Prefeitura do Ipojuca

22/04


2018

SP: França avisa a Doria que “guerra” começou

Batalha pública é mais um problema na pré-campanha de Alckmin

Sergio Roxo – O Globo

Assim que assumiu o governo de São Paulo, Márcio França (PSB) ligou para o ex-prefeito João Doria (PSDB) e foi diretamente ao ponto:

França anunciava ali que faria um pente-fino entre os funcionários comissionados da máquina estadual para retirar os aliados de Doria de cena. Em troca, a equipe de Doria rastreia atos de França como governador que configurem uso da máquina pública com fins eleitorais. Também distribui memes em redes sociais que destacam o apoio do PSB ao ex-presidente Lula.

França e Doria disputarão o governo do Estado na eleição de outubro e já deram todos os sinais de que pretendem polarizar a campanha. A batalha entre seus aliados se transformou em mais um problema para Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB, administrar neste período pré-eleitoral. De acordo com aliados, o tucano pretende subir nos dois palanques, mas tenta fazer isso sem melindrar França ou Doria. Diante do grau de tensão do embate local, tomará cuidado redobrado em suas movimentações.

— Ele terá que ser bastante tucano — resume o deputado federal Silvio Torres (SP), sobre a necessidade de Alckmin se equilibrar entre Doria e França.

O detalhe é que, para melhorar seu desempenho na disputa presidencial, Alckmin precisará crescer nas pesquisas em São Paulo. No último levantamento do Datafolha, feito entre os dias 11 e 13 de abril, o ex-governador consegue entre 13% e 17% das intenções de voto no Estado que governou até o dia 6 de abril. Ele fica em segundo lugar empatado com Jair Bolsonaro em três dos cenários testados, atrás de Lula (PT), que lidera com 20%. Nos outros seis cenários, com o petista fora da disputa, o tucano empata, numericamente ou tecnicamente, com Bolsonaro na liderança.

O auge do embate entre os dois pré-candidatos a governador aconteceu no dia 12 de abril. Em uma entrevista , Doria tentou vincular França à extrema esquerda e chegou a chamá-lo de “Márcio Cuba”. O atual governador rebateu dizendo que o ex-prefeito é “mimado, desequilibrado e parecia possuído”.


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Prefeitura Camaragibe

22/04


2018

Desigualmente iguais

Calos Brickmann

Outro problema grave de Alckmin é o desgaste da imagem do PSDB. Durante uns 30 anos, o PSDB foi o porto seguro para quem rejeitava o PT. O PSDB aproveitou a oportunidade oferecida pelo PT para um contraste de imagem, mostrando o Governo petista como corrupto. De repente, Aécio também vira símbolo, o Ministério Público inaugura a temporada de caça aos tucanos, o PT acusa tucanos de cometer os mesmos pecados de que os acusavam e o partido, além de moderar os ataques, tem de se defender.

Como, se as acusações vêm das mesmas fontes que o PSDB citava contra o PT – e o candidato à Presidência é Alckmin, com todo o seu charme?

Coisa que não pode

Por falar em desgaste: que deu na cabeça do presidente da Petrobras, Pedro Parente, para aceitar acumular o cargo na estatal com um privado, o de presidente do Conselho da BRF (união Sadia-Perdigão)? Parente foi um ótimo ministro, de capacidade reconhecida e irregularidades zero; dirigiu depois um grande empreendimento jornalístico privado, a Rede Brasil Sul, com sucesso; ao assumir a Petrobras, ordenhada à exaustão nos governos anteriores, faz um trabalho impecável de recuperação. Não há suspeitas sobre ele. Mas misturar um grupo privado com a maior estatal do país não é aceitável. É dar a volta ao mundo para pisar numa casca de banana. Estatal é estatal, empresa privada é empresa privada, e ponto final.


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Gravatá

22/04


2018

Ele pode ser o novo se não for relíquia de procissão

Barbosa pode ser o novo, desde que não seja relíquia para ser levada em procissão

Se denunciar tudo que o incomoda, o Brasil ganha; se espera cortejo, todo mundo perde, inclusive ele

Elio Gaspari – Folha de S.Paulo

Joaquim Barbosa tem tudo para ser o “novo” na próxima disputa pela Presidência. No Supremo Tribunal Federal foi sua mão de ferro que garantiu o encarceramento dos larápios do mensalão, abrindo a temporada de predominância de setores do Judiciário sobre a corrupção. Condenando a articulação que depôs Dilma Rousseff, afastou-se do governo de Michel Temer. Nunca foi candidato a cargo eletivo e não tinha base partidária.

Com essa biografia, o doutor admitiu a hipótese de ser candidato e filiou-se ao PSB. Quando fez isso, sabia que esse partido é “socialista” no nome, mas poucas são as diferenças entre ele e os demais. Menos de uma semana depois, revelou que vê dificuldades para sua candidatura, quer por causa das articulações estaduais quer por suas próprias incertezas.

A menos que as contrariedades sejam sinceras e essenciais, negaças de candidatos são coisa comum, e esses obstáculos acabam mostrando-se irrelevantes. Essa circunstância faz a diferença entre o candidato que está disposto a ir para a estrada e aquele que pretende ser carregado num andor. Na história do Brasil, só o general Emílio Médici chegou à Presidência sem se mexer, obrigando o Alto Comando do Exército a carregá-lo nos ombros.

Num regime democrático não há andores. Tancredo Neves, numa sucessão embaralhada como a de hoje, construiu sua candidatura milimetricamente, encarnando a redemocratização. As macumbas de todos os partidos contra Barbosa são coisas do velho contra o novo. Ou ele dá um passo adiante e diz a que vem ou fritam-no. Quando ele não opina sobre a reforma da Previdência (seja qual for) porque não é candidato, ofende a plateia. Ele quer ser candidato e tem opinião sobre a Previdência, mas não quis se expor, usando um argumento do velho.

Numa eleição presidencial a biografia vale muito, mas o desempenho durante a campanha acaba sendo essencial. Mário Covas e Ulysses Guimarães eram melhores candidatos que Fernando Collor na eleição de 1989, mas não chegaram ao segundo turno. Asfixiaram-se na poeira de uma campanha em que os eleitores compraram um gato velho como se fosse lebre nova. Tinham tempo de televisão e bases partidárias, mas elas de nada serviram.

Basta ver o que acontece no Congresso, no Planalto e até mesmo no Supremo para se perceber que um sistema político viciado tenta blindar-se impedindo que haja algo de novo na urna de outubro.

Se Joaquim Barbosa entrar na disputa disposto a denunciar tudo que o incomoda, a começar pelo coronelismo político, o Brasil ganha, pois o que se quer do “novo” são novas atitudes. Se o que ele espera são palafreneiros conduzindo seu cortejo, todo mundo perde, inclusive ele.


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Supranor 1

22/04


2018

Continência, desobediência e prudência

Frederico Vasconcelos - Folha de S.Paulo

Filho e neto de generais, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) analisou com prudência as declarações do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, em entrevista a Marianna Holanda e Eduardo Kattah, do jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta sexta-feira (20):

Melhor que os militares não falem. Alguns ameaçaram, o chefe do Exército não fez isso. Basicamente, foi uma mensagem interna corporis. Ele falou antes que outros falassem coisas mais desabusadas. Não considero que a declaração do ministro tenha sido uma ameaça. Ele disse o que todo mundo diz: a impunidade não pode prevalecer, a Constituição diz isso. Ele não disse ‘condene fulano e beltrano’.

Quando policiais militares recusam-se a dar continência a um general, membro do gabinete da intervenção militar no  Rio de Janeiro, a fala do comandante pode evitar que outros se antecipem e –como diz FCH– falem “coisas mais desabusadas”.


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Comentários

Quentura

Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas. Winston Churchill



22/04


2018

Presidenciáveis: 160 investigações em tribunais no país

Problemas judiciais vão de Lava Jato a barbeiragem no trânsito, mostra balanço da Folha

Ranier Bragon , Camila Mattoso e Laís Alegretti – Folha de S.Paulo

Pelo menos 15 dos 20 políticos cotados para disputar a Presidência da República em outubro são alvo de mais de 160 casos em tribunais do país inteiro.

De Lava Jato a barbeiragem no trânsito, há investigados, denunciados, réus, condenados e um preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas eleitorais.

Levantamento feito pela Folha nos tribunais superiores, federais e estaduais mostra que a Lava Jato e suas derivações, além de outras investigações de desvio, são pedras no sapato de ao menos oito presidenciáveis.

Esse pelotão é liderado por Lula —condenado a 12 anos e um mês—, o presidente Michel Temer (MDB) —alvo de duas denúncias e de duas investigações em andamento—, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC) —réu na Lava Jato e alvo de outros quatro inquéritos— e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), investigado em dois inquéritos na maior operação de combate à corrupção da história do país.

Com exceção de Lula, que tem até 31% das intenções de voto, Temer, Collor e Maia não ultrapassam 2%, segundo o Datafolha.

A condenação e prisão praticamente inviabilizaram a candidatura de Lula, mas o PT afirma que fará o registro do ex-presidente na disputa. Nos bastidores, no entanto, são cogitados para substituí-lo o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner.

Sobre Haddad, há uma investigação aberta por suposto caixa dois, em decorrência da delação do empresário Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC, um dos delatores da Lava Jato.

Em relação a Wagner, ele foi alvo recentemente da Operação Cartão Vermelho (que apura suspeita de propina na reforma da Arena Fonte Nova). Outros dois outros casos foram enviados para o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato no Paraná.

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) teve seu caso enviado para a Justiça Eleitoral, o que o tirou da mira imediata da Lava Jato.

Nesta sexta (20), o Ministério Público de São Paulo afirmou que também irá investigar se o tucano cometeu improbidade administrativa no episódio, que é a suspeita de recebimento caixa dois de mais de R$ 10 milhões. Delatores da Odebrecht afirmam ter direcionado o dinheiro à campanha do tucano ao governo paulista em 2010 e 2014.

Segundo o Datafolha, Alckmin tem 8% das intenções de voto, no melhor cenário.

Tanto Alckmin quanto Haddad são alvos também de ações por questões administrativas, motivadas pela passagem de ambos pelo comando do Executivo paulista e paulistano.

O ex-prefeito, por exemplo, responde a ação do Ministério Público por suposta falta de planejamento na construção de ciclovias. O tucano é alvo, entre outras, de ações da bancada do PT sob o argumento de ilegalidades em licitações e outras ações de governo.

Outro investigado é o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro (PSC).

Como representante de uma empresa de qualificação de risco, ele foi alvo de quebra de sigilo bancário e fiscal e depôs em investigação sobre possíveis fraudes em investimentos do fundo de pensão dos Correios, em fevereiro. Castro também tem quase um traço nas pesquisas (1%).

Um segundo grupo de presidenciáveis responde por declarações que podem ser consideradas crime. É puxado por Jair Bolsonaro (PSL), um dos líderes na corrida ao Planalto na ausência de Lula (17%).

O deputado responde a duas ações penais no STF sob acusação de injúria e incitação ao estupro, além de uma denúncia por racismo por palestra em que criticou quilombolas —na área cível, Bolsonaro foi condenado nesse último caso, em primeira instância, a pagamento de indenização de R$ 50 mil. Ele recorreu.

As acusações de incitação ao estupro são motivadas por um bate-boca em 2014 com a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Bolsonaro disse, na ocasião, que não a estupraria porque ela não merece.

“O emprego do vocábulo ‘merece’ (...) teve por fim conferir a este gravíssimo delito, que é o estupro, o atributo de um prêmio, um favor, uma benesse à mulher, revelando interpretação de que o homem estaria em posição de avaliar qual mulher ‘poderia’ ou ‘mereceria’ ser estuprada”, diz parte do acórdão da 1ª turma do Supremo ao acolher em 2016 a denúncia.

Ciro Gomes (PDT) é o campeão, em volume, de casos na Justiça. Ele acumula mais de 70 processos de indenização ou crimes contra a honra, movidos por adversários. Temer, chamado de integrante do “lado quadrilha do PMDB”, é um deles. Ciro foi condenado em primeira instância e recorreu.

Outros adversários que o processam são Bolsonaro (chamado de “moralista de goela”), os tucanos José Serra (“candidato de grandes negócios e negociatas”) e João Doria (“farsante”), e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (“pinotralha, uma mistura de Pinóquio com Irmão Metralha”). O pedetista tem 9% das intenções de voto.

O ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa (PSB), que chega a 10% das intenções de voto, foi condenado por danos morais por ter dito que um jornalista “chafurdava” no lixo. Cabe recurso.


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ArcoVerde

22/04


2018

Paraguai tem eleição presidencial; favorito de direita

É hoje: Mario Abdo Benítez é do Partido Colorado, que predomina na política paraguaia há décadas. Pleito terá apenas um turno

Por France Presse

O Paraguai vai às urnas neste domingo (20) para eleger seu presidente para os próximos cinco anos, com o candidato de direita, Mario Abdo Benítez, do governista Partido Colorado, como favorito nas pesquisas, apesar dos vínculos de sua família com o ex-ditador Alfredo Stroessner.

"Marito", como é conhecido popularmente, enfrentará o candidato liberal Efraín Alegre, apoiado por uma coalizão de centro-esquerda da qual participa o ex-bispo e ex-presidente (2008-2012) Fernando Lugo.

As principais pesquisas dão até 20 pontos de vantagem a Abdo Benítez sobre Alegre.

Mas uma pesquisa da consultora Ati Sneard e Associados de última hora aponta para um empate técnico e indica que a vitória de Abdo Benítez, de 46 anos, depende de uma participação de ao menos 70% da população.

Há ainda outros oito candidatos, mas estão muito atrás nas pesquisas.

Cartes, um empresário da indústria de tabaco, manteve o importante crescimento econômico do país durante seu governo, de cerca de 4% ao ano, apoiado nas exportações agrícolas e de eletricidade.

No entanto, o Paraguai registra um índice de pobreza de 26,4% e está classificado entre os países com maior nível de corrupção pela organização Transparência Internacional, que o situa no posto 135 em uma lista de 180 em 2017.


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Bm4 Marketing 7

22/04


2018

FHC: a fé e a força

Fernando Henrique, lançando seu novo livro, deu entrevistas em que se diz confiante na candidatura de Alckmin à Presidência. Garante que, como candidato, o ex-governador paulista é um corredor de maratona, que não dá grandes arrancadas mas chega bem ao final.

Pode ser. E quem acha que Alckmin tem um problema se engana.

Alckmin tem vários problemas, do baixo índice na pesquisa (paradinho nos 7%) à abertura de inquérito sobre a acusação de que teria recebido R$ 10 milhões da Odebrecht, mais a  carga que será carregar o peso de Aécio, mesmo que o expulse do partido.

Há mais: o goiano Marconi Perillo, que foi até cogitado para coordenar a campanha, enfrenta inquérito na primeira instância e delação da Odebrecht.

A multiplicação de candidatos do mesmo setor (Álvaro Dias, Meirelles, Temer, Flávio Rocha) dificulta a tarefa de se consolidar.

Pois não há tucanos olhando com esperança a possibilidade de lançar João Doria?  (Carlos Bickmann)


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Asfaltos

22/04


2018

Os fabricantes de reis

Carlos Brickmann

"E você, caro leitor, que decide se eles ganharão as eleições"

Quinze senadores envolvidos em inquéritos podem perder o tal foro privilegiado: se não forem reeleitos, responderão diante do juiz de primeira instância – talvez Sérgio Moro, por que não? Cinco governadores investigados, para se candidatar a outros cargos, renunciaram e estão sem foro privilegiado: já respondem ao juiz singular. Só voltam ao foro privilegiado se forem eleitos. Ou seja, é você, caro leitor; é você, caro eleitor, que decide se eles ganharão as eleições, o que significa que anos vão se passar até que os tribunais superiores possam cuidar de seus casos.

Seu voto decide - e só os votos decidem - se Suas Excelências serão julgados como cidadãos que são ou como Excelências que nem todos são.

Ex-governadores: Marconi Perillo, PSDB/Goiás; Raimundo Colombo (PSD/Santa Catarina); Geraldo Alckmin (PSDB/São Paulo); Beto Richa (PSDB/Paraná); Confúcio Moura (PMDB/Rondônia). É improvável que algum seja julgado antes da eleição, mas se não vencer fica sem o foro.

Senadores: Renan Calheiros, PMDB, AL; Humberto Costa, PT, PE; Vanessa Grazziotin, PCdoB, AM; Romero Jucá, PMDB/RR; Dalírio Beber, PSDB/SC; Ciro Nogueira, PP/PI; Benedito de Lira, PP/AL; Eunício Lima, PMDB/CE; Cássio Cunha Lima, PSDB/PB; Agripino Maia, PP/RR; Jorge Viana, PT/AC; Valdir Raupp, PMDB/RR; Aécio Neves, PSDB/MG; Lídice da Mata, PSB/BA; José Pimentel, PT/CE.

Alguns destes nomes são desconhecidos. Outros são bem conhecidos.


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Versão Agreste Central

22/04


2018

Postura e compostura de uns e outros

Apolo da Silva – Blog Os Divergentes

A evolução da Lava Jato vai criando uma nova dinâmica nas eleições de 2018. Há presos, denunciados e investigados que não envergonham seus partidários e aliados. Podemos citar o PT de Lula e José Dirceu. Há outros casos em que nem adianta rejeitar ninguém. É o caso do MDB do presidente Michel Temer, do ex-governador Sérgio Cabral, do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e dos irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima, que é deputado.

Mas há também aqueles que ficam passando a mão no paletó tirando o pó, na expectativa de que ficarão imunes. É o caso do PSDB, que tenta jogar no lixo o senador Aécio Neves, jogar ao mar o ex-governador Eduardo Azeredo, que (como Pedro) diz ‘NÃO’ ao operador Paulo Preto, que finge que a prisão de seis ex-presidentes do Metrô de São Paulo não tem nada a ver. Como se pode ver é uma ginástica. Mas será que vai dar certo?

A diferença entre uns e outros? Há os que viram as costas para aqueles que eram seus aliados até outro dia. Há os que, como todos estão na pior, adotaram a linha do salve-se quem puder. E, também, existem aqueles que são solidários aos partidários que caíram em desgraça. Estamos falando, por ordem, do PSDB, do MDB e do PT. Mas a atitude diante da adversidade, não é a única diferença.

Há a do envolvimento direto nas acusações que geraram a prisão, a condenação, o processo, a denúncia e a investigação. Há os casos em que os juízes e o Ministério Público concluem que não era possível que fulano não soubesse e há aqueles em que o Judiciário define que esse não podia saber. É claro que não podemos deixar de lado os que de fato cometeram pecados. Nem os que foram imprudentes.

O fato é que a lama atinge a todos. Culpados e inocentes. Alguns vão pagar a conta na Justiça e outros nas eleições. E há aqueles que vão sobreviver.


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21/04


2018

Dino: Sarney está desesperado para voltar ao poder

Jornal do Brasil

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) atribuiu, nesta sexta-feira (20) a seus adversários políticos a crise que enfrenta em sua segurança pública após a divulgação de ofícios do alto escalão da PM pela espionagem de oposicionistas.

"Por que tantos ataques desvairados ao nosso governo? 1) Sarney desesperado para voltar ao poder; 2) alguns tentando me intimidar pela crítica que faço à prisão ilegal do presidente Lula. Vamos vencer nas urnas e continuarei a criticar o que acho errado", afirmou.

"Alguém inventa uma farsa, uma fraude, transforma isso em um 'escândalo' e alguns, por ideologia ou interesses, divulgam como sendo verdade", destacou Flávio Dino

O caso está sob investigação da Procuradoria Eleitoral e causou tumulto político no Maranhão. Diversos partidos se manifestaram em repúdio às ordens para monitorar opositores que causassem embaraço às eleições e transferir policiais envolvidos com política.

Em reação à divulgação dos documentos, o governador afirmou que mandou demitir o autor do papel disparatado. "Mandei também apurar por que esse oficial da PM assinou aquele papel absurdo. Ele irá responder a processo disciplinar para esclarecer os fatos"

"Infelizmente vivemos essa época. Alguém inventa uma farsa, uma fraude, transforma isso em um 'escândalo' e alguns, por ideologia ou interesses, divulgam como sendo verdade. O nazismo agiu assim contra judeus, liberais e comunistas."


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21/04


2018

Guardia: reformas irão se impor para próximo presidente

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia se posicionou contra protecionismo e defendeu o livre comércio.

Folha de S. Paulo

Por Estelita Hass Carazzai

 

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, defendeu a continuidade das reformas para garantir o equilíbrio fiscal do Brasil no próximo ano, “independentemente do que se diga em campanha”.

“Não vai haver um crescimento sustentável sem a continuidade das reformas. Quem estiver no governo no ano que vem vai ter que enfrentar isso”, afirmou, durante entrevista à imprensa em Washington neste sábado (21).

Guardia, que passou a semana no encontro do FMI (Fundo Monetário Internacional), diz que existe um consenso sobre a necessidade de reformas no Brasil, em função do crescimento da dívida pública.

Ele citou a reforma da previdência e a tributária como algo que “precisamos fazer”.

“A realidade vai se impor de maneira tão clara que é muito difícil alguém desviar dessa rota. Senão, quem vai pagar o preço é a população brasileira”, disse.

O ministro defendeu que há uma “janela de oportunidade” para aprovar as medidas, em função da retomada do crescimento brasileiro e do bom momento da economia mundial.

“No futuro, a gente pode ter um cenário não tão favorável”, declarou.

ROTA 2030

Assim como outros ministros reunidos no FMI, Guardia defendeu o livre comércio e se posicionou contrariamente a medidas protecionistas –uma discussão permanente ao longo da semana, em meio ao tensionamento entre EUA e China.

Para ele, o comércio internacional impulsiona o crescimento global e aumenta a renda em todas as economias. “É um ganha-ganha. Precisamos de um sistema de comércio forte e baseado em regras claras”, afirmou.

Guardia ainda mencionou o programa Rota 2030, nova política industrial para o setor automotivo que deve substituir o Inovar-Auto e que está em negociação no governo. Ainda não há data para seu anúncio.

O ministro afirmou que há “muita controvérsia” em relação às contribuições do Inovar-Auto para a economia brasileira, e disse que é preciso pensar no “custo de oportunidade” de novos incentivos fiscais nesse momento.

“Os recursos são escassos. Então, tem que ter muito critério para qualquer gasto novo que seja feito, seja gasto direto ou tributário”, declarou.

Estudos recentemente divulgados pelo Banco Mundial fizeram duras críticas às políticas industriais do Brasil: para o órgão, programas como o Inovar-Auto distorceram o mercado e levaram a um desperdício de recursos públicos.

A Fazenda está relutante em conceder benefícios ao setor. As montadoras, porém, defendem que o Rota 2030 é necessário para equilibrar a competitividade da indústria no cenário mundial e realizar a transição para um ambiente sem incentivos tributários. 

O que se discute nesse momento é a criação de créditos tributários para empresas que invistam em inovação.


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21/04


2018

Aécio: defesa rebate acusações de Batista

O advogado Alberto Zacharias Toron disse que o empresário da J&F mente para tentar manter "de forma desesperada" seu acordo de colaboração premiada.

Veja  - Por Estadão Conteúdo

 

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que o empresário Joesley Batista, da J&F, mente para tentar manter “de forma desesperada” seu acordo de colaboração premiada que aguarda há sete meses para ser discutido pelo Supremo Tribunal Federal. “Os recursos doados às campanhas do PSDB em 2014 somaram R$ 60 milhões e estão devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral”, disse em nota o advogado Alberto Zacharias Toron.

Segundo ele, doações feitas a outros partidos não podem ser consideradas de responsabilidade do PSDB, “tampouco de seu então presidente”. Ele disse que o senador não atendeu a qualquer interesse de Joesley.

Em relação à acusação de que tentou interferir na nomeação de delegados para a condução de inquéritos, feita pelo ex-ministro Osmar Serraglio, Toron afirmou que a “questão cabe exclusivamente à Polícia Federal”. De acordo com o advogado, todas as conversas que Aécio teve sobre o tema foram no sentido de mostrar seu “inconformismo com inquéritos abertos sem qualquer base fática”. Em especial, prosseguiu, com a demora em serem concluídos, levando a um “inevitável desgaste”.

O advogado negou conversa entre Aécio e o acionista da Andrade Gutierrez Sérgio Andrade sobre a usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. “O leilão e a construção da usina foram de responsabilidade do governo federal, sem qualquer participação do governo de Minas”, disse o advogado.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse em nota que “não se prestaria a falar” com Serraglio. “Pelo contrário, virei oposição ao governo Temer justamente quando ele assumiu o ministério indicado, e teleguiado, pelo (deputado cassado) Eduardo Cunha. Quem conhece minimamente a política sabe que eu jamais me relacionei com esse grupo. Pelo visto, esse Osmar continua com a carne fraca”, afirmou Renan.

Procurado, o empresário Alexandre Accioly não se manifestou sobre as acusações.


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21/04


2018

Lula preso: encontros e jogos da Champions League

Prisão de Lula: Sem segredos e Plim-plim 

Encontro de Lula com senadores foi com portas abertas. Já preso, Lula se distrai com jogos do Corinthians e da Champions League.

Onze Senadores visitam Lula (Ricardo Stuckert/Instituto Lula)                Frame, em que Lula afirma: “Estou de bem com minha consciência” Reprodução)
Veja - Coluna Radar

Por Gabriel Mascarenhas 

 

No encontro com senadores aliados na sede da PF, aliás, o petista não teve autorização para conversar em separado. A reunião ocorreu a portas abertas, sob os olhares atentos de dois agentes.

Enquanto isso, falam em livros, mas Lula só tem conseguido se distrair de verdade na prisão com os jogos do Corinthians e da Champions League. Na Globo.


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21/04


2018

Mercado dos votos: entra Barbosa, saem tucanos

Entra Joaquim, saem tucanos: PSDB e Alckmin são rifados, diz Ricardo Kostcho.

Balaio do Kostcho

Por Ricardo Kostcho

 

Em poucos dias desta semana, o mercado dos votos encontrou um candidato e deu uma guinada radical: bastaram um Datafolha e uma ofensiva da Lava Jato contra os tucanos para a direita abraçar o socialista (?) Joaquim Barbosa e descartar Geraldo Alckmin.

Somos mesmo um país surreal: só aqui mesmo os conservadores alegremente apoiam um ainda eventual candidato do Partido Socialista Brasileiro, que já foi de Miguel Arraes e morreu junto com seu neto e herdeiro Eduardo Campos num desastre de avião.

Joaquim Barbosa ninguém sabe que apito toca, mas na falta de um nome competitivo uma pesquisa basta para jogar suas fichas naquele que André Singer chama de candidato do Partido da Justiça.

Estava mais ou menos na cara que com a falência dos partidos e o ocaso das velhas lideranças políticas o nome do “novo” que buscavam para esta eleição seria alguém do saído magistratura endeusada no mensalão e na Lava Jato.

Confira na íntegra o artigo aquiEntra Joaquim, saem tucanos: PSDB e Alckmin são rifados - Balaio do ...


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21/04


2018

Exército autoriza armamento da Guarda Civil Municipal

Santa Cruz do Capibaribe

Guarda civil atuando junto a Polícia/Foto: divulgação

Na última terça-feira (17), o Exército Brasileiro autorizou a Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe, por meio da Secretaria de Defesa Social comprar armamento para Guarda Civil Municipal.Os equipamentos que serão adquiridos tratam-se de: 30 pistolas calibre 380, e 4 espingardas calibre 12. De acordo com o documento, a Prefeitura tem até 20 de março de 2019 para efetivar a compra.O uso das armas foi incluído no novo estatuto, criada por membros da própria Guarda. Ainda serão elaborados o plano de cargos, carreiras e vencimentos, o Código Disciplinar, a Corregedoria Geral e a Ouvidoria.

O prefeito Edson Vieira falou sobre mais uma etapa concluída e destacou a importância da Guarda para a segurança pública do município. “Resgatamos a credibilidade e confiança da Guarda, tanto que a população tem sentido tranquilidade com a presença dela. Iniciamos um grande trabalho com a instituição, o primeiro foi a criação do novo estatuto, a realização de cursos e treinamentos com os agentes. Com essa autorização, vamos comprar armas, realizar novos cursos preparatórios e efetivar o registro do armamento na Polícia Federal. Vamos ter uma guarda trabalhando mais efetivamente no combate à criminalidade na cidade”, disse o prefeito.

O secretário de Defesa Social do município, Tenente-coronel Sena, falou sobre a agilização do processo e o cronograma. “Nosso estatuto já foi repassado a Prefeitura e está pronto para ser enviado à Câmara de Vereadores. Estamos no processo de armamento, de criações da Corregedoria, Ouvidoria, seleção, capacitação e treinamento, e tudo já está sendo providenciado”, disse.

A Prefeitura tem investido na Guarda Civil Municipal com a realização de treinamentos visando melhor preparação dos agentes, entrega do fardamento e de novas viaturas e ações solidárias que conta com a participação da corporação, além das operações em conjunto com as polícias.


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21/04


2018

Executivos se calam em inquérito na PF conta Aécio

Com colaboração em marcha, executivos ligados à OAS se calam na PF em inquérito contra Aécio. Reginaldo Assunção e Ricardo Esteves estiveram há dez na sede da polícia em Brasília para prestar depoimento.

Época - Coluna Expresso 
Por Murilo Ramos


Executivos ligados à OAS, Reginaldo Assunção e Ricardo Esteves foram intimados pelo delegado Marlon Cajado a prestar depoimento no inquérito que apura a suspeita de pagamento de propina na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais. O principal alvo da apuração é o senador Aécio Neves (PSDB-MG). 

Assunção e Esteves estiveram na sede da PF em Brasília no último dia 12. Eles foram questionados pelo delegado sobre irregularidades na obra, incluindo as suspeitas do pagamento de propina a agentes pública. Os dois se calaram sob o argumento de que estão envolvidos nas negociações do acordo de colaboração relacionado à empreiteira em andamento na Procuradoria-Geral da República.


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21/04


2018

Geraldo exalta educação no desenvolvimento do país

No Seminário do LIDE, Geraldo grifa importância do investimento em educação para desenvolvimento do País. Evento reuniu empresários de todo o Brasil e prefeito participou da palestra sobre Democracia e Competitividade.

Fotos: Andréa Rêgo Barros/PCR

Em sua participação, nesta sexta-feira (20), no 17º Fórum Empresarial, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), o prefeito Geraldo Julio destacou o investimento que a gestão tem feito em educação para formar cidadãos mais qualificados e aptos para ingressar no mercado de trabalho. Diante de uma plateia composta por representantes dos segmentos público e privado do Estado e do País, Geraldo destacou o “capital intelectual” como a maior riqueza da capital.

O evento promovido pelo Lide é considerado um dos mais importantes encontros corporativos do País e reuniu cerca de 300 empresários e autoridades do mundo político. Os participantes desembarcaram no Recife esta semana e, na visita ao Estado, percorreram empresas importantes para a economia recifense ligadas à área de tecnologia. Nessa quinta (19), o grupo visitou a Accenture, no Bairro do Recife.

Durante a palestra Democracia e Competitividade, o prefeito comemorou a ampliação das empresas de tecnologia e a necessidade da mão de obra qualificada formada na cidade.

“Recife é uma cidade especial porque a gente não tem fronteira agrícola, não temos um parque industrial pujante capaz de gerar renda para toda região metropolitana, a gente não tem minério ou petróleo. A riqueza aqui é gerada através da capacidade intelectual, na formação das pessoas. Então se a educação é importante em qualquer lugar do mundo, é mais importante ainda para o Recife, que não dispõe de outras maneiras de gerar riqueza e crescer sua economia se não for através das pessoas”, defendeu Geraldo.

O prefeito lembrou ainda que a Accenture quando aportou no Recife tinha uma planta com 80 pessoas. Atualmente, são mais de 200 funcionários. Caso semelhante aconteceu com a Fiat Chrysler Automóveis (FCA), que também aumentou sua planta na capital e é considerada uma das mais modernas do mundo.

Sobre o encontro, Geraldo destacou que o momento de discussão é importante para discutir o futuro do Estado e do País. “É importante discutirmos como fazer para atravessar esse momento e iniciar um novo ciclo em 2019”, grifou.

Entre os motes do encontro está o estímulo a debates sobre economia, gestão empresarial, política e responsabilidade social. O evento começou na última quarta (18) e segue até este sábado (21), no Sheraton Reserva do Paiva Hotel, localizado no Cabo de Santo Agostinho.

O Grupo de Líderes Empresariais é uma organização de caráter privado que tem como objetivo promover e incentivar as relações empresariais. Fundado em 2003, congrega 1.700 empresas em diversos países. 


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21/04


2018

Bairros voltam a receber água em Santa Cruz

Santa Cruz do Capibaribe

Bairros de Santa Cruz do Capibaribe que estavam em colapso voltam a receber água da Compesa.

 Foto: Compesa/Divulgação

Cerca de 60 mil moradores de nove bairros de Santa Cruz do Capibaribe, no agreste pernambucano, estão voltando a receber água nas torneiras depois de quatro anos sem abastecimento via rede. As chuvas dos últimos dias na região fizeram as barragens de Tabocas e Machado saírem do colapso, o que garantiu a ampliação da área abastecida na Cidade.

Os dois mananciais, que ficam na zona rural de Brejo da Madre de Deus, recuperaram parte de seus volumes. Tabocas está com 24,76% de sua capacidade total, que é de 14 milhões de metros cúbicos. Já Machado, em colapso desde 2014, acumula até o momento 42% do volume máximo que é de 1,6 milhão de metros cúbicos.

De acordo com a Compesa, as áreas que estavam em colapso estão recebendo água em caráter de teste. “É comum que vazamentos e estouramentos ocorram em redes que passaram muito tempo sem atividade. Por isso, realizamos essa fase de testes para corrigir essas ocorrências. Nossas equipes estão empenhadas nesta tarefa para que, em um prazo de 20 a 30 dias, possamos regularizar o fornecimento de água”, explica Bruno Adelino, gerente da Unidade de Negócios da Compesa.

Abastecimento de São Domingos e Pão de Açúcar – Com a reativação da barragem de Tabocas, a Compesa vai poder restabelecer o abastecimento de água de São Domingos, distrito de Brejo da Madre de Deus, que fica vizinho a Santa Cruz do Capibaribe. A localidade que tem cerca de 30 mil habitantes, estava em colapso há seis anos. De acordo com a Compesa, os testes devem começar em um prazo de 30 dias. Outra localidade que terá o fornecimento de água retomado é Pão de Açúcar, distrito de Taquaritinga do Norte, que conta com uma população de 10 mil habitantes e estava em colapso desde 2015. Os testes também terão início daqui a um mês.


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21/04


2018

Personagem da semana: Aécio desaba em queda livre

No banco dos réus, sem papagaios de pirata ou estafetas ao lado e com poucos correligionários, o tucano desaba em queda livre

Débora Bergamasco – ÉPOCA

Com os cabelos mais brancos, a fisionomia abatida e o corpo acima do peso num terno apertado, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), de 58 anos, fez uma passagem-relâmpago pelo Senado no fim da tarde da terça-feira 17 de abril. Menos de uma hora antes, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão unânime, tornara-o réu em denúncia de corrupção passiva e obstrução da Justiça. É consequência da gravação de uma conversa, no hotel Unique em São Paulo, no dia 24 de março de 2017, em que ele pediu R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS.

Diferentemente de 2014, quando perdeu uma disputada eleição presidencial para Dilma Rousseff e arrastava atrás de si um séquito de políticos, Aécio desta vez andava sozinho, na presença de poucos auxiliares de sua equipe.

Ele deu uma passada rápida no plenário do Senado para manter conversas ao pé do ouvido com correligionários. E saiu pouco tempo depois, a fim de encarar — praticamente sozinho — a imprensa que o aguardava do lado de fora.

Os costumeiros papagaios de pirata do PSDB e de legendas aliadas, sempre a postos para fazer figuração em frente às câmeras na época em que ele pregava pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, desta vez bateram asas. Não quiseram associar suas imagens à do único senador tucano réu no Supremo.

Aécio não respondeu a perguntas dos jornalistas. Com olhos fixos à frente, foram cerca de três minutos de um pronunciamento entremeado com sorriso sem graça para declarar que já esperava por aquela decisão da Suprema Corte e que estava “sereno” para, finalmente, começar seu processo de defesa na Justiça. Aécio cogitou fazer um discurso na tribuna do Senado. Mas não se encorajou. “O plenário está vazio...”, disse ao justificar sua desistência em assumir a tribuna. E bateu em retirada para sua casa, uma mansão no bairro do Lago Sul, em Brasília, onde mora com a mulher e o casal de filhos gêmeos desde que a delação da JBS se tornou pública.

Deixar de viver no Rio de Janeiro, em seu apartamento na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, foi um dos primeiros movimentos do tucano para tentar restaurar os destroços nos quais sua vida pública se transformou.

A gravação de Joesley, seguida por uma operação da Polícia Federal que flagrou emissários do senador recebendo uma parcela de R$ 500 mil, em dinheiro vivo, foi o maior baque da carreira política de Aécio. Sepultou suas pretensões de continuar a ser protagonista na política nacional. Até então, Aécio ainda dava as cartas como presidente do PSDB e como interlocutor preferencial do presidente Michel Temer entre os tucanos desde o impeachment de Dilma. Mantinha-se influente, apesar de outras denúncias, como a construção com dinheiro público de um aeroporto para uso privado em terras de parentes, em Cláudio, no interior de Minas Gerais. Também foi delatado por executivos da Odebrecht que denunciaram cobrança de propinas na construção da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e em obras do setor elétrico, além da emissão de notas frias de mais R$ 60 milhões repassados para sua campanha presidencial. Todas essas suspeitas geraram contra Aécio, além da ação penal em que ele se tornou réu, mais oito investigações que correm sob o comando do Supremo. Ele nega todas as acusações.

Leia matéria na íntegra clicando ao lado: Personagem da semana: Aécio Neves


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21/04


2018

Memórias de um caudilho chamado Lula

Esse espécime político não permite que cresça quem lhe faça sombra

Clóvis Rossi - Folha de S.Paulo

Uma das frases mais emblemáticas do rico folclore do futebol diz: “Desgraçado é o goleiro. Onde ele pisa não nasce nem grama".

É uma alusão ao fato de que, nos campos de antigamente, havia um semicírculo de terra em frente às traves. Hoje, suspeito que os novos e luxuosos estádios tornaram a frase anacrônica.

O que não é anacrônica é a adaptação desse velho refrão aos caudilhos—essas figuras que encheram (e ainda enchem) páginas e páginas da história latino-americana, principalmente.

Caudilhos têm o péssimo hábito de impedir que nasça até mesmo uma humilde graminha ao redor deles. Menos ainda, portanto, que surja uma palmeira capaz de lhes fazer sombra.

Luiz Inácio Lula da Silva é o mais notável exemplar da raça dos caudilhos no Brasil.

A discussão em torno de um eventual plano B para a candidatura petista, se Lula ficar mesmo inabilitado, demonstra que ele não permitiu que surgisse um único nome capaz de consolidar-se à sua volta.

Não é apenas teoria. Há dois episódios que provam que Lula carrega os gênes dos caudilhos. Primeiro, quando houve o momento anterior em que não podia ser candidato, escolheu uma figura menor, medíocre, despida do mais leve teor de carisma, para substituí-lo.

Dilma Rousseff serviria apenas para esquentar a cadeira até a volta de Lula nas eleições de 2014 (só lhe faltou coragem para dizer a Dilma que voltasse para casa que ele seria candidato). Mas, em 2018, voltaria, não fosse a Lava Jato.

Um segundo episódio ocorreu em 1997, véspera de uma eleição (1998) em que a vitória de Fernando Henrique Cardoso parecia absolutamente inevitável. O real ainda era um sucesso de público e crítica, como se verificou no pleito que deu a vitória a FHC no primeiro turno.

Lula já havia perdido duas eleições presidenciais e uma para governador de São Paulo. O debate no PT era se convinha ou não submeter seu líder a uma nova derrota ou se seria melhor experimentar um outro nome, em uma espécie de “vai que cola".

Foi nesse cenário que houve, em um “resort” próximo a Santiago do Chile, uma reunião da esquerda latino-americana, convocada pelo sociólogo mexicano Jorge Castañeda e pelo filósofo brasileiro Roberto Mangabeira Unger.

No jantar que precedeu a abertura do encontro, os quatro petistas presentes discutiram a situação, em uma mesa isolada, enquanto o pianista tocava “Besame Mucho".

Eram Lula, José Dirceu, Marco Aurélio Garcia e Tarso Genro. Em uma mesa distante, Ciro Gomes. Ao meu lado, Leonel Brizola nos divertia com suas saborosas histórias.

Os petistas comunicaram depois a decisão: Tarso Genro seria o candidato em 1998, desde que conseguisse seduzir as bases do PT.

Na volta ao Brasil, Lula não deu a mais leve chance para que Tarso consolidasse seu nome no partido. Ao contrário de Dilma, não seria um poste de Lula, mas o substituto do caudilho —uma palmeira que não poderia crescer.

Agora, a situação é diferente: se não houver alguma mudança dramática, Lula estará inabilitado para sempre e, portanto, não lhe importará regar uma árvore que possa crescer no seu território. Minha dúvida é saber se Lula está ou ficará convencido de que seu tempo acabou. Se continuar achando que ainda jogará uma prorrogação, desconfio que não abençoará ninguém que lhe possa de fato fazer sombra.

PS — No aeroporto de Santiago, enquanto esperávamos o voo de volta, Lula me disse que, entre os então tucanos do Ceará, confiava muito mais em Tasso Jereissati do que em Ciro Gomes. Ciro foi ministro com o PT, Tasso implacável crítico. Política é assim: dificilmente há inimigos para sempre ou amigos para toda a vida.


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21/04


2018

Ideia fixa

Candidatura de Barbosa é a consequência do trabalho contra a o establishment partidário

André Singer – Folha de S.Paulo

No feriado de 15 de novembro de 2013, o então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, mandou prender três figuras nacionais do PT: José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Tratava-se de evidente jogada com fins políticos. 

“O fato de ser a data da comemoração da República completa o simbolismo ideal para um possível futuro candidato a chefe do Executivo”, escrevi nesta coluna no dia seguinte.

Passados quatro anos, na véspera do prazo se esgotar, o ex-ministro do STF filiou-se ao PSB (Partido Socialista Brasileiro), de modo a talvez cumprir o vaticínio e concorrer à Presidência da República. A escolha do PSB é ad hoc. Diversas legendas poderiam servir de veículo para o plano concebido no julgamento da Ação Penal 470.

Dirigentes da sigla fundada por Miguel Arraes se queixam de não saber quais são as ideias de Barbosa. Na realidade, ninguém as conhece, talvez porque elas não sejam necessárias. 

Tendo se transformado numa celebridade da mídia no processo do mensalão, Barbosa encarna o princípio de que a Justiça deve ser igual para todos, o qual constitui o lema único do PJ (Partido da Justiça), a sua verdadeira agremiação.

Sendo negro, de origem pobre e eleitor de Lula, completa-se o perfil imaginário supostamente capaz de substituir o do próprio ex-mandatário, agora preso. Pró-forma haverá um programa, mas a tendência é Barbosa entregar a economia aos que dela entendem, concentrando-se em distribuir “justiça” em todo o Brasil.

A candidatura do ex- relator do mensalão é a consequência natural do trabalho metódico contra a o establishment partidário posto em prática pelo PJ desde 2012.

Os seus gestos espalhafatosos contribuíram para que houvesse junho de 2013. Depois das grandes manifestações vieram, et pour cause, as prisões midiáticas já citadas. Sergio Moro aprendeu com ele e, no Dia da Proclamação da República de 2014, os jornais noticiavam a detenção de 23 donos ou dirigentes de empreiteiras com negócios na Petrobras.

O cientista político Luiz Werneck Vianna entendeu que se tratava de um “tenentismo togado”, o qual se distinguiria do tenentismo dos anos 1920 e 1930 por não ter um programa para o Brasil. O combate à corrupção é, sem dúvida, meritório, e merece aplausos. Mas transformá-lo em objetivo único constitui biombo para esconder conflitos de fundo.

Dado o arraso causado pela sequência mensalão-Lava Jato, era provável que o PJ apresentasse um candidato para ocupar o vazio que ele mesmo criou. Do ângulo estritamente eleitoral, pode dar certo. Outra coisa é saber se será capaz de construir um rumo coletivo para nos tirar da crise.


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Quentura

Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas. Winston Churchill


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