pelo que vemos nos jornais, ninguém mais tem vergonha na cara”. Em Brasília, pelo menos.

Vale a pena explicar, com calma, esse caso do Vorcaro, escancarado quando o ministro André Mendonça tornou públicas as 218 páginas que recebeu da Polícia Federal. Para começar, bom lembrar que ministros do Supremo e Procurador Geral da República podem ser julgados em dois espaços.