Entenda as eleições para comando de Câmara e Senado e o que está em jogo

Deputados federais e senadores tomam posse nesta quarta-feira (1º) e vão decidir o comando do Congresso Nacional pelos próximos dois anos.

Na Câmara, Arthur Lira (PP-AL) deve ser reeleito com facilidade, já que conta com apoio de um arco de partidos que vai da oposição à situação. Por enquanto, apenas Chico Alencar (PSOL-RJ) se colocou como concorrente, em uma candidatura cujo objetivo é apenas o de marcar posição política.

No Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) também é favorito, mas enfrentará uma candidatura mais competitiva, a do ex-ministro Rogério Marinho (PL-RN), última esperança do bolsonarismo de manter um naco relevante do poder em Brasília após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são da Folha de S. Paulo.

A cada dois anos, Câmara e Senado realizam eleições para trocar as respectivas Mesas Diretoras. São 11 cargos em disputa em cada Casa: presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes de secretários. As votações são secretas.

Os comandos da Câmara e do Senado estão entre as funções mais importantes da República.

Entenda em detalhes como funcionam as eleições desta quarta (1º) e o que está em jogo.

Como são escolhidos os presidentes da Câmara e do Senado? A cada dois anos, os 513 deputados federais e os 81 senadores se reúnem para a eleição da presidência das duas Casas.

A votação é secreta e vence aquele que obtiver o voto de pelo menos a maioria absoluta na Câmara, ou seja, 257 dos 513 deputados. No Senado, segundo o regimento, é exigida a maioria de votos —se todos comparecerem, são 41 dos 81 senadores.

Caso nenhum dos concorrentes consiga atingir esse patamar, é realizado no mesmo dia um segundo turno entre os dois que se saíram melhor na etapa inicial.

Quando ocorre a eleição? Nesta quarta (1º), tanto na Câmara como no Senado.

Na Câmara, os 513 deputados eleitos tomam posse pela manhã. Às 16h30 começa a votação secreta, em urnas eletrônicas instaladas em cabines dentro do plenário.

A eleição será presidida pelo deputado Átila Lins (PSD-AM), o mais velho e com mais legislaturas dentre os colegas.

No Senado, a posse dos 27 senadores será às 15h. Como os senadores têm mandato de oito anos, o dobro do período dos deputados, a renovação da Casa ocorre de forma diferente a cada quatro anos. Em uma eleição, dois terços das cadeiras são colocadas em disputa. Em outra, um terço.

Em 2022, 27 das 81 vagas foram disputadas.

A eleição para o comando da Casa ocorrerá logo após a posse.

O tamanho dos partidos influencia essa escolha? Em tese, sim, mas como a votação é secreta, pode haver traições, o que já aconteceu algumas vezes na história.

Em geral, aquele candidato que reúne o apoio formal dos maiores partidos tende a ser o favorito e liquidar a fatura. Mas não há nenhuma garantia. Em 2005, por exemplo, o então outsider Severino Cavalcanti (PP-PE) desbancou o candidato do governo, Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), e venceu a disputa em segundo turno por 300 votos a 195.

O governo federal influencia essa escolha? O governo federal, caso decida entrar para valer na disputa, tende a beneficiar o candidato escolhido, embora haja exceções, como em 2005 no caso de Severino Cavalcanti.

Outro momento importante em que o Palácio do Planalto se empenhou na eleição —mas foi derrotado— ocorreu em 2015. Na ocasião, Arlindo Chinaglia (PT-SP) tinha o apoio aberto da presidente Dilma Rousseff, que destacou ministros para ajudá-lo a ser eleito.

O petista, porém, foi derrotado ainda no primeiro turno por Eduardo Cunha (MDB-RJ), fundador do centrão em sua configuração atual, que vinha desde o ano anterior sendo uma pedra no sapato do governo.

Cunha fez uma gestão pautada pelo conflito com o Planalto e, menos de um ano depois de ser eleito, deu aval para o prosseguimento do processo que resultaria no impeachment de Dilma.

A regra, porém, é a de que o governo consiga emplacar seus candidatos nas cadeiras de comando do Congresso.

Em 2021, por exemplo, uma aliança de Jair Bolsonaro com Arthur Lira foi fundamental para que o parlamentar de Alagoas vencesse Baleia Rossi (MDB-SP), candidato apoiado pelo então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ).

Quem são os principais nomes na disputa? Na Câmara, Arthur Lira conseguiu em menos de dois meses se mover de uma posição em que era um dos principais aliados de Bolsonaro para a proximidade com Lula. Ele lidera o centrão e conta com o apoio tanto do PL de Bolsonaro como do PT de Lula.

Lira foi beneficiado pela decisão do governo de não se arriscar em confrontá-lo e, em caso de derrota, ter um adversário no comando da Câmara já no primeiro ano do terceiro mandato de Lula.

A esquerda elegeu apenas um quarto das 513 cadeiras na Câmara e não conseguiria uma maioria folgada mesmo com o apoio de MDB, PSD e União Brasil, siglas de centro-direita a quem Lula distribuiu ministérios e outros cargos em troca de base no Congresso.

Lira também fez importantes gestos na direção do PT, como o reconhecimento público da vitória de Lula ainda na noite do segundo turno, a condução da folgada aprovação da PEC que deu fôlego orçamentário ao novo governo e a reação de condenação dos vândalos golpistas que depredaram a sede dos Três Poderes no dia 8 de janeiro.

Até agora, apenas Chico Alencar se lançou candidato contra ele. O PSOL é aliado do governo Lula e tem apenas 12 das 513 cadeiras.

No Senado, Rodrigo Pacheco também é favorito, mas tem pela frente um concorrente de maior peso.

Ex-deputado e ex-ministro de Bolsonaro, o senador eleito Rogério Marinho é tido como um parlamentar de muito bom trânsito entre os colegas. Tem formalmente apoio do PL, do PP e do Republicanos.

Bolsonaristas têm feito campanha nas redes sociais a seu favor e contra Pacheco, político mais alinhado ao governo. Apesar disso, o atual presidente do Senado ainda é favorito e deve obter o apoio formal de partidos que reúnem um maior número de votos.

Qual o poder de um presidente da Câmara e do Senado? Os presidentes da Câmara e do Senado são o terceiro e quarto na linha sucessória da Presidência da República, respectivamente.

Como comandantes do Congresso, eles têm em suas mãos um poder de decisão que vai desde a ascendência sobre a maioria dos congressistas à decisão sobre ritos que podem levar, inclusive, ao impeachment de um presidente da República.

Cabe ao presidente da Câmara, por exemplo, decidir de forma monocrática se um pedido de impeachment contra o chefe do Executivo deve começar a tramitar. Dois presidente da República sofreram impeachment na história, Fernando Collor de Mello, em 1992, e Dilma Rousseff, em 2016.

Os presidentes da Câmara e do Senado também definem quais projetos vão ser colocados em votação, quem deve relatá-los, além de uma série de outras decisões com implicações legislativas e administrativas.

Em 2019, por exemplo, o então presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi peça fundamental para aprovação da reforma da Previdência, que não teria condições de ser aprovada sem sua condução política e legislativa.

Os comandantes do Congresso têm ao seu redor, ainda, o poder de decisão sobre a aplicação de bilionárias verbas do Orçamento.

As eleições de 1º de fevereiro são só para o comando da Câmara e do Senado? Não, há outros dez cargos em disputa em cada Casa. São duas vice-presidências, quatro secretárias e quatro suplências. Todas essas votações também são secretas.

Esses cargos são divididos, em tese, entre os maiores partidos, mas acordos e formações de blocos podem mudar o cenário. Há exemplos, também, de votações que elegeram candidatos que se lançaram de forma avulsa, sem apoio formal de seus partidos.

Qual a função e a importância desses cargos da Mesa? Em geral, cada um desses cargos tem uma função administrativa específica dentro do Congresso, como tratar de viagens internacionais dos parlamentares, de moradia funcional e outras.

Na prática, as funções são disputadas pelo status político de integrar a Mesa da Casa e, também, porque elas resultam em mais assessores e adicionais às verbas a que cada parlamentar tem direito.

A Mesa de cada Casa também é responsável por, em conjunto, tomar as principais medidas administrativas. A Mesa pode, por exemplo, segurar na gaveta a abertura de processo contra parlamentares por quebra de decoro parlamentar.

Quais são os outros cargos de comando no Congresso? Há 25 comissões temáticas permanentes na Câmara (Lira deve elevar esse número para acomodar aliados) e 14 no Senado. É por elas que os projetos começam a tramitar. Também é nas comissões que são realizadas a maioria das audiências públicas e que, em alguns momentos, ministros de estado podem ser convocados para dar explicações.

Essas comissões são divididas entre os partidos de acordo com o tamanho de cada um, sendo que é possível a formação de blocos entre eles.

A comissão mais importante é a CCJ, de Constituição de Justiça.

Um presidente da Câmara e do Senado podem ser removidos do cargo antes do fim do mandato? Sim. Na Câmara, por exemplo, Severino Cavalcanti (2005) e Eduardo Cunha (2016) não completaram os mandatos.

O primeiro renunciou ao cargo e ao mandato para escapar da cassação pela suspeita de que cobrava mensalinho de um fornecedor da Casa.

O segundo foi afastado do cargo e do mandato pelo Supremo Tribunal Federal em meio às investigações da Lava Jato. Posteriormente, teve o mandato cassado pelos colegas.

No Senado, Jader Barbalho (2001) e Renan Calheiros (2007) também renunciaram ao comando da Casa em meio a escândalos de corrupção envolvendo seus nomes.

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Para tornar mais eficiente a prestação do serviço de abastecimento de água no Recife, a Compesa está executando uma operação preventiva focada em detectar e solucionar vazamentos ocultos (aqueles em que a água não aflora na via). Ao realizar uma varredura nas redes de abastecimento de água em bairros da cidade, com foco na identificação desses vazamentos, a Companhia reforça o seu compromisso com a eficiência operacional e a sustentabilidade ambiental. Desde o início das atividades, em novembro do ano passado, realizadas de segunda a sexta-feira, foram encontrados 479 vazamentos dessa natureza. Com a iniciativa, a Compesa estima que foram economizados cerca de 765 mil metros cúbicos de água, o equivalente a 306 piscinas olímpicas.

Do total de vazamentos ocultos pesquisado na capital pernambucana, 381 já foram resolvidos, cerca de 80%. Esse volume de vazamentos não visíveis significa que, sem esse trabalho, o problema só seria solucionado se causasse danos aparentes nas vias, por exemplo. “Essa operação é bastante significante para a Compesa porque ela se antecipa aos vazamentos nas vias, resolvidos antes que sejam percebidos e repassados pela população para as medidas corretivas”, explica Isabelle Crasto, gerente de Unidade de Negócios Centro, unidade da Compesa que está realizando esse projeto piloto. Os bairros beneficiados com essa tecnologia são Afogados, Bongi, Cabanga, Caxangá, Cordeiro, Estância, Imbiribeira, Ipsep, Jiquiá, Madalena, Mustardinha, Boa Viagem, Pina, Prado, San Martin, São José, Torrões e Zumbi.

A iniciativa é centrada em uma análise proativa do sistema, que conta com o uso de tecnologia de ponta: o geofone eletrônico. O intuito do equipamento é detectar os menores ruídos provocados por vazamentos sem precisar realizar escavações desnecessárias, o que causa menos transtorno para a população e dá mais celeridade ao processo.

“Esta operação preventiva representa um avanço significativo na nossa missão de garantir um serviço de qualidade para a população. Além de contribuir diretamente para a melhoria do abastecimento, estamos também minimizando desperdícios e garantindo uma utilização mais eficiente dos recursos hídricos. É importante ressaltar que essa iniciativa não substitui, mas complementa o trabalho da Companhia, permitindo uma abordagem mais abrangente na detecção de vazamentos. Estamos comprometidos em continuar investindo em tecnologia e inovação para aprimorar ainda mais nossos serviços”, explicou o presidente da Compesa, Alex Campos.

As pesquisas nas redes de água estão sendo realizadas por meio de contrato de performance, um modelo diferenciado que atua em várias frentes: além dos combates às perdas comerciais, o contrato, um investimento de R$ 50 milhões (2021 a 2026), atua no trabalho de pesquisa dos vazamentos ocultos e, também, na substituição de trechos de redes que, porventura, apresentem risco de incidência de vazamentos (tubulações antigas). O trabalho tem o objetivo de melhorar o abastecimento, além de reduzir perdas na rede, o que beneficia diretamente os usuários ao contribuir para o cumprimento do calendário e a melhoria na distribuição. A atividade será realizada até outubro de 2026 e a meta da Compesa é que esse trabalho de pesquisa seja renovado anualmente até o término do contrato, vistoriando os 1400 km de redes de distribuição dos bairros contemplados.

Toca Jabô

O médico pernambucano natural de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, Antônio Valadares, lança, nesta quarta-feira, às 18h30, na Academia Pernambucana de Letras, o seu mais novo romance. Intitulado de “No Sertão e na Selva”, é baseado em suas experiências como proprietário da Fazenda Santa Cruz, no município de Buriticupu, no Maranhão.

Paulista - No ZAP

Caro Magno,

Esse comentário do empresário Augusto Coelho não é apenas indigno. É desumano. Culpar a vítima por um crime desse é de quem não tem nenhuma humanidade, nenhuma sensibilidade.

Por ele, pode-se avaliar o clima que a família de Beatriz enfrentou ao longo desses anos. Onde está o sentimento de bravura e de justiça da gente sertaneja? A participação do colégio é evidente nas várias tentativas de tumultuar a apuração do crime hediondo.

Não é novidade. A participação dos mais varados crimes contra crianças ao longo da história é uma crônica de horrores.

Aldo Paes Barreto – jornalista

Jaboatão - Toca Jabô

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, voltou a dizer, hoje, que o embate com o presidente da Câmara, deputado federal Arthur Lira (PP-AL), é um “episódio absolutamente superado”. Há duas semanas, Lira chamou Padilha de “desafeto pessoal” e “incompetente”. O ministro, em resposta, disse que não ia “descer ao nível” do presidente da Câmara.

“O diálogo do governo com o Congresso Nacional está mantido, e a pauta do governo segue em frente”, disse Padilha, responsável pela articulação política entre a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e líderes do Congresso, em entrevista à CNN Brasil. No sábado, Padilha negou que o conflito pudesse se tornar um impasse institucional. “Não tem crise. Qualquer dificuldade de relação, diálogo, está absolutamente superada”, disse o ministro.

Hoje, Padilha afirmou que o embate não só não afeta o relacionamento do Palácio do Planalto com o Congresso como se disse “otimista” para a aprovação de projetos prioritários à agenda do governo Lula, como a aprovação do programa “Acredita”, criado por meio de medida provisória e descrito pelo ministro como “uma espécie de ‘Desenrola’ (iniciativa de renegociação de dívidas do governo federal) para pequenos empresários”.

Padilha também expressou uma “expectativa muito positiva” quanto à regulamentação da reforma tributária, aprovada em dezembro do ano passado. O ministro espera que Lira e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, “queiram deixar como legado” a aprovação da reforma antes de encerrarem seus mandatos à frente das Casas, em fevereiro do ano que vem.

Petrolina - Melhor cidade para viver 2024

Por Juliana Albuquerque – repórter do Blog

Durante visita as obras que visam requalificar o Camelódromo, espaço destinado ao comércio popular da capital pernambucana, na Avenida Dantas Barreto, no último sábado, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), revelou que as obras de requalificação do local serão entregues até o fim deste ano.

De acordo com socialista, foram investidos R$ 6,5 milhões nas obras de restruturação do espaço, que conta com mil boxes, divididos em seis módulos. Os serviços incluem a concretagem do pavimento interno, substituição das redes elétrica e hidráulica, recuperação do concreto e das estruturas de ferro, substituição das cobertas e calhas, pintura e recuperação dos banheiros.

A intervenção faz parte da política de recuperação do Centro do Recife, que também prevê um novo plano de circulação viária, com protagonismo da Avenida Dantas Barreto. “Essa ação fortalece o centro da cidade, fortalece o plano do Programa Recentro e a economia de maneira geral. A economia do Recife tem uma história afetiva, uma ligação com o centro da cidade. A gente fazendo essa obra também está ajudando com a recuperação da pujança do centro do Recife”, declarou João Campos, durante a visita.

Ipojuca - Minha rua top

Por Jaime Badeca*

Com referência às declarações do ex-prefeito de Petrolina Dr. Augusto Coelho, isentando a escola onde foi assassinada a menina Beatriz Mota, pois, segundo ele, a menina estaria ou deveria estar sob os cuidados dos pais, tenho o seguinte a dizer:

Será que o ambiente da escola seria tão inseguro, perigoso ou macabro ao ponto de a criança, que conhecia tão bem aquelas dependências e as tinha como extensão de sua própria casa, não poder afastar-se dos pais por breves minutos para ir ao bebedouro? Mais uma vez o nobre médico agride a família de Beatriz.

*Advogado, presidente da Comissão Especial do Caso Beatriz Mota na OAB-Juazeiro

Caruaru - Geracao de emprego

O Conselho Empresarial da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) na região do Araripe reuniu seus membros para deliberar sobre um importante tema de interesse tanto da indústria regional como também da sociedade. O abastecimento de água em toda a região é um dos principais entraves para o desenvolvimento e traz graves consequências para a população.

Por conta disto, os empresários deliberaram por incluir o tema como fixo em todos os encontros que acontecem mensalmente na sede da FIEPE, em Araripina, de modo a monitorar as ações desenvolvidas pela Compesa no sentido de melhorar o abastecimento de água. Medida semelhante foi tomada durante todo o ano de 2022 junto à Neoenergia, quando todos os meses, os representantes da fornecedora de energia participavam dos encontros e esta relação trouxe avanços para o setor industrial do Araripe.

Presente à reunião deste mês de abril, o gerente de Produção da Compesa na região, João Virgílio, explicou como é o funcionamento da distribuição de água da Adutora do Oeste desde o município de Orocó até Araripina. Ele informou que a cidade necessitava de uma vazão de 120 litros por segundo para atender plenamente as demandas industriais e residenciais, mas que, atualmente, a vazão está em 60 l/s. A Compesa está construindo na cidade de Ouricuri uma Estação Elevatória que, ao entrar em funcionamento, irá aumentar a vazão da cidade de Araripina para 80 l/s.

Os conselheiros também aprovaram que irão solicitar à diretoria da FIEPE para que, através da área de Defesa dos Interesses da Indústria, sejam monitoradas as ações e investimentos da Compesa na região do Araripe como forma de assegurar a melhoria no fornecimento de água.

Camaragibe Agora é Led

Por Ruy Castro*

Ouvi dizer que, em 2045, a inteligência artificial fará com que uma pessoa viva até os 500 anos. É horripilante, mas não duvido. O que me pergunto é de que adiantará um sujeito viver até os 500 anos se, com a inteligência artificial, não lhe restará quase nada para fazer. Pelo que me contam, profissões como escritor, jornalista, psicanalista, juiz (inclusive de futebol), piloto de aviação, engenheiro, médico, bancário, professor, fotógrafo, ator e umas mil outras em breve estarão extintas por causa dela.

E, se vamos viver até os 500 anos, quando começarão as delícias da “melhor idade”, como calvície, diabetes, impotência, artrose e demência? Aos 300 ou 350 anos? Sendo assim, ainda nos sobrarão 150 ou 200 para precisar de acompanhante, usar fralda e esquecer o próprio nome? Mal podemos esperar.

Se a inteligência artificial fosse mesmo a nosso favor, ela nos propiciaria, ao contrário, renascer 500 anos atrás e voltar aos poucos ao nosso tempo, presenciando o surgimento de muitas maravilhas. Eu, por exemplo, recuaria a 1448, ainda a tempo de pegar a invenção dos tipos móveis por Gutenberg, em 1450. Testemunharia a invenção do jornal, em 1605, dos óculos bifocais, em 1784, do apontador de lápis, em 1828, do daguerreótipo, pai da fotografia, em 1839, e da máquina de escrever, em 1843. Todos, artigos de primeira necessidade, pelo menos para mim.

E que anos, aqueles: 1844, do código Morse; 1846, das rotativas; 1867, dos clipes de papel. O ano de 1791 também foi incrível: são dele o sistema métrico, a guilhotina e, olha só, as dentaduras. E seria pândego ver a chegada da camisinha, em 1560, do saca-rolha, em 1795, dos fósforos, em 1844, e do chiclete, em 1848.

Infelizmente, veria também a do revólver, em 1835, do rifle automático, em 1860, e da dinamite, em 1866. Instrumentos da morte, eu sei, embora menos letais que a inteligência artificial.

*Jornalista e escritor, autor das biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, é membro da Academia Brasileira de Letras.

Belo Jardim - Vivenciando Histórias

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), disse, hoje, que Lula (PT) deve se encontrar nesta semana com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Um dos assuntos que preocupam o governo é o avanço de pautas-bomba no Congresso, como a que concede um aumento salarial de 5% a cada cinco anos de serviço para membros do Judiciário e do Ministério Público, conhecida como PEC do Quinquênio.

Os encontros, segundo Randolfe, farão parte de um “roteiro de conversas” que Lula fará nos próximos dias, e deve envolver também os líderes e vice-líderes do governo.

“Eu creio que o presidente deverá, nas próximas horas, ainda nessa semana, ter inicialmente a conversa com os dois presidentes das Casas e nós vamos construir uma agenda com os demais líderes sobre os temas que estão em votação no Congresso Nacional, em específico sobre a PEC do Quinquênio”, diz Randolfe.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na última quarta-feira (17). Para Randolfe, pautar a PEC agora é “inoportuno”.

“Nós temos nesse momento um conjunto de servidores públicos de todas as categorias que estão reivindicando realinhamento salarial e nós não estamos conseguindo avançar no debate. Não me parece justo da parte do Congresso aprovar um reajuste determinadas categorias, que constituem a elite do funcionalismo público, que pode representar para essas categorias um ganho de 35% a 40%”, fala Randolfe.

Segundo o senador, na reunião realizada na última sexta-feira com líderes do governo, Lula “se demonstrou muito disposto a conversar” com Lira e Pacheco, além dos líderes. O presidente, segundo o senador, vai pedir uma “arrumação de casa” na base do governo.

Vitória Reconstrução da Praça

O consultor de pavimentação Edson Andrade apresenta, hoje, um estudo sobre a solubilidade e o fator de correção para misturas asfálticas utilizando tecnologia de Asfalto-Borracha.

O trabalho, conduzido por Edson Olivir Zotto Andrade, da ASFALTO BR – Treinamentos e Serviços em Recife, tem como objetivo avaliar a quantidade de pó de pneu insolúvel no asfalto e seu impacto na correção do teor de ligante asfáltico em misturas usinadas a quente. A apresentação será no XXII Congresso Iberolatinoamericano do Asfalto que acontece em Granada, Espanha, de 22 a 26 de abril.

A pesquisa envolveu a caracterização física e química do pó de pneu e da matriz asfáltica, além da avaliação da dispersão da borracha no asfalto através de agitação e da quantificação do material insolúvel presente nos filtros dos equipamentos de extração. Foram coletadas amostras a cada hora durante um período de quatro horas para avaliar o processo produtivo da dispersão do pó de pneu no ligante asfáltico.

Os resultados revelaram mudanças no comportamento do asfalto modificado, incluindo um aumento no ponto de amolecimento, uma diminuição na porcentagem recuperada de penetração e um aumento na capacidade de recuperação elástica à medida que o pó de pneu se solubilizava. Além disso, foram realizados ensaios de estabilidade ao armazenamento e viscosidade após quatro horas de dispersão/digestão.

A solubilidade do Asfalto-Borracha em tricloroetileno está diretamente relacionada à pureza do pó de pneu, sendo influenciada pela presença de negro de fumo, metais e tecidos. A pesquisa ressalta a importância de avaliar a limpeza do pó de pneu por meio de ensaios de cinzas e solubilidade da borracha em tricloroetileno, sugerindo a execução deste ensaio na produção do asfalto-borracha na distribuidora e no canteiro de obra, no tanque de armazenamento.

Andrade também enfatizou a necessidade de monitorar tanto a quantidade quanto a qualidade da borracha que compõe o pneu, destacando que a proporção de 70% borracha de pneus de caminhão para 30% borracha de pneus de automóveis é adotada no Brasil. A pesquisa aponta para a importância da recuperação elástica da borracha natural e a utilização de asfalto-borracha de alta penetração modificado com óleos aromáticos para sequestrar e rejuvenescer o asfalto oxidado presente no material fresado (RAP).

O estudo apresentado por Edson Andrade destaca a relevância da tecnologia de Asfalto-Borracha na construção de estradas mais sustentáveis e duráveis, contribuindo para o desenvolvimento de materiais asfálticos mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

“O CILA desempenha um papel fundamental na troca informações, amplia os conhecimentos e possibilita um networking com quem atua na pavimentação. Minha pesquisa busca contribuir para a otimização do uso do ligante Asfalto-Borracha, contribuindo para a sustentabilidade reduzindo a pegada de carbono”, afirmou o especialista em asfaltos.

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo aos meus colegas os cientistas Francis Crick e James Watson, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, responsáveis pela descoberta do DNA

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A humanidade adâmica entrou em Bug desde quando Adão e Eva foram expulsos do Jardim celestial.  expulsão traumática gerou o Bug da criação, tipo um Big Bang nos exilados do Paraíso Celestial, e causou o defeito de fabricação original no DNA dos Hominídeos, o Homem de Neandertal e seu descendente o Homo Sapiens.

Os senhores das guerras, os ditadores os novos bárbaros e os filhos das trevas transportam e disseminam o cromossomo do mal encravado no DNA do Homo Sapiens.

Esta é minha teria teológica quase científica sobre o defeito de fabricação original do DNA dos Sapiens. Os religiosos chamam de pecado original, ou de livre arbítrio.

As guerras acontecem desde os tempos primevos da humanidade. Muitas pessoas hoje se assustam com as guerras na Ucrânia, em Israel contra os Hamas, na Somália, Nigéria, no Sudão no Iêmen, a guerra das gangues no Haiti, as guerras civis no Brazil.

Sem defeito de fabricação do pecado, as abelhinhas voam, beijam as flores e produzem o mel para adoçar a vida da humanidade, por isso amam e são amadas. As formiguinhas trabalham em colônias, unidas e solidárias. Os pássaros canoros encantam os corações dos viventes. As árvores frutíferas produzem os frutos para saciar a fome da população. Os animais selváticos são belos e valentes, vão à caça para sobreviver nas florestes. As aves voam nos seus porque só elas dominam as leis da gravidade, mais que os aviões de Santos Dumont e foguetes de Elon Musk. As serpentes rastejam, castigo do Criador, porque são pestilentas. Os Sapiens fazem guerras para destruir a si mesmos.

O livro do Gênesis relata o momento disruptivo entre o Criador e sua criatura o Homo Sapiens: “A corrupção do gênero humano / 6-5 -6 — Viu o Criador que a maldade do homem se havia multiplicado na terra, e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então se arrependeu o Criador de ter feito o homem na terra, e isto lhe pesou no coração”. Depois do dilúvio de Noé, o espírito das trevas infiltrou-se na terra para disseminar o cromossomo das guerras e das maldades.

Guerra de Troia, entre os gregos e troianos, real ou lendária, foi a primeira guerra mundial do planeta.

O maior guerreiro da história, a bem dizer, o maior genocida e também o maior conquistador de impérios, foi o Imperador mongol, que infelicitou a humanidade entre os anos 1160 a 1227. Seu império estendia-se desde a China à Europa Oriental, Pérsia e Oriente Médio. Exercia o poder na base dos morticínios, estupros, mil atrocidades.

Os macróbios filhos das trevas, Gengis Kahn, Hitler, Stalin, e os micróbios das pandemias são tão mortíferos quanto a bomba atômica de Oppenheimer ou as ogivas nucleares do alucinado Kim Jong-Un.

*Periodista, escritor e quase poeta

Evilásio lidera, mas não tem apoio

Maior colégio eleitoral do Sertão do Araripe, com cerca de 60 mil eleitores, Araripina, a 622 km do Recife, traz um cenário inusitado na pesquisa do Instituto Opinião que este blog postou, ontem, com exclusividade: o vice-prefeito Evilásio Matheus, do PDT, lidera com folga, 48%, mas não tem ainda o apoio do prefeito Raimundo Pimentel, do União Brasil.

Faltando praticamente três meses para as convenções, que acontecem em julho, Pimentel não deu nenhuma sinalização quanto ao candidato do grupo que terá o seu apoio efetivo. Pimentel, aliás, tem tudo para se converter num cabo eleitoral em potencial: sua gestão tem amplo apoio popular, algo em torno de 74% dos entrevistados aprovam o seu governo.

É um percentual extremamente expressivo, maior do que a aprovação do Governo Lula, em torno de 65%. O ineditismo de Araripina se explica por uma outra circunstância: se Pimentel não se convencer em marchar unido com Evilásio, este poderá se transformar no candidato da oposição, cujos nomes atuais – Roberta e Tião do Gesso – aparecem com menos 20% das intenções de voto.

Na verdade, Roberta, do PP, tem 17,8%, e Tião, do Patriota, menos ainda: 13,3%. Mas Evilásio milita ao lado do prefeito há 24 anos, é um dos maiores defensores da gestão municipal e, provavelmente, não se sentiria confortável em romper esse ciclo histórico e debandar para oposição. Sua liderança folgada no levantamento, entretanto, revela que é o nome que está na boca do povo.

Evilásio foi vereador, presidente da Câmara e atualmente é vice-prefeito. Nas eleições passadas, apoiou Socorro Pimentel, esposa do prefeito, para deputada estadual, mostrando que tem lado. Para a Câmara Federal, se alinhou aos Coelho, ajudando a reeleger Fernando Filho, um dos herdeiros políticos do ex-senador Fernando Bezerra Coelho. Na janela partidária, Evilásio trocou o União Brasil pelo PDT e ficou numa posição confortável, deixando de ser refém do UB, partido que anda mais desunido do que unido, contrariando o título da sigla.

A espera de Pimentel – Do vice-prefeito de Araripina, Evilásio Matheus (PDT), recebi a seguinte manifestação após a postagem da pesquisa: “Caro Magno, independente do resultado, reitero meu posicionamento de que recebo com toda tranquilidade a decisão pela escolha do candidato a sucessor do Prefeito Raimundo Pimentel, uma decisão legítima e conjunta dele e da nossa deputada estadual, Socorro Pimentel, líderes maiores do nosso grupo político. Estaremos juntos seja qual for a decisão, pois tenho a certeza de que saberão fazer a melhor escolha para nossa Araripina. Raimundo tem a melhor gestão de todos os tempos, aprovada por 72,8% da população, e tem todo o direito de escolher o seu sucessor, no tempo certo. A hora agora é de continuar trabalhando cada vez mais pelo nosso município”.

Cão de guarda – De última hora, no apagar das luzes do prazo do troca-troca partidário, encerrado no último dia 6, Evilásio Matheus abandonou o União Brasil (ou Desunião) e ingressou no PDT, mas tudo seguindo uma estratégia acertada com o prefeito Raimundo Pimentel, que controla a legenda no município. Mais uma demonstração de que é tão fiel a Pimentel quanto um cão de guarda.

Na boca do povo – Em contato com a coluna, o ex-prefeito de Araripina, Emanuel Bringel, disse que a pesquisa do Opinião trouxe o retrato fidedigno do atual cenário eleitoral no município. “O que a pesquisa mostrou foi o que a gente está ouvindo na rua, da boca do povo. Evilásio tem o respaldo da população, serviço prestado a Araripina e é um político leal e cumpridor de palavra”, afirmou. Além de ter governado o município, Bringel foi deputado estadual e, mesmo sem mandato, faz política 24 horas em favor das grandes causas da capital do Araripe.

Boca livre – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu aliados políticos em um restaurante no Rio de Janeiro no sábado passado, véspera do ato que reuniu milhares de pessoas, ontem, em Copacabana (RJ). O grupo foi abordado por apoiadores. Dentre os presentes, estava o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC); os senadores Jorge Seif (PL-SC) e Marcos Rogério (PL-RO) e os deputados André Fernandes (PL-CE) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) que é pré-candidato à Prefeitura do Rio, além dos pernambucanos Gilson Machado Neto, Coronel Meira, Fernando Rodolfo e Alberto Feitosa.

A caminho da prisão – A depender do planejamento da Polícia Federal, Jair Bolsonaro e seus aliados terão um indiciamento por mês até o final do primeiro semestre do ano – um em maio e outro em junho. Segundo o site Metrópoles, a PF acredita que até maio, o inquérito sobre a venda das joias da Arábia Saudita será finalizado. Para junho, a corporação prevê o fim do inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado por Bolsonaro e seus pares. Nesta semana, uma equipe de Polícia Federal irá aos Estados Unidos para obter mais informações da cooperação internacional com o FBI sobre a venda das joias por Bolsonaro, Mauro Cid e o pai de Cid, o general Mauro Cesar Lourena Cid.

CURTAS

COPIANDO LULA – Lideranças políticas de centro-direita temem que, mesmo inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se registre como candidato ao Palácio do Planalto em 2026. A atitude não seria inédita. Em 2018, quando esteve preso em Curitiba, Lula registrou sua candidatura ao Planalto. Como estava inelegível, foi vetado e escalou Fernando Haddad como seu substituto.

EM QUEDA 1– Quase dois meses após a pesquisa Ipec mostrar que a avaliação positiva (soma de “ótimo e bom”) para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu cinco pontos percentuais e chegou a 33%, novo levantamento do instituto, divulgado ontem, revela que o cenário segue desanimador para a gestão de Lula.

EM QUEDA 2 – Além da baixa popularidade, o Ipec aponta que entre as oito áreas da gestão de Lula, apenas uma, a educação, tem mais avaliações positivas que negativas. A população se mostrou preocupada e descontente, especialmente com o controle da inflação e a condução das políticas de saúde e segurança pública.

Perguntar não ofende: Quando Pimentel vai decidir seu candidato em Araripina?