Policiais federais cumprem, hoje, mandados na sétima fase da operação Sisamnes – que investiga um suposto esquema de venda de sentenças na Justiça de Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). As informações são do portal G1.
O grupo alvo da operação tinha uma tabela de preços para espionar autoridades e “pessoas comuns”. A devassa de ministros do Supremo custava R$ 250 mil. A de deputados R$ 100 mil e a de senadores, R$ 150 mil. A operação, autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, chegou ao grupo apurando o assassinato do advogado Roberto Zampieri, assassinado a tiros.
Ele é o pilar do caso. No celular de Zampieri foram encontrados registros de negociações de sentenças com juízes de diversos tribunais país afora e até com gabinetes de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A PF cumpre cinco mandados de prisão. Os integrantes da agência de “espionagem e extermínio”, como dizem os envolvidos no caso, seriam militares da ativa e aposentados.
A corridinha diária de 8 km, hoje, foi no Parque da Cidade, em Brasília. Adoro, tem uma superestrutura e várias pistas, uma delas com 20 km. Muito verde e até um parque de diversão. Corra ou caminhe! É a melhor pedida para um dia com muita disposição e bom humor.
Hoje tem festa em Salgueiro, no Sertão pernambucano. A chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é recheada de simbolismo, porque na pauta está o bem mais precioso na região: água.
Ao meio-dia, o presidente, que em 2022 obteve na cidade 26.290 votos (80,70%), assina ordem de serviço para duplicar a capacidade de bombeamento de água da EBI-3, no Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco.
Ao lado dele, dois virtuais candidatos ao governo de Pernambuco: a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Os opositores disputam espaço na estrutura, montada na Estação Ferroviária do Forró, sem saber se Lula estará nos dois palanques em 2026.
Fora do palanque, os oponentes no município defendem suas pautas divergentes. O prefeito Fabinho Lisandro, que saiu do PRD e se filiou ao partido da governadora, anunciou que este é o último evento político na estação, que terá o último São João este ano. No local, sugere que seja construído o campus da Univasf. A oposição, representada pelo ex-prefeito Dr. Marcones Sá (PSB), alega que haverá problemas de mobilidade na área.
Até o fim da tarde de ontem, o ex-prefeito tentava conciliar agenda pessoal com a política e não tinha garantia de presença no evento de hoje. Mas cinco vereadores do PSB, entre eles Eliane Alves, mobilizaram as bases. As comunidades ribeirinhas vão protestar.
Alegam que da janela veem a transposição, mas em muitos pontos a água não chega à torneira das casas. Não estão nem aí para os antagônicos.
João Campos e a responsabilidade de carregar a renovação da esquerda
Por Larissa Rodrigues Repórter do blog
A tarefa do prefeito do Recife, João Campos (PSB), à frente do partido é basicamente promover uma reforma geracional. No próximo domingo, ele será elevado a presidente nacional do PSB no congresso da sigla, em Brasília, com a responsabilidade de ser o principal ativo político da legenda, nas palavras do atual presidente socialista, Carlos Siqueira.
Siqueira foi o entrevistado de ontem (27) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog, e reforçou o papel de João Campos ao assumir o partido nacionalmente. De acordo com Siqueira, o prefeito terá o desafio de liderar a autorreforma da legenda, ou seja, as diretrizes para o projeto de desenvolvimento nacional.
“Esse projeto não foi concluído. Ele foi discutido por uma conferência nacional que nós fizemos, em dois anos de discussão, mas precisa ser concluído ao longo dos próximos mandatos do PSB, não apenas nos próximos três anos”, destacou Siqueira.
O prefeito é a liderança ideal, segundo o atual presidente do PSB, para comandar as mudanças necessárias à legenda. “Eu vejo na pessoa de João Campos essa pessoa que pode dar continuidade à autorreforma, à modernização e evolução do partido, a uma nova forma de comunicação, às propostas de desenvolvimento mais inovadoras para os municípios, para os estados e, futuramente, para o próprio país”, explicou o presidente.
Carlos Siqueira esteve no comando do PSB durante a última década. Ele assumiu a sigla dois meses após a morte do ex-governador Eduardo Campos, em 2014, pai de João Campos, e se despede da presidência nacional reforçando a necessidade de os partidos de esquerda no Brasil formarem novas lideranças, assim como João Campos.
Siqueira lembrou que, em 2026, por exemplo, a direita pode lançar mão de vários nomes para concorrerem à Presidência da República, como os governadores Ronaldo Caiado (UB), de Goiás, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Tarcísio de Freitas (RP), de São Paulo. Mas, quando se olha para a esquerda, só o nome do presidente Lula (PT) é vislumbrado.
“Eu quero uma reforma geracional, uma nova liderança. Acho que o João Campos está preparado para isso. Ele tem disposição e não pediu para ser presidente, ele aceitou o desafio que eu propus a ele e trabalhei isso com todos os líderes do partido. Estou muito esperançoso de que ele inspire muitos jovens a ingressarem na política e se torne uma liderança nacional”, frisou Siqueira.
Missão dura – O ainda presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que não esperava ser presidente da legenda e relembrou como foi surpreendido com a missão de comandar o partido, após a morte de Eduardo Campos. “Nunca me passou pela cabeça ser presidente nacional do PSB”, comentou. A escolha ocorreu, relatou, faltando apenas três dias para a eleição interna, após a rejeição ao nome do então vice-presidente da sigla. Siqueira contou que, embora nunca tenha disputado uma eleição, foi visto como o único capaz de unificar a sigla num momento de luto e instabilidade. “Assumir um partido depois de Eduardo Campos não foi fácil. Mas me senti honrado porque o conjunto do partido, por unanimidade, escolheu meu nome”, disse.
Geraldo Alckmin fica– Em meio aos constantes rumores de que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) poderia ser retirado do posto numa eventual chapa à reeleição do presidente Lula (PT), para dar lugar a uma sigla de maior densidade, Carlos Siqueira classificou a possível mudança como “uma desfeita” com seu partido, o primeiro a declarar apoio ao petista em 2022. “Seria uma injustiça não apenas com o PSB, mas com o próprio Geraldo, que é o vice que todo presidente sonharia ter. Leal, respeitado, conciliador, eficiente, capaz e de uma ética extraordinária”, disparou Siqueira.
Alepe em chamas– O dia de ontem na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) ficou marcado, mais uma vez, pelo impasse com o Governo do Estado. Pela manhã, a oposição compareceu em peso a uma entrevista coletiva na qual os presidentes das principais comissões da Casa (Justiça, Finanças e Administração) anunciaram que entrarão com uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra o Poder Executivo, por detectarem irregularidades no uso dos recursos de um empréstimo do Estado junto à Caixa Econômica Federal.
Presidente subiu o tom – No período da tarde, já no final do expediente, o presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (PSDB), encerrou os trabalhos criticando o esvaziamento do plenário pela bancada do Governo. A crítica se deve ao fato, sobretudo, de mais uma vez o nome do novo presidente da Adagro, o veterinário Moshe Dayan, não ter sido votado por não haver quórum, já que os parlamentares da base governista não compareceram. “Com a gripe aviária batendo na nossa porta, o Governo de Raquel Lyra (PSD) vira às costas para a cadeia aviária de Pernambuco e também para as pessoas que trabalham no setor. É muito triste isso”, criticou Álvaro Porto.
Débora Almeida repete discurso– Antes da fala de Álvaro Porto, a deputada Débora Almeida (PSDB), defensora fiel da gestão de Raquel Lyra, negou, em conversa com jornalistas, que houvesse uma estratégia para esvaziar o plenário e que não houve orientação da liderança governista nem do Palácio do Campo das Princesas para a ação, mesmo discurso adotado na semana passada, quando os aliados da governadora faltaram novamente à sessão. Mas Álvaro Porto relatou que ao menos cinco deputados mostraram a ele a mensagem da líder da bancada do Governo, Socorro Pimentel (UB), pedindo para que os parlamentares da base não fossem ao plenário.
CURTAS
Teresa Leitão– A primeira mulher eleita senadora por Pernambuco recebeu, ontem, uma das mais importantes honrarias oferecidas pelo Estado brasileiro. Teresa Leitão (PT) foi condecorada no grau de Grande Oficial do Conselho da Ordem de Rio Branco. A honraria é concedida pelo Ministério das Relações Exteriores. Instituída em 1963, ela tem o objetivo de reconhecer pessoas e instituições pelos seus serviços e pelas virtudes cívicas e estimular a prática de ações de honrosa menção. “É uma honra, um orgulho que só aumenta a nossa responsabilidade de trabalhar cada vez mais pelo povo de Pernambuco e pelo Brasil”, comentou a senadora.
Mais gente chegando no PSD– O prefeito de Salgueiro, no Sertão, Fabinho Lisandro, oficializou, ontem, sua filiação ao PSD, partido liderado em Pernambuco pela governadora Raquel Lyra. Com a adesão, a legenda passa a contar com 63 prefeitos em sua base no Estado. A governadora comemorou a chegada de mais um aliado político e destacou o fortalecimento do projeto que vem sendo construído em todas as regiões de Pernambuco. “É por reconhecer nossas entregas em cada região de Pernambuco, e ver a mudança de vida no chão do município, que os prefeitos se juntam ao nosso projeto de mudança”, disse.
Gonzaga Patriota com Lula – O ex-deputado federal Gonzaga Patriota anunciou que acompanhará o presidente Lula em agenda oficial, hoje, com passagens por Juazeiro do Norte, Salgueiro — cidade que abriga a Transnordestina, projeto de sua autoria — e municípios da Paraíba. A visita inclui obras de integração do Rio São Francisco com os estados de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
Perguntar não ofende– Quem vai tirar mais fotos ao lado de Lula, hoje, em Salgueiro: João Campos ou Raquel Lyra?