Orçamento secreto, corrupção e ataques a Bolsonaro e ausência Lula dominam debate

Do Estadão

O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) foi alvo preferencial dos participantes do debate realizado neste sábado, 24, pelo Estadão e a Rádio Eldorado em parceria com SBT, CNN, Veja, Terra e rádio NovaBrasil FM. A artilharia dos candidatos também esteve voltada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não compareceu ao debate.

Orçamento secreto e casos de corrupção dominaram o encontro. Os ataques ao governo Bolsonaro foram mais constantes e contundentes principalmente por parte das senadoras Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil).

Ciro Gomes (PDT) e Felipe d’Avila (Novo) também questionaram o presidente sobre o assunto, com troca de acusações. Em uma postura mais defensiva, Bolsonaro fez dobradinha com Padre Kelmon (PTB), recebendo elogios do candidato.

Jaboatão dos Guararapes - Conexão Cidadã

Da CNN Brasil

A candidata Simone Tebet (MDB) foi sorteada para ser a primeira a realizar as considerações finais. “O Brasil está nas suas mãos, depende do seu voto. O país não aguenta e não suportaria e suportará mais 4 anos dessa discussão ideológica, essas brigas, essas mentiras de corrupção. O Brasil precisa de mudança de verdade, estou pronta, tenho experiência e sei o que fazer”, afirmou.

Logo em seguida, o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) fez suas últimas considerações. “Para você que é pobre e passa necessidade, o meu governo paga o Auxílio Brasil de no mínimo R$ 600 para 21 milhões de famílias. Este é o governo que tem um olhar especial aos mais pobres, em especial ao nosso Nordeste. Temos a gasolina mais barata do mundo, que beneficia a todos. Nós anistiamos 99% das dívidas dos alunos que tinham com o FIES”, disse.

Petrolina - Destino

O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes disse que o Brasil está machucado pela polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) e fez um apelo pela atenção do eleitor nas considerações finais. “Você precisa me ouvir. Me ajude a mudar o Brasil”, finalizou.

Do Estadão

O candidato à Presidência pelo PTB, Padre Kelmon, manteve a postura de defender o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o debate. “O Brasil está em boas mãos. O Brasil estaria em maus lençóis se estivesse comandado por governos de esquerda”, disse. Ele fez o comentário da réplica de Felipe D’Avila (Novo), que o atual governo “não tem nada de liberal”.

Camaragibe - Refis 2025

Da CNN Brasil

O candidato Ciro Gomes (PDT) criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre denúncias de escândalos de corrupção no Ministério da Educação (MEC). Simone Tebet (MDB) também fez críticas ao atual governo, citando, por exemplo, as investigações do caso “Covaxin” na CPI da pandemia, no qual teria ocorrido um pedido de propina de um servidor do Ministério da Saúde para vender ao poder público vacinas contra a Covid-19.

Cabo de Santo Agostinho - Vem aí

Do Estadão

Durante direito de resposta, o chefe do Executivo defendeu que o ministro da Economia, Paulo Guedes, “apenas disse a verdade” ao classificar o governo francês como “irrelevante” para o Brasil. “Isso é defender a nossa soberania! Isso é defender os interesses do nosso País!”, disse. A resposta foi direcionada a um comentário da candidata Soraya Thronicke (União Brasil).

Em agosto, Guedes criticou a França e chegou a usar um palavrão ao referir-se ao país. Para o ministro da Economia, a França está ficando “irrelevante” para o Brasil. “Vocês [França] estão ficando irrelevantes para nós. É melhor vocês nos tratarem bem porque senão vamos ligar o ‘f…-se’ para vocês”, disse.

Na mesma linha, Bolsonaro aproveitou para classificar a economia brasileira como indo “muito bem”. “O Brasil vai muito bem. É um exemplo para o mundo”, disse.

Caruaru - Agosto Lilás

Da CNN Brasil

Ao ser questionada pelo jornalista Marcelo Torres, do SBT, sobre o que faria diferente na condução da educação em relação ao atual governo, do presidente Jair Bolsonaro (PL), Simone Tebet (MDB) destacou a necessidade do governo federal atuar como parceiro de municípios para “zerar a fila das creches, para que as crianças comecem a estudar na hora certa e as mães possam trabalhar”.

A senadora ainda disse que, no ensino médio, é necessário “tirar do papel a Reforma do Ensino Médio”.

Toritama - Tem ritmo

Do Estadão

Jornalista da Revista Veja Clarissa Oliveira perguntou para Bolsonaro sobre os casos graves de violência política, com crimes de bolsonaristas contra apoiadores de Lula.

O presidente respondeu que é palmeirense e pediu para os torcedores do time não brigarem, porque, em sua opinião, ele seria responsabilizado. Bolsonaro mencionou a situação de um petista que matou a esposa e o filho de dois anos. “Querer me responsabilizar não tem cabimento”, alegou.

Ciro comentou que hoje há 125 milhões de brasileiros que não fizeram três refeições. Falou de desalento, desemprego, informalidade. “O debate não deu uma única responsabilidade para discutir meu projeto de renda mínima?”, questionou. Completou dizendo que foi o PT que criou a questão de violência política.

Bolsonaro, por sua vez, insistiu na questão do Auxílio Brasil. “Temos um olhar todo especial para os mais pobres.”

Palmares - Forró Mares

Na programação da CNN, Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quest, analisa as reações sobre o debate nas redes sociais.

Segundo ele, a declaração de Soraya Thronicke no direito de resposta ao presidente Bolsonaro – “Não cutuque a onça com a vara curta” – foi a que mais gerou engajamento.

Da CNN Brasil

Ao falar sobre a corrupção no Brasil, o candidato Ciro Gomes (PDT) afirmou que Jair Bolsonaro (PL) “teve a proeza de ressuscitar o Lula (PT)”, se referindo à possibilidade de a candidatura do petista vencer as eleições de 2022.

A fala aconteceu durante a réplica à pergunta que fez ao candidato Felipe D’Avila (Novo), que também fez críticas ao PT. “Só tem um jeito de acabar com o PT na presidência: é votar no partido Novo”, pontuou D’Avila.