FAB já tem plano para repatriar brasileiros em Israel

A Força Aérea Brasileira (FAB) já tem pronto um plano para resgatar brasileiros que estão em Israel, país que vem sofrendo ataques do grupo extremista islâmico Hamas desde o sábado (7).

O planejamento, segundo apurou a coluna, prevê usar quatro aviões no resgate: dois KC-30, maior aeronave operada pela FAB, com capacidade para até 238 passageiros, e outros dois VC-2. As informações são da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

A decisão foi tomada na noite de sábado (7) durante reunião do comandante da Aeronáutica, brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

Múcio e Damasceno estavam a caminho da Suécia onde tratariam sobre a venda de aeronaves, quando decidiram retornar ao Brasil, ao perceberem a gravidade da situação em Israel.

Da Base Aérea, foram direto pra reunião com outros integrantes da FAB, para discutir o plano de resgate. Segundo o Itamaraty, cerca de 14 mil brasileiros vivem em Israel e outros 6 mil, na Palestina.

Plano será apresentado ao Itamaraty

O plano para repatriação dos brasileiros em Israel será apresentado pelo ministro da Defesa ao Ministério das Relações Exteriores durante reunião na manhã deste domingo (8), no Itamaraty.

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Desde o carnaval, quando o prefeito do Recife, João Campos (PSB), deu uma turbinada de 1 milhão de seguidores em seu Instagram, só tenho ouvido um prognóstico: será governador, depois da sua reeleição, nas eleições de 2026. 

Sou insuspeito para fazer esse comentário: o PSB tem 12 processos no meu lombo, o prefeito não fala comigo nem tampouco sua família. Ao contrário, tenho sofrido hostilidades desde o primeiro processo movido contra mim pelo ex-prefeito Geraldo Júlio.

Mas resolvi fazer essa postagem simplesmente porque em Brasília um motorista de Uber, do Mato Grosso, me disse que segue o prefeito do Recife e que é seu admirador. Jornalistas em Brasília vieram me dizer também que gostam do prefeito, especialmente repórteres jovens, da faixa etária de João. 

Há pouco, já no Recife, fui abordado por várias pessoas no shopping Riomar me perguntando se João será governador. Uma jovem de uma loja me reconheceu e disse: “Gosto muito do João. Você acha que ele será governador?”

Não tenho bola de cristal, mas que há uma onda pró João, faltando três anos para a sucessão de Raquel, disso não tenho a menor dúvida.

Por Angelo Castelo Branco*

Uma década depois das premonições do padre dominicano francês Joseph Lebret vislumbrando as alternativas de desenvolvimento mais adequadas às vocações do litoral Sul de Pernambuco, os ambientes acadêmicos e políticos despertaram para discussão e busca de uma nova visão econômica que pudesse alavancar a industrialização no estado.

Lebret foi convidado para visitar Pernambuco no ano de 1954 e realizou seminários e debates que ensejaram autocríticas sobre a inevitável obsolescência do velho porto do Bairro do Recife. Tornar-se-ia inadequado em face da evolução tecnológica confirmada rapidamente pela indústria naval e oferecia risco de congestionamento aos corredores de tráfego nas ilhas do Recife e de Santo Antônio.

Sob as inspirações das doutrinas econômicas defendidas por Lebret, Suape entrou na agenda estratégica do estado e passou a ser visto como trecho geograficamente viável a um sistema portuário moderno. A percepção sobre a importância de Suape seria tecnicamente confirmada nas duas décadas seguintes pelos estudos do seu contorno litorâneo, profundidade adequada e região singularmente harmônica com a formação de núcleos populacionais menos vulneráveis aos riscos de saturação e congestionamentos.

A equação formatada nos seminários com o dominicano que marcou presença na elaboração de políticas urbanas em São Paulo, contribui no sentido de uma sonhada qualidade de vida coletiva e logo se incorporou às preocupações locais. Lebret era um estudioso de questões sociais e defensor da corrente de pensamento denominada “Economia e Humanismo”. Sua vinda a Pernambuco foi fruto de iniciativa de um grupo no qual se destacava a figura do engenheiro e professor Antônio Baltar que chegou ao Senado e foi exilado no Chile depois do episódio de 1964.

Clique aqui e confira a publicação completa no perfil do Facebook de Angelo.

*Jornalista, membro da Academia Pernambucana de Letras e sócio do Instituto Arqueológico Histórico Geográfico Pernambucano

Jaboatão dos Guararapes - Dengue 2024

A denúncia da cantora evangélica Aymeé, sobre a exploração sexual e tráfico de crianças na Ilha do Marajó, no Estado do Pará, tomou grande repercussão e reacendeu a luz de alerta das autoridades políticas do Brasil.

Após sua apresentação no Dom Reality (show de talentos que busca revelar novos talentos da música gospel), nesta semana, Aymeé disse ao público e jurados as seguintes informações: “O Marajó é uma ilha há alguns minutos de Belém; e as crianças de lá tem muito tráfico de órgãos, lá é normal. Lá tem pedofilia em nível hard; crianças com cinco anos, quando elas veem um barco vindo de fora com turistas (o Marajó é muito turístico e as famílias de lá são muito carentes), as criancinhas [de 6 e 7 anos] saem numa canoa e se prostituem dentro do barco por 5 reais”.

Sem perder tempo, o deputado federal Messias Donato (Republicanos), o deputado federal Coronel Meira (PL) e outros deputados, entraram com requerimento junto à Câmara Federal, solicitando a convocação do Ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, para prestar esclarecimentos sobre o tema. 

“Diante das novas e alarmantes denúncias de exploração sexual e tráfico de crianças na Ilha do Marajó, feitas pela cantora, entendemos se tratar de caso de extrema urgência. Vale lembrar que a Senadora Damares Alves, em 2022, à época Ministra do Governo Bolsonaro, já havia alertado sobre tal situação e vinha combatendo essas ações, mas, foi ridicularizada nas redes sociais por militantes de esquerda e apoiadores de Lula.”, lembrou Meira. “Como representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Ministro Silvio Almeida e o Governo Lula têm o dever de combater essas sérias violações.”, completou.

Em 2020, o Governo Bolsonaro havia lançado o programa Abrace o Marajó que tinha, entre seus pilares, o acesso aos direitos humanos da população que vive no Arquipélago do Marajó e o combate à exploração sexual e violência contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos, mas, o Governo Lula, revogou o ‘programa’ e posteriormente criou o ‘Cidadania Marajó’, com os mesmos propósitos.

“Como presidente da Frente Parlamentar de Combate à Sexualização Precoce de Crianças e Adolescentes, junto aos demais deputados signatários deste requerimento, considero de suma importância a convocação do ministro Silvio Almeida, devido à urgente necessidade de enfrentar e erradicar a exploração sexual e o tráfico de crianças na Ilha do Marajó. Precisamos garantir uma resposta eficaz, proteger os direitos das vítimas e responsabilizar os perpetradores desses crimes hediondos e abomináveis”, afirmou Messias Donato.

“A convocação do ministro Silvio Almeida é crucial para garantir transparência e prestação de contas. Explicando quais medidas estão sendo tomadas para lidar com a situação na Ilha do Marajó. A gravidade desses crimes exige uma ação imediata por parte do Governo Federal “, concluiu Meira.

Petrolina - Bora cuidar mais

Sites especializados e institutos de meteorologia mostram que há chances de chuva em São Paulo durante o ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para amanhã. A manifestação está marcada para começar às 15h, na avenida Paulista. O assessor Fábio Wajngarten diz esperar até 700 mil pessoas.

A previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) é de “muitas nuvens”, com trovoadas isoladas na parte da tarde e da noite na região metropolitana de São Paulo. A temperatura ficará entre 28 ºC e 22 ºC. As informações são do Poder360.

Segundo o site Climatempo, a probabilidade de chuva na capital paulista é de 90%. As pancadas estão previstas para começar a partir das 12h e podem ser recorrentes até as 22h. O site indica que a chuva deve ser de 10 mm (milímetros), o que é considerada moderada.

Como será o ato

O ato do ex-presidente deve ter divisão de autoridades, poucos discursos e 2 trios elétricos. O evento foi organizado e integralmente pago por Silas Malafaia. São esperadas a presença de ao menos 4 governadores na manifestação. São eles:

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP);
  • Romeu Zema (Novo-MG);
  • Ronaldo Caiado (União Brasil-GO);
  • Jorginho Mello (PL-SC).

O ato também deve contar com a presença de ao menos 11 senadores e 92 deputados federais. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também deve participar do evento.

Ipojuca - App 153

O presidente do Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico e Antropológico de Paulista (IHGAAP), Ricardo Andrade, denuncia que o patrimônio cultural de Paulista encontra-se abandonado. Segundo ele, sem a retomada do Conselho de Preservação do Patrimônio pela atual gestão municipal, não existe plano e, consequentemente, recursos para a manutenção do patrimônio cultural do município.

“O Forte de Pau Amarelo, único bem tombado pelo IPHAN na cidade, encontra-se sem reforma, nem empresa contratada para tal, com goteiras no telhado, com bar no entorno e um campo de futebol na frente”, aponta Ricardo.

Entre os pontos culturais de Paulista que, segundo Ricardo Andrade, estão abandonados pelo poder público estão as ruínas da Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres, o Alto do Sumaré, o cine teatro Paulo Freire e as antigas Vilas Operárias. 

Citi Hoteis

Do blog Capital Digital

O contrato 5/2018, no valor de R$ 22,4 milhões, assinado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com a BR Mais Comunicação Ltda, encerrado no último dia 19, acabou chamando a atenção da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou um prejuízo de R$ 18 milhões aos cofres públicos por conta de repasses de recursos entre ministérios (Termo de Execução Descentralizada) para prestação de serviços de monitoramento de redes sociais. “A celebração de TED nessas circunstâncias careceu de amparo legal devido à falta de alinhamento da finalidade desses instrumentos às competências institucionais do MCTI”, informou a CGU.

Esse contrato vem sendo renovado desde o Governo Temer e foi muito utilizado no Governo Bolsonaro para ações de marketing político do ex-ministro e hoje senador, Marcos Pontes (PL-SP). Pontes usava quase que diariamente os serviços da BR Mais e acabou ganhando forte popularidade nas redes sociais. Até um estúdio para realização de lives o ex-ministro astronauta tinha no subsolo do MCTI.

Também serviu para atender aos interesses midiáticos da ministra Luciana Santos (PCdoB/PE) no primeiro ano do Governo Lula 3. No dia 17 de fevereiro do ano passado, o blog Capital Digital informou que a ministra do MCTI renovou o contrato 5/2018 da BR Mais Comunicação, com prazo de vigência de um ano, para ser encerrado no último dia 19 de fevereiro. Porém, a mudança nos valores do contrato foram gritantes. O valor inicial – no primeiro ano dos serviços que prestaria ao Governo Temer, e pelo período de quatro anos seguintes, a BR Mais receberia R$ 18 milhões. Entretanto, no Governo Lula 3 a ministra Luciana Santos (MCTI) decidiu renová-lo por mais um ano ao custo de R$ 22.454.937,70.

A empresa foi quarteirizada para outros ministérios, entre eles, a Secretaria de Comunicação Social (SECOM), para também fazer monitoramento de redes sociais. A denúncia partiu do jornalista  Pedro Nakamura, do site “Nucleo“. Isso acabou chamando a atenção da Controladoria-Geral da União, que após concluir auditoria no final do ano passado, verificou que oito órgãos federais se valeram desse contrato da empresa com o MCTI, para também obterem serviços de monitoramento de redes sociais sem a necessidade de realizar novas licitações. E que isso provocou um sobrepreço na quarteirização desses serviços. A SECOM-PR, uma das beneficiadas com o contrato, agora disse ao Núcleo – após a decisão da CGU e o vencimento do contrato da BR Mais no MCTI – que pretende realizar um novo certame em março para escolha de uma nova empresa.

Ninguém foi punido ou teve de devolver dinheiro aos cofres públicos por conta desse prejuízo apontado pela CGU. E, pelo andar da carruagem, dificilmente será.

Cabo de Santo Agostinho - Refis 2023

Por Pedro Melchior*

Apesar de já terem se passado mais de três anos das eleições de 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) continua a punir partidos que tentaram burlar a cota de gênero nas últimas eleições municipais. A mais recente decisão que afetou os eleitos do Partido Republicanos da cidade paraibana de Boa Ventura demonstra que o TSE está atento à questão das candidaturas femininas.

Por unanimidade, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceram a fraude à cota de gênero praticada pelo Partido Republicanos nas eleições de 2020, em Boa Ventura (PB). O julgamento, que ocorreu na sessão plenária da quinta-feira (22), segue parecer do Ministério Público Eleitoral. Com a decisão, todos os votos recebidos pelo Republicanos para o cargo de vereador no município de Boa Ventura em 2020 foram anulados e os candidatos eleitos foram cassados.

No caso específico, o TSE negou os recursos apresentados contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE/PB), que já havia condenado o partido pelo lançamento de duas candidatas laranjas ao cargo de vereador. A Corte cassou o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) e anulou os diplomas e registros vinculados à legenda. As duas candidatas envolvidas na fraude foram declaradas inelegíveis por oito anos.

No parecer, o MP Eleitoral defendeu a manutenção da decisão tomada pelo TRE/PB. Para o órgão, estão presentes todos os elementos que comprovam a fraude à cota de gênero, como votação não expressiva das candidatas – uma teve apenas um voto e a outra seis -, ausência de atos de campanha e de material de propaganda eleitoral.

Portanto, os pretensos candidatos a vereador e vereadora nas eleições de 2024 devem ficar atentos a essa exigência da cota de gênero que está sendo cada vez mais cobrada pelos tribunais eleitorais em todas as instâncias.

Como determina a legislação eleitoral em voga, cada partido ou federação, já que as coligações foram extintas, deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada gênero nas eleições para vereador. A tentativa de burlar a regra, lançando candidaturas femininas fictícias, com certeza irá ser alvo de ações do MP eleitoral em qualquer parte do País.

Ao fraudarem a cota, os partidos prejudicam um dos principais objetivos da ação afirmativa, que é o aumento da representatividade feminina na política. No dia em que comemoramos a conquista do voto feminino, esse alerta segue cada vez mais atual. O Ministério Público defende que, quando comprovada a irregularidade, todos os candidatos eleitos pelo partido sejam cassados, visto que se beneficiaram da fraude.

*Advogado especialista em direito público – administrativo, eleitoral e tributário

Caruaru - Geracao de emprego

Durante o evento de apoio do Partido Republicanos à pré-candidatura a prefeito de Petrolina de Simão Durando (União Brasil), na noite de ontem, o ex-prefeito da cidade, Miguel Coelho, o deputado federal, Fernando Filho, e o deputado estadual licenciado, Antônio Coelho, comemoraram a adesão da legenda. O encontro, realizado no Hotel Grande Rio, atraiu um grande número de pessoas e contou com a presença de importantes representantes do partido, como o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o presidente estadual do Republicanos, Samuel Andrade, além dos deputados federais Augusto Coutinho e Ossesio Silva, e os vereadores Alex de Jesus, Rodrigo Araújo e Marquinhos Amorim.

Em sua fala, Antônio Coelho destaca a força política de Petrolina. “Quero falar da alegria de poder ter o ministro Sílvio Costa Filho em nossa cidade para que ele possa fazer parte desse novo capítulo tão decisivo ao trabalho que nós iniciamos na eleição de 2016. Com esse projeto de desenvolvimento, onde foram pavimentadas novas avenidas do progresso, fortalecendo a educação, a saúde, nós conseguimos reconquistar o orgulho do petrolinense. E tudo isso foi através da nossa força política”, destacou.

“Nós temos tanta assertividade e disposição para lutar por nossa cidade, mas também a sabedoria e humildade de nos juntarmos e chegar mais perto dos melhores quadros políticos daqui de Pernambuco e do Brasil. Hoje é um marco na história de Petrolina e o apoio do ministro será decisivo para que a cidade possa continuar no ciclo do desenvolvimento e da prosperidade”, complementou.

Fernando Filho destacou que o prefeito Simão vai continuar recebendo mais apoio e a cidade vai continuar crescendo. “Eu tenho certeza que o Republicanos deu o pontapé inicial e nós teremos a oportunidade de, até a convenção partidária, celebrar e colher os frutos dos apoios de muitas pessoas que querem continuar ajudando para que Petrolina siga nesta mesma pegada. A cidade se transformou na terceira maior do estado, na que mais gera emprego no interior do Nordeste, na que tem os melhores indicadores na saúde e educação, e é isso que queremos que Petrolina continue sendo”, pontuou.

Miguel Coelho demonstrou felicidade ao concretizar o apoio do Republicanos a Simão. “Quero destacar esse gesto que o ministro Sílvio Costa Filho está fazendo junto com todo o partido Republicanos, na esfera Nacional, Estadual e aqui em Petrolina. É um elo importante entre nós e o Governo Federal, por isso estou muito feliz com esse apoio. Tenho certeza de que esta eleição de 2024 será uma eleição bonita onde apresentaremos Simão, com o coração largo, pai de família, mas apaixonado por nossa cidade e pelo nosso povo. Enquanto a oposição bate cabeça sem saber quem tem coragem para enfrentar o nosso grupo, Simão não se importa com fofocas, ele traz ministros de estado, deputados federais e estaduais para poder captar recursos de Brasília e Recife e continuar fazendo os investimentos necessários”, frisou.

Belo Jardim - Patrulha noturna

Gabriel Garcia*

O ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill passou noites em claro, iluminado pelos torpedeiros da Luftwaffe, a força aérea nazista, em busca de discursos que pudessem unificar o Reino Unido no combate ao ditador Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Com Londres em chamas, escolhia minuciosamente cada palavra, por vezes recorrendo ao dicionário, para convencer os aliados – e os adversários – da importância de derrotar o sádico que exterminou mais de 6 milhões de judeus.

Dono de uma oratória inigualável, o Velho Buldogue tinha convicção, entre uma baforada no charuto e uma dose de uísque, vícios que os acompanhavam religiosamente, que precisaria das letrinhas para fazer frente à estrondosa campanha publicitária de Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda da Alemanha – que balançou até parte do Parlamento britânico.

No Brasil, guardadas as devidas proporções, os bons exemplos não costumam ser levados em consideração. Temos visto em duas décadas a comunicação como arma de desconstrução e desinformação, destinada à exaltação do governante do momento. Esquece-se do princípio da impessoalidade previsto na Constituição Federal.

Nesse período, dois líderes carismáticos e populares arrastaram multidões por onde passaram, monopolizando as cores vermelha, verde e amarela. Uma luta constante do bem contra o mal, da esquerda contra a direita. De alguma forma, o brasileiro se acostumou a ter um corrupto de estimação, desprezando o conselho do ex-presidente Juscelino Kubitscheck: “Quero apenas ressaltar que recusamos a opção entre direita e esquerda. A humanidade não marcha para os lados, marcha para frente.”

Em uma dessas marchas laterais, o ex-presidente Jair Bolsonaro experimentou uma máquina poderosa de informação (ou desinformação, segundo seus críticos), que lhe rendeu vitória em 2018, com um discurso de defesa da família e da liberdade. Rodado nas urnas, tendo sido deputado federal por quase 30 anos, faturou na sua primeira eleição à Presidência. E inovou ao transformar as redes sociais no principal instrumento de diálogo com seu eleitorado.

Ainda sob efeito épico da única vitória ao Palácio do Planalto, Bolsonaro conduziu de forma errática a pandemia, debochou das 700 mil vítimas fatais, inoculou nos brasileiros o vírus do ódio, dividindo o país entre apoiadores e detratores, e se enrolou na rachadinha – repasse ilegal de parte dos salários de assessores para o parlamentar – envolvendo sua família. Faltou-lhe fôlego para abater o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, que inaugurou em janeiro seu terceiro mandato presidencial.

Com parte da população incomodada com a guinada à direita, Lula ressurgiu após um período na prisão, condenação imposta no âmbito da Operação Lava Jato e revogada em seguida pelo Supremo Tribunal Federal, e venceu com a promessa de reunificar o país. 

Ex-sindicalista, o filho de Garanhuns, cidade do interior de Pernambuco, conquistou adeptos com a forma simples de se comunicar com o eleitorado. Na primeira passagem pelo Planalto, recebeu a alcunha de pai dos pobres com o Bolsa Família, considerado o maior programa de transferência de renda do Brasil. 

Lula quebrou recordes de popularidade, o que o levou a encerrar seu segundo mandato, em 2010, com aprovação de 87%. Porém, no governo, colecionou escândalos que levaram à descrença com a política petista: o mensalão, pagamento de propina a deputados da base aliada; os Aloprados, compra de dossiês contra adversários; e a Lava Jato, que desviou bilhões da Petrobras. 

Agora, Lula estreia o segundo ano do terceiro mandato comparando o Holocausto, que tinha como claro objetivo dizimar os judeus da Europa e do mundo, com o massacre patrocinado por Israel na Faixa de Gaza contra os palestinos. Insiste na manutenção da divisão do Brasil. Embora ainda tenha quase três anos pela frente de governo, não parece disposto a cumprir a promessa de reunificar o Brasil. Churchill deu a senha: “A vida dá lições que só se dão uma vez”. Bolsonaro desperdiçou. Resta saber se Lula tirará algum ensinamento que não seja meramente eleitoreiro.

*Jornalista e articulista deste blog

Vitória Reconstrução da Praça

*Por William Tavares

A Folha de Pernambuco faz jornalismo. Um substantivo que de tão forte nem precisa de adjetivos. Símbolo de informação com credibilidade, reinventando-se ao longo dos anos, adaptando-se às novidades e evoluindo junto à sociedade, o jornal passará, a partir deste fim de semana, por mais um processo em busca do aperfeiçoamento na relação com o leitor.

A Folha vai mudar. No papel e nas mídias digitais. Mais páginas para ampliar o espaço diário das notícias. Uma nova identidade visual para acompanhar a modernidade e aprimorar a exposição dos fatos. Maior fluidez aos que optam pela leitura digital. O veículo que faz parte da vida dos pernambucanos vai mudar, mas mantendo a essência do trabalho que começou desde o dia 3 de abril de 1998. Que faz jus à força do Nordeste. Que faz o povo ter vez e voz. Que, há mais de 25 anos, faz o que, na essência, já é em si: jornalismo.

“Neste ano de 2024, nós subimos mais um patamar, sempre ancorados no jornalismo de qualidade, de credibilidade, dando visibilidade ao contraditório. A Folha reafirma a sua presença em todas as suas plataformas e traz uma edição diária ampliada que simboliza a força do jornalismo, que está em constante transformação. A edição agora com 24 páginas permite uma diversidade maior dos assuntos segmentados com uma interface visual alinhada tanto à leitura no papel quanto ao consumo em formato nos dispositivos digitais, principalmente o mobile, que é indissociável do nosso cotidiano”, afirma o presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro.

Qualidade é marca permanente

O diretor executivo da Folha, Paulo Pugliesi, ressalta a qualidade e o propósito de inovação constante. “Essa inquietação dos que fazem a Folha é constante no sentido de acompanhar as tendências e promover modificações, facilitando a leitura e possibilitando uma interação maior. Também queremos dar uma identidade visual não somente no impresso como também no digital. A qualidade da informação e a credibilidade são chanceladas pela equipe da Folha. Isso não muda. O que muda é a forma de apresentar, deixando o jornal ainda mais agradável. O importante é que a essência da Folha, a veracidade da informação e a prestação de serviço seguirão inalteradas”, declara.

Modernidade e tradição

O diretor operacional do jornal, José Américo Lopes Góis, cita a preocupação em valorizar também os leitores do formato impresso do jornal. “O novo projeto gráfico aproxima o público do jornal por algumas razões. As edições diárias saem de 16 para 24 páginas, com mais conteúdo e informações em reconhecimento a esse público leitor e fidelíssimo. As editorias e colunas ficaram com designs mais arrojados e com fontes mais expressivas nas suas chamadas. Os espaços comerciais foram contemplados, em respeito aos nossos anunciantes públicos e privados. Apesar do avanço da tecnologia, há um grande público leitor das edições impressas, que dá caráter documental a tudo que nelas se publicam. E isso tem valor incontestável no mundo da modernidade”, registra.

Para a diretora administrativa do jornal, Mariana Costa, o novo projeto gráfico promete agradar esteticamente, como também trazer uma maior sintonia entre os assuntos. “A Folha de Pernambuco busca essa constante renovação. A remodelação da diagramação do jornal vem com um olhar para a edição online. Queremos trazer uma leitura mais dinâmica e limpa, entendendo que essa conexão do digital com o impresso precisa estar cada vez mais presente. Boa parte da nossa leitura vem dos smartphones e, para esse público, vamos trazer algo mais moderno. O produto ficou extremamente agradável. Esperamos que nossos leitores gostem, criando uma maior conexão com o conteúdo da Folha de Pernambuco”, pontua.

Mais conteúdo segmentado

Mais páginas, mais conteúdo. Além das tradicionais editorias, o jornal também dará maior visibilidade ao conteúdo dos blogs do portal da Folha já conhecidos pelos internautas. “Cada audiência consome o conteúdo de uma forma e nós queremos atender a todos, prezando pela credibilidade, pelo contraditório, pela apuração e checagem dos fatos. Estamos mudando o projeto gráfico, mas a essência jornalística se mantém. Essa adaptação é para se ter uma leitura que ‘converse’ ainda mais com o ‘mobile’. A versão online terá uma curadoria diferenciada. Traremos conteúdos do digital adaptados para o jornal. Alguns blogs, conteúdos de nicho que possuem uma força muito grande, como ‘Tecnologia e Games’, ‘Folha Pet’ e ‘FMotors’, entre outros, estarão no ‘flip’, mas de outra forma, com uma abordagem visual diferenciada, gerando uma experiência diferente”, destaca Leusa Santos, editora-chefe do jornal.

Soluções visuais para mobile

O editor de arte do jornal, João Lin, detalha quais mudanças o leitor poderá perceber nas novas páginas da Folha. “Motivados pelo desejo de otimizar a leitura multiplataforma do jornal nos ambientes digitais como redes sociais, plataforma web, aplicativos e garantindo ao mesmo tempo a fluidez da leitura do jornal impresso, nós buscamos soluções gráficas visuais que dessem maior conforto a leitura e apresentassem um conteúdo visual rico em informação e esteticamente harmonioso”, explica.

Segundo ele, o desenvolvimento do projeto inclui: mudanças nas dimensões dos títulos e textos, melhorando a leitura; páginas mais leves com espaços maiores entre os textos; fotos maiores, entre outros aspectos. As modificações, de acordo com ele, estão sintonizadas com a experiência do usuário no consumo da informação.

*Jornalista da Folha de Pernambuco

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, confirmou há pouco que irá participar do ato convocado para amanhã, em São Paulo, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Segundo o colunista Lauro Jardim, do O GLOBO, Zema não deve discursar. O governador mineiro se junta ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que inicialmente estava elencado para falar durante o ato, mas tem dito a interlocutores que irá apenas “solidarizar-se” com o ex-presidente Bolsonaro.

Márcio de Freitas*

A declaração do presidente Lula sobre Israel, evocando comparação desigual entre holocausto e o massacre conduzido hoje na Faixa de Gaza pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, tem poder de dano duplo: nas relações internacionais, como já ficou demonstrado, e nas disputas eleitorais deste ano, como pode ainda acontecer. 

Nas relações diplomáticas, os punhos e rendas tradicionais podem também ser usados como ataduras para cobrir feridas e estancar sangramentos. Na disputa política eleitoral, o sangue pode não estancar tão facilmente. A lógica de eleições, pelo contrário, pode gerar mais feridas abertas e hemorragias internas nos contendores.

Lula não conseguiu apoio de grandes nações para sua avaliação comparativa ao holocausto – de resto um erro histórico e conceitual. Mesmo compreendendo que haja a intenção explícita de denunciar um crime contra a humanidade dentro de uma guerra de extermínio onde há 25 palestinos mortos para cada judeu. As 1,3 mil vítimas de Israel pereceram em sua maioria no atentado terrorista do Hamas – o deflagrador do conflito ao atacar civis, crianças e mulheres. 

A fala de Lula o distancia ainda mais de um público nacional que passou a estar ligado por laços espirituais aos judeus, os evangélicos. Notadamente os pentecostais. É sempre bom lembrar que há mais templos religiosos no país do que hospitais e escolas.

O impacto sísmico da declaração foi notado principalmente na cidade de São Paulo, onde o chão tremeu sob os pés de Guilherme Boulos (PSol), candidato de oposição ao prefeito Ricardo Nunes (MDB). Habilidoso com palavras e criativo nas respostas, Boulos não encontrou a fórmula de como negar o presidente ou endossar a afirmação. Tentou uma saída tucana, mas não teve asas para voar.

A equação usada por Boulos não conciliou suas crenças pró-palestinas sem ferir o influente eleitorado paulistano de origem hebraica. E, por correlação, os numerosos evangélicos que vivem às margens do encoberto Riacho do Ipiranga. Estima-se que esse eleitorado flutue acima de 30% da população total brasileira, com característica de grande unidade de ação e pensamento – o que torna um público que pode ter ação social impactante numa disputa eleitoral acirrada como aparenta ser a da capital São Paulo.

Os evangélicos votaram majoritariamente em Jair Bolsonaro em 2018 e 2022. O Palácio do Planalto traça estratégias para se aproximar desse público. Mas a declaração do presidente é mais uma pedra no caminho para mostrar a esses crentes que Lula e eles nutrem a mesma fé. Eles podem manifestar, já neste ano, um voto de desconfiança nos candidatos do PT, ou apoiados pelo governo federal. E dificultar os planos do governo de eleger um aliado na principal cidade do país.

*Sócio-diretor e analista político da FSB Comunicação