A crucificação da humanidade que sangra 

Por Maciel Melo* 

Meu prezado e querido Magno, 

A sexta-feira santa sempre, ou quase sempre, me leva a uma saudosa lembrança feliz. A uma infância onde rezar um terço inteiro ao redor de um santuário e cantar uma ladainha fechando os olhos, era vermos o interior de cada um de nós.

Já a sexta-feira santa de ontem foi a crucificação de uma humanidade que sangra, alastrando suas chagas pelas praças de guerra, onde a tirania e o ódio reinam em nome de uma religião qualquer.

A Semana Santa celebra os últimos dias do filho de Deus até a ressurreição. Seu sangue derramado na cruz simboliza a vida. Ele morreu para nos salvar e nos dar a vida eterna. Fui criado em Afogados da Ingazeira sob a admoestação dessa fé passada pelos meus pais. Nos meus tempos de menino, a Semana Santa era um silêncio sepulcral em memória de Cristo. O Sertão virava uma Jerusalém em Domingo de Ramos.

Beata, mamãe baixava seus decretos invioláveis: nada de bebida, com exceção de um vinho moderado. Carne, nem pensar! Reza de joelhos, todos os dias, do Domingo de Ramos ao domingo da Páscoa. De tudo isso, entretanto, o que nunca esqueci foi o sacrifício da Quarta-feira de Trevas.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que permite ao governo acionar programas emergenciais em áreas rurais e urbanas do Semiárido para garantir a segurança hídrica e alimentar dessa região. O texto, aprovado na última quarta-feira (27), muda a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Raniery Paulino (Republicanos-PB) ao Projeto de Lei 5350/23. O projeto inicialmente atendia apenas a Operação Carro-Pipa para áreas urbanas do Semiárido.

Caruaru - Minha rua nova

Por Marcelo Tognozzi*

Nesta semana, o governo Lula finalmente manifestou seu desconforto com a brutalidade com que Nicolás Maduro conduz o processo eleitoral na Venezuela. Ele tem insistido em inviabilizar a candidatura de qualquer opositor, mesmo aqueles sem chances de vencer o pleito marcado para 28 de julho. Maduro prometeu a Lula uma eleição sem armação, mas não cumpriu. Deixou seu maior fiador pendurado na brocha.

Existem muitos interesses por trás da disputa pelo poder na Venezuela. Há mais de uma década o país tem sido dominado economicamente pelos capitais russos e chineses. Os russos já despejaram bilhões de dólares em armamentos e outros tantos em investimentos na área de mineração e energia, assim como os chineses. Eles nunca tiveram oportunidade igual a essa em pleno quintal dos Estados Unidos.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Cláudio Soares*

A gestão da governadora Raquel Lyra em Pernambuco tem sido objeto de críticas e desafios em diversas frentes, abrangendo uma ampla gama de questões que afetam diretamente a qualidade de vida dos cidadãos do estado.

Um dos problemas persistentes sob sua administração é o estado precário das estradas, com muitas delas repletas de buracos e em condições inadequadas, o que prejudica não apenas a segurança dos motoristas, mas também afeta o desenvolvimento econômico da região.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 233/23, do Poder Executivo, que reformata o seguro obrigatório de veículos terrestres, mantendo com a Caixa Econômica Federal a gestão do fundo para pagar as indenizações, foi retirado de pauta a pedido do relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), e dos líderes.

“Estamos com apresentação de emendas, querendo fazer a análise da melhor forma. Gostaríamos de deixar para quando fôssemos fazer a votação, a apresentação do relatório”, afirmou Zarattini, que tinha apresentado parecer pela aprovação do texto. Alencar Santana (PT-SP), vice-líder do governo, sugeriu a votação do projeto na segunda semana de abril.

Palmares - Forró Mares 2026

O nó difícil de desatar da superlotação carcerária 

Por Juliana Albuquerque – repórter do Blog

O sistema penitenciário de Pernambuco está mais que superlotado. Tem uma população carcerária com o dobro da sua capacidade de acomodação para os apenados. São, em números atualizados, 28 mil detentos para pouco mais de 14 mil vagas, um amontoado de gente tratada como bicho. 

Apesar de tamanho disparate, o Governo Raquel vai confirmando não ter pressa em dar andamento às obras deixadas pela gestão passada, para desafogar o sistema prisional, com abertura de mais 6.959 novas vagas.