Governo de PE

19/07


2019

Coluna desta sexta na Folha

Felipe pode agregar oposições

As oposições não querem repetir erros do passado e entrar na disputa pela Prefeitura do Recife em 2020 divididas. Há uma tese corrente de que quanto mais candidatos, mais chances de a eleição ir para o segundo turno. O nome governista já está decidido. É o deputado federal João Campos (PSB), que, teoricamente, estaria no segundo turno em função do apoio do prefeito Geraldo Júlio e do governador Paulo Câmara.

Em silêncio, a oposição raciocina com a hipótese de o deputado Felipe Carreras, sendo expulso do PSB, ser levado ao MDB e pela legenda ser alçado à condição de um candidato que teria em seu palanque as duas fatias do MDB – Jarbas e Fernando Bezerra – o DEM, de Mendonça Filho, o PSDB, de Bruno Araújo, o PTB, de Armando Monteiro e, provavelmente, o PSD, de André de Paula. Se o projeto andar, Felipe, que tem votos e prestígio no Recife, se transforma num nome extremamente competitivo.

Vapt, vupt – O presidente do PSB, Carlos Siqueira, esclarece que o processo de punição dos deputados do PSB que votaram a favor da reforma da Previdência, aberto pela Comissão de Ética, não será burocrático nem demorado como noticiamos ontem. Segundo ele, os rebeldes terão 10 dias para apresentar suas defesas. Logo em seguida segue para o relator, que submeterá seu voto ao diretório nacional.

Viagem de férias – O deputado Erick Lessa (PP) estranhou que a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), não tenha sido transparente ao postar nas redes sociais que estava no exterior a serviço, fazendo um curso. “Na verdade, ela está lá com a família e não custaria nada em informar que tirou alguns dias de férias”, disse, ontem, em entrevista ao Frente a Frente.

Só pelo Avante – O presidente estadual do Avante, suplente de senador Valdemar Oliveira, avisa aos prefeitos da base do deputado Sebastião Oliveira que só terão apoio para as eleições do ano que vem se estiverem devidamente filiados ao Avante. “Não vamos investir em candidatos do PL”, adianta, acrescentando que o Avante pretende eleger 40 prefeitos.

Sozinha – Sobre a polêmica da viagem da prefeita de Caruaru, o secretário de Governo, Rubens Júnior, envia documento mostrando que a tucana participa em Washington do curso internacional Program for Public Leaders e que não levou a família. “Lessa mente descaradamente”, diz.

No exterior – Não é só a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, que se encontra nos Estados Unidos fazendo curso sobre gestão pública. O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (sem partido) divide com ela a bancada pernambucana presente em Washington. E diz que está adorando.

BELMONTE – Natural de São José do Belmonte, Karina Rodrigues, esposa do prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), botou tantos outdoors na cidade que muita gente está desconfiada de que ela sai candidata a prefeita. O prefeito Romonilson Mariano (PHS) é, no entanto, osso duro de roer.

Perguntar não ofende: Quem se atreve a fazer as pazes entre o prefeito Geraldo Júlio e o presidente da Compesa, Roberto Tavares?


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Comentários

Fernandes

Pavão Misterioso. Mais um crime: Bolsonaro deixa escapar que Moro ia abafar escândalo do PSL

Fernandes

Bolsonaro e Milícias. As ligações de Bolsonaro com o que há pior com o crime organizado.

Fernandes

marluxo a Taty fascista de Meira. Que comentário merda, não tem argumentos , um cara vazio, sempre a mesma merda. Pênis grande, homossexualidade.

marcos

Domingo tem pavão.

marcos

Boa noite mortadelas do meu Brasil, como é bom dormir sabendo que o presidente não é do pt. Lula agora inelegível e corno continua preso. Marcelo Fleixo e Paulo Pimenta vendem mandato parlamentar, Glenn vaza que ministro do STF Luís Barroso tem caso com Deltan e o nosso mito vai muito bem obrigado


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19/07


2019

Bolsonaro e Bruna: "Auxílio-moradia para comer gente"

Após fala sobre filme de Bruna Surfistinha, internautas relembram que Bolsonaro usava auxílio-moradia ‘pra comer gente’

Mateus Camilo - Folha de S.Paulo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (18) que pretende transferir a Ancine (Agência Nacional do Cinema) do Rio de Janeiro para Brasília e criticou o patrocínio federal a produções audiovisuais que, segundo ele, fazem “ativismo”.

Em cerimônia em comemoração aos 200 dias do atual governo, ele disse que não pode admitir que dinheiro público seja destinado a filmes como o da Bruna Surfistinha, em referência à produção do diretor Marcus Baldini e que teve a atriz Deborah Secco como protagonista.

“Agora pouco, o [ministro da Cidadania] Osmar Terra e eu fomos para um canto e nos acertamos. Não posso admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha. Não dá. Ele apresentou propostas sobre a Ancine, para trazer para Brasilia. Não somos contra essa ou aquela opção, mas o ativismo não podemos permitir em respeito às famílias. É uma coisa que mudou com a chegada do governo”, disse.

No entanto, muitos internautas estão relembrando uma fala de Bolsonaro de janeiro de 2018 à Folha, quando o jornal noticiou que ele recebia auxílio-moradia da Câmara, mesmo tendo imóvel próprio em Brasília.

Questionado se usou o dinheiro do benefício para comprar seu apartamento, ele respondeu: “Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio-moradia eu usava pra comer gente”.


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19/07


2019

Procuradores: Lula coagido

Lula pediu acesso à íntegra do depoimento em que Carlos Armando Paschoal, um dos delatores da Odebrecht, afirmou à Justiça que foi “quase coagido” por procuradores da Lava Jato a “fazer um relato” sobre as obras da empreiteira no sítio que o ex-presidente frequentava, em Atibaia.

 “Tive que construir um relato”, afirmou ainda Paschoal, que é testemunha numa ação de improbidade administrativa que corre na 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo.

E Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, está pedindo que o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol sejam obrigados a apresentar à Justiça seus celulares e outros aparelhos que contenham os diálogos que mantiveram na Operação Lava Jato. Ele quer que as conversas sejam integradas ao processo do tríplex.

Ao contrário de Lula, Okamoto foi inocentado. Mas seu advogado, Fernando Fernandes, sustenta 
que os diálogos são atos processuais e por isso precisam ser incluídos na ação —já que neles Moro indica testemunhas e dá até conselhos aos procuradores. (Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo)


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19/07


2019

Bruna Surfistinha: autores “por aqui” com Bolsonaro

Produtores que trabalharam em “Bruna Surfistinha” ficaram indignados com declaração de Jair Bolsonaro desta quinta.

O presidente disse que não usaria dinheiro da Ancine para fazer este filme, que relata a vida de uma menina de classe média que deixou os pais adotivos e se tornou prostituta.

Quem trabalhou na película lembra que ela gerou centenas de emprego, e que a série, gravada após o filme, foi uma das mais vistas na América Latina —e está na quarta temporada.

“Bruna Surfistinha” teve mais de 2 milhões de espectadores, a segunda maior bilheteria de 2011.  (Daniela Lima – FSP)


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19/07


2019

Pacotão de Guedes: “Caminho da prosperidade”.

Enquanto a equipe de Paulo Guedes (Economia) preparava as regras para a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), empresários da construção trabalhavam em outras frentes, tentando emplacar medidas para desatar o setor após a reforma da Previdência.

pacote de medidas para alavancar a economia após a aprovação da reforma da Previdência está sendo chamado dentro do Ministério da Economia de “Caminho da prosperidade”. O governo vai fazer um ato para lançar a iniciativa.

Entre as propostas está um feirão de imóveis, batizado de “Quinzena da Construção”. O mote seria uma grande liquidação antes da esperada recuperação dos preços. O ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) foi procurado. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, também.

O apressadinho - Os construtores acreditam que Paulo Guedes queimou a largada ao anunciar a liberação do FGTS. A retirada não consta do orçamento do fundo para 2020, enviado ao conselho curador na terça (16). A equipe econômica indica que quer liberar R$ 30 bilhões —quase um terço dos desembolsos do ano passado. (Painel – FSP)


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19/07


2019

Reação de Moro a vazamentos preocupa membros do STF

A reação de Moro à reportagem publicada pela Folha e pelo The Intercept, nesta quinta (18), deixou membros do STF inquietos. O ministro da Justiça disse que é dever do juiz exigir mudanças em acordos de delação muito generosos. “Não foi, aliás, essa a crítica a acordos como o dos sócios da JBS?”, indagou.

O ministro apoia a rediscussão, no STF, do uso de dados enviados pela Receita e pelo Coaf sem aval da Justiça. O assunto voltou à tona por iniciativa de Dias Toffoli. À Folha, o presidente da corte disse que quem não topa supervisão da Justiça busca um Estado fascista. “Subscrevo a fala dele”, afirmou Mello.

Toffoli, por sinal, avisou ao vice-presidente do Supremo, Luiz Fux, que não dividiria, desta vez, o plantão do recesso do Judiciário com ele. Vai cumprir todas as demandas do mês de julho sozinho.  (Folha Painel)


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19/07


2019

Ministro cutuca Moro: que não ocupe minha cadeira

‘Espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei’, diz Marco Aurélio, do STF, sobre Moro

Daniela Lima – Folha de S.Paulo

Como água e óleo É crescente o incômodo do meio jurídico com a interação revelada pelas mensagens obtidas pelo The Intercept entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, diz que continua a “indagar o que nós estaríamos a dizer se [Moro] tivesse mantido essa espécie de diálogo com a outra parte [a defesa dos réus]”. “Ministério Público no processo é parte e tem que ser tratado como tal”, afirma. “Eu espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei em 2021.”

Marco Aurélio deixará o Supremo após Celso de Mello. É dele, portanto, a segunda vaga na corte para a qual Jair Bolsonaro escolherá um substituto. O ministro, que já havia dito que Moro não é “vocacionado” à magistratura, reiterou a crítica. Para ele, com a divulgação dos diálogos entre o ex-juiz e procuradores, “a máscara caiu”.

O site The Intercept Brasil divulgou diálogos que mostram que Sergio Moro (dir) e Deltan Dallagnol (esq) discutiam processos em andamento e comentavam pedidos feitos à Justiça pelo Ministério Público Federal enquanto integravam a força-tarefa da Lava Jato.


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19/07


2019

Limpar a área: renovação e cara nova a partidos

Movimentos de renovação política preparam reação a partidos após caso Tabata

FolhaPress - Joelmir Tavares

Sob ataque desde que partidos abriram processos para punir deputados desobedientes na reforma da Previdência, movimentos que pregam renovação política articulam uma ofensiva para defender sua atuação e forçar a modernização de legendas. O estopim para a reação foram declarações de Ciro Gomes, o principal líder do PDT, que ao apoiar a saída da correligionária Tabata Amaral passou a dizer que ela faz dupla militância e pertence a um "partido clandestino", em alusão ao Acredito, organização que a jovem ajudou a fundar.

A deputada federal por São Paulo se tornou símbolo do imbróglio que eclodiu durante a votação da Previdência, quando ela e outros parlamentares descumpriram a orientação das siglas de rejeitar o projeto. O PDT registrou 8 defecções em uma bancada de 27.

Outro partido que protagoniza a crise é o PSB, onde 11 dos 32 deputados votaram a favor do texto, em dissonância com a determinação da legenda. Felipe Rigoni (ES), também participante do Acredito, foi um deles. O presidente da sigla, Carlos Siqueira, já se referiu aos infiéis como traidores.

Puxada pelo Acredito e pelo Transparência Partidária, a mobilização dos grupos independentes envolve também os movimentos Agora! (que tem entre os membros o apresentador Luciano Huck, quase presidenciável em 2018) e Livres (de defesa da causa liberal).


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19/07


2019

Jucá vira réu na Lava Jato por propina de R$ 1 milhão

Jucá teria recebido pagamentos ilícitos em 2010 por quatro contratos e sete aditivos celebrados entre a Galvão Engenharia e a Transpetro

Estadão Conteúdo

O juiz federal Luiz Antonio Bonat abriu ação penal contra o ex-senador Romero Jucá (MDB) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, no âmbito da Operação Lava Jato, por supostos esquemas de corrupção na subsidiária da Petrobras.

Segundo a denúncia, Jucá recebeu pagamentos ilícitos de pelo menos R$ 1 milhão em 2010 em razão de quatro contratos e sete aditivos celebrados entre a Galvão Engenharia e a Transpetro.

De acordo com a força-tarefa, a Galvão Engenharia — em razão de contratos e aditivos mantidos na Transpetro e “com o objetivo de continuar recebendo convites para participar das licitações da estatal” — efetuava o pagamento de propinas de 5% do valor de todos os contratos com a subsidiária da Petrobras “a integrantes do MDB que compunham o núcleo de sustentação de Sérgio Machado”, então presidente da estatal.

A denúncia aponta que Machado foi indicado e mantido no cargo por Romero Jucá e integrantes do MDB e tinha “a função de arrecadar propinas para seus padrinhos políticos”.


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