27/02


2021

Suprema resistência

Por Weiller Diniz*

Além de simpatizantes nazistas, a tropa governista recicla vários expedientes do 3 Reich. A mentira, a máquina de propaganda e desconexão da verdade de Joseph Goebbels, a perseguição a minorias, o ódio aos jornalistas, a terceirização dos fracassos, a mitomania alienante, o belicismo, a militarização do governo, a obsessão contra a esquerda e as investidas para subjugar o STF.

Os alvos, ações ou discursos se alternam na rotina ociosa de Jair Bolsonaro, da prole e dos aliados. Para intimidar a imprensa, ele mesmo o faz. Para emparedar ministros do Suprema Corte passou a se escudar em cães de guarda que vão sendo rifados enquanto preserva a si e os filhos. Um dos porta-vozes da suástica foi preso e pode perder o mandato. O capitão trocou as ameaças de ruptura por comentários insidiosos. Agora são os fanáticos que preconizam golpes, abusando da dissimulação, outra doutrina de inspiração nazista.

Adolf Hitler invadiu a Polônia 5 meses depois do discurso pacifista ao Parlamento alemão em abril de 1939. Um ofendido Hitler respondia, com ironia, a 21 pontos da carta do presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, cobrando compromissos de não agressão contra 31 países para evitar a guerra. As mentiras aos deputados em um longo discurso reforçaram duas características do facínora: a cínica dissimulação e o messianismo.

O führer, taticamente, postergava seus propósitos tirânicos sem, contudo, abandoná-los. No mesmo discurso ele se vangloriou por armar a população. O tom do pronunciamento foi deliberadamente messiânico, de autoexaltação, onde ele se promoveu inúmeras vezes:

“Eu me considero um chamado pela Providência para servir somente ao meu povo e livrá-lo de sua terrível miséria… Dominei o caos na Alemanha, restabeleci a ordem, aumentei imensamente a produção em todos os ramos de nossa economia nacional, por meio de esforços extenuantes produzi substitutos para numerosos materiais que nos faltam, preparei o caminho para novas invenções, desenvolvi transporte, fiz com que estradas magníficas fossem criadas construí e canais a serem cavados, criava novas fábricas gigantescas… Pois o meu mundo, senhor presidente, é aquele para o qual a Providência me designou e para o qual é meu dever trabalhar”.

Hitler mentiu sobre os planos de guerra e travestiu a tirania com uma modalidade de investidura sagrada. Se apresentava como um apóstolo de salvação para a ruína germânica e exortava o reconhecimento às suas supostas realizações obtidas através do enorme endividamento para montar a maior máquina de guerra do mundo. O fanatismo pretendia transformar o mandato temporário em uma missão divina duradoura. A “Providência” para qual dizia ter sido chamado foi pensada para transformá-lo em mito quando a Alemanha já perseguia inimigos imaginários e o Judiciário se acovardava.

Os expedientes nazistas são eloquentes por aqui. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, adapta o marketing hitlerista associando o conceito de pátria à sacralidade da Providência de quem ambiciona se eternizar no poder. Completavam a índole do ditador alemão o ego explosivo, belicoso, neurótico, intolerante, manipulador e a paranoia conspiratória, segundo a qual todos querem derrubá-lo. Bolsonaro adia, mas não esquece seus inimigos fictícios.

Apenas vai adaptando o método quando a realidade impõe. Ora tenta a captura de órgãos de Estado, como Abin e PF, ora estimula o confronto, ora ressuscita bravatas. Tentou asfixiar financeiramente os jornais e ameaça a imprensa sempre. “Porrada”, “vai pra puta que pariu”, “cala boca” e outros rasgos de autoritarismo. Perto disso, o truculento Newton Cruz, o “Nini” da ditadura, era um cavalheiro. “O certo é tirar de circulação — não vou fazer isso, porque sou democrata — tirar de circulação Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Antagonista, são fábricas de fake news”, ameaçou o democrata mirando o seu segundo maior inimigo imaginário, depois do STF. A jihad bolsonarista também dispara também contra o STF.

Desde maio de 2020, quando pregava o golpe nas ruas, Jair Bolsonaro tem o STF como alvo prioritário. Por lá perdeu em todos os arreganhos autoritários, grande parte por unanimidade. A noite dos cristais já foi tentada por aqui. O tal grupo dos 300, que nunca passou de uma dezena de meliantes, atirou fogos sobre a sede da Suprema Corte. Nas manifestações que Bolsonaro prestigiou e convocou, faixas pediam o fechamento do Congresso e do Supremo. Quando Alexandre Ramagem foi barrado na PF, por ferir o princípio da impessoalidade, novas ameaças. Após a busca e apreensão em aliados ele regurgitou: “acabou porra”. Depois da quebra de sigilo contra os amigos ameaçou: “Está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar”.

No dia seguinte Fabrício Queiroz foi colocado no devido lugar, a cadeia. Acuado, o capitão capitulou, mas o alvo preferencial nunca foi esquecido. O coro demoníaco esconde uma causa e não uma casualidade. Nódoa eterna na Pasta da Educação, Abraham Weintraub, na reunião ministerial de 22/4/2020 esbravejou. – Por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF.

A valentia a portas fechadas foi paga com um ótimo emprego no banco mundial e revelou um pusilânime que se homiziou no cargo para escapulir. Eduardo Bolsonaro, o deputado do “cabo” e do “jipe” para fechar o STF, pregou a volta do AI-5. O deputado afirmou ainda que a ruptura era “quando” e não “se”. Ex-vice-líder de Bolsonaro, Otoni de Paula foi condenado a indenizar o ministro Alexandre de Moraes em R$ 70 mil por xingá-lo com palavrões. As deputadas Bia Kicis e Carla Zambelli também insultaram ministros do STF e são investigadas. José Lins do Rego acertou quando escreveu que “a retórica do nazismo animava instintos de bestas-feras”.

Jair Bolsonaro também marchou sobre o STF para salvar CNPJs na pandemia, em um gesto de simbologia extremista babujado por integralistas que simulavam um cerco à Corte. O próprio Bolsonaro disseminou o vídeo comparando os ministros do STF a hienas. No vídeo, o leão, identificado como Bolsonaro, é acuado por hienas com símbolos que representam instituições vistas como rivais: partidos políticos, STF, a CNBB, a OAB e órgãos de imprensa. Surge outro leão, descrito como "conservador patriota", que expulsa as hienas. Os leões se cumprimentam, e surge a imagem de Bolsonaro, uma bandeira do Brasil e a voz do presidente repetindo seu slogan: "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos".

O Brasil e Deus também foram invocados e profanados no vídeo no qual um ogro, investido no mandato parlamentar, vomitou ofensas contra vários ministros do STF e ameaçou o Judiciário com AI-5, cassações e os demais comandos que ativam as mentes belicosas do bolsonarismo: “quando o Bolsonaro decide uma coisa você vai lá ‘não, isso não pode’… Suprema Corte é o cacete. Na minha opinião, vocês já deveriam ter sido destituídos do posto de vocês e uma nova nomeação convocada e feita de 11 novos ministros. Vocês nunca mereceram estar aí. E vários que já passaram também não mereciam. Vocês são intragáveis, tá certo? Inaceitável. Intolerável, Fachin? Não é nenhum tipo de pressão sobre o Judiciário não. Porque o Judiciário tem feito uma sucessão de merda no Brasil. Uma sucessão de merda. E quando chega em cima, na Suprema Corte, vocês terminam de cagar a porra toda. É isso que vocês fazem. Vocês endossam a merda.”

A vociferação escatológica e rudimentar rendeu a prisão que imediatamente foi referendada pela unanimidade dos ministros do STF. O trancafiamento foi endossado pela Câmara dos Deputados por 364 a 130 votos. O relatório da deputada Magda Mofatto, do Centrão, escolhida a dedo pelo grupo, chicoteou impiedosamente uma fera desdentada: “Temos entre nós um deputado que vive a atacar a democracia e as instituições e transformou o exercício do seu mandato em uma plataforma para propagação do discurso do ódio, de ataques a minorias, de defesa dos golpes de estado e de incitação à violência contra autoridades públicas… As ameaças eram sérias e críveis, revelando a periculosidade do colega e justiçando a sua prisão para impedir a prática delitiva”.

O leão indomável e desafiador das redes sociais converteu-se em um gatinho compungido pelo remorso e tomado pela dissimulação. Não passa de outro boi de piranha do bolsonarismo. Há vários tombados pelo caminho. Depois de vocalizar o manual do pensamento extremista, o deputado Daniel Silveira se viu jogado aos leões e terá tempo, a exemplo dos demais sacrificados, para refletir que o jogo político é mais sutil e mais elaborado. Está além da suposição de suas vadiagens delinquentes. Bolsonaro, a partir do teste numérico na Câmara, também passa a ter uma ideia do tamanho da sua esfarrapada SS se persistir em teses golpistas contra os poderes.

Os golpes e rupturas vicejam em sistemas em crise com desemprego, insegurança, inflação alta, fome, violência, recessão, instabilidades jurídicas, políticas e institucionais além da carência de líderes. Esse foi o ambiente na República de Weimar, ideal para chocar o ovo da serpente e chocalhar o nazismo. A cartilha é seguida rigorosamente no Brasil. O manual da terra arrasada, aplicado no vídeo, prevê tensões permanentes, confrontos físicos, provocações, ameaças, políticas para armar grupos paramilitares (a milícia, no caso brasileiro), deslegitimar as instituições e a disseminar o ódio visando a desestabilização até o caos. Momento no qual o ditador se apresenta como o redentor em nome da Providência.

A variável brasileira vem sendo o STF que vai puindo a única máscara que Bolsonaro usa, a da ruptura. Além de não se intimidar, o STF barra as comichões autoritárias e abriu várias investigações fazendo o bolsonarismo se ajoelhar. O oposto do que ocorreu no nazismo, quando o Judiciário se acocorou. A captura do Judiciário alemão se deu após vitória da tese do nazista Carl Schmitt. Por ela o guardião da Constituição de Weimar era o presidente do Reich, legitimado pela vontade popular, mesmo sem neutralidade. O Judiciário debilitado foi decisivo para Hitler pisotear a humanidade. A série de derrotas impostas ao bárbaro carioca reiterou que o guardião da Constituição no Brasil, santuário democrático, é o Supremo Tribunal Federal. Apenas tudo isso.

*Jornalista. Texto originalmente publicado no portal Os divergentes.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

Parabéns Weiller Diniz comentário correto, o bozoloide tá com raivinha.

Sérgio Ricardo Claudino Patriota

Quem é esse idiota mesmo Magno? Bom uma coisa ficou claro, Weiller Diniz deixou de receber alguma coisa do governo. Que tabacudo mais recaucado. Lixo, só escreve lixo!!!


Cabo 2021

27/02


2021

Prefeito de Rio Branco demite jornalista que irritou Bolsonaro

Do UOL

O jornalista João Renato Jácome foi demitido e teve decreto de exoneração publicado no Diário Oficial da Prefeitura de Rio Branco de hoje. Ele deixa o cargo de chefe de gabinete na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde atuava havia pouco mais de um mês.

Na última quarta-feira (24), de folga de seu trabalho como servidor, ele foi cobrir a visita do do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Acre como jornalista credenciado pelo Estadão.

Durante a entrevista coletiva, ele fez uma pergunta sobre a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de anular a quebra de sigilo bancário de Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente. Bolsonaro se irritou com o questionamento, não respondeu a pergunta e encerrou a coletiva de forma abrupta.

A visita de Bolsonaro foi motivada pela crise humanitária no estado, que enfrentou na semana passada, ao mesmo tempo, uma enchente em rios e igarapés; a lotação na rede de saúde por causa da covid-19 e do surto de dengue; e um conflito envolvendo refugiados que tentaram passar pelo Peru com destino aos Estados Unidos — a fronteira entre os países está fechada por causa da pandemia.

Ao UOL, Jácome conta que a secretaria — em que atuava desde o dia 17 de janeiro deste ano — adota um rodízio de servidores por decreto devido à pandemia no estado. Ele explica que, na quarta-feira, estava de folga e foi contratado como repórter freelancer pelo Estadão para acompanhar a visita presidencial.

"Eu já havia trabalhado por dois fins de semana seguidos por conta da enchente, e o secretário disse que eu iria folgar durante a semana — não só eu, como vários outros colegas de lá. E voltei ontem e trabalhei normalmente", diz.

Jácome disse que ficou "surpreso e muito triste" ao saber da demissão sumária pela imprensa ontem. "Mas isso não vai fazer eu baixar a cabeça. Vou continuar trabalhando e fazendo o que eu sempre fiz. Uma coisa que ninguém pode me acusar é de ter feito algo errado. Não fui exonerado por um crime, por improbidade, por incompetência. Fui exonerado porque estava trabalhando, e isso incomodou, infelizmente", disse.

O UOL procurou o diretor de comunicação da Prefeitura de Rio Branco, Ailton Oliveira de Freitas, para pedir a versão oficial da exoneração. "O motivo é que o jornalista estava em horário de trabalho para o município e estava trabalhando para terceiros", afirma.

O prefeito Tião Bocalom (PP) é aliado de primeira hora do presidente, e inclusive veio de Brasília para Rio Branco com Bolsonaro na quarta-feira. Ele postou foto dentro do avião presidencial.

A jornalistas locais, entretanto, o prefeito confirmou ainda ontem a exoneração do jornalista. "Foi exonerado ontem [na quarta-feira] mesmo", respondeu Bocalom a um jornalista, deixando a entender que se tratou de um ato de retaliação pela pergunta que irritou seu aliado.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


27/02


2021

Buíque restringe atividades econômicas

Um novo decreto (nº 023) editado pelo prefeito Arquimedes Valença (MDB) definiu novas medidas restritivas para o enfrentamento aos crescentes casos de Covid-19 em Buíque. Somente nos últimos dois meses, o número de vítimas fatais devido à doença cresceu mais e 70% em relação a todo o ano passado, quando começou a pandemia em março de 2020. As medidas que passam a valer a partir de segunda-feira (1º) restringem os horários de funcionamento das atividades comerciais, feiras livres, cultos religiosos, entre outros. 

Pelo decreto, ficam proibidas todas as atividades econômicas de segunda a sexta-feira, das 20h às 05h, e aos sábados e domingos, entre 17h e 05h da manhã. Já o funcionamento do Mercado Público, da Feira Livre e do Açougue municipal passa a ocorrer de segunda a sexta-feira das 06h às 13h, e aos sábados, das 06h às 15h.

As cerimônias religiosas de todo e qualquer credo só poderão ocorrer até as 18h, respeitando sempre o limite máximo de 50% de sua capacidade. Fica também proibido todo e qualquer tipo de evento durante a vigência deste decreto. As academias de ginásticas deverão seguir todos os protocolos definidos pelo Governo do Estado e só poderão ocupar 30% da sua capacidade.

Em relação as lotações, ônibus, vans e outros veículos de transporte de passageiros, fica proibida a entrada ou saída de qualquer veículo com este fim, lotação ou transporte alternativo, com o quantitativo superior a 50% da capacidade permitida de transporte de passageiros. No tocante as funerárias, ficou determinado que elas não poderão realizar velórios de pacientes vítimas da Covid-19 devendo providenciar de forma imediata a cerimônia de sepultamento sem aglomerações e o cortejo só podendo ser acompanhado de carros. 

O descumprimento das medidas definidas neste novo decreto submete os infratores ao pagamento de multas que variam de R$ 400 a R$ 1 mil, além de haver a interdição do espaço. A fiscalização ficará a cargo da Vigilância Sanitária, Defesa Civil, Guarda Municipal ou qualquer outro órgão público competente para este fim com autoridade para lavrar o auto de infração. 

Dois telefones ficarão à disposição da população para denúncias de aglomerações, bares funcionando fora de horário e outras irregularidades que descumpram o atual decreto. A população poderá ligar ou mandar mensagem para os telefones: (87) 98122.2635 / 98126.9881. 

A Prefeitura de Buíque também vai acionar o Ministério Público de Pernambuco e a Polícia Militar para dar apoio ao cumprimento das novas medidas com uma fiscalização intensa.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Banner Jaboatao 2021

27/02


2021

Zé Queiroz recebe vacina contra Covid-19 no Recife

O ex-prefeito de Caruaru e deputado estadual José Queiroz (PDT), 79 anos, recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19. A imunização ocorreu, hoje, no Recife. As informações são do Blog Cenário.

O registro foi feito pelo deputado federal Wolney Queiroz (PDT), que é seu filho. Ainda ontem, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), anunciou mais uma etapa do plano de vacinação, com o início da imunização de idosos a partir dos 75 anos, o que passou a ser feito hoje.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


27/02


2021

Tasso cobra instalação imediata da CPI da Covid

Por Gerson Camarotti, do G1

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) vai cobrar a instalação imediata da CPI da Covid depois da passagem do presidente Jair Bolsonaro pelo Ceará, causando aglomeração num momento de agravamento da pandemia por todo o país.

Ao Blog do Camarotti, Tasso disse que “Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao mandar as pessoas à morte, estimulando aglomeração”. Tasso disse ainda que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), tem que ler o requerimento e iniciar os trabalhos da CPI. Ao todo, 30 senadores assinaram o requerimento antes do Carnaval.

Tasso ressaltou que em sua passagem pelo Ceará, Bolsonaro criticou o uso de máscara, ameaçou não repassar auxílio emergencial para os estados que adotaram restrição na circulação de pessoas e ainda conclamou à população para ir à rua.

“Ao conclamar a população para ir à rua, o presidente está mandando as pessoas à morte. Bolsonaro veio ao Ceará para tentar desmoralizar as medidas de restrição que acabaram de começar. Isso é criminoso”, ressaltou.

As medidas de restrição foram adotadas pelo governador petista Camilo Santana. Na sexta-feira (26), Santana não participou do evento de Bolsonaro no estado, alegando que o ato causaria aglomeração.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Petrolina 2021

27/02


2021

Onyx Lorenzoni de volta à Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, pediu exoneração do cargo para reassumir o mandato de deputado federal pelo DEM-RS. A medida foi confirmada, ontem, na edição extra do Diário Oficial. Segundo sua assessoria, ele volta à Casa Legislativa "para tratar de emendas do orçamento no Congresso Nacional". Ao posto de ministro, retornará no dia 02 de março.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Serra Talhada 2021

27/02


2021

O carro do presidente

Da coluna de João Alberto 

O carro que o presidente Jair Bolsonaro tem usado é um Ford Fusion Hybrid, batizado de Fusion Presidencial, que pode ser visto na chegada dele para os encontros com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada. 

Não se sabe, se com saída da Ford do Brasil o automóvel será mantido.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Anuncie Aqui - Blog do Magno

27/02


2021

Belo Jardim paga folha e injeta R$ 8 mi na economia

A Prefeitura de Belo Jardim, no Agreste pernambucano, pagou o salário de todos os servidores entre os dias 25 e 26 de fevereiro. Com a quitação salarial de todas as categorias, R$ 8.130.487,34 foram injetados na economia local.

Na última quinta-feira (25), o montante relativo ao pagamento dos servidores aposentados, incorporados ao Belo Jardim Prev, foi de R$ 2.230 milhões. Para servidores efetivos, houve a destinação de R$ 3.023.593,46. Já a sexta-feira (26) foi a data de pagamento dos comissionados (R$ 264.129,04); contratados (R$ 2.258.407,05); mandato eletivo (R$ 41 mil); Pensão Especial (R$ 3.300) e Assistência Social (R$ 310.057,79).

Para o prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (DEM), essa é uma maneira de mostrar que a administração municipal está empenhada em honrar os compromissos firmados, além de buscar formas de quitar débitos gerados por gestões anteriores. “O pagamento da folha salarial é o resultado da busca pelo equilíbrio financeiro da gestão, da redução nos custos da prefeitura e secretarias e na aplicação das receitas de maneira responsável.  Com isso, o governo está conseguindo manter o ritmo de pagamento como prometido", afirma.

Ainda na visão do prefeito, a pontualidade no acerto salarial não dá apenas segurança aos profissionais de diversos setores da administração pública e suas respectivas famílias que dependem da renda, auxilia e dá suporte também ao fomento do comércio e setor de serviços da cidade.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Jornao O Poder

27/02


2021

Nos primeiros clarins, há 8 anos fevereiro levou mamãe

Fevereiro é o segundo mês do ano pelo calendário gregoriano, décimo-segundo e último no calendário luni-solar romano. O fato de sua origem ser o último mês do ano faz com que tenha a duração de 28 dias, a não ser em anos bissextos, adicionados um dia. É o primeiro de cinco meses a ter menos de 31 dias, mas o único deles com duração inferior a 30 dias. Para nós, do tronco Martins, de mamãe Margarida, ventre com raízes fincadas na paraibana Monteiro, nove filhos concebidos pela graça do Espírito Santo e a vocação de touro reprodutor do meu papai Gastão, é um mês doloroso.

Faltando apenas um dia para se despedir do ano de 2013, há exatos 8 anos, fevereiro arrebatou com um sopro repentino a nossa luz materna. Levou mamãe quando os clarins do Galo anunciavam o Carnaval. De repente, mais que de repente, o mundo dos Martins se fez trevas, uma escuridão que parecia sem fim. 

Fevereiro vem do latim februarius, inspirado em Fébruo, deus da morte e da purificação na mitologia etrusca. Os melhores carnavais eu vivi em fevereiro, mês da alegria, das colombinas que viram paixões cegas. Não imaginava que fevereiro também viesse a ser o mês da maior tristeza que se apodera, como visgo, da alma, do espírito e do coração de um ser humano: a perda de uma mãe.

Quando se perde uma mãe o mundo desaba sobre as nossas cabeças. Abre-se um calendário com dias de saudade do amor ausente, cicatriz que nenhum tempo cura. Mães que partem vivem eternamente na saudade, presente na memória dos seus filhos. Veste-se um luto eterno. Para mim e todos os meus oito irmãos, mamãe era um riacho abundante de água. A sua morte secou o riacho. Deixou nosso mundo seco e deserto.

Muitas pessoas sonham em ver anjos. Fui um sortudo: nasci e fui criado por um anjo, sempre ao meu lado, me protegendo 24 horas. Meu anjo Margarida, não estava escrito nas estrelas, morreu no mesmo dia em que botou no mundo, há 55 anos, o seu filho caçula Gastão Filho. Desde então, a tristeza impede ele a comemorar com alegria e emoção o seu aniversário. 

Mãezona como era, se pudesse, teria deixado para se despedir do mundo no dia seguinte, para não contrariar o filho, nem deixá-lo abatido ao invés de alegre na data do seu niver.

A falta de mamãe aperta tanto o meu coração que a saudade escorre pelos olhos. Penso nela em silêncio e às vezes chego a chamar seu nome. Sua lembrança continua viva dentro de mim, eternizada em meu coração.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

27/02


2021

Kajuru pede impeachment de Alexandre de Moraes

O Antagonista

A determinação da prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira por Alexandre de Moraes — posteriormente referendada por unanimidade no plenário do STF e confirmada pelo plenário da Câmara — , levou o senador Jorge Kajuru (Cidadania) a apresentar um novo pedido de impeachment do ministro do STF.

No pedido, ao qual O Antagonista teve acesso, Kajuru diz entender que não houve por parte do deputado Daniel Silveira “ameaça”, e, sim, “exasperação, má-educação, grosseria, baixo nível”. Ainda na avaliação do senador, a prisão desrespeita a imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição.

Kajuru escreveu no pedido:

“Não se pode admitir – e esta Casa não pode tolerar – que o Poder Judiciário use do seu poder de império, não para atender finalidade pública, mas como instrumento de mordaça, impedir críticas públicas, e exercer o direito de livre manifestação de pensamento e expressão.”

Kajuru, no documento, ainda cita o inquérito das fake news — aquele que censurou Crusoé e O Antagonista — e diz que Alexandre de Moraes se utiliza desse instrumento “para intimidar, ameaçar e violar os direitos e liberdades individuais de quem ousa se manifestar contra a Corte e seus membros”.

Para ser analisado no plenário do Senado, o pedido de impeachment precisa ser levado a sério pelo presidente, hoje Rodrigo Pacheco, que dificilmente o fará.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Coluna do Blog
Publicidade

TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores