Lula lidera para 2026 mesmo com Bolsonaro, diz Datafolha

Do Poder360

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera os cenários para as eleições presidenciais de 2026 quando testado contra os principais nomes da direita, diz pesquisa Datafolha realizada de 1º a 3 de abril e divulgada neste sábado (5).

Em simulação estimulada com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o petista teria 36%, contra 30% de seu antecessor – que está inelegível por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A diferença está acima da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Ciro Gomes (PDT), com 12%, Pablo Marçal (PRTB), com 7%, e Eduardo Leite (PSDB), com 5%, vêm na sequência.

Eis os números da primeira simulação apresentada pelo Datafolha:

• Lula (PT): 36%

• Jair Bolsonaro (PL): 30%

• Ciro Gomes (PDT): 12%

• Pablo Marçal (PRTB): 7%

• Eduardo Leite (PSDB): 5%

branco/nulo/nenhum: 9%

não souberam: 2%

A empresa do jornal Folha de S.Paulo ouviu 3.056 pessoas em 172 municípios de 1º a 3 de abril de 2025. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Outros cenários

Sem Bolsonaro, Lula amplia a margem que há entre ele e o segundo colocado. Numa segunda simulação, o petista teria 35% contra 15% do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Eis os números:

• Lula (PT): 35%

• Tarcísio de Freitas (Republicanos): 15%

• Ciro Gomes (PDT): 11%

• Pablo Marçal (PRTB): 11%

• Ratinho Junior (PSD): 5%

• Eduardo Leite (PSDB): 3%

• Romeu Zema (Novo): 3%

• Ronaldo Caiado (União Brasil): 2%

branco/nulo/nenhum: 11%

não souberam: 3%

Na terceira simulação, com Eduardo Bolsonaro (PL), o filho do ex-presidente pontua 11%, contra 35% de Lula, na liderança, e 12% de Ciro Gomes (PDT), em segundo lugar numericamente e empatado na margem com o congressista licenciado.

Eis os números:

• Lula (PT): 35%

• Ciro Gomes (PDT): 12%

Eduardo Bolsonaro (PL): 11%

Pablo Marçal (PRTB): 10%

• Ratinho Junior (PSD): 6%

• Romeu Zema (Novo): 4%

• Eduardo Leite (PSDB): 4%

• Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%

branco/nulo/nenhum: 12%

não sabem: 3%

Já em um cenário com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o cenário é o seguinte:

Lula (PT): 35%

Michelle Bolsonaro (PL): 15%

Ciro Gomes (PDT): 12%

Pablo Marçal (PRTB): 10%

Ratinho Junior (PSD): 5%

Romeu Zema (Novo): 4%

Eduardo Leite (PSDB): 3%

Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%

branco/nulo/nenhum: 10%

não sabem: 2%

Num teste mais restrito, o Datafolha testou Lula, Tarcísio e Marçal. O resultado mostra que os dois nomes da direita, juntos, pontuam 39%, contra 43% do petista. Eis os números:

• Lula (PT): 43%

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 24%

• Pablo Marçal (PRTB): 15%

branco/nulo/nenhum: 16%

não sabem: 2%

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Do portal Metrópoles

Uma mulher que gritou “sem anistia” e “Bolsonaro na Papuda” na Avenida Paulista, em São Paulo, foi hostilizada por manifestantes bolsonaristas na manhã deste domingo (6), antes do ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023.

A confusão foi registrada pelo Metrópoles (veja vídeo abaixo). Nas imagens é possível ver que a mulher está na calçada, próximo ao local onde está o caminhão de som que deve receber Bolsonaro a partir das 14h, e começa a gritar em direção aos manifestantes bolsonaristas. Um deles, um homem que veste camisa amarela, reage, dando início a uma discussão tensa.

O rapaz manda a mulher ir embora. “Tá maluca! Mete o pé”, diz ele. Ela segue gritando “sem anistia”, e o apoiador de Bolsonaro se aproxima dela, xingando. “Tá achando que está falando com quem? Vai tomar no cu, caralho.” Quando o homem se retira, outras pessoas portando bandeiras do Brasil e usando chapéus e camisetas da seleção cercam a mulher e gritam: “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”.

Veja:

Jaboatão dos Guararapes - UBS Pet Massangana

Do portal Metrópoles

Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) ocupam a Avenida Paulista, na região central de São Paulo, desde a manhã deste domingo (6) para a manifestação convocada pelo ex-presidente em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas.

Mais de 500 pessoas já foram condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação nos atos antidemocráticos. As penas variam de três a 17 anos de prisão. Os crimes pelos quais foram condenados são: tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público.

Os bolsonaristas consideram que o Supremo, na figura do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, está perseguindo os apoiadores do ex-presidente e que as penas impostas são exageradas. Por isso, articulam a aprovação de um projeto de lei no Congresso para anistiar todos os envolvidos nos atos de 8/1.

A anistia virou pauta única da manifestação deste domingo, ao contrário do que ocorreu em Copacabana, no Rio de Janeiro, há três semanas. E o batom, usado por Michelle Bolsonaro (PL) em um vídeo de convocação para a Paulista, virou o símbolo do ato de São Paulo.

O símbolo faz alusão ao caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, de 39 anos, que usou um batom para escrever a frase “Perdeu, mané” na escultura “A Justiça”, em frente ao STF, durante os atos de 8 de Janeiro. Ela ficou dois anos presa e agora está em prisão domiciliar, no interior paulista.

Neste domingo, vários manifestantes levaram batom para a Avenida Paulista, dizendo que essa é a “arma” usada pelos bolsonaristas e pela qual Débora pode pegar 14 anos de prisão — os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino já votaram pela condenação por essa pena, mas o julgamento dela foi suspenso após pedido de vista do ministro Luiz Fux.

Os manifestantes que se aglomeravam na Paulista desde cedo pediam a volta de Jair Bolsonaro à Presidência da República e cantavam uma música que virou símbolo das manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2025: “Vamos pra rua pra derrubar o PT”.

São Paulo maior que o Rio

Embora não faça estimativa de público, o pastor Silas Malafaia, principal organizador da manifestação, aposta que o ato da Paulista será muito maior do que o de Copacabana, há três semanas.

Entre os motivos, ele aponta o fato de a capital paulista ter uma população muito maior do que a do Rio, a Avenida Paulista ser o grande palco de manifestações políticas do país, e o horário da manifestação, prevista para começar às 14h — no Rio, o ato foi de manhã por causa do jogo da final do Campeonato Carioca. “Tinha final de Fla-Flu e a gente não pôde fazer à tarde. Tivemos que fazer de manhã, o que é um pouco mais difícil aqui no Rio”, afirmou o pastor.

Para o professor da Universidade de São Paulo (USP) Pablo Ortellado, que faz o monitoramento das manifestações por meio do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), o ato de Copacabana teve problemas de organização que podem ter atrapalhado o engajamento. Segundo o monitoramento dele, o ato na capital fluminense reuniu 18,3 mil pessoas. O Instituto Datafolha estimou o público em 30 mil, enquanto a Secretaria da Segurança Pública do Rio divulgou 400 mil presentes.

“Supondo que o problema de convocação foi o que fez com que aquele número fosse baixo, eu acho que pode ser que a gente tenha uma mobilização bem significativa aqui na Avenida Paulista, alguma coisa aí entre 40 e 60 mil, que é o patamar de mobilização que os bolsonaristas têm conseguido”, prevê o professor da USP.

Dulino Sistema de ensino

A comunidade de Izacolândia, na zona rural de Petrolina, recebeu hoje a 14ª edição do Bora Petrolina, programa itinerante da prefeitura que reúne serviços públicos em um só lugar. Realizada na Escola Professora Lúcia Moreira de Lima Souza, a ação atendeu moradores ao longo da manhã com serviços nas áreas de saúde, assistência social, cidadania e orientação jurídica.

Segundo a gestão municipal, foram ofertados cerca de 175 serviços e realizados aproximadamente 13 mil atendimentos, incluindo exames, consultas médicas, atendimento odontológico, aferição de pressão e glicemia, além do exame de ecocardiograma. Na área social, houve atualização e inclusão no Cadastro Único, emissão da ID Jovem, CIPTEA Municipal e cartão de prioridade para pessoas com fibromialgia. Também foram disponibilizadas orientações jurídicas e ações de cidadania. O prefeito Simão Durando acompanhou a ação ao lado do deputado federal Fernando Filho e de vereadores da base aliada.

Durante o evento, Durando anunciou a reforma do mercado público de Izacolândia, um dos principais pontos comerciais da região. “O mercado de Izacolândia é um ponto tradicional da comunidade e merece ser revitalizado com toda a estrutura necessária. Isso é mais do que uma obra, é respeito com o trabalhador e com quem movimenta a economia local”, disse o prefeito. A obra ainda não tem data de início divulgada.

Petrolina - O melhor São João do Brasil

A gestão do prefeito de Surubim, Cléber Chaparral (União Brasil), completa 100 dias na próxima quinta-feira (10). Na ocasião, o prefeito deve apresentar um relatório com obras e iniciativas realizadas desde o início do mandato.

Segundo a prefeitura, o balanço inclui ações como mutirões de limpeza, eventos públicos, intervenções no trânsito, aquisição de equipamentos e a recuperação da frota escolar. A oposição, no entanto, já sinaliza que deve questionar parte das informações divulgadas.

A expectativa é de que o tema gere debate entre vereadores da base e da oposição no mesmo dia.

Ipojuca - IPTU 2025

Do g1 PB

O cantor e compositor paraibano Antônio Barros morreu hoje aos 95 anos. Ao lado de Cecéu, companheira dele na vida e na música, a dupla compôs vários sucessos que ganharam o mundo nas vozes de Elba Ramalho, Fagner, Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, entre outros artistas. Foram mais de 700 músicas, entre as principais estão “Homem com H”, “Bate Coração” e “Procurando Tu”.

O artista sofria de Parkinson, doença degenerativa que, entre os sintomas, traz a dificuldade de engolir. Isso gerou uma bronco-aspiração, o que motivou uma longa internação do paraibano desde o começo do ano. O velório do cantor e compositor acontece a partir das 13h, no Parque das Acácias. O enterro será às 17h.

Nascido em 1930 em Queimadas, Antônio Barros começou a compor na década de 1950. Após se mudar para Campina Grande, 20 anos depois, ele conheceu Mary Maciel Ribeiro, a Cecéu.

Vida e carreira de Antônio Barros

Antônio Barros estudou no Grupo Escolar José Tavares. A escola foi fundada em 1937, sendo o primeiro colégio de Queimadas, município com pouco mais de 43 mil habitantes.

“Em 1930 não conhecia nada, não sabia que o mundo era redondo. Fui para Campina Grande, ficamos lá até minha vivência de adulto, fui para Recife, e a partir daí começou minha vida profissional”, disse o compositor em uma entrevista concedida ao g1 em 2020, quando completou 90 anos.

Na mesma escola estudaram alguns primos. O pai de um deles, chamado Adauto, foi quem ensinou Antônio Barros a tocar violão e, depois, o pandeiro. Ao ir para o Rio de Janeiro, procurou Jackson do Pandeiro, que lhe deu apoio na capital carioca.

Já conhecido, ele não deixou de visitar Campina Grande. Em uma dessas viagens, conheceu Cecéu, uma parceira para sempre.

“Estava escrito nas estrelas, porque aos meus nove anos eu estudava no colégio São Vicente de Paulo e já ia cantando música de Antônio Barros. Em 1971, quando nos conhecemos, ficamos sete meses conversando, e Antônio voltando para o Rio, passou esse tempo lá. Quando voltou, ele disse para nos unir e fazer uma dupla, porque eu já tinha alguns trabalhos feitos. Eu disse: topo”, contou Cecéu em 2020.

Ele a convidou para, juntos, se mudarem para o Rio de Janeiro e foi então que começou a parceria. Entre as canções mais famosas do casal estão clássicos como “Homem com H”, “Por Debaixo dos Panos”, “Bate Coração”, “Procurando Tu”, “Forró do Poeirão”, “Forró do Xenhenhém” e “Óia Eu Aqui de Novo”.

Quando se fala em parceria não é só sentimental. A dupla gravou um disco de música romântica como Tony e Mary, mas foi no forró que emplacou um sucesso atrás do outro, como “Homem com H”. Luiz Gonzaga, Marinês, Trio Nordestino, Os Três do Nordeste, Jorge de Altinho, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Alcione, e tantos outros gravaram músicas da dupla.

Entre as canções mais famosas do casal estão clássicos como “Por Debaixo dos Panos”, “Bate Coração”, “Procurando Tu”, “Forró do Poeirão”, “Forró do Xenhenhém” e “Óia Eu Aqui de Novo”.

Patrimônio cultural imaterial da Paraíba

Uma lei publicada em 2021 reconheceu a obra dos casal como patrimônio cultural imaterial do Estado da Paraíba. A lei é de autoria da então deputada estadual Estela Bezerra, que justifica o reconhecimento pelo casal representar não só a musicalidade, mas também a cultura do estado. “[Antônio Barros e Cecéu] são a própria essência do povo nordestino. Suas composições atravessam as gerações como a melhor expressão da nossa gente, da nossa terra e do nosso espírito paraibano e nordestino”, destacou a deputada.

Caruaru - São João na Roça

Por Zeca Ferreira

Do Estadão

Doutor em Ciência Política pela Universidade da Califórnia (EUA), Bolívar Lamounier fez parte da comissão de estudos que elaborou o anteprojeto da Constituição de 1988. De lá para cá, o texto constitucional recebeu mais de 130 emendas, e as engrenagens institucionais, avalia o sócio-diretor da Augurium Consultoria, foram desfiguradas, resultando em um sistema político “muitíssimo pior” do que o existente nos anos de 1990.

Lamounier avalia que uma das razões para esse desmantelamento é o fato de a administração pública, em especial o Poder Judiciário, ter sido corroída pelo corporativismo. “Interesses estreitos, como no caso dos supersalários, não são chamados pelo nome – corrupção – e sim de ‘penduricalhos’, porque os próprios interessados se encarregaram de insculpi-los nas leis que eles mesmos fazem”, afirmou ele, em entrevista ao Estadão.

Questionado sobre a polarização que divide o País entre apoiadores do presidente Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro, o especialista diz que “o que vemos hoje é uma luta pelo poder entre dois ‘chefes’ populistas desprovidos de projeto para o País”. Em sua avaliação, o País vai atravessar uma grande crise, seja com Lula ou Bolsonaro, antes de atingir uma mudança estrutural. Confira os principais trechos da entrevista a seguir:

O Brasil sempre teve divisões políticas. O que torna a polarização atual diferente das anteriores?

Tivemos numerosas dissensões, de vários tipos. Na verdade, elas ocorreram – ininterruptamente – até sob o regime militar (1964-1985), esse caso contrapondo altos oficiais, cada um ansioso por afastar o que ocupava no momento o poder. O exemplo que logo vem à mente foi a tentativa de golpe do general Sylvio Frota contra o presidente Ernesto Geisel. Deixando de lado o período monárquico, que não caberia neste espaço, na Primeira República (1891-1930) a mais importante e mais claramente ideológica foi a guerra civil ocorrida no Rio Grande do Sul em 1893-1895, contrapondo “maragatos” e “gaviões”. Os primeiros, liderados pelo senador Gaspar da Silveira Martins, eram claramente parlamentaristas e saudosistas da monarquia. Os segundos, liderados pelo governador Júlio de Castilhos, eram fiéis seguidores da filosofia de Augusto Comte, expressão que se pode tomar como sinônima pendor ditatorial, governo altamente centralizado. Como proporção da população, pode-se considerar que foi uma guerra sangrentíssima.

Em 1930, Getúlio Vargas, na condição de governador do Rio Grande do Sul, aderiu a uma “revolução” à qual na verdade se opunha, ao perceber que seria um caminho curto para tomar o poder federal e instaurar um governo autoritário. Por certo o teria feito, não fora a reação de São Paulo – a Revolução Constitucionalista de 1932. Acrescente que a década de 1930 foi também o período em que surgiram duas organizações de caráter francamente totalitário, o comunismo de Carlos Prestes e o Integralismo de Plínio Salgado, aquele orientado pela União Soviética e este pelo fascismo italiano, ou seja, por Mussolini. Um queria eliminar o outro e ambos o governo de Getúlio Vargas, trama que só se desfez quando Getúlio instituiu formalmente a ditadura conhecida como Estado Novo (1937-1945).

Tomando todo o curso de nossa história, a dissensão mais grave foi sem dúvida a dos anos 1950, na qual se fundiram esses três elementos: 1) o virulento rancor contra o ex-ditador Getúlio, personificado pelo principal líder de oposição, o jornalista Carlos Lacerda; 2) o surgimento de um complicado amálgama geralmente designado como esquerdismo, ou como nacionalismo, ou como desenvolvimentismo, formando um amplo arco contra o qual o lacerdismo – agrupado na UDN, União Democrática Nacional – não teria chances no terreno eleitoral, o que agravava ainda mais a atmosfera de ódio então reinante; 3) a divisão de quase todo o mundo, Brasil inclusive, pela Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética.

Em vista do exposto, podemos agora saltar para a radicalização que vem lavrando no Brasil desde as eleições de 2018 e 2022. O que vemos hoje é uma luta pelo poder entre dois “chefes” populistas desprovidos de projeto para o País, colimando o poder pelo poder a fim de distribuir benesses a seus acólitos. A demonstração desta proposição é muito simples: Lula não liga a mínima para o partido que fundou, o PT. Este é que não se desgruda de Lula, porque sem a popularidade dele deixaria simplesmente de existir.

Bolsonaro, sem um mínimo de adestramento político, mantém-se na tona à mercê de ameaças golpistas. Em comum, o que eles têm é uma inegável capacidade de captar a “condutibilidade atmosférica” da sociedade para a corrupção que campeia por toda parte, mais ainda na máquina do Estado; o rancor continuamente realimentado pelas desigualdades sociais; e, não menos importante, a virulência do antagonismo que cultivaram um contra o outro ao longo das últimas duas ou três décadas.

De que forma a polarização afeta o funcionamento das instituições democráticas?

Como adiantei, o componente principal da atual polarização é o populismo, e, na América Latina, todo populismo é, por definição, hostil às instituições.

O fim da polarização se dá no momento em que as lideranças mais importantes se põem de acordo para evitar conflitos fratricidas e encaminhar a luta política para o leito institucional, que não se resume a instituições formais – Constituições –, mas implica com igual importância o respeito pelo adversário eleitoral.

Existem exemplos de países que superaram ciclos de polarização intensa sem rupturas institucionais? O Brasil pode seguir algum desses modelos?

“Polarização intensa” é a antípoda de “instituição”. Onde existe a primeira, não existe a segunda. Os exemplos que podemos invocar são melhores que “evitar rupturas”, pois consistiram em “construir instituições”: Chile e África do Sul, principalmente.

O que pode ser feito para reconstruir espaços de consenso e diálogo no país?

No curto prazo, não vejo como isso possa ser feito, dada a forte presença de quatro graves impedimentos: 1) uma elite que detém metade da riqueza do país e não demonstra o menor interesse em compartir as responsabilidades da governabilidade; 2) uma classe média demasiado exígua e despolitizada, à qual falta ânimo até para conhecer seus próprios interesses. Contanto que tenha um emprego, ela apenas se preocupa em bater o ponto e correr para casa a tempo de assistir à novela; 3) a economia estagnada, aprisionada na “armadilha do baixo crescimento”; em tal circunstância, não há como instaurar um jogo de soma variável – aquele em que todos têm chances de ganhar –, somente jogos de soma zero – aqueles em que, se um ganha, outro perde –; 4) ao contrário de outros momentos em nosso passado histórico, atualmente não temos sequer indivíduos de alto nível intelectual, lúcidos e dispostos a compor um diagnóstico realista dos problemas a superar, e das respectivas alternativas, isso tanto no terreno econômico como no político e no cultural.

Desde a redemocratização, o Brasil passou por várias mudanças institucionais. O sistema político atual é mais ou menos funcional do que nos anos 1990?

Muitíssimo pior. Por quatro razões, pelo menos: 1) as engrenagens institucionais – Constituição, leis, estrutura de partidos etc –, desmilinguiram, simplesmente; os três Poderes comportam-se ao contrário do que a Constituição prescreve – harmônicos e independentes entre si –; 2) a corrupção e o crime solaparam o pouco de ordem que tivemos a oportunidade de manter após o fim do regime militar; 3) a administração pública e em particular o Judiciário estão corroídos até a medula pelo corporativismo, interesses extremamente estreitos, contra os quais os partidos políticos, que deveriam transcendê-los, são impotentes em relação a eles; esses interesses, como no caso dos supersalários, não são chamados pelo nome – corrupção – e sim de “penduricalhos”, porque os próprios interessados se encarregaram de insculpi-los nas leis que eles mesmos fazem; 4) a própria estrutura do Estado tornou-se inviável: sem uma reforma abrangente, com privatização e abertura da economia ao exterior, dificilmente retomaremos uma trajetória sustentável de crescimento.

O presidencialismo de coalizão já foi considerado um fator de estabilidade, mas hoje recebe críticas. Esse modelo ainda é viável ou precisa de uma reforma profunda?

Num país que combina o sistema presidencial de governo com dezenas de partidos – o maior raramente consegue eleger 20% dos assentos na Câmara –, de duas, uma: tal sistema será “de coalizão”, não por mérito, mas por definição, ou será de minoria – o presidente e seus acólitos terão que comprar apoio, seja em moeda sonante ou dando em troca cargos nos ministérios e empresas estatais. E nada acontece, claro, porque não há como constituir uma força no Judiciário ou fora dele capaz de desfazer esse quadro.

O senhor acredita que o Brasil manterá o atual modelo político nos próximos anos ou há tendência de uma mudança estrutural?

Com o PIB crescendo 2% ao ano e lideranças da estirpe de Lula e Bolsonaro, nós iremos primeiro – dentro de 15 ou 20 anos – para uma grande crise; antes disso, não vejo como visualizar uma tendência consistente de mudança estrutural.

A política brasileira pode superar o atual embate entre Lula e Bolsonaro, levando a uma nova configuração das forças políticas, ou essa disputa ainda deve predominar?

Teremos eleições presidenciais em 2026. Uma hipótese seria um milagre: num “estalo de Vieira”, os dois decidem gozar suas merecidas aposentadorias, de preferência no exterior. Noutra, eles insistem no enfrentamento.

Qual reforma institucional seria mais urgente para fortalecer a democracia no Brasil?

Limito-me a citar uma passagem do mestre Maurice Duverger, escrita anos antes de Donald Trump envenenar a atmosfera política dos Estados Unidos: “o sistema presidencial de governo só funciona nos Estados Unidos; noutros países ele degenera em presidencialismo, ou seja, em ditadura”.

O que me cabe, a título de conclusão, é pois extrair a conclusão: um sistema parlamentarista – de verdade, não a contrafação francesa – e um sistema eleitoral distrital – puro ou misto, a ver.

Camaragibe Cidade do Trabalho

Do Monitor do Mercado

Mossoró, localizada no estado do Rio Grande do Norte, é uma cidade que se destaca por seu custo de vida acessível, oferecendo uma excelente qualidade de vida a seus moradores, segundo o site BM&C news. Situada entre Natal e Fortaleza, Mossoró combina um ambiente acolhedor com uma infraestrutura que atende bem às necessidades de seus habitantes. Essa combinação faz da cidade uma escolha atraente para aqueles que buscam economia e qualidade.

O custo de vida em Mossoró é mais baixo em comparação com outras cidades nordestinas de tamanho similar. Isso se deve a uma série de fatores, como a disponibilidade de moradias a preços acessíveis, um sistema de transporte público eficiente e o custo reduzido de alimentos, graças à produção local. Estudos indicam que os aluguéis em Mossoró podem ser significativamente mais baixos do que em cidades maiores, tornando-a uma opção econômica para muitos.

Por que Mossoró é uma cidade econômica para se viver?

Viver em Mossoró é financeiramente vantajoso por várias razões. A cidade oferece moradias a preços acessíveis, com aluguéis que são consideravelmente mais baixos do que em capitais próximas. Além disso, o transporte público é eficiente e acessível, e a produção local de alimentos contribui para manter os preços baixos nos mercados. Esses fatores combinados fazem de Mossoró uma escolha econômica para muitos residentes.

Patrimônio cultural e histórico de Mossoró

Mossoró é rica em história e cultura, com eventos marcantes que moldaram sua identidade. A cidade foi pioneira na abolição da escravatura no Brasil, em 1883, antes mesmo da promulgação da Lei Áurea. Em 1927, Mossoró ganhou destaque ao resistir ao bando de Lampião, um episódio significativo na história do Nordeste. Hoje, a cidade celebra sua herança cultural por meio de festivais e eventos, como o famoso Mossoró Cidade Junina.

O crescimento econômico da cidade

A economia de Mossoró é diversificada, com setores como a produção de sal, petróleo e fruticultura irrigada desempenhando papéis importantes. A cidade também abriga universidades e centros de pesquisa, que contribuem para a geração de empregos e o desenvolvimento econômico. Segundo o IBGE, Mossoró está entre as cidades com maior PIB no Rio Grande do Norte, consolidando-se como um polo econômico relevante na região.
Por que Mossoró é uma das cidades mais acessíveis do Brasil?

De acordo com análises recentes, Mossoró está entre as cidades brasileiras que oferecem um custo de vida baixo sem comprometer a qualidade dos serviços públicos. A cidade equilibra infraestrutura, mobilidade urbana e preços acessíveis, tornando-se um destino atrativo para quem busca uma vida confortável e econômica.

Atrações culturais e naturais em Mossoró

Mossoró oferece uma variedade de atrações culturais e naturais para seus visitantes e moradores:

  • Memorial da Resistência – Um espaço dedicado à história da resistência local contra Lampião.
  • Museu Municipal Lauro da Escóssia – Oferece um rico acervo de artefatos históricos e culturais.
  • Teatro Dix-Huit Rosado – Um dos principais centros culturais do Nordeste.
  • Mossoró Cidade Junina – Um dos maiores festivais de São João do Brasil, atraindo visitantes de todo o país.
  • Dunas do Rosado – Uma paisagem natural impressionante, ideal para os amantes do ecoturismo.

Viver nessa cidade é uma escolha vantajosa?

Com um custo de vida acessível, infraestrutura bem desenvolvida e oportunidades econômicas crescentes, Mossoró oferece um equilíbrio ideal entre qualidade e custo. Para famílias, trabalhadores e estudantes, a cidade é uma excelente opção para quem deseja viver bem sem gastar muito. Mossoró proporciona um ambiente acolhedor e dinâmico, perfeito para aqueles que buscam uma vida tranquila e economicamente viável.

Cabo de Santo Agostinho - IPTU 2025 prorrogado

Da Folha de S.Paulo

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) iniciou, ontem, as invasões de terra do Abril Vermelho em Minas Gerais e Pernambuco. A mobilização tem como objetivo pressionar o governo Lula a acelerar a reforma agrária, avaliada como tímida pelo grupo.

Em Goiana (PE), cerca de 800 famílias invadiram a Usina Santa Teresa. Em Frei Inocêncio (MG), a ação de 400 famílias ocorreu em fazenda às margens da BR-116, segundo o movimento.

Em nota, o braço mineiro do MST deu sinais de alerta em relação à atuação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que no início da semana publicou um vídeo em que aparece com um boné com a escrita “abril verde”, em referência à mobilização do MST. A fala é parte da estratégia para se posicionar como opositor do presidente e pré-candidato à Presidência.

“Qualquer ação violenta contra as famílias pobres que lutam pela terra é de responsabilidade do governador Romeu Zema, que incita o ódio e a violência no campo com falas inflamadas e irresponsáveis, criminalizando nossas famílias”, afirmou a direção do MST-MG.

Zema também anunciou um novo modelo de policiamento rural que leva em conta o calendário agrícola e tem agentes especializados para a segurança do campo. Em outras ocasiões, Zema disse que o governo de Minas tem tolerância zero com invasores de terra.

Em nota, a PM-MG afirmou que “a segurança da área ocupada pelo MST está a cargo exclusivo do governo federal, por se tratar de ‘faixa de domínio’ do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)”.

Em Pernambuco, a direção do movimento afirma que a ação na usina evita que o terreno seja vendido pela massa falida da empresa. O local já tem dez acampamentos e a intenção é destinar para a reforma agrária toda a área da antiga empresa.

Em abril, o MST intensifica não só invasões, mas bloqueios de rodovias, protestos, mutirões de cadastramento de famílias e outras ações — o que deve se repetir em 2025.

O mês foi escolhido porque, em 17 de abril de 1996, ocorreu o massacre de Eldorado do Carajás, no Pará, quando a Polícia Militar assassinou 19 militantes do movimento e deixou outros 69 feridos durante um protesto — até hoje, apenas dois policiais, de 155 envolvidos, acabaram condenados.

Para 2025, o lema escolhido foi “ocupar para o Brasil alimentar”. Há previsão de ações nos 26 estados e no Distrito Federal, com foco em terras propícias à produção de alimentos.

As manifestações acontecem em meio ao descontentamento do movimento com o terceiro mandato de Lula e com o andamento da reforma agrária.

Segundo o MST, quando o petista assumiu a Presidência, cerca de 65 mil famílias do movimento cadastradas pelo Incra aguardavam em acampamentos para serem assentadas.

“O andamento está muito aquém da demanda acumulada nos últimos dez anos, desde o impeachment da [ex-presidente] Dilma Rousseff, passando pelo governo Temer e pelo período de Bolsonaro”, disse José Damasceno, da direção nacional do MST.

No terceiro ano do mandato, esse passivo cresceu, segundo ele, para cerca de 100 mil. Se considerados outros grupos que atuam na causa, a projeção subiria para 140 mil.

Toritama - Prefeitura que faz

Do g1 Caruaru

A Prefeitura de Pesqueira, Agreste de Pernambuco, divulgou na última sexta-feira (4), que após a operação da Polícia Civil, que afastou o atual Prefeito Marcos Xukuru por 30 dias, a vice-prefeita, Cilene Martins é quem assume a gestão municipal.

Na sexta-feira, a polícia também realizou uma coletiva de imprensa no Recife para passar outros detalhes da investigação que teve início em 2022. A Polícia Civil disse que as provas colhidas ao longo da investigação comprovam a existência de uma organização criminosa voltada a fraudar licitações públicas em troca de vantagens econômicas, praticando os mais diversos crimes, entre eles, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

“Ao longo do período que foi objeto de investigação – 1º de janeiro de 2021 a 30 de setembro de 2022 imperou um cenário de corrupção generalizado, em que 15 procedimentos licitatórios foram fraudados, gerando um dano ao patrimônio público de R$ 15.710.135,20”, disse a polícia.

Por meio de nota a prefeitura de Pesqueira disse que, “apesar da operação policial, destacamos a toda população e aos veículos de imprensa que esse afastamento se deu por ele (prefeito) ter sido secretário no ano dessa investigação. A defesa reafirma que o prefeito não tem envolvimento com os fatos apurados e que as acusações são infundadas e que nos próximos dias, as medidas legais continuarão sendo tomadas para reverter o afastamento”.

Palmares - Pavimentação Zona Rural

Do Estadão Conteúdo

O governo do Rio de Janeiro informou, na noite de ontem, que diversas cidades do estado fluminense estão em risco muito alto (o mais alto da escala de cinco níveis) para ocorrências hidrológicas e geológicas. Diferentes partes do Rio, incluindo a região serrana, metropolitana e litoral, próximo de São Paulo, foram castigadas pelas fortes chuvas que caem desde a última sexta-feira (4).

As chuvas podem perder força ao longo de hoje, mas o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo para algumas partes do Estado. O aviso é válido até o período da manhã. Os temporais poderão ter um volume entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, com ventos que podem chegar a 100 km/h.

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“Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas”, diz o Inmet. O alerta vale para as seguintes regiões: Central Espírito-santense, Sul Espírito-santense, Zona da Mata, Sul Fluminense, Noroeste Fluminense, Vale do Paraíba Paulista, Centro Fluminense, Metropolitana do Rio de Janeiro, Sul/Sudoeste de Minas, Norte Fluminense, Vale do Rio Doce.

Conforme divulgado pelo Governo do Rio de Janeiro:

– Petrópolis e Angra dos Reis estão sob o risco máximo de ocorrências geológicas, conforme apontou a gestão estadual, por volta das 20h40, nas redes sociais, com base em informações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden. “Risco muito alto para deslizamentos”, indicou o governo.

– Com relação a riscos hidrológicos, que incluem transbordamento de rios e alagamentos de vias, mais munícipios estão sob o mesmo alerta máximo. São os casos da capital Angra dos Reis, Mangaratiba, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Queimados, Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

Petrópolis registra mais de 300 mm de chuva

A cidade de Petrópolis registrou mais de 300 mm de chuva ontem, e a prefeitura local decretou situação de emergência por conta dos fortes temporais. A Defesa Civil do municípios atendeu 99 chamados por conta das chuvas, incluindo ocorrências de deslizamentos, quedas de árvores, rolamento de blocos, problemas em vias, queda de postes, e alagamento. Não há vítimas, segundo a administração municipal.

O prefeito Hingo Hammes (PP) disse que será necessário recursos “principalmente do Governo Federal” para o restabelecimento da cidade. O governador Claudio Castro (PL) também esteve na cidade e, em coletiva de imprensa, informou que o processo de limpeza da cidade começará após a passagem da chuva e diminuição dos riscos geológicos. “Pedimos para que a população respeite os avisos da Defesa Civil”, disse o governador.

Conforme boletim meteorológico da cidade, válido até meio-dia deste domingo (6), a previsão do tempo na cidade é de céu nublado a encoberto, com pancadas de chuvas moderada a forte, com a possibilidade de serem “muito fortes” e acompanhadas de raios e rajadas de vento. A temperatura máxima é de 19°C e temperatura mínima de 15°C

Angra dos Reis

A cidade de Angra dos Reis, no litoral sul fluminense, também foi fortemente atingida pelas chuvas, cujo volume ultrapassou os 324 mm, entre sexta e sábado. Até a última atualização da administração municipal, 346 pessoas estavam desalojadas. A prefeitura decretou situação de emergência (o que dá o direito da cidade acessar recursos estaduais e federais de forma mais ágil), e registrou deslizamentos transbordamento de rios e “danos em diversas áreas da cidade”. Caminhões e retroescavadeiras foram utilizados para limpeza e desobstrução de vias e córregos.

Teresópolis

Teresópolis, também na região serrana do Rio, sofreu com os impactos das chuvas. A cidade permanece em estado de alerta e a prefeitura avisa sobre os riscos de deslizamentos, apesar de a previsão apontar diminuição das chuvas nas próximas horas. A administração municipal também orientou para que os lojistas fechassem o comércio mais cedo. Registros postados nas redes sociais mostram enxurradas e vários locais do municípios embaixo d’água.

Capital aciona sirenes

A capital também registrou vários pontos de alagamentos e acumulados de mais de 100 mm em regiões como Alto da Boa Vista (moradores de lá foram alertados para o risco de deslizamentos), Anchieta, Tijuca e no Grajaú.

No início da manhã, a Defesa Civil Municipal acionou dez sirenes do Sistema de Alerta e Alarme nas comunidades da Formiga, Andaraí e Borel, na Grande Tijuca. Às 11 horas, as sirenes voltaram a ser acionadas no Andaraí e no Borel devido ao risco de deslizamentos. A Defesa Civil atendeu chamados para quedas de árvores, alagamentos, deslizamentos e desabamentos, todos sem vítimas.

No Morro do Andaraí, uma escadaria de acesso às casas desmoronou. Em Anchieta, uma casa caiu e fez com que imóveis vizinhos também fossem interditados. Um aviso de ressaca emitido pela Marinha do Brasil está em vigor até a manhã deste domingo. Por conta disso, a ciclovia Tim Maia foi fechada preventivamente e só será reaberta após cessar a ressaca.

Duque de Caxias entra em alerta máximo

A cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, entrou em alerta máximo (nível 5) devido às chuvas que atingem a cidade e o risco de deslizamentos. A prefeitura usou as redes sociais para pedir à população que evite deslocamentos desnecessários. “A previsão indica mais pancadas de moderadas a fortes nas próximas horas. A Defesa Civil segue monitorando a situação e pode emitir novos avisos a qualquer momento”, diz o município.

Do Poder360

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realiza hoje um ato com apoiadores na av. Paulista, em São Paulo. A manifestação está marcada para 14h e vai reunir aliados como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Jr. (PSD-PR) – cotados para disputar o Planalto em 2026, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e congressistas como o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o deputado Nikolas Ferreira (PL) também devem estar.

Ausente no ato de Copacabana, no Rio, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro está confirmada. No entanto, haverá um esquema de segurança especial. Motivo: a mulher de Bolsonaro foi submetida a um procedimento cirúrgico de redução das próteses nas mamas e segue em recuperação. Uma “bolha” ao seu redor servirá para evitar empurrões e abraços de apoiadores.

Adversário de Bolsonaro nas eleições de 2022, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em São Paulo. O petista chegou na noite de sexta-feira (4) e passa o final de semana na capital paulista.

Ontem, ele e Janja visitaram dom Angélico, que celebrou o casamento do presidente com a socióloga em maio de 2022. Amanhã, Lula terá compromissos em Montes Claros (MG) e em Cajamar (SP).

Será o primeiro ato do ex-presidente depois de virar réu com outros sete aliados no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.

A pauta do ato na av. Paulista não mudou: a anistia para os presos e investigados nos atos de 8 de Janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília.

Os Bolsonaros e Nikolas Ferreira têm usado o caso de Débora Rodrigues dos Santos, a mulher que pichou com batom vermelho a estátua “A Justiça”, em frente ao prédio do STF, para defender o perdão. Michelle pediu que as mulheres levem batom ao ato.

• Em que pé está o projeto da anistia – o PL segue pressionando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o requerimento de urgência do texto. Motta resiste. O líder do partido na Casa, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou em 3 de abril que mudou sua estratégia e coletará as assinaturas individualmente para incluir a urgência automaticamente em votação. Ele precisa de 257 deputados –afirmou ter 165.

Assista ao vídeo de Michelle chamando para o ato:

A manifestação deste domingo é organizada e financiada pelo pastor evangélico e aliado de Bolsonaro de longa data, Silas Malafaia. Ele contratou dois trios elétricos, cada um com capacidade aproximada para comportar 100 pessoas. Bolsonaro, Michelle e os principais nomes do PL devem ficar em um deles – que será considerado o principal.

Além de Bolsonaro e Michelle, Tarcísio, Nikolas, Marinho e a deputada Carol de Toni (PL-SC) devem discursar. Os trios ficarão estacionados no cruzamento da av. Paulista com a rua Peixoto Gomide, próximo ao Masp. Malafaia também contratou câmeras e drones para transmitir o ato e fazer imagens aéreas.

Expectativa de público

Aliados de Bolsonaro falaram em levar 500 mil pessoas à av. Paulista. Trata-se de uma expectativa otimista. No Rio, foram cerca de 26.000 apoiadores. O Poder360 apurou que as provocações do deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) impulsionaram a mobilização.

O deputado comandou uma manifestação da esquerda em 30 de março, uma semana atrás. Cerca de 5.500 pessoas participaram. Em nota, o deputado declarou ter visto 25.000 manifestantes, sem explicar qual foi a metodologia usada na contagem.

Relembre outros atos de Bolsonaro

A manifestação deste domingo (6) é a quinta que Bolsonaro participa e convoca desde que deixou a Presidência da República. A última foi realizada em 16 de março de 2025, em Copacabana no Rio. Relembre abaixo os atos de Bolsonaro desde 2023:

16 de março de 2025 – reuniu 26.000 em Copacabana, no Rio;

7 de setembro de 2024 – reuniu 58.000 na av. Paulista, em SP;

25 de fevereiro de 2024 – reuniu de 300 mil a 350 mil na av. Paulista, em SP;

21 de abril de 2024 – reuniu de 40.000 a 45.000 em Copacabana, no Rio.

Da Reuters

O Papa Francisco fez sua primeira aparição pública desde que teve alta hospitalar, há duas semanas, ao cumprimentar uma multidão de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, hoje, em uma ação não anunciada previamente.

À frente do altar principal, Francisco acenou aos presentes, admirados com a saudação surpresa do líder católico. “Um feliz domingo para todos”, disse, enquanto recebia oxigênio por meio de um pequeno tubo sob o nariz. “Muito obrigado.”

Diante de milhares de câmeras e celulares, o pontífice de 88 anos abençoou os fiéis e cumprimentou, um a um, pessoas posicionadas atrás do altar. Sua voz estava frágil, mas mais alta do que quando saiu do hospital Gemelli, em Roma, no final de março.

Desde o último dia 23, quando fez uma breve aparição antes de deixar o centro de saúde, o papa estava fora da vista pública após passar mais de cinco semanas tratando uma pneumonia nos dois pulmões — a crise de saúde mais grave de seus 12 anos de papado.

Embora o Vaticano tenha informado melhorias nos últimos dias, Francisco deve seguir um período de convalescença de dois meses sem atividade pública e sem contato com os fiéis, para limitar o risco de recaída. Durante sua hospitalização, os médicos informaram que a vida do papa correu perigo em duas ocasiões.