“O Brasil não é problema para os Estados Unidos”, diz o vice-presidente Geraldo Alckmin

Por Hylda Cavalcanti

Especial para a Folha de Pernambuco

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, foi o convidado de estreia do podcast “Direto de Brasília”, do Blog do Magno, em parceria com a Folha de Pernambuco. Durante a entrevista, ele afirmou que o Brasil pretende negociar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos com diálogo, destacando que uma guerra tarifária não interessa a nenhum país.

Alckmin também defendeu que a candidatura de Lula à reeleição em 2026 é “natural” e comentou a queda na popularidade do governo, atribuindo o momento à crise climática e à alta no preço dos alimentos. Ao longo da conversa, o vice falou ainda sobre acordos internacionais, política fiscal, relembrou a convivência com Marco Maciel e Mário Covas e revelou sua paixão pelo sítio em Pindamonhangaba, onde costuma relaxar.

Confira:

Magno Martins: Estamos aqui no dia seguinte à taxação do Donald Trump. Sabemos que o presidente Lula chamou o senhor de imediato ontem para uma reunião no Palácio de Planalto para tratar do assunto. Que medidas vocês tomaram para garantir que os efeitos sejam menos perversos?

Geraldo Alckmin: Nós entendemos que o comércio exterior é importantíssimo. Ele gera empregos, estimula a inovação, traz competitividade e ganha sociedade. Precisa ter regras, por isso a OMC [Organização Mundial do Comércio]. Então entendemos que a decisão unilateral dos Estados Unidos não é boa para o comércio, porque cria imprevisibilidade, insegurança e isso diminui o investimento. Mesmo o Brasil tendo ficado com a menor tarifa em comparação com outros países, mesmo sabendo que para outros países a medida foi muito pior, para nós também foi ruim. O caminho que vemos é o do diálogo, da negociação e é isso que vamos fazer.

MM: O presidente Lula disse que vai fazer o possível para preservar as empresas. O que é que vocês estão pensando neste sentido?

GA: Foi votado pelo Senado e pela Câmara um Projeto de Lei que vai ser sancionado, que estabeleceu um arcabouço jurídico para o Brasil poder responder [a essas medidas]. É uma boa legislação, necessária e importante, mas nós não pretendemos usá-la agora. Mesmo o Brasil ficando com a menor tarifa (de 10%), ela é ruim. Ninguém ganha numa guerra tarifária, ninguém. Vamos ficar atentos a desvios de mercado, de comércio. Porque se você tem um bloqueio em determinado lugar, isso pode desaguar no Brasil, prejudicando a indústria e o comércio local.  Vamos ficar atentos com os critérios para qualquer alteração do comércio exterior. Por outro lado, eu acho que isso vai acelerar o acordo Mercosul-União Europeia.

MM: O Brasil vai buscar outros parceiros?

GA: O acordo Mercosul-União Europeia é o maior acordo do mundo hoje. Envolve 720 milhões de pessoas, 22 trilhões de dólares. Os cinco países do Mercosul, com a entrada da Bolívia e 27 dos países mais ricos do mundo na União Europeia. É um ganha-ganha, é assim que vejo o comércio exterior.

MM: Como o senhor avalia o argumento do presidente Donald Trump para adotar esse tarifaço? Ele disse que fez isso para preservar empregos, que vai valorizar a indústria americana.

GA: Os Estados Unidos têm um enorme déficit comercial. É um país que exporta, mas importa muito mais, então isso gera um grande déficit na balança comercial americana. Só que eles não têm isso com o Brasil. Com o Brasil eles têm superávit comercial em serviços de 18 bilhões de dólares, e em bens, de 7 bilhões de dólares. Só no ano passado o superávit foi de 25 bilhões de dólares no total. Então o Brasil não é problema para os Estados Unidos. É um mercado importante para nós, porque embora não seja o maior parceiro, hoje nosso maior parceiro comercial é a China, é um parceiro para quem nós vendemos maior volume de produtos de valor agregado: avião, motores, autopeças, máquinas, retroescavadeiras. Então tenho marcadas já para a próxima semana, reuniões entre as equipes técnicas, para a gente trabalhar.

MM: Se o Brasil não é problema para os Estados Unidos, porque Trump incluiu o Brasil?

GA: Ele incluiu praticamente todo mundo. 

MM: Mas havia uma expectativa de o Brasil não ser incluído…

GA:  É. Ele incluiu na tarifa menor. Para outros países, o percentual foi de 25%, e para os países asiáticos, de 50%. Embora tenhamos ficado com a menor tarifa, não é bom nem para nós nem para os Estados Unidos, porque quem quiser adquirir produtos vai acabar comprando mais caro.

MM: Eu fiquei com a impressão de que o Trump tomou essa medida em relação ao Brasil em retaliação à campanha passada, uma vez que o presidente Lula ficou do outro lado, no apoio ao adversário dele…

GA: Acho que não. Na realidade, o que acontece é que ele [Trump] está tentando atrair de volta empresas para os Estados Unidos, só que isso é uma coisa de meio século atrás, quando você tinha uma política de substituir importação. Então eu vou substituir importação para produzir aqui, faço um protecionismo. Só que agora o mundo é outro. Estamos em outro momento. Mas temos de respeitar a decisão de outros países e proteger e defender o comércio brasileiro, buscar mercado. Agora mesmo, o presidente Lula esteve no Japão e no Vietnã numa viagem muito bem-sucedida, já vem para cá uma missão que vai avaliar a questão da carne, para que possamos exportar carne para o Japão. Também estamos discutindo a questão do etanol, de venda de aviões. O negócio é abrir o mercado. 

MM: Qual a forma mais simples para isso?

GA: O Brasil é favorável ao comércio exterior. O Mercosul já fez no ano passado acordo com Cingapura, podemos fazer com a União Europeia, enfim, agora é abrir mercado, colocar o produto brasileiro lá fora, ter complementaridade econômica. Veja o caso do aço, nós somos o terceiro maior comprador do carvão siderúrgico dos Estados Unidos. Aí fazemos aqui o semielaborado, exportamos para os Estados Unidos e eles fazem o elaborado do aço. Há uma complementaridade na cadeia. O que nós devemos fazer é ver outras oportunidades de investimentos recíprocos e complementaridade econômica. É nisso que nós acreditamos e pelo qual vamos trabalhar.

MM: Fernando Henrique Cardoso disse uma vez que Marco Maciel era o vice dos sonhos de todo presidente. A cartilha de Maciel é muito parecida com a do senhor, de discrição e elegância. Quando exerce a presidência da República interinamente a gente quase não vê notícias a seu respeito, exatamente como agia Marco Maciel. O senhor chegou a conviver com ele?

GA: Eu tinha um grande carinho pelo Marco Maciel. Era meu companheiro de missa. Quando ele ia para São Paulo a gente se encontrava muito nas missas por lá. E o Marco Maciel tinha um espírito público e uma capacidade de trabalho impressionante. Sem falar que era muito bem-humorado

MM: Apagador de incêndios, não é? O ex-presidente Fernando Henrique dizia que ele era o bombeiro do Governo.

GA: Isso mesmo. E muito ponderado, além de excelente contador de histórias. Tenho duas para contar (rindo). Uma vez ele me relatou que estava numa reunião no interior de Pernambuco com vereadores e prefeitos. E ia falando com um por um, numa roda. Aí chegou num deles e perguntou “e você? ”. O rapaz respondeu “não, não, eu tô só expectorante” (risos). Marco também contou que um amigo dele plantou muito e ficou apavorado de não chover. Aí consultou vários outros órgãos técnicos e de pesquisa e todos disseram “não chove”. Desesperado, ele foi para a fazenda e chamou o Zé Dito, que estava lá há 30 anos. Zé Dito olhou para o céu, olhou de novo, e afirmou confiante: “vai chover, doutor, vai chover”. E ele, “mas como é que você tem tanta certeza? ”. Zé Dito respondeu: “é que se não chover, doutor, nós tá frito”. 

MM: Com relação a essa iniciativa ter partido do Senado, o Congresso saiu antes do Governo. Não deveria ter sido o contrário, de o Governo ser o primeiro a tomar essas medidas?

GA: Não, porque já existia a proposta no Senado. Essa proposta começou a ser estudada quando a União Europeia começou a estabelecer restrições ao Agro em relação a fatores ambientais, com medida protecionista. Iniciou-se um trabalho no Senado para a questão ambiental, para evitar punições por parte da UE ao agro brasileiro nessa questão ambiental.  E como já havia esse projeto andando, ele foi aperfeiçoado, com a colaboração do Governo, e foi feita uma boa legislação aprovada pelo Senado e aprovada em 24 horas pela Câmara dos Deputados.

Betânia Santana/ Folha de Pernambuco – Como o Brasil vai se comportar daqui por diante na sua relação com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump?

GA: Nossa relação com os Estados Unidos completa agora em 2025, 200 anos. Então nós temos dois séculos de amizade e parcerias. Temos 4 mil empresas americanas no Brasil prosperando, crescendo, empregando pessoas, gerando renda, tendo lucratividade. Então é uma parceria muito importante. Nós queremos aperfeiçoar isso e até ampliar essas possibilidades. Claro que os EUA têm um problema de déficit na balança comercial que nós reconhecemos. O Brasil tem superávit na sua balança comercial com o mundo: nós exportamos mais do que importamos.  Agora, com os EUA, eles é que têm superávit conosco. E dos dez produtos que nós mais exportamos deles, em oito, a alíquota de importação é zero. Então o Brasil não é problema para os EUA. Por isso fomos incluídos na tarifa menor, mas não achamos justo isso e vamos trabalhar para melhorar a situação.

MM: No Nordeste há uma grande preocupação por parte do setor de etanol. Como fica a situação?

GA: Quanto ao etanol, primeiro, nós somos os maiores produtores do mundo de etanol e açúcar. E o nosso etanol tem menor pegada de carbono, porque nós utilizamos energia renovável, eólica, solar e muita biomassa. Os EUA, que cobravam 2,5% na alíquota de importação, passou para 12,5%. Agora, se formos pegar o açúcar que nós exportamos para os EUA é 90% a alíquota de importação. Então temos de olhar o conjunto, porque quando olhamos o conjunto a nossa tarifa média de entrada de produtos dos EUA no Brasil é 2,73%. É baixa. O Brasil não é problema. Mas nessa questão do etanol, temos de analisar sempre etanol e açúcar. Não é uma coisa separada uma da outra. 

MM: Continua a tendência de crescimento do país no setor, então?

GA: O Brasil é um exemplo para o mundo de energia limpa. Quem tem 27,5% de etanol na gasolina? Além de nós, ninguém tem no mundo. Nós limpamos a gasolina, o combustível fóssil. Hoje, 90% da nossa frota é de motor flex. Em São Paulo, por exemplo, todo mundo põe álcool. Então somos um exemplo de desfossilização, de ajuda ao meio ambiente nesse aspecto. E podemos, com os EUA e a Índia, ter condições de mudar a querosene de aviões, que é muito poluente, pelo Combustível Sustentável de Aviação (SAF) gradualmente. Quem pode produzir ou o óleo vegetal ou o etanol para termos o SAF são esses três países. Então temos de trabalhar muito.

MM: O senhor e o ministro Fernando Haddad têm comandado a economia do Brasil. O que vocês dois têm alinhado juntos? A gente percebe que há muita coisa na economia que está dando certo, mas que não tem repercutido na popularidade do presidente Lula e nem no Governo. Por que isso está acontecendo?

GA: Primeiro, em relação ao Fernando Haddad, eu era governador de São Paulo e ele prefeito da capital paulista, e nós apesar de adversários, de disputarmos as eleições, sempre trabalhamos juntos e tivemos um bom relacionamento. Temos um fato bom e muito importante que vai ajudar no comércio exterior brasileiro que é a reforma tributária. A reforma acaba com o chamado crédito tributário, então ela vai desonerar totalmente o investimento e desonerar totalmente a exportação. Há um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que mostra que em 15 anos depois da vigência total da reforma, poderão ser aumentados em 14% os investimentos no Brasil e em 17% as exportações.

MM: E quanto às pesquisas de popularidade que não repercutem essas iniciativas?

GA: Quanto às pesquisas, nós estamos no meio do mandato. E tivemos no final do ano passado e começo deste ano dois fatos que impactam a inflação, especialmente a de alimentos. Primeiro o clima, que leva à queda da safra e aumenta o preço dos produtos. Em segundo lugar, o dólar, que impacta o preço de produção. Duas boas notícias são que este ano a expectativa do clima é muito boa e prevemos uma safra recorde, o que reduzirá o preço dos alimentos. A outra é que o dólar está caindo, o que também ajuda a reduzir a inflação e o preço da cesta de alimentos. E em terceiro lugar, nós zeramos o imposto de importação de dez produtos, a pedido do presidente Lula. Tanto que as pessoas já poderão perceber que em muitos produtos, o preço no supermercado já está caindo

MM: Em relação à questão do Pix, que contribuiu muito para a queda de popularidade do Governo, aquilo não foi um atropelo?

GA: Sim, inclusive foi uma coisa injusta, porque a medida que a Receita Federal estava tomando não era para aumentar imposto e nem criar tributo nenhum. Eram apenas instrumentos para acompanhamento e fiscalização que já existem, tanto é que acabou sendo anulado o ato. Mas você tem hoje um fato que é a rapidez da comunicação. Por isso precisamos ficar sempre atentos à questão da comunicação, prestar contas constantemente, ter absoluta transparência e dizer sempre a verdade para a população. Mário Covas costumava dizer “o povo não erra”.

Tiago Gomes/ Gazeta News: O partido do senhor tem nos seus quadros figuras importantes que possuem projeção nacional, como o prefeito do Recife João Campos. Como o PSB vai se encaixar nas eleições de 2026?

GA: Em relação a João Campos, fui governador no mesmo período do pai dele, Eduardo Campos, que era uma figura cativante, bom gestor e bom governador. E João Campos herdou do pai e também da mãe, Renata, essa vocação para a vida pública. Eu sempre estimulei os jovens para participarem desde cedo da política. Então quando vemos um jovem, engenheiro, que se elegeu deputado federal extremamente jovem, se elege prefeito da capital e faz um mandato reconhecido, sabemos que ele tem uma avenida pela frente, está fazendo um bom trabalho. Por isso, é um nome natural para alçar cargos maiores. Quem é prefeito de capital já é candidato a governador naturalmente. Quem foi reeleito, está em segundo mandato, mais ainda. E quem foi reeleito com quase 80% dos votos, mais ainda. Mas tudo tem seu tempo. Isso é mais na frente.

MM: O senhor tem projeto de voltar a ser governador de São Paulo?

GA: Eu fui governador quatro vezes, tentei duas vezes ser presidente da República. Esse nosso país é apaixonante, é o quinto maior país do mundo em expansão territorial, com reservas naturais diversas, agricultura e indústria muito competitivas, está entre as dez maiores economias do mundo. Eu conheço bem o Brasil. Estou muito feliz trabalhando ao lado do presidente Lula, colaborando no que posso e à frente do Ministério da Indústria e Comércio. Quem no ano passado empurrou o PIB [Produto Interno Bruto] para 3,4% foi a indústria da transformação, que cresceu 3,8%, e está fazendo a diferença, inclusive em Pernambuco. 

Filipe Clisman/A Notícia do Ceará: No nosso estado o PSB se tornou principal partido das bases desse arco de alianças que governa o Ceará e isso é visto como um fator muito positivo, já que existe essa parceria entre o PSB e o PT. Queria saber se essa parceria pode ser vista nacionalmente em 2026. O senhor integrará a chapa com Lula outra vez, como candidato a vice-governador no ano que vem?

GA: Quero destacar muito a liderança do ex-governador e senador Cid Gomes no Ceará e sei que o PSB cresceu bastante no estado. Sobre o quadro nacional, é natural a candidatura do presidente Lula. Ele é o único brasileiro que é presidente pela terceira vez, então o candidato natural é o presidente Lula, que tem experiência, tem liderança. Se você for olhar nas pesquisas, mesmo nas que aparecem citadas aqui, ele continua como favorito. Agora nós devemos ver isso com humildade. O Governo pode melhorar muito com experiência, com novas medidas, com o controle da inflação. Mas o Governo trabalhou e trabalhou rápido. A inflação é importantíssima, não é algo socialmente neutro, então é importantíssimo que seja controlada e evitada. E acredito que todas as medidas para isso estão sendo tomadas.

MM: No Congresso há muitas reclamações de que Lula, ao contrário dos governos anteriores, não está fazendo política. Tem passado o final de semana com a família. Antes se dizia que a comunicação não estava bem, mas mudou o ministro da Secom e o Governo não está sendo bem avaliado. A que o senhor atribui isso?

GA: Você se referiu ao Congresso. Nós temos um vácuo que com o tempo vai ser corrigido, poderia ser mais rapidamente corrigido com a reforma política, que é o excesso de partidos políticos. Então essa fragmentação partidária muito grande, quase 30 partidos, dificulta a governabilidade. De Gaulle (ex-presidente francês Charles de Gaulle) dizia: “A França é difícil de ser governada porque tem muitos tipos de queijo e muitos partidos políticos”. Com a cláusula de barreira, de desempenho, isso vai reduzir. Na próxima eleição vamos ter menos partidos, na outra teremos menos ainda. Não é nem partido, temos cinco federações partidárias, porque temos partidos que são simplesmente cartórios. Mas o presidente aprovou tudo no Congresso. Reforma tributária, num período democrático, não é fácil de ser aprovada. Então o Governo tem tido sim, diálogo. Esse é o caminho, fazer o diálogo. O presidente viajou ao Japão, levou os presidentes da Câmara e do Senado e os ex-presidentes das duas Casas. Então ele tem feito uma aproximação. Mas é natural que aconteçam períodos de divergências em determinados pontos, ninguém precisa pensar igualzinho. O que também é bom, porque a divergência é positiva. 

MM: As pessoas costumam dizer que governo bom é aquele em que a economia roda, o dinheiro circula no bolso do povo. Será que nesse Governo não está faltando isso? Não se está fazendo a economia girar?

GA: A economia cresceu. Em 2023 cresceu 3,2%. Hoje, quando se cresce 3% isso equivale a 4% no passado. O mundo não vive o seu melhor momento, tivemos duas guerras. No ano passado crescemos 3,4% e tivemos o menor desemprego da série histórica nas últimas duas décadas. E melhorou a massa salarial. Por que se vendeu mais geladeira, fogão, máquina de lavar? Porque as pessoas estão ganhando mais e comprando mais. Agora a inflação e o clima atrapalharam no fim do ano. O Governo agiu rápido com as medidas adotadas e estamos esperando que o clima ajude também

MM: O senhor falou na reeleição de Lula, que ele é candidato natural à reeleição. E Geraldo Alckmin segue na vice?

GA: Para a vice, você é convidado. Eu fui convidado na eleição anterior, fiquei muito honrado, trabalhamos juntos e fizemos a diferença. Quer dizer, em São Paulo a redução da diferença de 2018 para 2022 foi fundamental para a eleição. E o mais importante: salvamos a democracia. Isso é um fato. A democracia brasileira estava em risco. Eu iniciei minha modesta vida pública como vereador em Pindamonhangaba, ainda estudante de medicina, o vereador não ganhava um centavo. Era uma honra você trabalhar pela sua cidade. Depois fui prefeito seis anos da minha cidade com um objetivo, que era ajudar na redemocratização do Brasil. Tínhamos dois partidos, Arena e MDB e eu fui sempre MDB, até ser um dos fundadores do PSDB. A democracia é o povo que decide, ele é o protagonista. As ditaduras suprimem a liberdade em nome do pão. Não dão o pão que prometeram e nem a liberdade que tomaram. Então nós vamos fortalecer a democracia.

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Da AFP

Milhares de manifestantes saíram neste sábado (5) às ruas de Washington e outras cidades dos Estados Unidos contra as políticas de Donald Trump, nos maiores protestos contra o presidente republicano desde seu retorno, no final de janeiro, ao poder.

Uma grande faixa que dizia “Tire suas mãos!” se estendia a poucos quarteirões da Casa Branca. Os manifestantes carregavam cartazes onde se lia “Não é meu presidente!”, “O fascismo chegou”, “Parem o mal” e “Tirem suas mãos da nossa Seguridade Social”.

Jane Ellen Saums, de 66 anos, disse que estava aterrorizada com a campanha de redução da administração federal que Trump está conduzindo junto com o bilionário Elon Musk.

“É extremamente preocupante ver o que está acontecendo com nosso governo, (…) tudo está sendo totalmente atropelado, desde o meio ambiente até os direitos pessoais”, queixou-se esta trabalhadora imobiliária.

Em um momento de crescente ressentimento mundial contra o republicano, foram realizadas manifestações contra ele em capitais como Paris, Roma e Londres.

Uma coalizão composta por dezenas de grupos de esquerda, como MoveOn e Women’s March, convocou manifestações sob o lema “Tire suas mãos” em mais de 1.000 cidades e municípios americanos.

Mais de 5.000 pessoas se reuniram no National Mall de Washington, perto da Casa Branca, ao meio-dia local. Entre os participantes havia figuras de destaque do Partido Democrata, como o legislador Jamie Raskin.

“Despertaram um gigante adormecido, e ainda não viram nada”, declarou o ativista Graylan Hagler, de 71 anos, em meio à multidão reunida. “Não vamos nos sentar, não vamos nos calar e não vamos embora.”

Jaboatão dos Guararapes - UBS Pet Massangana

Do jornal O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu nos bastidores de Brasília o entusiasmo com o sucesso do filme “Ainda estou aqui”, do diretor Walter Salles, vencedor do Oscar 2025 de melhor filme internacional. Assim que o filme ganhou o prêmio, Lula disse a aliados que a trama fez um “embate muito maior” contra a ditadura militar do que a esquerda conseguiu fazer nos últimos 30 anos.

O filme, que entra no catálogo do Globoplay amanhã, retrata o desaparecimento forçado do ex-deputado Rubens Paiva em 1971 e a dedicação de sua viúva, Eunice, para comprovar o envolvimento do Estado em sua morte, além de seus efeitos devastadores na dinâmica da família à época.

Lula tem adotado uma postura ainda mais cautelosa com as Forças Armadas depois dos ataques do 8 de janeiro. O governo petista proibiu manifestações sobre a caserna no aniversário do golpe, além de ter adiado por um ano e meio a reinstalação da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, responsável por emitir pareceres sobre indenizações a familiares e mobilizar esforços para localizar os restos mortais das vítimas do regime militar.

Como mostramos na coluna de Malu Gaspar à época, a retomada do funcionamento do colegiado contou com o apoio dos ministérios dos Direitos Humanos, o da Justiça e o da Defesa, mas empacou na Casa Civil e sofreu resistência das Forças Armadas.

Em uma conversa recente com aliados justamente sobre o 31 de março, o presidente disse que o filme ajudou na agenda do combate ao autoritarismo e “fez mais pela luta da esquerda do que as ações de governo” desde a redemocratização, o que obviamente inclui os 15 anos de governo do PT entre os mandatos do petista e de Dilma Rousseff e compreende marcos como a Comissão Nacional da Verdade.

Na avaliação do presidente, “Ainda estou aqui” ampliou a compreensão da sociedade sobre a gravidade do regime ditatorial que vigorou entre 1964 e 1985.

O Globo de Ouro de melhor atriz em um filme de drama vencido por Fernanda Torres, que interpretou a matriarca no longa, a campanha pelo Oscar em três categorias – incluindo a de melhor filme, feito inédito para o Brasil – e a primeira estatueta do cinema nacional pautaram o drama da família Paiva e os crimes dos porões da ditadura a nível internacional, além de impulsionarem a bilheteria brasileira: quase 6 milhões de pessoas foram aos cinemas ao longo dos quatro meses em que a produção ficou em cartaz.

No mundo todo, “Ainda estou aqui” arrecadou mais de US$ 35,4 milhões até agora, superando a bilheteria internacional de “Cidade de Deus”.

Desde o lançamento do filme, a certidão de óbito de Rubens foi corrigida para incluir que sua “morte violenta” foi provocada “pelo Estado brasileiro”. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também alterou outros 404 certificados de desaparecidos políticos no bojo da repercussão da obra. Os documentos passaram a registrar “morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população brasileira como dissidente política do regime ditatorial instaurado em 1964”.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pautar a discussão sobre a aplicação da Lei da Anistia de 1979 aos responsáveis pelo crime de ocultação de cadáver durante a ditadura, como é o caso dos envolvidos no desaparecimento de Rubens.

Em outra frente, o governo Lula também decidiu reabrir o caso da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) em um acidente automobilístico em 1976 cujas circunstâncias são questionadas até hoje. O episódio será revisitado pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos.

Mas, mesmo passados 40 anos desde a redemocratização, o regime militar segue como um tema espinhoso mesmo para as administrações petistas.

Em 2024, ano que marcou os 60 anos desde o golpe militar que derrubou João Goulart, Lula orientou expressamente auxiliares do governo a evitar manifestações alusivas à efeméride, incluindo o então ministro de Direitos Humanos, Silvio Almeida.

No mesmo ano, em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar na RedeTV, disse estar mais preocupado com o 8 de janeiro do que com o golpe de 1964, que “já faz parte da história” e “já causou o sofrimento que causou”. A fala provocou críticas de vítimas da ditadura e familiares de perseguidos políticos.

Neste ano, para além dos bastidores, o petista tem ensaiado uma calibragem do discurso. Em 15 de março, que marcou 40 anos desde a posse de José Sarney, o primeiro presidente civil desde 1964, Lula declarou nas redes sociais que a democracia não está blindada de riscos na atualidade.

“O Brasil é hoje o país que cresce com inclusão social. Que combate a fome e as desigualdades. Que gera empregos, aumenta a renda e melhora a qualidade de vida das famílias. Que cuida de todos, com um olhar especial para quem mais precisa. Sem a democracia, nada disso seria possível. Por isso, é preciso defendê-la todos os dias daqueles que, ainda hoje, planejam a volta do autoritarismo”, declarou o presidente na mensagem replicada também pelos veículos oficiais do governo.

O presidente chegou a organizar uma sessão de “Ainda estou aqui” no Palácio do Alvorada em fevereiro deste ano e convidou os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), diante da pressão de parlamentares aliados de Jair Bolsonaro pela aprovação da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, pauta que recebeu acenos de Motta.

O evento também contou com a presença da primeira-dama, Janja, diversos ministros de governo, representantes do Judiciário, empresários e de dois netos de Rubens e Eunice: Chico Paiva, diretor do Departamento de Descarbonização e Finanças Verdes do Ministério da Indústria e do Desenvolvimento, e o economista Juca Paiva.

Dulino Sistema de ensino

Em nota pública divulgada hoje, o deputado estadual Izaías Régis (PSDB) garantiu que seguirá na base de apoio da governadora Raquel Lyra (PSD), mesmo diante da sinalização de que o PSDB passará à oposição ao Governo do Estado.

O parlamentar reafirmou sua lealdade à chefe do Executivo estadual, destacando sua trajetória ao lado de aliados e sua permanência no partido pelo qual foi eleito.

Confira nota na íntegra:

Nota Oficial

O deputado estadual Izaías Régis informa que segue em processo de recuperação de uma pneumonia, em repouso absoluto.

Porém, diante de algumas informações que circularam recentemente sobre seu posicionamento político, o parlamentar vem a público esclarecer: permanece filiado ao PSDB, partido pelo qual foi eleito. No entanto, mesmo com a sinalização de que a legenda deve seguir rumo à oposição ao Governo do Estado, o deputado reafirma seu compromisso com a governadora Raquel Lyra.

“Lealdade sempre foi um valor presente na minha trajetória. Quem me acompanha sabe da minha longa caminhada ao lado do ex-senador Armando Monteiro, e da mesma forma tenho caminhado com a governadora Raquel Lyra desde sua pré-campanha. E assim continuarei.”

O deputado ressalta que, no momento oportuno, durante a janela partidária, avaliará o caminho partidário a seguir. Até lá, reitera que, embora esteja no PSDB, integra a base de apoio ao Governo do Estado.

Petrolina - O melhor São João do Brasil

Do Poder360

Dois aviões da Latam colidiram com pássaros durante aterrissagens neste sábado (5) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A diferença de tempo entre os dois incidentes foi de menos de 50 minutos. Em nota, a companhia aérea afirmou que “as aeronaves pousaram em total segurança”.

Segundo a Latam, foram registrados 513 incidentes como esse no país envolvendo aviões da empresa. Como consequência, voos podem atrasar ou até serem cancelados.

Eis o comunicado da Latam na íntegra:

“Em menos de 50 minutos, dois voos da LATAM Brasil deste sábado (05/04) sofreram colisão com pássaros (bird strike) ao pousar no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. As aeronaves pousaram em total segurança, porém episódios como estes geram grandes impactos em toda a operação.

A alta incidência de bird strikes nos aeroportos brasileiros pode afetar a segurança operacional e acaba prejudicando muitos passageiros com voos cancelados ou atrasados, além de provocar custos adicionais com reparos e manutenção de aeronaves, motores fora de operação e eventual escala de tripulantes reserva.

Em 2024, a LATAM Brasil registrou bird strike (colisão com pássaros) em 513 de seus voos no Brasil. O setor tem alertado para a necessidade de uma gestão eficiente da fauna por parte dos municípios e administradores aeroportuários nas proximidades dos aeroportos brasileiros.”

Segundo a GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto de Guarulhos, “o número de ocorrências desta natureza vem diminuindo significativamente nos últimos anos”, por causa da implementação de medidas de gerenciamento de fauna, e em conformidade com as normas ambientais. De acordo com a assessoria, é o aeroporto com menos registros de colisão de aviões e aves.

Eis o comunicado da GRU Airport na íntegra:

“A GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, esclarece que, na manhã deste sábado (5), registrou três suspeitas de bird strike no pouso de aeronaves. Uma delas com relato de ocorrência na origem, fora do sítio aeroportuário, portanto.

Aeronaves e pistas já foram vistoriadas e todas as medidas de monitoramento e afugentamento foram tomadas. Importante ressaltar que este aeroporto apresenta o mais baixo índice de colisão com aves (“birdstrike”) entre os principais aeródromos brasileiros. Além disso, o número de ocorrências desta natureza vem diminuindo significativamente nos últimos anos, sendo 60% de redução apenas na comparação entre 2023 e 2024. Reflexo de permanente aprimoramento das medidas de gerenciamento de fauna, sob supervisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e em conformidade com as normas ambientais.

O Plano de Gerenciamento de Risco da Fauna inclui ações como manejo de ovos, ninhos e animais; controle de vegetação; remoção de poleiros e abrigos; além de técnicas de afugentamento.

A GRU Airport ressalta seu compromisso com a segurança operacional, adotando medidas eficazes para mitigar riscos relacionados à fauna.”

Em fevereiro, o mesmo ocorreu com um avião que fazia a rota LA3367. O voo foi cancelado e os tripulantes retornaram para o aeroporto de partida (Galeão, Rio de Janeiro). Não houve feridos.

Em publicação no Linkedin, o CEO da Latam no Brasil, Jerome Cadier, relatou o caso e criticou a alta judicialização no setor, questionando “quem paga a conta?”.

Ipojuca - IPTU 2025

Do g1

O governador Cláudio Castro afirmou à imprensa neste sábado (5) que o Rio de Janeiro está em “estágio de atenção total” após as chuvas que causaram estragos em todo o Estado.

“Dos 470 pontos de monitoramento, não chove em apenas 100. Podemos dizer que está chovendo no estado inteiro”, afirmou Castro. “Estamos com o estado em atenção total”

Segundo Castro, o solo está muito encharcado. “Ainda que a chuva passe, já não precisa mais de um volume grande de chuva pra qualquer deslizamento”, disse o governador.

Neste sábado, as chuvas causaram estragos na capital, na região metropolitana e também na região serrana, além da Costa Verde do Estado. Cláudio Castro fez um apelo:

“Pedir para que a população do Rio de Janeiro continue em atenção total, continue respeitando as sirenes e os avisos das Defesas Civil Estadual e Municipal. Esses eventos climáticos estão cada dia mais fortes”, pontuou.

O governador afirmou que o maquinário já estava distribuído nas cidades com maior possibilidade de chuva desde terça-feira, e prometeu:

“Assim que a chuva baixar e o risco cessar, começa o processo de limpeza das cidades. E agora é uma questão de reforço nas áreas de chuva maior”, disse Castro.

Caruaru - São João na Roça

Do jornal O Globo

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a adotar um modelo similar de vídeo em suas redes sociais, usado em janeiro para revogar a fiscalização em transações bancárias como o Pix, para defender o projeto na Câmara que pede a anistia dos condenados pelos ataques golpistas do 8 de Janeiro. O vídeo foi lançado na última quinta-feira, a três dias dos atos bolsonaristas em São Paulo que trazem como mote a anistia, e alcançou 53 milhões de visualizações até o fim da tarde deste sábado.

A publicação que viralizou sobre o Pix, em janeiro deste ano, tem 329 milhões de visualizações. O parlamentar usa o mesmo fundo preto, camisa escura e calça jeans, e em pouco mais de sete minutos defende o projeto de Lei na Câmara, e compara casos da luta antirracista dos Estados Unidos na década de 1950 nos Estados Unidos às pessoas condenadas por depredarem o patrimônio público nas sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Nikolas cita a ativista Rosa Parks, do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, ao caso de Débora Rodrigues, que pichou de batom a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”. “A injustiça contra uma mulher virou um marco de uma luta coletiva. Lá foi um ônibus, aqui um batom”, diz o deputado ao comparar os casos.

O parlamentar diz que a pena pedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, é exagerada. No entanto, ele não explica que a condenação de 14 anos imputada a ré traz cinco crimes.

Durante os atos golpistas, Débora foi fotografada escrevendo com batom na estátua que fica em frente no STF. A frase foi dita pelo ministro Luís Roberto Barroso (hoje presidente do STF) a um manifestante bolsonarista que o abordou em Nova York, em novembro de 2022. Ela é ré no STF devido ao episódio. Ela começou a ser julgada no mês passado, entretanto, o ministro Luiz Fux pediu vista do caso, e indicou que irá sugerir uma pena menor. Dias após a repercussão, Moraes concedeu prisão domiciliar a pichadora.

Ao fim do vídeo, Nikolas chama as pessoas para o ato bolsonarista em São Paulo, que traz como principal mote a defesa da anistia. Na Câmara, o texto segue sem previsão de ser pautado. O PL, partido de Nikolas, não conseguiu convencer os líderes partidários da Casa a aderirem ao requerimento de urgência do projeto de lei. Sem o apoio formal das siglas, a legenda agora tenta colher assinaturas individuais de deputados.

Viral em janeiro com Pix

Nikolas repete neste vídeo o formato de seu maior conteúdo viral desde que consagrou como político de grande adesão nas redes sociais. Em janeiro, uma publicação sua sobre o monitoramento do Pix foi apontado por bolsonaristas como o motivo do recuo do governo sobre a medida anunciada pela Receita Federal. Após o episódio, à época, o parlamentar superou o presidente Lula em número de seguidores no Instagram.

O GLOBO fez um levantamento em 521 vídeos com mais de um milhão de visualizações postados pelo parlamentar no Instagram mostrando o caminho trilhado desde 2013 até os dias atuais, em que é considerado um porta-voz da direita mais radical.

14 anos

Relator do caso no STF, Moraes imputou a Débora cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de 4 anos e 6 meses de reclusão; golpe de Estado, com pena de 5 anos; dano qualificado, com violência à pessoa ou grave ameaça, ao patrimônio da União, por motivo egoístico ou prejuízo considerável para a vítima, com pena de 1 ano e 6 meses de detenção e multa de R$ 25.300; deterioração do Patrimônio tombado, com pena de 1 ano e 6 meses e multa de R$ 25.300; e associação criminosa armada, com pena de 1 ano e 6 meses de reclusão.

O ministro também votou para que a cabeleireira seja condenada a pagar, em divisão com os demais condenados, indenização por danos morais de R$ 30 milhões.

O relator destacou em seu voto uma foto em que a cabeleireira “segura um aparelho de telefonia celular, demonstrando orgulho e felicidade em relação ao ato de vandalismo que acabara de praticar contra escultura símbolo máximo do Poder Judiciário brasileiro”.

Débora Santos foi presa no âmbito da Operação Lesa Pátria pela Polícia Federal em março de 2023. Em novembro do ano passado, já em seu julgamento no STF, ela escreveu uma carta pedindo desculpas a Moraes, que foi lida durante uma audiência de instrução do seu processo, em novembro. No texto, ela afirma que na época não sabia da importância da estátua, mas que depois conheceu a história da obra e do seu autor, o artista mineiro Alfredo Ceschiatti.

Na carta, Santos também pede desculpas à nação brasileira como um todo. Segundo ela, outra pessoa começou a escrever na obra, mas pediu que ela continuasse, porque sua letra seria feia.

Camaragibe Cidade do Trabalho

Do Poder360

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera os cenários para as eleições presidenciais de 2026 quando testado contra os principais nomes da direita, diz pesquisa Datafolha realizada de 1º a 3 de abril e divulgada neste sábado (5).

Em simulação estimulada com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o petista teria 36%, contra 30% de seu antecessor – que está inelegível por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A diferença está acima da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Ciro Gomes (PDT), com 12%, Pablo Marçal (PRTB), com 7%, e Eduardo Leite (PSDB), com 5%, vêm na sequência.

Eis os números da primeira simulação apresentada pelo Datafolha:

• Lula (PT): 36%

• Jair Bolsonaro (PL): 30%

• Ciro Gomes (PDT): 12%

• Pablo Marçal (PRTB): 7%

• Eduardo Leite (PSDB): 5%

branco/nulo/nenhum: 9%

não souberam: 2%

A empresa do jornal Folha de S.Paulo ouviu 3.056 pessoas em 172 municípios de 1º a 3 de abril de 2025. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Outros cenários

Sem Bolsonaro, Lula amplia a margem que há entre ele e o segundo colocado. Numa segunda simulação, o petista teria 35% contra 15% do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Eis os números:

• Lula (PT): 35%

• Tarcísio de Freitas (Republicanos): 15%

• Ciro Gomes (PDT): 11%

• Pablo Marçal (PRTB): 11%

• Ratinho Junior (PSD): 5%

• Eduardo Leite (PSDB): 3%

• Romeu Zema (Novo): 3%

• Ronaldo Caiado (União Brasil): 2%

branco/nulo/nenhum: 11%

não souberam: 3%

Na terceira simulação, com Eduardo Bolsonaro (PL), o filho do ex-presidente pontua 11%, contra 35% de Lula, na liderança, e 12% de Ciro Gomes (PDT), em segundo lugar numericamente e empatado na margem com o congressista licenciado.

Eis os números:

• Lula (PT): 35%

• Ciro Gomes (PDT): 12%

Eduardo Bolsonaro (PL): 11%

Pablo Marçal (PRTB): 10%

• Ratinho Junior (PSD): 6%

• Romeu Zema (Novo): 4%

• Eduardo Leite (PSDB): 4%

• Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%

branco/nulo/nenhum: 12%

não sabem: 3%

Já em um cenário com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o cenário é o seguinte:

Lula (PT): 35%

Michelle Bolsonaro (PL): 15%

Ciro Gomes (PDT): 12%

Pablo Marçal (PRTB): 10%

Ratinho Junior (PSD): 5%

Romeu Zema (Novo): 4%

Eduardo Leite (PSDB): 3%

Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%

branco/nulo/nenhum: 10%

não sabem: 2%

Num teste mais restrito, o Datafolha testou Lula, Tarcísio e Marçal. O resultado mostra que os dois nomes da direita, juntos, pontuam 39%, contra 43% do petista. Eis os números:

• Lula (PT): 43%

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 24%

• Pablo Marçal (PRTB): 15%

branco/nulo/nenhum: 16%

não sabem: 2%

Cabo de Santo Agostinho - IPTU 2025 prorrogado

Durante a Peregrinação Interdiocesana da Campanha da Fraternidade realizada, neste sábado (5), na cidade de Orocó, o trabalho do deputado federal Fernando Monteiro (Republicanos) foi reconhecido por reassentados do Sistema Itaparica, que exibiram faixas de agradecimento pelo seu compromisso com a causa dos agricultores. O evento, promovido por seis dioceses de Pernambuco e Bahia, reuniu centenas de fiéis e autoridades em defesa da vida, do meio ambiente e da dignidade das famílias que dependem dos perímetros irrigados para sobreviver.

A mobilização interdiocesana teve como foco a preservação do rio São Francisco e a solidariedade aos cerca de 50 mil atingidos pela barragem de Itaparica, que há mais de 30 anos aguardam soluções definitivas para problemas estruturais dos reassentamentos. Fernando Monteiro é autor do Projeto de Lei 2113/24, que prevê a utilização otimizada, pelos projetos irrigados, do montante energético anual não consumido pelo Projeto de Integração do São Francisco (PISF).

“Os projetos de irrigação do Sistema Itaparica participam muito fortemente da nossa economia, contribuindo com a geração de emprego e renda e impactando nas vidas de mais de 50 mil pessoas”, ressaltou o deputado.

Ao lado de representantes das comunidades, Fernando Monteiro também destacou que acaba de assegurar, por meio de emenda ao Orçamento da União, o montante de R$ 50 milhões destinados a melhorias nos perímetros irrigados do sistema. A iniciativa foi apresentada em parceria com o deputado baiano Mário Negromonte Júnior.

Toritama - Prefeitura que faz

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, afirmou hoje, durante o XVI Congresso Estadual do PSB, que o PSDB estadual promoverá encontros em todas as regiões do estado para escutar a população e discutir os rumos da legenda para 2026. No comando do partido desde a última quarta-feira (2), o parlamentar declarou que, sob sua presidência, a sigla adota uma postura de independência em relação ao governo estadual. “Tenho certeza que a união que vai tirar Pernambuco do atraso vai começar hoje aqui. Não sou dono do PSDB. Vamos sentar na mesa, dialogar e tomar decisões em conjunto”, disse.

Conhecido por adotar posições firmes, Porto reforçou que não ficará “em cima do muro” e que o PSDB está disposto a apoiar o nome mais preparado para enfrentar os desafios do estado. “Independentemente de sigla partidária, a gente vai trabalhar o melhor nome para tirar Pernambuco do atraso que está hoje”, afirmou. Para ele, o momento exige articulação entre diferentes forças políticas. “Temos um longo caminho pela frente, mas o sentimento que observamos em cada canto de Pernambuco é favorável a uma nova mudança.”

O deputado fez críticas à atual gestão estadual, citando problemas na saúde, segurança e educação. Ele mencionou especificamente a situação de estudantes do programa Ganhe o Mundo que ainda vivem em hotéis no Chile por falta de regularização. “O pior exemplo disso são estudantes que estão no Chile e ainda estão morando em hotéis porque não estão regularizados no programa Ganhe o Mundo, criado pelo ex-governador Eduardo Campos”, pontuou.

Álvaro Porto também elogiou figuras da política pernambucana durante o congresso, como o deputado estadual Sileno Guedes, reconduzido à presidência do PSB, e o prefeito do Recife, João Campos. “Tem gente que veio pra ficar na política. Este é o caso de João Campos”, afirmou. Ao final de sua fala, ele destacou a homenagem ao ex-deputado José Patriota, falecido em 2024, ressaltando o legado do político para o fortalecimento do municipalismo em Pernambuco. Disse que mesmo convivendo pouco tempo com Patriota, que também foi prefeito de Afogados da Ingazeira, aprendeu muito com o político.

Palmares - Pavimentação Zona Rural

Do g1

Um avião monomotor precisou realizar um pouso forçado na BR-101 em Garuva, no Norte de Santa Catarina, neste sábado (5). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), havia duas pessoas a bordo, o piloto e o proprietário do avião, e ninguém se feriu.

Vídeo feito por ocupantes de um veículo mostra o avião de pequeno porte pousando em meio a carros e caminhões (assista abaixo). Ele não colidiu com nenhum veículo.

O incidente ocorreu por volta das 11h50 no quilômetro 15 da rodovia, sentido Porto Alegre (RS), segundo a PRF.

A polícia informou que os ocupantes do avião saíram do aeroclube de Guaramirim, também no Norte catarinense, com destino ao mesmo local, mas uma pane no motor obrigou o piloto a fazer um pouso de emergência na rodovia.

A aeronave Pelican 500 BR parou no acostamento e, às 12h40, já havia sido empurrada e colocada para fora da pista, de acordo com a Arteris Litoral Sul, concessionária responsável pelo trecho. As faixas estão liberadas.

Mecânicos foram chamados para avaliar as condições da aeronave, que possui certificado de aeronavegabilidade em situação normal, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), e retiraram as asas para que o avião seja levado por terra ao seu destino. Às 16h10, eles aguardavam o caminhão para fazer o deslocamento.

O g1 questionou a Força Aérea Brasileira (FAB) se o incidente será investigado, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para apurar as circunstâncias da ocorrência.

Durante dois dias, ontem e hoje, lideranças políticas de todo o País participaram, em Brasília, da Reunião Nacional do Avante. O encontro, que contou com a presença do presidente do partido em Pernambuco, Sebastião Oliveira, debateu pautas importantes do atual cenário político brasileiro e discutiu as diretrizes que guiarão a legenda.

“O fortalecimento e o crescimento do Avante em todo o Brasil, sobretudo, em Pernambuco, é fruto de muito planejamento e trabalho. Esse encontro foi muito importante para alinharmos ideias e trocarmos experiências exitosas. O foco do nosso time sempre será trabalhar em prol de quem mais precisa e pelo desenvolvimento do País”, destacou Oliveira.

Em relação à relevância do Estado para o partido, Sebastião destacou: “Waldemar Oliveira tem desempenhado um papel de muita relevância na Câmara dos Deputados, como vice-líder do governo e presidente e membro de importantes comissões. O resultado do seu esforço tem mudado a realidade de milhares de famílias espalhadas por todas as regiões pernambucanas. O modelo de gestão dos nossos prefeitos é aprovado pelo povo e replicado. Estamos trabalhando a todo vapor na busca de reforçar a nossa representatividade nos cenários nacional e estadual. O caminho do fortalecimento e do crescimento do Avante passa obrigatoriamente por Pernambuco”, explicou o presidente do Avante Pernambuco.

Representante da Enfermagem na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado Gilmar Júnior (PV) esteve, ontem, no Hospital da Restauração (HR), no Recife, para conversar com os profissionais da área. No local, o parlamentar recebeu diversas denúncias da categoria, como irregularidades no pagamento dos plantões extras.

O deputado vem expondo que o Governo Raquel Lyra (PSD) não repassou para os profissionais os recursos do Piso Nacional da Enfermagem. Segundo o parlamentar, Pernambuco tem R$ 14,7 milhões enviados pelo Governo Federal para serem pagos à categoria, mas o Poder Executivo não liberou os valores. A informação está disponível no portal Investsus.

O parlamentar explicou como funcionam os plantões extras. Segundo ele, é uma modalidade de trabalho, onde o trabalhador presta o seu serviço ao Estado, sem vínculo trabalhista (nem é contratado, nem é concursado) ou até pode ser, mas entrega plantões a mais, pois falta pessoal (dimensionamento inadequado) e deve receber por ele até o quinto dia útil do mês seguinte. No entanto, mesmo com os recursos garantidos pelo Governo Federal, a Enfermagem sofre para receber.

“A realidade é que os profissionais estão dando os plantões extras e não recebem, ou recebem de forma incorreta. Existem casos de profissionais que trabalharam seis plantões extras em janeiro e só receberam dois! Como pode isso? Trabalhar sem receber nada? O Governo do Estado diz que está em dia. Mas falta com a verdade! Fomos no HR e nos deparamos com essa realidade terrível. Um Poder Executivo que invisibiliza profissionais de Enfermagem e tratam eles como escravos”, denunciou Gilmar Júnior.

Alerta

Gilmar Júnior ainda enfatizou a importância dos profissionais e cobrou atenção do Estado. “Sem a Enfermagem, as coisas não funcionam e um hospital como a Restauração para — e quem sofre é a população. Se for procurar, a população está nas filas, no chão. O discurso da governadora Raquel Lyra, com todo o respeito, é de que o governo dela é para as mulheres. Mas, 85% da Enfermagem é feminina e ela não cuida dessa profissão, que é feminina”, questionou o parlamentar.