FMO janeiro 2020

07/07


2020

Helena Chagas reforça equipe de analistas do blog

Depois de Hugo Studart, que fez sua estreia no último fim de semana, mais uma pena que brilha na cena do jornalismo político do País, Helena Chagas, minha ex-chefe no jornal O Globo, sucursal de Brasília, reforça o time de articulistas deste blog. No seu texto de largada, Helena analisa o comportamento do ex-ministro Sérgio Moro e conclui que está mais atrapalhando do que colaborando, hoje, para o sucesso duradouro da Lava Jato, porque age muito mais como candidato e pensa muito menos como ex-juiz.

Helena Chagas é jornalista profissional, formada pela Universidade de Brasília. Trabalhou em diversos veículos, entre eles o Jornal de Brasília, O Globo, onde foi colunista política, chefe de redação e diretora da Sucursal de Brasília, no jornal Estado de São Paulo e no SBT. Escreve para a internet desde seus primórdios no Brasil e já teve blogs no IG, no site Comunique-se e no Globo online.

No setor público, trabalhou no Senado Federal, onde ingressou por concurso, foi Diretora de Jornalismo da EBC/TVBrasil em seus dois primeiros anos de existência e foi ministra chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República entre janeiro de 2011 e janeiro de 2014, na gestão Dilma Rousseff. Trabalha hoje como consultora de comunicação e faz análise política no site Os Divergentes e no grupo Jornalistas pela Democracia no Brasil 247. Abaixo seu primeiro artigo.

Moro enterra a Lava Jato

Por Helena Chagas

O ex-ministro e ex-juiz Sérgio Moro entrou de cabeça neste fim de semana, em seguidas entrevistas, na defesa do que resta da Lava Jato. A PGR começou a questionar procedimentos de Curitiba durante a operação, que vão da inclusão de nomes "camuflados" de políticos em denúncias a suspeitas de uma colaboração informal e não autorizada com o FBI, passando por supostas tentativas de investigar autoridades do STF sigilosamente.

 Moro sabe que, se a Lava Jato for desmoralizada em função de seus métodos, perderá seu principal legado. O que o ex-ministro parece não saber é que, quanto mais entra nesse debate, mais político e menos juiz vai se tornando - o que pode ser muito ruim para ele e para a Lava Jato.

Por mais paradoxal que pareça, se Moro quisesse defender a Lava Jato, deveria, ao contrário, tentar despolitizá-la. Do contrário, ficará tudo resumido a uma briga de facções políticas - como, aliás, já está acontecendo.

O ex-juiz pisou numa casca de banana neste domingo, na Globonews, quando se referiu à audiência de interrogatório do ex-presidente Lula como um "ringue com Lula". É inadmissível, pelos padrões jurídicos, considerar normal que um juiz se refira a um procedimento que executou junto a um réu como a um "ringue".  Mesmo que o juiz não seja mais juiz, e seja agora um pré-candidato à presidência da República que quer polarizar com aquele que condenou.

Só que as coisas não são tão simples. Moro só chegou onde chegou em função de seu trabalho como juiz da Lava Jato. Quando ele mesmo politiza suas ações naquela época abre um enorme flanco aos questionamentos judiciais à sua imparcialidade. Quando o STF retomar o julgamento de um recurso apresentado pela defesa de Lula alegando parcialidade na condenação do ex-presidente, não terá mais, do outro lado da ação, um juiz. E nem um ministro de Estado. Terá um candidato a candidato a presidente - e será muito difícil passar a ideia de que a Suprema Corte do país acredita em sua parcialidade, ainda que passada.

É assim que pensa boa parte dos políticos de Brasília, que se assustaram na semana passada com aquele que pode ser o suspiro final da Lava Jato contra o establishment, a operação contra o ex-governador e senador José Serra. Foi, na interpretação geral, uma maneira de a Lava Jato tentar mostrar que não morreu, e muita gente voltou a ficar sem dormir na capital, com medo de a campainha tocar de madrugada. Por isso, a estratégia desses políticos é botar lenha na fogueira da politização, que pode beneficiar muita gente mais além de Lula.

Assim devem ser lidas as palavras simpáticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a respeito de Moro, na mesma Globonews. Além de elogiar sua atuação no Ministério da Justiça, Maia jogou uma pitada de politização no confronto entre PGR e Lava jato e, sobretudo, salgou Moro, considerando-o um candidato "fortíssimo" em 2022, "com muitas chances de chegar ao segundo turno". Na hora em que seu personagem maior vira um "candidato fortíssimo" a presidente, a Lava Jato acabou de vez.

*Jornalista


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Prefeitura de Serra Talhada

07/07


2020

Jeca Tatu, o presente do pão duro da botija

Na crônica de ontem sobre a botija de Josué Martins, irmão do meu avô Severo Martins, nunca encontrada, mesmo a casinha ainda estando preservada em Afogados da Ingazeira até hoje, depois de vasculhada por centenas de vezes, pintei seu perfil como homem preso aos seus bens, econômico nas palavras e na hora de meter a mão no bolso também, famoso pão duro.

O coronel Josué, que comprou essa patente por extrema vaidade, ganhou rios de dinheiro com o monopólio da primeira e única farmácia entre os anos 20 e 50 no Sertão do Pajeú. Reinou absoluto. Como Afogados da Ingazeira não tinha banco, o que corria solto nas conversas dos seus conterrâneos era que o lucro da venda de remédios ele enterrava numa botija para não correr risco de ser roubado.

Mas o motivo de voltar a escrever sobre essa figura singular do tronco dos Martins da paraibana Monteiro se justifica apenas pela sua sovinice. Como era um homem rico para os padrões de uma Afogados paupérrima, suas sobrinhas, entre elas minha mãe Margarida, já na eternidade, e tia Lila, esta com 80 anos, morando em Vitória da Conquista, imaginavam que ele era o tiro mais certo para se arrebatar um presente ou um agrado em dinheiro.

Triste ilusão. Famoso mão de vaca, Josué molhava as mãos delas com apenas um tostão, moeda da época. Nas festas de Natal, na qual as crianças ganhavam brinquedos, o coronel presenteava as sobrinhas, pasmem, com o almanaque do Jeca Tatu, que distribuía com sua clientela como advertência para os cuidados com a higiene.

Jeca Tatu era um personagem famoso criado por Monteiro Lobato em sua obra Urupês, com histórias baseadas no trabalhador rural paulista. Simbolizava a situação do caipira brasileiro, abandonado pelos poderes públicos às doenças, ao atraso econômico, educacional e à indigência política.

Retratado por Mazaroppi, era um caipira de barba rala e calcanhares rachados, porque não gostava de usar sapatos. Símbolo da pobreza, ignorante e avesso aos hábitos de higiene urbanos. Morava na região do Vale do Paraíba (SP), mas ficou estereotipado no Nordeste como símbolo do doente crônico, por isso seus almanaques eram distribuídos de graça nas farmácias.

Para não passar a impressão de mal-educadas ou grosseiras, mamãe e suas irmãs aceitavam os almanaques, mas quando chegavam em casa não perdoavam o tio. Desapontadas, diziam: "Que tio rico e miserável".

Lembrar um Natal tão vivo na cabeça da garotada como uma festa de lindos e inesquecíveis presentes dando um almanaque do Jeca, esse Josué era, verdadeiramente, um Tio Patinhas.


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Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

07/07


2020

Coluna da terça-feira

Anderson em céu de brigadeiro

Na quarta-feira passada, este blog, em parceria com o Instituto Potencial, da Bahia, divulgou a primeira pesquisa sobre a sucessão em Jaboatão apontando um cenário de reeleição para o prefeito Anderson Ferreira (PL) logo no primeiro turno. Na apresentação geral, ele aparece com 45% das intenções de voto. Quando são computados apenas os votos válidos, chega a 56%, liquidando a fatura logo no primeiro turno. A eleição, entretanto, ainda está distante, só ocorrerá agora em 15 de novembro, conforme PEC aprovada pelo Congresso.

Jaboatão não é um município fácil e tranquilo para administrar. Acumula problemas sociais e econômicos graves, que passam de geração a geração, típica de cidade grande, que perdeu seu ordenamento territorial e cresce sem planejamento, com imensas favelas, esgotos a céu aberto, sem a menor estrutura. Gargalos, aliás, que vão se perpetuando, aparentemente de difíceis soluções. Com mais de 700 mil habitantes, Jaboatão tem três cidades dentro dela, os distritos de Cavaleiro, Muribeca e Curado, com explosões em densidade demográfica.

Filho do pastor e deputado Manoel Ferreira, sabido, aprendiz veloz do glossário político e das artimanhas maquiavélicas, tanto que projetou mais um filho na política, o deputado federal André Ferreira, e de quebra um genro vereador do Recife, Fred Ferreira, Anderson só não será reeleito se cometer muitos atropelos e deslizes ao longo da campanha, o que parece se configurar numa possibilidade remota diante da falta de um ambiente eleitoral, consequência da pandemia do coronavírus.

Seus adversários pontuaram timidamente. O vereador Daniel Alves, pré-candidato pelo PSD, e Ulisses Tenório, do PSB, são os mais mencionados na pesquisa, mas num patamar muito inferior ao prefeito, exatamente 5%, dentro da margem de erro. O mais batedor e barulhento, que pode criar problemas para Anderson, o ex-deputado federal Silvio Costa, pontuou apenas 2%.

Como o cenário de agora em diante até 15 de novembro é de incertezas, pelo avanço ou recuou da pandemia, o fato é que os três anões da oposição terão que ocupar muito espaço na mídia até o pleito, único caminho que podem levá-los a serem mais competitivos, porque não haverá campanha de rua. O debate se processará, de forma engessada, convenhamos, pelas redes sociais, longe de atingir o povão.

Sinal amarelo – A TV-Globo, segundo o portal Terra, levou um choque de realidade. O canal mais poderoso do Brasil passa por uma reestruturação financeira a fim de tornar sua operação mais rentável. A ordem é cortar gastos e encontrar novas fontes de receita. A recente onda de dispensas de artistas – Renato Aragão, Zeca Camargo, Miguel Falabella, Vera Fischer, entre outros – ressaltou uma das estratégias da empresa para enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia de covid-19. A emissora não pode mais se dar ao luxo de manter contratados que ficam 1, 2 até 3 anos recebendo alto salário sem trabalhar entre uma produção e outra. Apenas um pequeno grupo será mantido com vínculo em longo prazo. A maioria dos atores passa a atuar por obra certa. Esse sistema vai gerar economia milionária. O sinal amarelo acendeu na Globo no início do ano. O último balanço financeiro revelou queda de 8% na receita publicitária em 2019.

Não quebrou – O grupo Globo faturou R$ 14,1 bilhões, 4% menos do que no ano anterior. O lucro caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 752,5 milhões. Boa parte desse rendimento veio de juros de investimentos, e não de faturamento comercial. Ainda que receba a maior fatia da verba publicitária dos grandes anunciantes do País, a Globo sabe que os meios digitais são um concorrente cada vez mais forte à televisão. Diante da queda de receita, a empresa precisa se adequar aos novos tempos. A Globo não quebrou nem corre o risco de ir à falência. Apenas vai faturar menos, o que exige redução de gastos. Trata-se de uma reorganização interna a fim de suportar os desafios impostos pelo 'novo normal'.

Livro aberto – Rosangela Wolff Moro, esposa do ex-ministro Sérgio Moro, está aproveitando a quarentena para adiantar páginas do livro que escreve sobre o período de um ano e quatro meses em que o marido esteve à frente do Ministério da Justiça. E, assim, ela justifica não se aprofundar em avaliações sobre o governo Bolsonaro – nome que, aliás, a advogada não pronunciou uma só vez. “Tô escrevendo pra dar a minha percepção sobre esse período”, conta. É a primeira vez que ela fala publicamente após a demissão de Moro, em 24 de abril. O ex-juiz da Lava Jato apareceu no vídeo rapidamente apenas para dar atenção à Yorkshire da família, recém-operada de um tumor. O casal Moro está recluso com os dois filhos em Curitiba, cidade que voltou a ter restrições mais rígidas pela covid-19.

Enfeite – Por falar em Moro, ele disse ao programa Globonews Debate que o Partido dos Trabalhadores (PT) deve reconhecer os erros do passado se quiser ser competitivo nas eleições de 2022. “É muito difícil avançar se não olhar para trás e corrigir seus erros. O presidente [Jair Bolsonaro] também tem esse lado que erra ao negar a pandemia. Não que não tenha feito coisas positivas. O PT tem esse lado que acha que não aconteceu o mensalão, que não houve crimes na Petrobras, que a culpa disso é minha… Uma forma de recuperar a confiança é reconhecer o que fez de errado no passado”, disse. Conforme o ex-ministro, ele resolveu sair do Governo quando percebeu que não tinha condições de cumprir a agenda que ele defende. “Não ia ficar lá de enfeite”, desabafou.

CURTAS

RECORDE – Em meio à pandemia do coronavírus, a Bolsa de Valores movimentou R$ 25,9 bilhões por dia em 2020 no primeiro semestre, no maior valor diário da história do mercado acionário brasileiro. Esse resultado se estende para o volume financeiro total negociado nos seis primeiros meses do ano, que chegou a R$ 3,19 trilhões, equivalente a 84,6% do volume negociado em todo o ano de 2019, de acordo com dados Economatica. O fotógrafo Luiz Claudio Carvalho foi um dos novos investidores que ajudaram a engordar o volume de negociações da B3. “Entrei na Bolsa em fevereiro, quando ainda estava naquela alta que se iniciou em 2019”, diz ele. “Não entendia muito bem e tomei um susto quando começou a cair, mas tive paciência e agora recuperei os prejuízos, e também voltei a comprar ativos.”

SAINDO DO POÇO – Apesar da pandemia, a equipe econômica não perdeu o rumo fiscal e o fundo do poço para a atividade econômica pode ter sido em abril, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes. O primeiro capítulo para a retomada da atividade, na sua avaliação, era o ataque às despesas, antes de o País ser atingido por um "meteoro" (em referência à pandemia), e que agora o Brasil está no segundo capítulo, descrito por ele como de descentralização de recursos. Para Guedes, em se confirmando expectativas dos dois últimos ministros da Saúde, em dois ou três meses o Brasil estaria entrando em um novo capítulo --em que a primeira onda da pandemia seria superada.

PESQUISA – A primeira pesquisa Potencial/Blogdomagno para prefeito de Olinda será postada amanhã exatamente à meia noite neste blog com exclusividade. Trará o cenário não apenas eleitoral, mas também da avaliação do prefeito Lupércio (SD) e as gestões de Paulo Câmara e Jair Bolsonaro. Já na próxima semana, também de quarta-feira à meia noite, postaremos o resultado da pesquisa sobre a sucessão do prefeito do Recife, Geraldo Júlio. O start da série pesquisas Potencial/Blogdomagno foi dado com Jaboatão, na semana passada, apontando um quadro confortável para a reeleição do prefeito Anderson Ferreira (PL).

Perguntar não ofende: E a pesquisa Simplex foi tão simples para assimilar Daniel Coelho bombado?


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Comentários

Fernandes

É preciso lembrar aos idiotas ÚTEIS que, Bolsonaro quando deputado federal votou contra a Transposição do Rio São Francisco ...

marcos

Enfim a Água chega ao sertão Nordestino, obrigado Presidente Mito Jair Bolsonaro.

Fernandes

É preciso lembrar aos idiotas ÚTEIS que, Bolsonaro quando deputado federal votou contra a Transposição do Rio São Francisco ...

Fernandes

Esse PT... Só pensa nos trabalhadores.

Fernandes

O único resultado positivo que o Bolsonaro apresentou no governo também é falso...


Banco de Alimentos

06/07


2020

Pandemia tirou R$ 200 milhões dos artistas

Por Hylda Cavalcanti

Com a suspensão de shows e das festas em todo o país, consequência da pandemia do coronavírus, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais voltados para a música (Ecad) deixou de arrecadar cerca de R$ 200 milhões para distribuir com os artistas, de março até o final de junho. O valor tende a aumentar até que seja decretado o fim completo do isolamento social.

A informação é da superintende-executiva do Ecad, Isabel Amorim, revelada durante live deste blog, há pouco, pelo Instagram. De acordo com ela, o mercado digital, cada vez mais diversificado com o streaming e as várias plataformas, enfrenta hoje um grande desafio com as lives dos artistas, que passaram a ser intensificadas por conta da pandemia. Trata-se do desafio da arrecadação dos direitos autorais das músicas executadas nestas lives.

Para se ter ideia, Isabel contou que o escritório arrecadou no ano passado em direitos autorais dos músicos e artistas do País algo em torno de R$ 1,1 bilhão, montante que nem de longe será arrecadado em 2020 devido ao atípico ano da paralisação das atividades culturais decorrente do agravamento do quadro da saúde pública.

Isabel, entretanto, negou que exista uma “caixa preta” nas contas da entidade, conforme criticam e afirmam vários músicos, que reclamam de receberem menos em direitos autorais do que teriam direito. Segundo ela, o Ecad hoje divulga relatórios constantes com a arrecadação realizada e durante as programações de shows dos artistas tem pedido aos produtores para identificarem quais as músicas que tocarão, discriminadas por cada show, justamente para avaliar a arrecadação a ser cobrada a partir de cada Estado.

De acordo com a executiva, normalmente são licenciados mais de 6,6 mil shows por mês no País, o que deixou de acontecer por conta da pandemia. Isabel contou que assim que começaram a ser observados os aumentos de lives no Brasil entrou em contato com entidades internacionais para buscar padrões e se familiarizar. Ela disse que, em todo o mundo, sabe-se que apesar das grandes audiências destas apresentações pela internet, nem todas geram boa arrecadação para os autores.

“O fato de algumas terem mais audiência não significa que vão levar a grandes receitas, porque o processo envolve patrocinadores e outras questões. E muitos artistas têm se sentido prejudicados”, ressaltou.

O Ecad, em função disso, reduziu os valores referentes à arrecadação de direitos autorais por conta de apresentações em lives neste momento de pandemia, como forma de conseguir melhor retorno.

“É obvio que como tudo o que é novo a arrecadação de direitos autorais pelas lives gera muitos questionamentos, mas são cobranças que já existiam, embora em menor quantidade. Temos de encontrar a melhor maneira de distribuir esses recursos. Se não pudermos cobrar do produtor e do patrocinador, o compositor não receberá nada”, destacou.

A executiva ainda citou exemplos de vários artistas que vivem hoje da arrecadação de suas músicas. Sem dar nomes, Isabel revelou que um deles, muito famoso nacionalmente e na casa dos 90 anos, se mantém economicamente apenas da arrecadação que consegue ter no início de cada ano, com a execução de músicas de carnaval.

“Já estamos preocupados porque esse artista provavelmente não terá arrecadação suficiente para o próximo ano”, frisou. Ressaltou que há, também, casos de compositores brasileiros que vivem de direitos autorais de uma única música de sucesso.

"O digital demora para se consolidar e causa certo burburinho no começo, mas também resulta em arrecadação. Mas os compositores também precisam entender que o que está sendo arrecadado neste momento não representa nem um pequeno pedaço da arrecadação de músicas executadas em outros tempos”, explicou.

Ao rebater reclamações feitas contra o órgão, afirmou que o Ecad é uma empresa privada sem fins lucrativos e que artistas que antes criticavam o escritório e mudaram de opinião posteriormente – como a produtora Paula Lavigne, esposa e empresária do cantor Caetano Veloso – “talvez tivessem dúvidas de como o processo todo funciona que agora não tenham mais”.

De acordo com ela, foi instalada em sua gestão o procedimento de relatórios que permite maior transparência sobre a arrecadação e o volume arrecadado para os artistas.

Ela também falou sobre uma crítica contumaz que é a cobrança de direitos autorais de músicas executadas nos hotéis, inclusive nos quartos destes estabelecimentos. Defendeu tal cobrança e disse que o quarto de hotel é considerado um lugar público que precisa ser objeto de cobrança de direito autoral das músicas executadas nas rádios e TVs desses espaços.

“Precisamos ver sempre os dois lados. Empresários e hóspedes podem reclamar, mas do outro lado há os compositores, que querem receber pelas músicas feitas por eles. “O Ecad defende o direito de 500 mil titulares. Temos a obrigação de brigar pelos direitos deles”, complementou.


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06/07


2020

TJPE dá 5 dias para Goiana se defender de intervenção

JC Online

Formada por 20 desembargadores, a Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decidiu, há pouco, dar cinco dias para os gestores do município de Goiana, na Região Metropolitana do Recife, apresentarem provas de que não cometeram ilicitudes administrativas que justifiquem uma intervenção na cidade. O pedido para que um interventor assuma o comando municipal foi feito pelo procurador-geral de Justiça do Estado, Francisco Dirceu de Barros, no início de abril.

De acordo com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a atual gestão de Goiana seria responsável por uma série de irregularidades, todas denunciadas por vereadores da cidade. Ao revelarem suas suspeitas ao órgão de controle, os parlamentares também afirmaram que o município estaria desgovernado. Atualmente, Goiana é administrada pelo vice-prefeito eleito, Eduardo Honório (MDB), porque o prefeito Osvaldo Rabelo Filho (MDB) está afastado do cargo para tratamento de saúde.

O prazo para defesa foi um pedido dos gestores de Goiana e acabou acatado pelo TJPE. Depois que o processo retornar ao tribunal, ele será encaminhado ao MPPE e só depois disso retornará para o relator do caso, desembargador Fernando Martins, que deverá apresentá-lo à Corte Especial novamente.

A assessoria de Comunicação de Goiana afirmou que a gestão está satisfeita com a decisão judicial, pois esse seria o prazo que o município precisava para elaborar e apresentar sua defesa.


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O Jornal do Poder

06/07


2020

Bolsonaro está com sintomas de Covid-19

Por Leandro Magalhães, da CNN em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro informou, hoje, que está com sintomas de Covid-19.

Bolsonaro disse que está com 38°C de febre e 96% de taxa de oxigenação no sangue, e contou que está tomando hidroxicloroquina. Por causa dos sintomas, a agenda do presidente para o restante da semana está cancelada.

O presidente já fez um teste para Covid-19 no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. O resultado do exame deve sair por volta do meio-dia de amanhã.

Bolsonaro também informou à CNN que fez também uma ressonância magnética dos pulmões. De acordo com o presidente, este exame não identificou problemas.


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Comentários

Fernandes

Genocida.

marcos

Vamos mito, o tratamento é : Hidroxicloroquina + Azitromicina + Sulfato de Zinco. Complementando, 10 Minutos de Sol por dia entre 11:45 e 12:15.



06/07


2020

Editorial analisa reação na economia do País

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o meu editorial foi sobre os indicadores econômicos de maio e junho, que apresentaram uma reação positiva e sinalizam que, talvez, a pior fase da crise econômica esteja chegando ao fim. Vale a pena conferir!

O Frente a Frente tem como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes.


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06/07


2020

Chefona do Ecad na live do blog daqui a pouco

A partir de hoje, as lives deste blog passam a ser realizadas às segundas e quartas-feiras, mantendo o mesmo horário. Será daqui a pouco, às 19 horas. Hoje, resolvi entrar numa grande polêmica: as crescentes lives das estrelas musicais do Brasil, seus direitos autorais e como está sendo feito o monitoramento e as cobranças de taxas por parte do Ecad, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição dos Direitos Autorais. Minha convidada é a superintendente-executiva da instituição, Isabel Amorim, do Rio de Janeiro, sede do órgão.

Chefona do Ecad, Isabel Amorim tem experiência em negócios e em comunicação. É formada em Administração de Empresas, pós-graduada em Comunicação pela USP e possui um MBA pela Business School de São Paulo e Rotman School em Toronto. Cursou em 2013 uma pós na IE Madrid em Gerenciamento Global e foi bolsista de Stanford, onde estudou Ciências Políticas entre 2016 e 2018. Será imperdível!


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06/07


2020

Prefeito de Manaus é transferido para o Sírio Libanês

Internado com Covid-19 desde o dia 29 de junho, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), foi transferido para o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, hoje. A Prefeitura de Manaus informou, em nota, que o prefeito passa bem e que a decisão pela transferência partiu dele. Arthur estava internado no hospital Adventista, em Manaus, junto da primeira-dama, Elizabeth Valeiko, também diagnosticada com a doença. Em todo o Amazonas, já são mais de 76 mil casos confirmados da doença.

Segundo a prefeitura, Arthur fará um check-up e terminará o tratamento da Covid-19 no hospital Sírio Libanês. Ele embarcou em voo privado para a cidade, acompanhado pela mulher, que também recebe tratamento da doença.

Segundo boletim médico, emitido pelo hospital Adventista de Manaus, na tarde de hoje, ele apresenta “melhora global do quadro clínico, mantendo boa saturação em ar ambiente”. Arthur já tinha previsão de alta nos próximos dias. Nesta segunda, o prefeito postou uma foto no hospital da capital amazonense e se disse confiante em vencer "terrível vírus".

“Recebi todos os cuidados necessários no hospital Adventista e já tenho PCR reduzido para 30%, o que segundo os médicos é muito bom. Preciso fazer outros exames, como da cirurgia para retirada da próstata que fiz há alguns anos, então decidi ir a São Paulo, onde tenho todo meu histórico médico”, disse o prefeito, por meio de assessoria.


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06/07


2020

Mãe de Miguel: Ela tentou mostrar uma imagem sofrida

Depois da entrevista de Sarí Corte Real ao Fantástico, ontem, a empregada doméstica Mirtes Souza, mãe de Miguel, que caiu do 9º andar de um edifício de luxo no Recife, disse não ter se surpreendido com o relato da ex-patroa e que a primeira-dama de Tamandaré mentiu. “Eu já esperava aquelas atitudes. Se alguém tinha alguma dúvida do que falei sobre ela, ontem veio a confirmação”, afirmou ao G1 Pernambuco.

No dia em que Sarí prestou depoimento à Polícia Civil, Mirtes esteve na delegacia e conversou com ela. “Comigo ela agiu com a mesma frieza. A diferença é que ontem [domingo], na entrevista, ela não tinha um tom irônico. Ela tentou mostrar uma imagem sofrida, mas acho que não conseguiu”, declarou.

Segundo Mirtes, a ex-patroa contradisse o depoimento da manicure que estava dentro do apartamento no dia 2 de junho, data em que Miguel faleceu. “Ela mentiu na entrevista. O que ela disse sobre não conseguir voltar e fazer a unha não está nos autos. No depoimento, a manicure diz que ela voltou”, afirmou a mãe de Miguel.

O visual de Sarí também chamou a atenção de Mirtes. “Ela sempre usava muita maquiagem e muitas joias. As orelhas eram sempre cheias de brincos, o pescoço era cheio de colares e os dedos cheios de anéis. Eu estranhei que ela estava com uma maquiagem nude, simples”, contou.

“Ela tentou mostrar um ar de sofrida, mas acredito que ela se prejudicou ainda mais. Mais gente ficou com essa visão”, disse a mãe de Miguel.

Mirtes afirmou, ainda, concordar com Sarí quando a ex-patroa disse que “não cabe à mãe de Miguel julgar”. “Realmente não cabe a mim. Cabe à Justiça. Mas espero que as pessoas envolvidas não se deixem influenciar pelo status, pelo nome e pela situação financeira dela”, declarou.


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