A casa caiu: Aliados de Danilo Cabral já começam a ser indiciados por corrupção

EXCLUSIVO

Os fatos são explosivos e mudarão o panorama político de Pernambuco a partir de 2023. Sem a perspectiva de Poder, já que não deve passar para o segundo turno, aliados principais do PSB, inclusive operadores financeiros, já começam a ser colocados no banco dos réus da corrupção. O Blog teve acesso, através com uma fonte sob reserva da Polícia Federal, a decisão sigilosa explosiva assinada recentemente pela juíza federal Amanda de Araújo no processo 0810128-30.2022.4.05.8300, atingindo o braço financeiro da atual cúpula do PSB.

Pela decisão, já se tornaram réus por corrupção passiva e ativa e lavagem de ativos os membros do braço financeiro do caixa 2 da cúpula do PSB. A decisão é fruto da delação premiada de João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, que admitiu em delação premiada homologada pelo STF ser o operador financeiro da atual cúpula do PSB de Pernambuco. A delação está em sigilo, mas parte da mesma foi obtida pelo Blog, sob reserva de fonte.

Pela recente decisão, Aldo Guedes (sócio e primo de Renata Campos), João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho (dono formal do avião em que morreu Eduardo Campos) e Tuta Rosal (operador financeiro do PSB segundo a PF) e mais seis pessoas que a fonte na Polícia Federal prefere não divulgar ainda passam a condição de réus criminais na Justiça Federal. As acusações são várias e levam luzes inéditas ao modo de operar do financeiro do PSB, desde os tempos do ex-governador Eduardo Campos, falecido em 2014.

A juíza aponta, com nomes e sem meias palavras, os “líderes de uma organização criminosa constituída no estado de Pernambuco com o objetivo de obter lucro mediante a prática de agiotagem e ocultação da origem e do destino de recursos de origem criminosa, incluindo verbas oriundas de superfaturamento em obras públicas, envolvendo o pagamento de propinas a agentes políticos e funcionários públicos”. A decisão menciona Renata Campos como esposa de Eduardo Campos e prima de Aldo Guedes: “vínculo pessoal entre ambos (relação familiar, pois ALDO GUEDES seria casado com uma prima da esposa do ex-governador), além de uma relação profissional, por ser ALDO presidente da COOPERGÁS, sociedade de economia mista integrada pelo Governo de Pernambuco”.

Com exclusividade, o Blog também soube que se prepara operação da Polícia Federal, segundo a fonte, com novas pessoas de interesse, que devem ser alvos de mandados judiciais já nas próximas semanas, tão logo deixem de ter importância na disputa eleitoral em Pernambuco. A investigação quer evitar ser acusada de influenciar a disputa para governador de Pernambuco, deixando para efetuar as novas medidas ostensivas já deferidas a partir de 2 de outubro. Segundo a fonte, já irão começar o cumprimento de mandados de pessoas sem foro privilegiado, a partir de 3 de outubro. Uma das condutas que serão investigadas, segundo a fonte sob reserva na Polícia Federal, seria a gravação com vídeo e áudio de um encontro mantido com terceiros por Danilo Cabral e Paulo Câmara no décimo primeiro andar do Hotel Imperial Suítes, no Recife, em 2015, logo após Paulo Câmara tomar posse como governador.

A investigação fez uma detalhada linha do tempo, narrando toda a operação estruturada de corrupção da atual cúpula do PSB desde os tempos de Eduardo Campos. Abaixo alguns dos exemplos, detalhados na decisão. A juíza só retirou Eduardo Campos do rol dos réus porque ele morreu: “Por fim, sendo fato de todos conhecido e devidamente provado in casu (Anexo 5 – id. 4058300.23107250), DECLARO extinta a punibilidade de EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS, quanto aos fatos narrados na denúncia, face ao seu falecimento em 13/08/2014, com espeque no art. 107, inciso I, do Código Penal”.  

A recente denúncia, já aceita pela juíza federal Titular da 4ª Vara/PE, finalmente revela vários detalhes do modo financeiro de atuar do PSB, que perdura até hoje, na atual campanha. Veja abaixo o primeiro trecho mais bombástico da recente decisão judicial: “Segundo a denúncia ofertada, “Ao oferecerem vantagem ilícita (propina de 5% do valor das obras contratadas no estado) ao então governador de Pernambuco, EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS, durante a execução das obras do Canal Adutor do Sertão Alagoano, o então diretor-presidente da CONSTRUTORA OAS, JOSÉ ADELMÁRIO PINHEIRO FILHO (“LÉO PINHEIRO”) e o então diretor-superintendente regional da CONSTRUTORA OAS no Nordeste, PAULO ROBERTO VENUTO, praticaram, em unidade de desígnios, o ilícito tipificado no art. 333 do Código Penal, abaixo transcrito: (…).

Ao receber vantagem indevida proveniente da CONSTRUTORA OAS, a partir do superfaturamento de notas fiscais da empresa CÂMARA & VASCONCELOS na obra do Canal Adutor do Sertão Alagoano – Trecho 3 (…) em comunhão de desígnios com o então governador do estado de Pernambuco, EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS, este agindo por meio do intermediário ALDO GUEDES ÁLVARO, cometeram o crime previsto no art. 317 do Código Penal: (…). Partindo de EDUARDO CAMPOS e ALDO GUEDES a iniciativa de entregar a propina (…) bem como o planejamento dos meios para entrega da vantagem ilícita, e sendo a operacionalização da entrega efetivada por JOÃO CARLOS LYRA e LEONARDO MARANHÃO, todos eles devem ser considerados agentes, mediatos ou imediatos, do crime do art. 317 (…).

Além disso, houve prática de lavagem de capitais, porquanto não ocorreu apenas um recebimento indireto da propina, mas uma elaborada dissimulação da origem ilícita da quantia. A entrega em dinheiro vivo só aconteceu após as manobras de RAMILTON LIMA MACHADO JÚNIOR, ARTHUR ROBERTO LAPA ROSAL e CAROLINA CÂMARA VASCONCELOS, tanto na geração de recursos de “caixa dois” quanto na dissimulação do destino dos valores gerados, mediante troca de transferências bancárias por entregas de dinheiro em espécie, utilizando empresas participantes do esquema. Esses denunciados praticaram diretamente o crime de lavagem de dinheiro, com JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO (…)”, diz a juíza federal, na decisão oficial.

A acusação baseou-se nas provas colhidas na investigação encetada nos autos do Inquérito Policial 2019.0013364-SR/PF/PE, tombado no PJe sob o 0825120-98.2019.4.05.830, incluindo colaborações premiadas e elementos de corroboração destas, entre elas as seguintes, segundo a juíza federal: “a) a celebrada pelo denunciado JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO no âmbito da Procuradoria-Geral da República, homologado pelo Supremo Tribunal Federal na PET 6.600 (Termos de Colaboração n.º 1, 3 e 5, fls. 6/14, 19/25 e 2/5 do Apenso 1 do IPL), reiterada em seus depoimentos de fls. 34/39 e 102/103 do IPL em questão; b) a firmada por ARTHUR ROBERTO LAPA ROSAL, no seu Termo de Colaboração n.º 1 (fls. 26/30 do Apenso 1 do IPL), prestado no mesmo Acordo de Colaboração Premiada acima referido; c) a estabelecida pela colaboradora denunciada CAROLINA CÂMARA VASCONCELOS em seu Termo de Colaboração n.º 1 do mesmo acordo mencionado nas duas alíneas acima (Anexo 1 do IPL); d) A acordada no âmbito da Procuradoria-Geral da República com JOSÉ ADELMÁRIO PINHEIRO FILHO (LÉO PINHEIRO), então presidente da OAS, reiterada em seus depoimentos nos inquéritos policiais 2020.0003561 (0806882-94.2020.4.05.8300) e n.º 2020.0017493 (0808151-71.2020.4.05.8300) (Anexo 2); e) as celebradas pelos três ex-empregados da OAS, atuantes no Setor de Operações Estruturadas: ADRIANO SANTANA QUADROS DE ANDRADE (fls. 120/121 do IPL), ROBERTO SOUZA CUNHA (fls. 122/124 do IPL) e o ora denunciado RAMILTON LIMA MACHADO JÚNIOR”.

Leia do processo judicial como começou a relação ilícita do PSB com a construtora OAS, a mesma do triplex de Lula: “01. No ano de 2006, o então presidente da CONSTRUTORA OAS LTDA. (CNPJ n.º 14.310.577/0001-04) e ora denunciado, JOSÉ ADELMÁRIO PINHEIRO FILHO (conhecido como LÉO PINHEIRO), teve reunião com o então presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS, no Hotel Renaissance, em São Paulo/SP. Na oportunidade, LÉO PINHEIRO estava acompanhado pelo diretor superintendente regional da CONSTRUTORA OAS LTDA no Nordeste, PAULO VENUTO, e o político estava acompanhado pelo empresário e também denunciado ALDO GUEDES ÁLVARO, que foi apresentado a LÉO PINHEIRO como uma pessoa de confiança de EDUARDO CAMPOS e que trataria de operacionalizar movimentações financeiras em seu nome (…)

05. A reunião foi finalizada com EDUARDO CAMPOS indicando a PAULO VENUTO que procurasse ALDO GUEDES para tratar de contribuições da OAS para o governo. Posteriormente, PAULO VENUTO informou a LÉO PINHEIRO que ALDO GUEDES havia cobrado um percentual de 5% (cinco por cento) de todas as medições, incluindo os aditivos, das obras que a OAS executasse em Pernambuco, a ser direcionado ao governador EDUARDO CAMPOS. A propina era paga pelo fato de a OAS vencer as licitações e poder executar obras no estado”.

Um irmão de Aldo Guedes, sócio de Renata Campos, era dono da empresa apontada como dona formal do avião em que morreu Eduardo Campos, conforme a decisão judicial: “O acordo era o de que, com a quitação final dos financiamentos, as máquinas e os equipamentos seriam rateados entre o colaborador, PEDRO NEVES VASCONCELOS e CARLOS GUEDES, irmão de ALDO GUEDES, também sócio informal dessas empresas em 2008, fazendo o mesmo financiamento de máquinas e equipamentos que EDUARDO FREIRE. Em 2010, CARLOS GUEDES vendeu a participação dele nos negócios das empresas CÂMARA & VASCONCELOS e VASCONCELOS & CÂMARA ao colaborador e denunciado JOÃO CARLOS LYRA, que tomou a frente dos negócios das empresas”. Aldo Guedes é primo de Renata Campos e do prefeito do Recife, João Campos.

Segundo a decisão da juíza, o “preço das notas fiscais era superfaturado em 20% (vinte por cento) do valor real; todavia, houve situações em que esse percentual foi maior, chegando à emissão de notas completamente fictícias, não correspondentes a nenhum serviço prestado, com geração de 100% (cem por cento) de caixa dois”.

A juíza ainda aponta que Aldo Guedes envolveu empresas tradicionais da sua família, como a Grillo, nas condutas investigadas. O primo de Renata Campos, segundo a decisão, supostamente usava telefones da Grillo Presentes para combinar a entrega de propina, conforme trecho da decisão da juíza: “(…) aponta registros de inúmeros contatos telefônicos de JOÃO CARLOS LYRA com a COMPANHIA PERNAMBUCANA DE GÁS (COPERGÁS), empresa da qual ALDO GUEDES era presidente, e com as empresas GRILLO LTDA. (CNPJ n.º 05.383.942/0001-10) e GRILLO PRESENTES LTDA. (CNPJ n.º 11.431.608/0001-97), das quais ALDO GUEDES era sócio e ex-sócio respectivamente, contatos esses datados de 2012 a 2014, incluindo chamadas nos meses de junho e agosto/2014, próximas à entrega da propina”. A empresa, na Imbiribeira, é uma das mais tradicionais do Recife.

Com a decisão judicial, assinada no processo 0810128-30.2022.4.05.8300, o núcleo financeiro ligado a atual cúpula do PSB já passa a ser oficialmente réu por corrupção e lavagem por uma longa lista de condutas citadas desde 2006 até a atual eleição. Com a decretação destes como réus, segundo a fonte na Polícia Federal, qualquer nova reiteração criminosa já pode servir de base para a decretação de prisões preventivas, sem prazo determinado, no inquérito. A Polícia Federal está monitorando a movimentação financeira, de caixa 2, na eleição de Pernambuco, para fins de representar, a partir da próxima segunda (3), por novas prisões.

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A etapa do Cariri Cangaço, movimento de resgate e valorização da cultura envolvendo a vasta e controversa história de Lampião, começou, há pouco, em Afogados da Ingazeira, a 386 km do Recife, com todos os ritmos das danças do bando do Rei do Cangaço, com destaque para o xaxado.

Promovido pela Prefeitura Municipal, o evento lotou o cine-teatro São José, no centro da cidade. O grupo dançante veio de Solidão, menor município da região. O Cariri Cangaço vai se prolongar até o próximo domingo, com palestras, lançamentos de livros e visitas as localidades onde nasceram alguns personagens do Cangaço, como o bandoleiro Antônio Silvino, em Afogados da Ingazeira.

O Cangaço foi um importante fenômeno histórico-social que marcou a história do Nordeste, no final do século XIX e primeiras décadas do século XX. Em reconhecimento à sua importância, o projeto Cariri Cangaço reúne historiadores, estudiosos e pesquisadores com o objetivo de divulgar, estudar, pesquisar e debater esse importante período de nossa história.

A chegada do empreendimento ao Alto Pajeú significa o reconhecimento de todo o Brasil à força da memória, história e tradição de Afogados da Ingazeira, como também de toda região, uma vez que será em consórcio com as cidades de Carnaíba, Ingazeira e Iguaracy.

Toca Jabô
Paulista - No ZAP

Em entrevista hoje, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destacou a atuação da Sudene na democratização do acesso ao microcrédito. “No Nordeste, diferentemente do Norte, da Amazônia e do Centro-Oeste, o microcrédito (através do FNE) funciona há muito, girando com mais aplicabilidade na distribuição de renda na região”, afirmou ao programa Bom Dia, Ministro.

O FNE, um dos principais instrumentos de ação da Sudene, tem como prioridade o financiamento para os mini, micro e pequenos empreendedores. Essa é uma decisão do Conselho Deliberativo da Autarquia. Para 2024, há um incremento de 10% do financiamento para esses empreendimentos de portes prioritários, o que representa um total de R$ 23,5 bilhões. Este valor corresponde a 62,2% dos recursos previstos para o FNE 2024, que é operado pelo Banco do Nordeste.

“Nós temos no Nordeste, por exemplo, o Crediamigo, Agroamigo, que tem abrangência urbana e rural. No Norte, nunca foi feito o microcrédito pelo FNO, assim como na região central do país, nunca foi feito o microcrédito pelo FCO. O dinheiro deste fundo, no Centro-Oeste, ia para cinco, dez empresas”, comparou Waldez Góes. O ministro enfatizou que é uma recomendação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliar o acesso ao microcrédito no país. “Precisamos melhorar no Nordeste, mas comparado com outras regiões, a região já é um exemplo a ser seguido”, disse.

As diretrizes de aplicação do FNE, compostas por prioridades espaciais e setoriais com base no Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo da Sudene ainda no ano passado. O grande esforço que vem sendo realizado é para que os recursos sejam aplicados integralmente, diversificando-a do ponto de vista setorial e espacial.

“O presidente Lula defende o desenvolvimento regional. E a gente não faz desenvolvimento regional sem os instrumentos, como os fundos constitucionais e de desenvolvimento”, ressaltou Waldez Góes. Ele frisou que o FNE teve um recorde de contratações em 2023, com R$ 44 bilhões em operações de crédito.

Jaboatão - Toca Jabô

O município de Brejo da Madre de Deus, no Agreste, realiza seu 1º Simpósio Municipal de Transtorno do Espectro Autista (TEA), um evento que busca conscientizar e orientar pais, responsáveis, profissionais e a comunidade em geral sobre o autismo. O evento acontecerá na próxima quarta-feira (24), das 8h às 12h, na quadra da Escola Maria da Glória.

A importância desse simpósio está na necessidade de disseminar informações precisas e atualizadas sobre o autismo, promovendo uma maior compreensão e aceitação da condição, além de oferecer orientações práticas para a melhor abordagem e apoio às pessoas com TEA.

Petrolina - Melhor cidade para viver 2024

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, afirmou, hoje, que a aproximação do Legislativo com o setor industrial do estado é um movimento importante para fortalecer a iniciativa privada. “Onde a industrialização chega, modifica a vida das pessoas”, disse, ao fim do almoço que a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) ofereceu aos deputados integrantes da Frente Parlamentar em Defesa Indústria da Alepe, instalada no início deste mês.

De acordo com Porto, a frente parlamentar consolida conversas que a Casa já vinha mantendo com o setor no sentido de colaborar efetivamente com a indústria pernambucana. Ele lembrou que desde que assumiu a presidência da Assembleia tem reunido esforços para criar um ambiente de negócios no estado, visando o fortalecimento de todos os segmentos da economia.

“Nosso compromisso tem sido trabalhar por uma iniciativa privada forte. Afinal, é da iniciativa privada que partem os impostos que propiciam as obras públicas que, por sua vez, atendem às necessidades da população”, afirmou. “A Alepe está de portas para a indústria. Contem conosco”, completou.

O deputado lembrou ainda que não há desenvolvimento sustentável sem uma iniciativa privada sólida. “Neste contexto, é importante frisar que o dinheiro público vem da iniciativa privada e passa ser carimbado como recurso oficial quando chega aos cofres governamentais e, a partir daí, financia obras de saúde, educação, saneamento e segurança. Em suma, sem iniciativa privada forte, não há democracia forte”, disse.

Porto aproveitou para destacar que os seus mandatos sempre estiveram voltados para a busca de novas oportunidades e negócios, tendo a indústria motor deste objetivo. “Foi a partir deste trabalho que conseguimos atrair para Canhotinho o frigorífico da Masterboi, empreendimento que está mudando a economia do Agreste e transformando vidas”.

Recebidos pelo presidente da Fiepe, Ricardo Essinger, os deputados puderam assistir apresentações sobre estrutura, funcionamento e resultados do Serviço Nacional da Indústria (Senai), do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) em Pernambuco. Também acompanharam exposições sobre a própria Fiepe e o Observatório da Indústria, centro de inteligência que produz informações estratégicas, estudos prospectivos e pesquisas com foco em soluções eficientes para o setor industrial.

Com 85 anos de fundação, a Fiepe promove o desenvolvimento da indústria em todo o estado. Em 2023, o setor arrecadou, em ICMS, R$ 8,1 bilhões em Pernambuco.

Ipojuca - Minha rua top

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), líder da oposição na Câmara dos Deputados, solicitou acesso à lista de presentes recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela primeira-dama Rosângela Lula da Silva (PT) durante as viagens internacionais e nacionais realizadas por eles. O parlamentar argumenta que a situação dos 231 itens recebidos pelo casal do primeiro dia do mandato até 2 de maio de 2023 “gera controvérsias”. As informações são do portal Estadão.

O requerimento de acesso aos dados, protocolado nesta quarta-feira, 17, solicita ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo (PT), além da lista detalhada de presentes recebidos entre o início do mandato de Lula e o dia 16 de abril de 2024, informações sobre o encaminhamento dado aos itens e os valores gastos com alimentação durante as viagens do presidente. Procurada pela reportagem, a Secretaria-Geral da Presidência ainda não se manifestou.

Segundo Barros, as “mais de 15 viagens” de Lula não proporcionaram “efeitos positivos para o Brasil até o momento”, o que justifica o pedido de “fiscalização” que tem como objetivo o “esclarecimento da situação”. Ainda, o deputado menciona a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de auditar o recebimento dos bens dados a Lula em 2023, antes do fim da gestão do mandatário.

Os presentes recebidos pelo presidente são catalogados pela Diretoria de Documentação Histórica, que faz parte do gabinete da Presidência. Em junho de 2023, o órgão admitiu que a lista contendo os bens dados a Lula, sendo 63 deles internacionais, poderia estar incompleta.

No caso das joias que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou trazer ilegalmente para o país, o portal revelou que diversos servidores foram mobilizados para impedir justamente esta etapa do cadastro. O colar, anel, relógio e o par de brincos de diamantes avaliados em R$ 16,5 milhões eram um presente do príncipe da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman al Saud, e foram apreendidas no aeroporto de Guarulhos quando Bolsonaro e a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro, voltaram da viagem.

A fim de liberar os presentes, o ex-presidente atuou pessoalmente e ainda acionou três ministérios para forçar a liberação dos itens que estavam na mochila de um militar, assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Ao todo, foram oito tentativas para que Bolsonaro ficasse com as joias.

Caruaru - Geracao de emprego

Por Juliana Albuquerque – repórter do Blog

Na ausência de um posicionamento do governo municipal, moradores de Jaboatão dos Guararapes se reúnem, de forma organizada, para tentar mudar a realidade da população que necessita dos serviços ofertados por uma agência do INSS na cidade.

Sem um posto de atendimento do INSS desde 2017, quando a única agência existente em Jaboatão Centro foi fechada, os moradores, muitos deles idosos, são obrigados a irem a Moreno para serem atendidos no local.

“A ideia é que a agência, em princípio, volte para o prédio onde funcionava, que é próprio, mas que está com problema estrutural, precisa de reforma. Caso não possa ter essa reforma, que seja alugado um novo prédio. A solução técnica quem vai dar é o Instituto Nacional de Seguro Social, o que não pode hoje é o segundo município do Estado está sem agência do INSS. O prefeito do município infelizmente não se mexe para isso, a Câmara de Vereadores, também não se mexeu, então, é a própria população está se mexendo”, explica Alfredo Costa, morador de Jaboatão, em apoio ao movimento liderado por Jairo Lima, também morador do município.

Segundo Alfredo, o movimento que vem ocorrendo de forma sistêmica, busca colher assinaturas para um abaixo assinado. Até o momento, o documento que solicita ao INSS a abertura de uma agência em Jaboatão, já reúne cerca de 5 mil assinaturas.

“Ainda é muito pouco perante o problema do município. A ideia é chamar a atenção do INSS, abrir diálogo com a superintendência do INSS, já estamos, inclusive, tentando diálogo com o secretário executivo da Previdência, Wolney Queiroz, já temos um diálogo aberto com o senador Humberto Costa (PT) e com a senadora Teresa Leitão (PT). Estamos ainda tentando abrir o diálogo com o senador Fernando Dueire (MDB), além de com o deputado federal Carlos Veras”, complementa.

Camaragibe Agora é Led

Nona mais populosa cidade do Brasil, o Recife vive uma situação preocupante quanto à segurança pública, conduzida pelo Governo de Pernambuco. Com quase 1,5 milhão de habitantes, a capital tem apenas duas delegacias de plantão 24h, DP Boa Viagem e Central de Plantões da Capital – CEPLANC, para atendimento aos crimes corriqueiros, deixado sem os serviços de segurança cidadãos e turistas que procuram a cidade – enquanto a violência aumenta. Em 2012, eram quatro delegacias – Boa Viagem, Várzea, Casa Amarela e Santo Amaro.

O conceito de territorialidade foi empregado no Programa Juntos Pela Segurança para dividir Pernambuco em território. É necessário ocupar esses territórios com delegacias bem equipadas e abertas 24h por dia, sob pena de aumentar a subnotificação e impunidade. A concentração de Delegacias de Plantão é ruim para Polícia Militar que tem que se deslocar para outro território, deixando sua base e perímetro ostensivo. É péssimo para vítima, em virtude do seu deslocamento para uma unidade distante do local do fato. É terrível para polícia civil que perde informações precisas para investigação e elucidação do caso, até porque vai ser apurada por outra equipe que não tem conhecimento dos fatos da localidade e das investigações em andamento.

Dados da própria Secretaria de Defesa Social (SDS) apontam a situação calamitosa. A capital pernambucana foi a região com o maior número de CVPs registrados nos dois primeiros meses deste ano. Foram registrados em fevereiro um total de 1.558 ocorrências de roubos e furtos.  Já no mês de janeiro, Recife contabilizou 1.549 registros: um total de 3.107 casos se somados os dois períodos deste ano.

No caso das mortes violentas intencionais, o cenário é ainda pior. A capital pernambucana registrou 80 assassinatos no último mês de março. O crescimento foi de 73,9% em relação ao mesmo período de 2023, quando 46 pessoas foram assassinadas, tornando-se o pior resultado dos últimos sete anos no Recife.

Em meio à essa onda crescente, o Estado tem adotado uma postura que não incentiva a atuação policial e, por consequência, não coíbe as atividades criminosas. Desvalorização da carreira, acúmulo de atividades e precariedade no ambiente de trabalho são algumas das marcas presentes, sobretudo para atuação dentro das delegacias do Estado, que estão perdendo suas unidades com funcionamento de plantão durante 24h.

“Com quase um milhão e meio de pessoas vivendo no Recife, temos apenas duas delegacias que trabalham em regime de vinte e quatro horas, como se a bandidagem trabalhasse em regime comercial. É imprescindível que a gente volte ao ano de 2012, quando existiam as delegacias de plantão em cada AIS (Área Integrada de Segurança). Recife compõe 5 Áreas Integradas de Segurança e o ideal é que todas as 5 AIS tenha sua delegacia de plantão”, diz o presidente da Associação de Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe), Diogo Melo Victor.

Para ele, a questão da territorialidade é imprescindível para a melhoria da sensação de segurança no Recife. “A ocupação territorial é imprescindível para que haja uma sensação melhor de segurança. Você apenas tendo delegacias de plantão em Boa Viagem e na Ceplanc (Central de Plantões da Capital), em Santo Amaro, ficamos com menos delegacias abertas e gera-se uma maior sensação de insegurança. É preciso que tenhamos mais delegacias abertas e bem equipadas, com quantidade de pessoas suficiente que possam atender com presteza a população. Inadmissível maioria das delegacias fecharam as 18h/17h, logo no período de maior incidência criminal, temos menos polícia! O crime não está vinculado ao horário comercial”, reforça o presidente da Adeppe.

Belo Jardim - Vivenciando Histórias

Com o objetivo de promover a atualização e o aprofundamento técnico nas áreas de administração, finanças e contabilidade, além da troca de conhecimentos e alinhamento estratégico entre os profissionais que integram o Conselho Federal de Administração, aconteceu, entre os dias 9 e 11 de abril, em Brasília, o primeiro Encontro Nacional Administrativo, Financeiro e Contábil do Sistema CFA/CRAs de 2024 (ENAFIC).

Promovido pelo Conselho Federal de Administração (CFA), o evento reuniu conselheiros federais e regionais, além dos colaboradores dos CRAs e do CFA de todo o Brasil. De Pernambuco, integraram a comitiva o vice-presidente e diretor de Relações Institucionais do Conselho Regional de Administração do Estado (CRA-PE), Jefferson Henrique, a gerente Administrativa e Financeira, Paula Carrazzoni, a assessora de Comunicação, Mariana Borges, e o contador Edson Silva.

Em paralelo ao ENAFIC, no dia 11, ocorreu também a primeira edição do Encontro Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação (ENATIC), em que a temática central foi voltada aos desafios que precisam ser superados na área, como o uso da Inteligência Artificial, armazenamento em nuvem, LGPD, transformação digital, segurança cibernética, entre outros.

Na ocasião, representaram a regional pernambucana do Conselho Regional de Administração, o coordenador da Comissão de Transformação Digital do CRA-PE, Carleone Falcão, e o coordenador Geral de Convênios, Licitação e Tecnologia da Informação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, Carlos Pedro dos Santos Nóbrega.

Vitória Reconstrução da Praça

Caro Magno Martins,

Venho através deste relatar, que não procede a alegação de acumulação indevida de cargos. Sou servidora estatutária do Governo do Estado de Pernambuco e estou cedida ao município de Gravatá, desde janeiro de 2023, por meio da Portaria de cessão n° 293/2023, quando fui designada para trabalhar como secretária-executiva de Saúde.

Em relação ao vínculo contratado no município de Pombos-PE, este não mais persiste e foi encerrado tempestivamente, sem que conflitasse com o exercício do mister nesta municipalidade.

Dessa forma, diante dos fatos relatados, fica esclarecido que não há acumulação indevida de cargos públicos. Quanto à denúncia mencionada, informo que já foi devidamente respondida ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco e os esclarecimentos foram prestados no ano de 2023.

Atenciosamente,

Viviane Cavalcanti

Por Juliana Albuquerque – repórter do Blog

Na iminência do projeto de lei que extingue as faixas salariais dos bombeiros e policiais militares ser aprovado no plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco, conforme enviado pelo Executivo Estadual, o que deve ocorrer na próxima semana, a corporação endurece ainda mais a operação denominada X.

Na prática, quer dizer que estão de braços cruzados para as demandas que chegam, o que deve impactar diretamente no aumento dos índices de violência de Pernambuco, já crescente, atestado pelo aumento no número mortes, que só nos primeiros três meses deste ano, chegou a 10% de alta em relação ao mesmo período do ano passado, com 989 mortes.

“Mesmo diante da explicativa do secretário da Fazenda, Wilson de Paula, semana passada, e do deputado Diogo Moraes ainda ter feito uma proposta em seu relatório para que a gente pudesse ter um ganho real no reajuste deste ano, que pelo menos fosse colocada a reposição inflacionária, de 4,5%, mas não obtivemos êxito e o projeto foi aprovado na Comissão de Finanças com reajuste de 3,5% para este ano”, comenta Luiz Carlos Torres, presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS).

Enquanto não repõe o salário dos militares ao menos pela inflação, Luiz questiona o fato de que o Governo enviou para Alepe, que aprovou, um aumento acima da inflação do ano passado para os servidores do Ministério Público e do Judiciário, de 5% e 6%, respectivamente.

“Eles podem ganhar acima do que é previsto da reposição inflacionária, mas para a polícia e bombeiros militares, as coisas são difíceis. Uma categoria que vem defendendo a sociedade com quase 60% do seu efetivo e tem dado resultado. Então, valorizar os homens que dão a sua vida para defender a sociedade a gente não tem esse respeito”, lamenta Torres.

Para o deputado Alberto Feitosa, não adianta o Governo investir em um plano de segurança que não valorize as forças policiais. “Nenhum plano de segurança do mundo tem resultados sem a valorização das tropas policiais. Sem uma polícia satisfeita, não tem como mudar o ânimo dos que estão nas ruas em defesa da sociedade. Os exemplos estão aí, com os índices de violência acelerando mês a mês em Pernambuco”, afirmou o parlamentar.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos pelo blog da Andréia Sadi, avaliam que a correição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a atuação de magistrados da 13ª Vara de Curitiba, durante a força-tarefa da Lava Jato, vai parar na Corte e já se preparam para analisar o tema.

Integrantes da Corte externaram recentemente ao presidente Lula (PT) preocupação com o STF ficar sobrecarregado diante de pautas que vão da defesa da democracia à revisão de decisões do Congresso sobre temas constitucionais – da PEC das Drogas à saidinha de presos, que envolve garantias fundamentais.

Nas palavras de um ministro do STF, “não dá para a Corte entrar em todas as brigas, mas também não dá para sair correndo”. Lula, por sua vez, registra nos bastidores que não tem muita expectativa de que o Congresso vá mudar – pelo contrário. Diante dessa constatação, ministros do STF se veem cada vez mais sobrecarregados com pautas e reconhecem que há um limite para o Executivo agir, mas que dificilmente o Supremo conseguirá ”sair de cena” assim.

Se o caso da correição parar no STF, ministros da Corte preveem um placar com resistências ao ministro Luís Roberto Barroso, que conseguiu derrotar Salomão no CNJ ao derrubar o afastamento de Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, e do atual titular.

Para os ministros consultados, o resultado de uma eventual análise do STF sobre o caso ainda é indefinido porque há uma movimentação nos bastidores de Moro – que é alvo da correição – junto a Jair Bolsonaro, em busca de ajuda para obter apoio no STF. A expectativa do entorno de Moro é de que Bolsonaro atue junto aos ministros que o ex-presidente indicou – André Mendonça e Nunes Marques. A conferir.