Nasceu, na madrugada de hoje, a terceira filha da ex-deputada federal Marília Arraes. Maria Magdalena veio ao mundo às 4h40h, em pleno Dia Internacional da Mulher, com 3,7 kg e 51 cm, de parto natural, no Hospital Memorial São José. A caçula da família é a segunda filha de Marília com o marido, André Cacau. A primogênita, Maria Isabel, do primeiro casamento de Marília, tem sete anos e Maria Bárbara, 1 ano e dois meses.
A primeira-dama, Janja da Silva, afirmou, hoje, que tem sido alvo de mentiras e ataques à honra e criticou a subrepresentação feminina no Congresso. A esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu a declaração durante sessão do Senado em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
Na sessão, Janja, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e outras mulheres receberam o Diploma Bertha Lutz, um prêmio concedido pelo Senado a pessoas que tenham oferecido contribuição relevante à defesa dos direitos da mulher e questões do gênero no país. As informações são do portal G1.
Por Marno Martins – exclusivo para Folha de Pernambuco
PDT e PSB já avançaram na discussão da nova federação de esquerda, que pode ter mais um partido, o Solidariedade. “Recebi sinalização nessa direção da cúpula do SD”, disse, à Folha, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que já deu o start do consórcio partidário com o presidente do PDT, Carlos Lupi.
Se os três partidos se entenderem, como prevê Siqueira, a federação PDT-PSB-SD terá 36 deputados, sendo, pela ordem, 17 do PDT, 14 do PSB e 5 do SD. As três legendas buscam um acordo em consequência das regras eleitorais impostas na eleição proporcional com o fim das coligações partidárias.
Sem elas, os partidos tiveram dificuldades de eleger deputados em todos os Estados. Nas eleições de 2018, o PSB elegeu 32 deputados, quando ainda vigorava a permissão para formação de coligações. Nas eleições passadas, com a proibição das coligações, a bancada foi reduzida para 14 parlamentares.
“As mudanças na legislação também repercutiram. Em 2018, com R$ 4,2 milhões de fundo eleitoral, o PSB elegeu 32, mas agora, com R$ 1 milhão a mais de fundo, ou seja, R$ 4,2 milhões só elegemos 14”, disse o presidente socialista.
Siqueira destaca que outra distorção na mudança das regras trouxe prejuízo eleitoral ao PSB em Estados que candidatos a federal tiveram expressivas votações, mas não se elegeram. “É o caso de Denis Bezerra, do Ceará, que teve 118 mil votos, mas não emplacou o mandato”, lamentou, culpando as mudanças para o cálculo do coeficiente eleitoral.
A provável federação PDT-PSB-SD também terá repercussão no Senado. Na Casa Alta, o PSB elegeu 4 senadores e o PDT três, formando uma bancada de sete senadores. “Isso dá um diferencial e um peso à federação”, disse Siqueira, que deve ter uma conversa também com o presidente SD, Paulinho da Força Sindical.
Segundo ele, até a próxima quinta-feira, ele e mais Lupi e Paulinho, se o Solidariedade vier a se entender na federação, terão uma importante reunião para bater o martelo. Quanto à presidência da federação, Siqueira garante que não haverá disputa. “A tendência é de gestão compartilhada, sem que os partidos percam a sua autonomia”, afirmou.
No que diz respeito aos líderes na Câmara e no Senado, a escolha, segundo Siqueira, se dará mediante um processo de eleição interna entre os deputados e senadores. Hoje, o líder do PSB na Câmara é o deputado pernambucano Felipe Carreras, que pode até ser o líder da federação. Para isso, basta que tenha a indicação da federação e o voto dos demais deputados do consórcio.
Para Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, a federação vai fortalecer a “luta em defesa da democracia e do povo brasileiro”. No processo da eleição passada, o PSB não aceitou integrar a federação com o PT e PCdoB. Mesmo assim, o partido fechou uma aliança eleitoral com o PT.
O PSB aceitou a filiação do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que deixou o PSDB, e virou candidato a vice na chapa vitoriosa do então candidato do PT ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva. No Governo, Alckmin virou ministro da Indústria e Comércio e tem trabalhado fortemente para fortalecer o partido, sendo amplamente favorável ao ingresso da legenda na federação com o PDT e SD.
Todo dia é dia delas, mas as convenções da humanidade forjaram datas para serem lembradas e comemoradas. Seguindo esse convencionalismo nos curvamos, hoje, aos pés das nossas soberanas, às mulheres, no seu Dia Internacional, este sagrado 8 de março.
Louvo minha Nayla Valença, em nome da qual faço os sinos dobrarem por todas as mulheres. Tangida da seca, como eu, Nayla é uma mistura de sangue azul latino das tejucupanas com o vermelho da valentia de Maria Bonita.
As mulheres de Tejucupapo, distrito de Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, entraram para a história do Brasil em um episódio heroico em 24 de abril de 1646, quando enfrentaram e derrotaram 600 soldados holandeses, usando como armas pedaços de pau, chuços, enxadas, pimenta e água fervente.
Maria Bonita não pode ser vista apenas pela lente angular do cangaço. Foi também uma heroína que venceu a seca e desbravou o Sertão. Na sua face guerreira se espalha as cores, os sabores e os aromas do bravo povo nordestino. Sangue de Maria Bonita é sangue de mulher empoderada, de mulher nordestina.
Como as tejucupanas e como Maria Bonita, minha Nayla é uma mulher forte e guerreira, senhora do seu destino. Enfrenta intempéries, luta quando a tempestade é de areia, supera as dores da alma partida na batida do sol inclemente. Realça na sua beleza a mais nobre expressão de mãe, de duas filhas lindas, suas Marias – Beatriz e Heloísa.
Minha Nayla Valença é como o poema de Cora Coralina, aquela mulher a quem o tempo muito ensinou. Ensinou a amar a vida e não desistir da luta, recomeçar na derrota, renunciar a palavras e pensamentos negativos. Acreditar nos valores humanos e ser otimista.
Cora Coralina nasceu às margens do Rio Vermelho, em Goiás. Ao completar 50 anos, passou por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como “a perda do medo”. Seu primeiro livro foi escrito quando tinha 76 anos. Seus poemas tratam da sua história pessoal, da cidade em que nasceu e do ambiente em que foi criada.
Minha Nayla nasceu às margens do Rio Moxotó, em Sertânia. Lá, quando os pássaros murmuram de sede e o gado morre abatido pela seca, o homem renasce pela coragem. Não é fácil resistir em terras secas, como escreveu Euclides da Cunha, em Os Sertões.
Por isso, minha Nayla tem o espírito de luta incansável de Cora, uma mulher que faz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores.
Ao manter no Governo o todo enrolado ministro das Comunicações, Juscelino Filho, o presidente Lula cometeu um erro gravíssimo, que pode ter um preço caro no futuro. As acusações, comprovadas, são gravíssimas. Vão desde ocultação de patrimônio, uso de jatinho da FAB em viagem particular, com diárias da União, até um sócio do seu haras como funcionário fantasma do seu gabinete, na Câmara dos Deputados.
Mas parece que Lula, preso sob a acusação de comandar uma quadrilha, não conseguiu tirar nenhuma lição da prisão, resultado da acusação de ser chefe de quadrilha na operação Lava Jato. Manter Juscelino é dizer que compactua com todo e qualquer tipo de safadeza, abre um precedente para que outros ministros possam também confundir o público com o privado, sem risco de punições.
Lula teria decidido manter o auxiliar mais sujo do que poleiro de galinha a pedido de aliados, que citam ao menos três principais motivos: não se indispor com União Brasil, abrir a porteira para saída de ministros e criar desgaste com pouco mais de dois meses de governo. Na semana passada, o presidente havia demonstrado insatisfação com a postura do ministro e afirmou que, caso não comprovasse sua inocência, ele não seria mantido no governo.
Em entrevista à BandNews, na quinta, Lula afirmou que teria uma conversa com Juscelino e que ele deixaria o governo se não conseguisse provar sua inocência. A saída do ministro dividia aliados do chefe do Executivo. Enquanto a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), defendeu o afastamento temporário dele, outra ala do entorno de Lula vinha pregando que ele não poderia ser demitido no curto prazo.
Um grupo de aliados do presidente vinha argumentando que demitir Juscelino neste momento poderia ser prejudicial para a construção da base na Câmara e ainda passar uma mensagem negativa com menos de três meses de governo. Para alguns interlocutores de Lula, a saída de Juscelino Filho poderia gerar ruídos no Congresso com a União Brasil, que, além dele, influenciou a indicação de titulares de outros dois ministérios.
Conversa para boi dormir!
Pasta esvaziada – O ministro das Comunicações está esvaziado. Ficou no cargo, mas não participa, por exemplo, de uma das principais discussões no setor de comunicações: a regulação das big techs. A Secretaria de Política Digital, que sempre esteve vinculada ao Ministério, foi transferida para a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A Secom está sob o comando do petista Paulo Pimenta. O tema da regulação tem sido debatido internamente do governo com participação de integrantes da Casa Civil.
Gestão sem transparência – Em entrevista, ontem, ao Frente a Frente, pela Rede Nordeste de Rádio, a líder da oposição na Assembleia Legislativa, Dani Portela (Psol), disse que o Governo Raquel começou com transparência zero. Referia-se ao fato do Portal da Transparência não estar sendo atualizado desde que a tucana tomou posse. “Tudo isso se dá por falta de pessoa, provocado por ausência de transição. Por ironia, quando deputada, a governadora foi autora do projeto de transição e não fez patavinas de transição quando assumiu”, afirmou.
Estado parado – Para a líder oposicionista, a impressão que fica do governo é que o Estado está completamente paralisado. “Tem muitas repartições que estão sem funcionar, porque depende de servidores ainda não nomeados”, disse Portela, adiantando que a governadora também deixou as crianças sem acesso ao programa de leite e até sem merenda das escolas. “Estamos assistindo a um início de governo muito complicado, porque não houve continuidade de governo”, desabafou.
Mais bombeiros – Um dia após o terceiro ataque de tubarão em duas semanas no Grande Recife, a governadora Raquel Lyra (PSDB), disse, ontem, que vai realizar concursos públicos para recompor o quadro do Corpo de Bombeiros e reforçar a fiscalização nas praias. “A falta de efetivo atinge Pernambuco há muito tempo, mas a gente não consegue suprir isso de imediato. A gente vai, sim, abrir concursos novos, mas a gente precisa do apoio dos municípios para cumprirem seu papel”, afirmou. A governadora não informou, porém, quando os certames serão realizados.
Primeira-dama assume área social – No Dia Internacional da Mulher, o prefeito de Arcoverde, Wellington Maciel (MDB), deve confirmar, hoje, a primeira-dama Rejane Maciel na pasta de Ação Social. Na prática, ela já vinha desenvolvendo muitas ações na área. Dedicada ao que faz, tem um rico currículo na área administrativa e chega com disposição de dar uma nova roupagem à pasta, prioritária na gestão em razão de desenvolver programas voltados para minimizar os efeitos da fome no município.
CURTAS
NOVA FEDERAÇÃO – O PDT e o PSB devem anunciar nos próximos dias um acordo de federação na Câmara dos Deputados. As conversas entre os presidentes dos dois partidos, o ministro da Previdência Social Carlos Lupi e o advogado Carlos Siqueira, estão avançadas no sentido de oficializar o consórcio. Os dois estiveram reunidos, ontem, para estreitar relações. “Boa conversa sobre a conjuntura nacional e a relação e cooperação dos nossos partidos PSB/ PDT”, escreveu Siqueira em seu perfil no Twitter.
RETIRADA – Cumprindo liminares de reintegração de posse dadas pela justiça, a Polícia Militar realizou, ontem, a retirada de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que há oito dias ocupavam três fazendas de reflorestamento da empresa Suzano, no sul da Bahia. Não houve conflitos.
Perguntar não ofende: A bancada dos independentes na Assembleia é o novo Centrão?